Instalações Elétricas - NBR 5410(2004) - Instalações Elétricas De Baixa Tensão - Comentada
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Instalações Elétricas - NBR 5410(2004) - Instalações Elétricas De Baixa Tensão - Comentada

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Código Classificação Características Aplicações e exemplos

CB1 Riscosdesprezíveis ? ?

CB2
Sujeitas a
propagação de
incêndio

Edificações cuja forma e
dimensões facilitem a
propagação de incêndio (por
exemplo, efeito chaminé)

Edificações de grande
altura ou edificações com
sistemas de ventilação
forçada

CB3 Sujeitas amovimentação

Riscos devidos, por exemplo,
a deslocamentos entre
partes distintas de uma
edificação ou entre esta e o
solo; acomodação do terreno
ou das fundações

Edificações de grande
comprimento ou
construídas sobre
terrenos não estabilizados

CB4 Flexíveis ouinstáveis

Estruturas frágeis ou sujeitas
a movimentos (por exemplo,
oscilação)

Tendas, estruturas
infláveis, divisórias
removíveis, forros falsos

NOTA Para uma classificação mais específica do componente, que vá além daquelas indicadas nas tabelas 1 a 24,
consultar as IEC 60721-3-3 e IEC 60721-3-4.

4.2.7 Compatibilidade

4.2.7.1 Devem ser tomadas medidas apropriadas quando quaisquer características dos componentes da
instalação forem suscetíveis de produzir efeitos prejudiciais em outros componentes, em outros serviços ou
ao bom funcionamento da fonte de alimentação. Essas características dizem respeito, por exemplo, a:

? sobretensões transitórias;

? variações rápidas de potência;

? correntes de partida;

? correntes harmônicas;

? componentes contínuas;

? oscilações de alta freqüência;

? correntes de fuga.

4.2.7.2 Todos os componentes da instalação elétrica devem atender às exigências de compatibilidade
eletromagnética e ser conforme o que as normas aplicáveis prescrevem, neste particular. Isso não dispensa,
porém, a observância de medidas destinadas a reduzir os efeitos das sobretensões induzidas e das
perturbações eletromagnéticas em geral, como indicado em 5.4.

4.2.8 Manutenção

Devem-se estimar a freqüência e a qualidade da manutenção com que a instalação pode contar, ao longo de
sua vida útil. Esse dado deve ser levado em conta na aplicação das prescrições das seções 5, 6, 7 e 8, de
forma que:

? as verificações periódicas, os ensaios, a manutenção e os reparos necessários possam ser
realizados de forma fácil e segura;

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? a efetividade das medidas de proteção fique garantida;

? a confiabilidade dos componentes, sob o ponto de vista do correto funcionamento da instalação, seja
compatível com a vida útil prevista desta.

5 Proteção para garantir segurança

5.1 Proteção contra choques elétricos

5.1.1 Introdução

5.1.1.1 Princípio fundamental

O princípio que fundamenta as medidas de proteção contra choques especificadas nesta Norma pode ser
assim resumido:

? partes vivas perigosas não devem ser acessíveis; e

? massas ou partes condutivas acessíveis não devem oferecer perigo, seja em condições normais,
seja, em particular, em caso de alguma falha que as tornem acidentalmente vivas.

Deste modo, a proteção contra choques elétricos compreende, em caráter geral, dois tipos de proteção:

a) proteção básica (ver 3.2.2) e

b) proteção supletiva (ver 3.2.3).

NOTAS

1 Os conceitos e princípios da proteção contra choques elétricos aqui adotados são aqueles da IEC 61140.

2 Os conceitos de ?proteção básica? e de ?proteção supletiva? correspondem, respectivamente, aos conceitos de
?proteção contra contatos diretos? e de ?proteção contra contatos indiretos? vigentes até a edição anterior desta Norma.

3 Exemplos de proteção básica:

? isolação básica ou separação básica;

? uso de barreira ou invólucro;

? limitação da tensão;

4 Exemplos de proteção supletiva:

? eqüipotencialização e seccionamento automático da alimentação;

? isolação suplementar;

? separação elétrica.

5.1.1.2 Regra geral

A regra geral da proteção contra choques elétricos é que o princípio enunciado em 5.1.1.1 seja assegurado,
no mínimo, pelo provimento conjunto de proteção básica e de proteção supletiva, mediante combinação de
meios independentes ou mediante aplicação de uma medida capaz de prover ambas as proteções,
simultaneamente.

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NOTA Exceções são previstas em 5.1.5 e 5.1.6, que indicam, respectivamente, os casos em que se admite uma
proteção apenas parcial e os casos em que se admite mesmo omitir qualquer proteção contra choques elétricos.

5.1.1.3 Proteção adicional

Os casos em que se exige proteção adicional contra choques elétricos são especificados em 5.1.3 e na
seção 9.

NOTA Ver definição de ?proteção adicional? (3.2.4). São exemplos de proteção adicional contra choques elétricos a
realização de eqüipotencializações suplementares e o uso de proteção diferencial-residual de alta sensibilidade.

5.1.2 Medidas de proteção

5.1.2.1 Generalidades

As medidas de proteção contra choques elétricos são apresentadas em 5.1.2.2 a 5.1.2.5. A aplicação dessas
medidas, em caráter geral, é tratada em 5.1.4. A aplicação dessas medidas em situações ou locais
específicos consta na seção 9.

Quanto à proteção adicional, os meios de proteção são apresentados em 5.1.3, juntamente com casos de
caráter geral em que ela é obrigatória. A exigência de proteção adicional também figura, implicitamente, em
prescrições da seção 9.

NOTAS

1 Diferentes medidas podem coexistir numa mesma instalação.

2 Nesta Norma, na expressão "medida de proteção contra choques", o termo "medida" é usado para designar
expressamente providências que atendem à regra geral da proteção contra choques (5.1.1.2), isto é, capazes de prover o
correspondente a proteção básica mais proteção supletiva, pelo menos. O vocábulo "meio", na expressão "meio de
proteção", é usado para qualificar um recurso enquanto proteção supletiva, ou enquanto proteção básica.

5.1.2.2 Eqüipotencialização e seccionamento automático da alimentação

5.1.2.2.1 A precondição de proteção básica deve ser assegurada por isolação das partes vivas e/ou pelo
uso de barreiras ou invólucros, conforme anexo B.

5.1.2.2.2 A proteção supletiva deve ser assegurada, conjuntamente, por eqüipotencialização, conforme
5.1.2.2.3, e pelo seccionamento automático da alimentação, conforme 5.1.2.2.4.

NOTAS

1 A eqüipotencialização e o seccionamento automático da alimentação se completam, de forma indissociável, porque
quando a eqüipotencialidade não é o suficiente para impedir o aparecimento de tensões de contato perigosas, entra em
ação o recurso do seccionamento automático, promovendo o desligamento do circuito em que se manifesta a tensão de
contato perigosa.

2 Sobre a aplicação dessa medida de proteção (eqüipotencialização e seccionamento automático da alimentação), ver
ainda as prescrições de 5.1.4 e a seção 9.

5.1.2.2.3 Eqüipotencialização

NOTA As prescrições de 5.1.2.2.3.1 a 5.1.2.2.3.6 traduzem princípios básicos da eqüipotencialização aplicada à
proteção, contra choques elétricos, apresentados de forma pontual. Em situações concretas, o atendimento de algum
deles pode resultar automaticamente no atendimento de outro(s).

5.1.2.2.3.1 Todas as massas de uma instalação devem estar ligadas a condutores de proteção.

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NOTAS

1 Partes condutivas acessíveis de componentes que sejam objeto de outra medida de proteção contra choques
elétricos (que não a proteção por eqüipotencialização e seccionamento automático) não devem ser ligadas a condutores
de proteção, salvo se seu aterramento ou eqüipotencialização for previsto por razões funcionais e isso não comprometer
a segurança proporcionada pela medida de proteção de que são objeto. São exemplos de partes condutivas acessíveis
não-aterráveis, como regra geral: invólucros metálicos de componentes classe II (ver 5.1.2.3), massas de equipamentos
objeto de separação elétrica individual (ver 5.1.2.4) e massas de