A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
118 pág.
Princípios do processo penal

Pré-visualização | Página 12 de 12

acusatório. Portanto, é com base
neste princípio que o juiz poderá ordenar, mesmo antes de
iniciada a ação penal, a produção antecipada das provas,
urgentes e relevantes, observando a necessidade, adequação
e proporcionalidade da medida (artigo 156, I, CPP), assim
como determinar, no decorrer da instrução, ou antes de
proferir sentença, a realização de diligências para dirimir
dúvidas sobre ponto relevante (artigo 156, II, CPP).
PRINCÍPIOS INFORMATIVOS DO PROCESSO PENAL
DOS PRINCÍPIOS DO PROCESSO PENAL PROPRIAMENTE
DITOS
1 – DO PRINCÍPIO DA VERDADE REAL OU MATERIAL
Em suma, por este princípio deve ser buscada a verdade real
dos fatos, o que pode ser inatingível em termos absolutos.
Afinal, como bem pontuam Távora e Alencar (2019) a
revitalização dos fatos no seio do processo, dentro do fórum,
numa sala de audiência, depois de anos será na verdade a
materialização formal do que se imagina ter acontecido.
PRINCÍPIOS INFORMATIVOS DO PROCESSO PENAL
DOS PRINCÍPIOS DO PROCESSO PENAL PROPRIAMENTE DITOS
2 – DO PRINCÍPIO DA ORALIDADE
Entende-se por este postulado que a palavra oral no âmbito
processual deverá prevalecer sobre a palavra escrita. O
princípio da oralidade ganhou destaque com o advento da lei
11.719/08, a qual prevê a realização de uma audiência una
de instrução e julgamento, onde as alegações finais serão, em
regra, orais, podendo a sentença ser prolatada oralmente.
3 – DOS PRINCÍPIOS DA CONCENTRAÇÃO, DA
IMEDIATIDADE E DA IDENTIDADE FÍSICA DO JUIZ
Decorrem do princípio da oralidade visto anteriormente.
Princípio da Concentração = entende que toda a colheita da
prova e o julgamento devem ocorrer em uma única audiência,
ou ao menos no menor número de audiências possíveis.
PRINCÍPIOS INFORMATIVOS DO PROCESSO PENAL
DOS PRINCÍPIOS DO PROCESSO PENAL PROPRIAMENTE
DITOS
3 – DOS PRINCÍPIOS DA CONCENTRAÇÃO, DA
IMEDIATIDADE E DA IDENTIDADE FÍSICA DO JUIZ
Decorrem do princípio da oralidade visto anteriormente.
Princípio da Imediatidade = Preconiza que o magistrado
deve ter contato direto com a prova produzida nos autos, pois
tal fato facilita na formação do seu convencimento.
Princípio da Identidade Física do Juiz = Consiste no fato de
que o juiz que preside a instrução do processo, colhendo a
prova, deverá ser o mesmo a julgar o feito, pois encontra-se
vinculado à causa. Exceções: juiz licenciado, convocado,
afastado por qualquer motivo, promovido ou aposentado.
PRINCÍPIOS INFORMATIVOS DO PROCESSO PENAL
DOS PRINCÍPIOS DO PROCESSO PENAL PROPRIAMENTE DITOS
4 – DO PRINCÍPIO DA INDIVISIBILIDADE DA AÇÃO PENAL
PRIVADA
Trata-se de princípio por meio do qual não pode o ofendido
escolher contra qual agente irá oferecer a queixa-crime.
Encontra-se previsto expressamente no artigo 41 do CPP, o
qual estabelece que: “A queixa contra qualquer dos autores
do crime obrigará ao processo de todos, e o Ministério
Público velará pela sua indivisibilidade”. OBJETIVO = EVITAR
A VINGANÇA PRIVADA. Ex: se a vitima decidiu não dar
queixa a um, então se estende a todos.
5 – DO PRINCÍPIO DA DIVISIBILIDADE DA AÇÃO PENAL
PÚBLICA
Diferentemente do princípio anterior, a ação penal pública
ela é divisível, vez que o MP poderá aditar a denúncia até a
sentença final para incluir novos agentes delitivos.
PRINCÍPIOS INFORMATIVOS DO PROCESSO PENAL
DOS PRINCÍPIOS DO PROCESSO PENAL PROPRIAMENTE
DITOS
6 – DO PRINCÍPIO DA COMUNHÃO OU AQUISIÇÃO DA
PROVA
A prova produzida no processo penal pertence ao juízo e não
a parte responsável pela sua produção. Dessa forma, poderá
ser utilizada por qualquer das partes e pelo juiz.
Interessante a colocação de NUCCI (2020) para quem não
existe um titular da prova, mas tão somente mero proponente.
7 – DO PRINCÍPIO DO IMPULSO OFICIAL
Uma vez proposta a ação pelo seu titular, competirá ao juiz
promover o seu andamento até a sua etapa final.
PRINCÍPIOS INFORMATIVOS DO PROCESSO PENAL
DOS PRINCÍPIOS DO PROCESSO PENAL PROPRIAMENTE DITOS
8 – DO PRINCÍPIO DA PERSUASÃO RACIONAL OU LIVRE
CONVENCIMENTO MOTIVADO
O juiz formará o seu convencimento nos autos de forma livre, entretanto
deverá fundamentar a sua decisão.
Decorre da exigência feita pela norma constitucional (artigo 93, IX,
CF/88) a qual determina que todos os atos do Poder Judiciário serão
fundamentados sob pena de nulidade.
EXCEÇÕES AO PRESENTE PRINCÍPIO = A) TRIBUNAL DO JÚRI = vale o
princípio da íntima convicção dos jurados, no sentido de que eles não
necessitam fundamentar o seu voto; e, B) Determinados fatos exigem prova
específica, da qual o juiz não poderá ser afastar, como é o caso da
inimputabilidade do réu que depende de exame pericial para a sua
confirmação e dos crimes materiais que deixam vestígios, os quais
demandam a realização da prova pericial.
PRINCÍPIOS INFORMATIVOS DO PROCESSO PENAL
DOS PRINCÍPIOS DO PROCESSO PENAL PROPRIAMENTE
DITOS
9 – DO PRINCÍPIO DA LEALDADE PROCESSUAL
Segundo Capez (2015) pelo princípio da lealdade deve-se
entender que existe no processo penal a necessidade da verdade,
sendo vedadas o emprego de meios fraudulentos. Ele não está
previsto no CPP, mas a fraude com a finalidade de produzir efeitos
no processo penal foi tipificada no CP como crime – fraude
processual, com previsão no artigo 347.
ENTENDIMENTO DO STF: Já decidiu que viola o princípio em
comento o fato de um advogado formular 13 pedidos totalmente
improcedentes, em sede de agravo regimental, nos quais se
sustentava a existência de inúmeras nulidades que teriam causado
prejuízo ao exercício da ampla defesa, com a nítida finalidade de
impedir o andamento do processo. Neste caso, houve abuso do
poder de litigar, sendo tal circunstância informada à OAB para a
adoção de medidas cabíveis (INFORMATIVO Nº 581).

Crie agora seu perfil grátis para visualizar sem restrições.