Instalações Elétricas - NBR 5410(2004) - Instalações Elétricas De Baixa Tensão - Comentada
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Instalações Elétricas - NBR 5410(2004) - Instalações Elétricas De Baixa Tensão - Comentada

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são providas por uma isolação reforçada entre partes
vivas e partes acessíveis.

5.1.2.3.1.2 A aplicação desta medida como única medida de proteção (por exemplo, na forma de
circuitos ou partes da instalação constituídas inteiramente de componentes com dupla isolação ou com
isolação reforçada) só é admitida se forem tomadas todas as providências para garantir que eventuais
alterações posteriores não venham a colocar em risco a efetividade da medida. Além disso, não se admite,
em nenhuma circunstância, a aplicação da isolação dupla ou reforçada como única medida de proteção em
linhas que incluam pontos de tomada.

NOTA As providências mencionadas em 5.1.2.3.1.2 podem incluir o controle direto e permanente da parte assim
constituída por pessoas qualificadas ou advertidas (BA5 ou BA4, ver tabela 18).

5.1.2.3.1.3 No uso da isolação dupla ou reforçada como medida de proteção, distinguem-se duas
possibilidades:

a) componentes já providos de origem com isolação dupla ou reforçada;

b) componentes aos quais a isolação dupla ou reforçada é provida durante a execução da instalação.

No caso da alínea a), as prescrições pertinentes são as de 5.1.2.3.2; no caso da alínea b), as de 5.1.2.3.3.
No caso particular de linhas elétricas, devem ser observadas também as prescrições de 5.1.2.3.4.

5.1.2.3.2 Isolação dupla ou reforçada de origem

5.1.2.3.2.1 Os componentes devem ter sido submetidos aos ensaios de tipo, marcados conforme as
normas aplicáveis e ser:

a) componentes com isolação dupla ou reforçada (equipamentos classe II); ou

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b) conjuntos com isolação total (ver ABNT NBR IEC 60439-1 partes 1 e 3 e IEC 60439 partes 2, 4 e 5).

NOTAS

1 Esses produtos são identificados pelo símbolo .

2 Sobre classificação dos componentes da instalação quanto à proteção contra choques elétricos (classes I, II e III),
ver IEC 61140.

5.1.2.3.2.2 A instalação dos componentes (fixação, ligação dos condutores, etc.) deve ser realizada de
modo a não prejudicar a proteção de origem a eles provida, de acordo com as respectivas normas.

5.1.2.3.3 Isolação dupla ou reforçada provida na instalação

5.1.2.3.3.1 Uma isolação suplementar, no caso de componentes dotados de isolação básica, ou uma
isolação dupla ou reforçada, no caso de componentes sem qualquer isolação, deve ser provida na forma de
invólucros isolantes que satisfaçam os requisitos de 5.1.2.3.3.2 a 5.1.2.3.3.6. A isolação suplementar, dupla
ou reforçada provida deve resultar numa segurança equivalente à dos componentes conforme 5.1.2.3.2.1.

NOTAS

1 O símbolo deve ser fixado em posição visível no exterior e no interior do invólucro.

2 Só se admite o uso de isolação reforçada, no caso de componentes sem qualquer isolação, se as condições não
permitirem o uso de isolação dupla.

5.1.2.3.3.2 O invólucro isolante destinado a prover isolação suplementar (caso de componentes dotados
de isolação básica de origem ou de componentes aos quais foi provida, preliminarmente, isolação básica na
fase de instalação) deve possuir grau de proteção no mínimo IPXXB ou IP2X.

5.1.2.3.3.3 O invólucro isolante não deve ser atravessado por partes ou elementos condutivos
suscetíveis de propagar um potencial. O invólucro isolante não deve possuir parafusos de material isolante
cuja substituição por parafusos metálicos possa comprometer o isolamento proporcionado pelo invólucro.

NOTA Quando o invólucro isolante tiver que ser atravessado por partes de acoplamentos mecânicos (por exemplo,
alavancas de comando de dispositivos ou equipamentos contidos no interior do invólucro), estas devem ser arranjadas de
forma a não comprometer a proteção (supletiva) proporcionada pelo invólucro.

5.1.2.3.3.4 Quando o invólucro isolante comportar tampas ou portas que possam ser abertas sem o
auxílio de ferramenta ou chave, deve haver uma barreira isolante que impeça o contato acidental das
pessoas com partes condutivas que, de outra forma, sem a barreira, poderiam se tornar acessíveis com a
abertura da tampa ou porta. Essa barreira deve garantir grau de proteção no mínimo IPXXB ou IP2X e só
pode ser removida com o uso de ferramenta.

5.1.2.3.3.5 Partes condutivas situadas no interior do invólucro isolante não devem ser ligadas a condutor
de proteção. Caso seja necessária a travessia do invólucro isolante por condutores de proteção integrantes
de circuitos destinados a alimentar outros equipamentos, os condutores de proteção em questão e suas
conexões devem ser isolados como se fossem partes vivas e, além disso, suas conexões devem ser
adequadamente marcadas ou identificadas.

Da mesma forma, partes condutivas acessíveis e partes condutivas intermediárias não devem ser ligadas a
condutor de proteção, salvo se isso for solicitado e instruído nas especificações do equipamento em questão,
particularmente por razões que não a proteção contra choques.

5.1.2.3.3.6 O invólucro não deve prejudicar o funcionamento do equipamento por ele protegido.

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5.1.2.3.4 Linhas elétricas

5.1.2.3.4.1 Admite-se que linhas elétricas que atendam às prescrições de 6.2 sejam realizadas segundo
o conceito de isolação dupla ou reforçada, se elas forem:

a) constituídas de cabos uni ou multipolares, dispostos ou não em condutos e, neste caso,
independentemente do tipo de conduto; ou

b) dispostas em condutos fechados não-metálicos, conforme IEC 61084-1, IEC 60614-1 ou IEC 61386-1, e
sob a condição de que sejam utilizados no mínimo condutores isolados.

Entretanto, tais linhas elétricas não devem ser identificadas pelo símbolo , nem pelo símbolo .

5.1.2.3.4.2 A previsão de que um circuito elétrico se destina a alimentar equipamento(s) classe II não
dispensa a presença de condutor de proteção, inclusive nos casos em que a linha elétrica que contém o
circuito for realizada conforme 5.1.2.3.4.1.

5.1.2.4 Uso de separação elétrica individual

5.1.2.4.1 A precondição de proteção básica, no circuito separado, deve ser assegurada por isolação das
partes vivas e/ou por barreiras ou invólucros, conforme anexo B, não se excluindo também, com mais razão,
a isolação dupla ou reforçada, conforme 5.1.2.3.

5.1.2.4.2 A proteção supletiva deve ser assegurada pelo preenchimento conjunto das três condições
seguintes:

a) separação entre o circuito objeto da medida (circuito separado) e qualquer outro circuito, incluindo o
circuito primário que o alimenta, na forma de separação de proteção;

b) isolação (básica) entre o circuito separado e a terra;

c) limitação da carga alimentada (pelo circuito separado) a um único equipamento.

Estas condições impõem, portanto, a existência de uma fonte de separação, que deve ser conforme os
requisitos de 5.1.2.4.3, e a observância dos cuidados pertinentes na realização do circuito separado,
conforme 5.1.2.4.4.

NOTA Recomenda-se que o produto da tensão nominal do circuito separado, em volts, pelo comprimento da linha
elétrica que o constitui, em metros, não seja superior a 100 000 e que o comprimento da linha elétrica não seja superior
a 500 m.

5.1.2.4.3 Fonte de separação

5.1.2.4.3.1 A fonte do circuito separado, consoante o estabelecido em 5.1.2.4.2, deve apresentar
separação de proteção. Isto significa que a fonte deve ser:

a) um transformador de separação conforme IEC 61558-2-4 e/ou conforme outras normas específicas da
série IEC 61558, como a IEC 61558-2-5; ou

b) uma fonte que assegure um grau de segurança equivalente ao do transformador de separação
especificado acima, por exemplo um conjunto motor-gerador adequado.

5.1.2.4.3.2 As fontes de separação móveis devem ser conforme 5.1.2.3.

5.1.2.4.3.3 As fontes de separação fixas devem ser:

a) conforme 5.1.2.3; ou

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b) tais que o circuito secundário esteja separado do circuito primário