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Princípios do processo penal

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de acusação, se houver, e do defensor (embora seja possível
excluir a pessoa do réu, como na hipótese prevista no artigo 217 do CPP, em que o
juiz poderá até determinar a retirada do réu da sala de audiência se perceber que a
sua presença causa humilhação, temor, ou sério constrangimento à testemunha ou
ao ofendido, de modo que prejudique a verdade do depoimento).
PRINCÍPIOS INFORMATIVOS DO PROCESSO PENAL
DOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS EXPRESSOS
9 – DO PRINCÍPIO DA PUBLICIDADE – artigos 5º, incisos LX
e XXXIII, e 93, inciso IX, da CF e artigo 792, CPP
a doutrina defende a existência da publicidade geral (destinada ao público em
geral – é aquele que não comporta exceções, podendo o auto processual e os autos
do feito acessíveis a todos) e da publicidade específica (aquela que incidindo as
exceções constitucionais alhures mencionadas, só permite o acesso ao ato
processual e aos autos do feito por parte do MP, assistente de acusação, se houver,
e defensor).
PRINCÍPIOS INFORMATIVOS DO PROCESSO PENAL
DOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS EXPRESSOS
9 – DO PRINCÍPIO DA PUBLICIDADE – artigos 5º, incisos LX
e XXXIII, e 93, inciso IX, da CF e artigo 792, CPP
ALGUMAS OBSERVAÇÕES QUANTO À SALA SECRETA DO JÚRI
O procedimento do júri é divido em duas fases: 1) judicium accusationis –
sumário da culpa; 2) judicium causae – julgamento em plenário. Essa forma
escalonada não foi alterada pela lei 11.689/2008. Conforme se depreende da
redação do artigo 484 do CPP – depois de lidos e explicados os quesitos, o juiz
presidente indagará das partes a respeito de eventual requerimento ou reclamação
a fazer, sendo que, em caso de inexistência de dúvida a ser esclarecida, o juiz
presidente, os jurados, o Ministério Público, o assistente, o querelante, o defensor
do acusado, o escrivão e o oficial de justiça se dirigirão para a sala especial, a fim
de ser procedida a votação.
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DOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS EXPRESSOS
9 – DO PRINCÍPIO DA PUBLICIDADE – artigos 5º, incisos LX
e XXXIII, e 93, inciso IX, da CF e artigo 792, CPP
ALGUMAS OBSERVAÇÕES QUANTO À SALA SECRETA DO JÚRI
Na ausência de sala especial – também denominada de “sala secreta” -, de acordo
com a redação do §1º do artigo 485 do CPP, “o juiz presidente determinará que o
público se retire, permanecendo somente as pessoas mencionadas no caput deste
artigo”. Portanto, é fácil concluir que por ocasião da votação dos quesitos vigora
ainda a publicidade restrita, vez que não é permitida a presença do público
externo, vedando-se, inclusive, a presença do próprio acusado, que é representado
no ato por seu advogado.
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DOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS EXPRESSOS
9 – DO PRINCÍPIO DA PUBLICIDADE – artigos 5º, incisos LX
e XXXIII, e 93, inciso IX, da CF e artigo 792, CPP
ALGUMAS OBSERVAÇÕES QUANTO À SALA SECRETA DO JÚRI
Neste ponto, cabe destacar que, logo depois do advento da Constituição Federal,
parte da doutrina (René Ariel Dotti) passou a entender que a denominada sala
secreta não mais poderia existir, estando assim revogados os dispositivos do CPP
que cuidam da sala secreta (anteriores artigos 480 e 481), pois não teriam sido
recepcionados pela Carta Magna, mormente pelos artigos 5º, LX, e 93, IX, que
consagram o princípio da publicidade.
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DOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS EXPRESSOS
9 – DO PRINCÍPIO DA PUBLICIDADE – artigos 5º, incisos LX
e XXXIII, e 93, inciso IX, da CF e artigo 792, CPP
ALGUMAS OBSERVAÇÕES QUANTO À SALA SECRETA DO JÚRI
Não obstante, sempre predominou na doutrina e na jurisprudência o entendimento
de que a sala secreta (especialmente diante da nova redação do artigo 485 do CPP)
não foi abolida pela Constituição Federal de 1988, posto que “ a própria natureza
do júri impõe proteção aos jurados e tal proteção se materializa por meio do sigilo
indispensável em suas votações e pela tranquilidade do julgador popular, que seria
afetada ao proceder à votação sob as vistas do público. Aliás, o artigo 93, IX, não
pode se referir ao julgamento do júri, mesmo porque neste as decisões não podem
ser fundamentadas” (MIRABETE, 2004, p. 608).
PRINCÍPIOS INFORMATIVOS DO PROCESSO PENAL
DOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS EXPRESSOS
9 – DO PRINCÍPIO DA PUBLICIDADE – artigos 5º, incisos LX
e XXXIII, e 93, inciso IX, da CF e artigo 792, CPP
ALGUMAS OBSERVAÇÕES QUANTO À SALA SECRETA DO JÚRI
Por fim, a publicidade nas votações por meio da sala secreta é essencialmente uma
garantia para o próprio acusado, bem como para a coletividade, que espera e
confia que o julgamento seja imparcial, não havendo falar, assim, em ofensa ao
princípio da publicidade, pois aqui claramente se percebe a presença de um
interesse social a justificar sua restrição. Ademais, no caso das votações pelos
jurados, feita na mencionada sala, há mais publicidade do que nos casos em que a
sentença é monocrática, pois, como se percebe, naquela, a contrário do que ocorre
nesta, acompanhando a decisão estão presentes na sala, além das outras pessoas
mencionadas, as duas partes do processo – o MP e o defensor do acusado (SILVA
Jr., 2008).
PRINCÍPIOS INFORMATIVOS DO PROCESSO PENAL
DOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS EXPRESSOS
10 – DO PRINCÍPIO DA INADMISSIBILIDADE DAS PROVAS
ILÍCITAS OU DA VEDAÇÃO DAS PROVAS ILÍCITAS
Artigo 5º, inciso LVI, da CF – “são inadmissíveis, no
processo, as provas obtidas por meios ilícitos”.
A priori, antes de tratar da temática propriamente dita, devemos tecer breves
comentários acerca do direito constitucional que possui as partes para produzir
provas, o qual encontra-se limitado pela Carta Magna. O direito à produção de
provas decorre implicitamente das garantias constitucionais do devido processo
legal, da ação, da ampla defesa e do contraditório ou ser explicitamente
reconhecido a partir da regra do artigo 5º, §2º, CF, que incorpora, no ordenamento
jurídico brasileiro, o artigo 8.2 da Convenção Americana dos Direitos Humanos
(Pacto de São José da Costa Rica), bem como o artigo 14.1 do Pacto Internacional
dos Direitos Civis e Políticos.
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DOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS EXPRESSOS
10 – DO PRINCÍPIO DA INADMISSIBILIDADE DAS PROVAS ILÍCITAS OU
DA VEDAÇÃO DAS PROVAS ILÍCITAS
Tais garantias asseguram meios e resultados, porque têm a dúplice função de
proporcionar instrumentos processuais adequados a solução dos conflitos de
interesses e viabilizar resultados úteis e eficazes àqueles que recorrem ao
Judiciário na esperança de verem seus problemas resolvidos da maneira mais justa
possível.
Ora, se existe esse direito constitucional à produção de prova, nada mais
natural que a regra seja a licitude da prova, somente podendo se falar em prova
ilícita por exceção (no caso, só se for favorável ao RÉU. Preponderância com o
princípio da liberdade)
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DOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS EXPRESSOS
11 – DO PRINCÍPIO DA DURAÇÃO RAZOÁVEL DO
PROCESSO
Artigo 5º, inciso LXXVIII, da CF/88.
Segundo o texto constitucional, em seu artigo 5º, inciso LXXVIII, da CF/88 tem-
se que: “a todos, no âmbito judicial e administrativo, são assegurados a razoável
duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação”. Tal
dispositivo foi acrescentado por meio da Reforma do Poder Judiciário (EC 45/04)
e verifica-se que não foi nenhuma inovação, vez que essa garantia está prevista
nos artigos 10 da Declaração Universal dos Direitos do Homem, em 10/12/1948,
6.1 da Convenção Europeia para Proteção dos Direitos Humanos e das Liberdades
Fundamentais (CEDH), 7.5 e 8.1 da Convenção Americana dos Direitos Humanos
(Pacto São José da Costa Rica).
PRINCÍPIOS INFORMATIVOS DO PROCESSO PENAL
DOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS EXPRESSOS
11 – DO PRINCÍPIO DA DURAÇÃO RAZOÁVEL DO
PROCESSO
Artigo 5º, inciso LXXVIII, da CF/88.
Todos esses artigos foram recepcionados pelo artigo 5º, §2º, da Constituição.
Então, essa inserção em 2004, não foi nenhuma novidade implementada pelo
constituinte

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