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BENEFÍCIOS DA MUSCULAÇÃO PARA A TERCEIRA IDADE

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a musculação surge como uma alternativa para minimizar os efeitos do tempo sobre o corpo. 
Podemos com este estudo colaborar para a melhoria da qualidade de vida e saúde destes indivíduos e assim cumprir nosso propósito de disseminar a promoção da saúde.
Devido o aumento do número de indivíduos pertencentes ao grupo de terceira idade nas academias, o objetivo deste estudo é averiguar/investigar os reais benefícios da prática da musculação para indivíduos da terceira idade, restringindo entre 60 e 80 anos, considerando os aspectos fisiológicos. 
Neste trabalho utilizamos o método de procedimentos, do tipo monográfico. De acordo com Lakatos e Marconi (1991), é o trabalho que requer um vasto levantamento bibliográfico e pesquisa aprofundada. O tipo de pesquisa será a Pesquisa Bibliográfica.
CAPÍTULO I: TERCEIRA IDADE
Muitos são os nomes utilizados para designar essa população que compreende idades à partir dos 60 (sessenta) anos, tais como: idoso, terceira idade, melhor idade, idade madura, senilidade; nomes esses utilizados por grandes estudiosos que serão explicados individualmente a seguir.
Idosos, segundo Neri (2001), são populações de indivíduos que podem ser assim caracterizados em termos da duração do seu ciclo de vida. Em países desenvolvidos são indivíduos com mais de 65 anos, países em desenvolvimento, indivíduos com mais de 60 anos.
Somchinda e Fernandes (2003) relatam que o termo terceira idade surgiu no final dos anos 60, na França, para expressar novos padrões de comportamento de uma geração, que se aposenta e envelhece ativamente.
Campos (2000) esclarece que os indivíduos são classificados de acordo com a faixa etária, citando a Organização Mundial da Saúde (OMS), da seguinte forma:
· Dos 45 aos 59 anos - meia idade;
· Dos 60 aos 74 anos - idosos;
· Dos 75 aos 90 anos - velhos;
· Acima dos 90 anos - muito velhos.
Somchinda e Fernandes (2003) definem:
“A senilidade, representativa à partir dos 60 anos de idade, mas podendo-se encontrar dados à partir dos 65 anos, talvez pela variedade dos termos se sociais ou técnico-científicos , mas que na verdade vários autores enfatizam que não há um consenso nesta questão, constitui-se por um grupo heterogêneo, devido as diferenças em experiência de vida acumulada por cada indivíduo, bem como pelas diferentes transformações que o organismo sofre com o passar dos anos, devido a hábitos alimentares, de saúde, convívio social, por práticas desportivas, entre outras”.
CAPTULO II: ENVELHECIMENTO E ATIVIDADE FÍSICA
O envelhecimento, de acordo com Neri (1993), é um aumento de conhecimento e experiência. Afirma ainda que biologicamente há uma transformação no corpo humano, sendo estas mudanças nos aspectos fisiológicos, psicológicos e sociais. É o processo de mudanças universais pautados geneticamente para a espécie e para cada indivíduo, que se traduz à diminuição da plasticidade comportamental, um aumento da probabilidade à morte (NERI, 2001).
 Alguns gerontólogos acreditam que 50% do envelhecimento ocorre devido a um estilo sedentário e por muito responsável pela diminuição da capacidade física (MATSUDO E MATSUDO, 1992).
 Segundo Pescatello e Di Pietro (1993) apud Andreotti e Okuma (1999), infelizmente, o aumento do número de idosos na população tem se traduzido em um maior número de problemas de longa duração, seja em nível pessoal ou social. Citam ainda que, em nível pessoal, aproximadamente 80% das pessoas acima de 65 anos apresentam ao menos um problema crônico de saúde. Da mesma forma, Okuma (1997) ressalta que grande porcentagem de pessoas acima de 60 anos tem algum tipo de dificuldade para realizar atividades cotidianas. Dizem ainda que os diversos domínios da ciência tem a preocupação de descobrir as virtudes da velhice, prolongar a juventude e envelhecer com boa qualidade de vida individual e social.
De acordo com Gallahue e Ozmun (2001), na velhice, a capacidade de realizar as atividades de vida diárias (AVD’s) pode sofrer alterações. Nesta fase, nota-se grande tendência à diminuição da atuação do indivíduo no meio em que vive.
Para a American Geriatrics Society, apresentado por Gallahue e Ozmun (2001), as AVD’s são classificadas como:
Básicas (ABVD’s) – que incluem as atividades de autocuidado; determinam o desempenho funcional do indivíduo levando em consideração os desempenhos físicos, psíquicos e sociais.
Intermediárias (AIVD’s) – englobam as ABVD’s e tarefas essenciais para a manutenção da independência, tratando das possibilidades do indivíduo se adaptar ao meio em que vive.
Avançadas (AAVD’s) – refere-se às funções necessárias para viver sozinho, sendo específica para cada indivíduo. Incluem a manutenção das funções ocupacionais, recreacionais e prestação de serviços comunitários.
Ou seja, o que caracteriza a capacidade funcional é a capacidade de cuidar sozinho de necessidades domésticas, sociais e da vida diária, bem como, manter-se independente em casa, lembrando que com o decorrer dos anos o idoso fica debilitado, perdendo o condicionamento necessário para realizar tais atividades.
Raso (2000b) comenta que a principal consequência do processo de envelhecimento é a diminuição da capacidade de realizar as atividades de vida diária sem auxílio, sendo que o declínio da capacidade funcional está diretamente associado à dependência física.
Sabe-se, porém, que a condição de incapacidade ou dificuldade para realizar AVD pode ser modificada pelo treinamento físico, através de programas de atividade física.
Relacionando a atividade física com o processo de envelhecimento, Matsudo, Matsudo e Neto (2000a) expõem a existência de um fenômeno que se converte em um círculo vicioso: à medida que incrementa a idade, o indivíduo se torna menos ativo, suas capacidades físicas diminuem, começa a aparecer o sentimento de velhice, que pode por sua vez causar estresse, depressão e levar a maior diminuição da atividade física e, consequentemente, à aparição de doenças crônicas, que por si só contribuem para o envelhecimento. Relata ainda que “os cientistas enfatizam cada vez mais a necessidade de que a atividade física seja parte fundamental dos programas mundiais de promoção de saúde”.
Os efeitos gerais do envelhecimento são descritos por níveis: antropométrico, muscular, cardiovascular, pulmonar e neural (MATSUDO e MATSUDO, 1992). 
CAPÍTULO III: MUSCULAÇÃO
A musculação consiste em um treinamento caracterizado pelo uso de pesos e cargas, no qual o objetivo é gerar alguma carga mecânica em oposição ao movimento dos segmentos corporais. O intuito principal da musculação é a treinagem da força muscular de forma sistemática e persistente (CHAGAS; LIMA, 2008).
De acordo com Ferreira et al. (2013):
“O nome Treinamento de Força é utilizado para caracterizar uma ação voluntária do músculo esquelético contra uma resistência, através de estímulos que causam estresse mecânico/metabólico e a geração subsequente de aumento nos diferentes tipos de força, advindo dos ajustes neuromusculares e hormonais em resposta aos mesmos, cuja magnitude está diretamente relacionada às variáveis envolvidas no treinamento físico, como a escolha dos exercícios, tipo de ação muscular, intensidade e volume aplicados, tempo de pausa entre estímulos e séries e frequência nos programas de treinamento, resultando na ascensão da força, potência, resistência, velocidade, equilíbrio, coordenação e hipertrofia.”
Miranda (2014) descreve a musculação como “uma atividade física anaeróbica capaz de desenvolver a capacidade músculo esquelética através de exercícios contra a resistência”. 
A origem histórica da musculação está na Grécia Antiga, quando os gregos tinham uma visão voltada para a cultura corporal e para o preparo físico. De acordo com Miranda (2014) Milon de Crotona, foi atleta nos campos dos Jogos Olímpicos da Grécia Antiga por seis vezes, dando base para a iniciação da musculação praticada na atualidade:
“os treinamentos de Milon de Crotona eram realizados com um bezerro ás costas, e à medida que este ia crescendo, o atleta aumentava sua força. O mesmo autor considera

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