Instalações Elétricas - NBR 5410(2004) - Instalações Elétricas De Baixa Tensão - Comentada
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Instalações Elétricas - NBR 5410(2004) - Instalações Elétricas De Baixa Tensão - Comentada

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pelo sistema SELV, mas também da medida de proteção aplicada a esses outros
circuitos.

5.1.2.5.4.7 Os sistemas PELV e/ou suas massas podem ser aterrados.

5.1.3 Proteção adicional

5.1.3.1 Eqüipotencialização suplementar

5.1.3.1.1 A eqüipotencialização suplementar deve ser realizada sempre que as condições associadas à
medida de proteção por eqüipotencialização e seccionamento automático da alimentação (ver 5.1.2.2) não
puderem ser integralmente satisfeitas e em todos os casos da seção 9 em que for exigida.

NOTAS

1 A eqüipotencialização suplementar não dispensa a necessidade de seccionamento da alimentação por outras
razões ? por exemplo, proteção contra incêndio, sobreaquecimento do equipamento, etc.

2 A eqüipotencialização suplementar pode envolver toda a instalação, uma parte desta, um equipamento ou um local.

3 Requisitos adicionais podem ser necessários para locais específicos (ver seção 9) ou para outras finalidades.

5.1.3.1.2 A eqüipotencialização suplementar deve abranger todos os elementos condutivos
simultaneamente acessíveis, sejam massas de equipamentos fixos, sejam elementos condutivos da
edificação ou de suas utilidades, incluindo as armaduras do concreto armado. A essa eqüipotencialização
devem ser conectados os condutores de proteção de todos os equipamentos, incluindo os condutores de
proteção das tomadas de corrente.

NOTA Nenhuma ligação visando eqüipotencialização ou aterramento, incluindo as conexões às armaduras do
concreto, pode ser usada como alternativa aos condutores de proteção dos circuitos. Como especificado em 5.1.2.2.3.6,
todo circuito deve dispor de condutor de proteção, em toda sua extensão (ver também 6.4.3.1.5).

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5.1.3.1.3 Em caso de dúvida, a efetividade da eqüipotencialização suplementar deve ser verificada
assegurando-se que a resistência R entre qualquer massa e qualquer elemento condutivo simultaneamente
acessível (seja outra massa ou elemento condutivo não pertencente à instalação elétrica) atenda à seguinte
condição:

R £ UL / Ia

onde:

UL é a tensão de contato limite, em volts;

Ia é a corrente de atuação do dispositivo de proteção, em ampères, correspondendo a:

? I?n para dispositivos de proteção a corrente diferencial-residual;

? corrente de atuação em 5 s para dispositivos a sobrecorrente.

NOTA As tensões de contato limite, para diferentes situações, estão indicadas no anexo C.

5.1.3.2 Uso de dispositivo diferencial-residual de alta sensibilidade

5.1.3.2.1 Generalidades

5.1.3.2.1.1 O uso de dispositivos de proteção a corrente diferencial-residual com corrente
diferencial-residual nominal I?n igual ou inferior a 30 mA é reconhecido como proteção adicional contra
choques elétricos.

NOTA A proteção adicional provida pelo uso de dispositivo diferencial-residual de alta sensibilidade visa casos como
os de falha de outros meios de proteção e de descuido ou imprudência do usuário.

5.1.3.2.1.2 A utilização de tais dispositivos não é reconhecida como constituindo em si uma medida de
proteção completa e não dispensa, em absoluto, o emprego de uma das medidas de proteção estabelecidas
em 5.1.2.2 a 5.1.2.5.

5.1.3.2.2 Casos em que o uso de dispositivo diferencial-residual de alta sensibilidade como
proteção adicional é obrigatório

Além dos casos especificados na seção 9, e qualquer que seja o esquema de aterramento, devem ser objeto
de proteção adicional por dispositivos a corrente diferencial-residual com corrente diferencial-residual nominal
I?n igual ou inferior a 30 mA:

a) os circuitos que sirvam a pontos de utilização situados em locais contendo banheira ou chuveiro (ver
9.1);

b) os circuitos que alimentem tomadas de corrente situadas em áreas externas à edificação;

c) os circuitos de tomadas de corrente situadas em áreas internas que possam vir a alimentar
equipamentos no exterior;

d) os circuitos que, em locais de habitação, sirvam a pontos de utilização situados em cozinhas, copas-
cozinhas, lavanderias, áreas de serviço, garagens e demais dependências internas molhadas em uso
normal ou sujeitas a lavagens;

e) os circuitos que, em edificações não-residenciais, sirvam a pontos de tomada situados em cozinhas,
copas-cozinhas, lavanderias, áreas de serviço, garagens e, no geral, em áreas internas molhadas em
uso normal ou sujeitas a lavagens.

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NOTAS

1 No que se refere a tomadas de corrente, a exigência de proteção adicional por DR de alta sensibilidade se aplica às
tomadas com corrente nominal de até 32 A.

2 A exigência não se aplica a circuitos ou setores da instalação concebidos em esquema IT, visando garantir
continuidade de serviço, quando essa continuidade for indispensável à segurança das pessoas e à preservação de vidas,
como, por exemplo, na alimentação de salas cirúrgicas ou de serviços de segurança.

3 Admite-se a exclusão, na alínea d), dos pontos que alimentem aparelhos de iluminação posicionados a uma altura
igual ou superior a 2,50 m.

4 Quando o risco de desligamento de congeladores por atuação intempestiva da proteção, associado à hipótese de
ausência prolongada de pessoas, significar perdas e/ou conseqüências sanitárias relevantes, recomenda-se que as
tomadas de corrente previstas para a alimentação de tais equipamentos sejam protegidas por dispositivo DR com
característica de alta imunidade a perturbações transitórias, que o próprio circuito de alimentação do congelador seja,
sempre que possível, independente e que, caso exista outro dispositivo DR a montante do de alta imunidade, seja
garantida seletividade entre os dispositivos (sobre seletividade entre dispositivos DR, ver 6.3.6.3.2). Alternativamente, ao
invés de dispositivo DR, a tomada destinada ao congelador pode ser protegida por separação elétrica individual,
recomendando-se que também aí o circuito seja independente e que caso haja dispositivo DR a montante, este seja de
um tipo imune a perturbações transitórias.

5 A proteção dos circuitos pode ser realizada individualmente, por ponto de utilização ou por circuito ou por grupo de
circuitos.

5.1.4 Aplicação das medidas de proteção contra choques elétricos

5.1.4.1 Diferentes medidas de proteção contra choques elétricos podem ser aplicadas e coexistir numa
mesma instalação.

5.1.4.2 A medida de caráter geral a ser utilizada na proteção contra choques é a eqüipotencialização e
seccionamento automático da alimentação (ver 5.1.2.2). As outras medidas de proteção contra choques
elétricos descritas nesta Norma são admitidas ou mesmo exigidas em situações mais pontuais, para
compensar dificuldades no provimento da medida de caráter geral ou para compensar sua insuficiência em
locais ou situações em que os riscos de choque elétrico são maiores ou suas conseqüências mais perigosas.

5.1.4.3 A medida de proteção por eqüipotencialização e seccionamento automático da alimentação não
é aplicável na situação 3 definida no anexo C.

5.1.4.4 Na aplicação da medida de proteção por eqüipotencialização e seccionamento automático da
alimentação, admite-se que os tempos máximos de seccionamento na situação 2 sejam aqueles válidos para
a situação 1 se pelo menos uma das seguintes providências compensatórias for adotada:

a) eqüipotencialização suplementar, conforme 5.1.3.1. A condição prescrita em 5.1.3.1.3 deve ser satisfeita
para o valor de tensão de contato limite UL referente à situação 2;

b) emprego de dispositivos a corrente diferencial-residual com corrente diferencial-residual nominal não
superior a 30 mA, conforme 5.1.3.2.1.

NOTA As situações 1, 2 e 3 estão definidas no anexo C.

5.1.4.5 Nos sistemas SELV ou PELV (ver 5.1.2.5) em que os circuitos SELV ou PELV são, total ou
parcialmente, partes vivas acessíveis, a tensão nominal do circuito SELV ou PELV não deve ser superior a:

a) 25 V, valor eficaz, em corrente alternada, ou 60 V em corrente contínua sem ondulação, se o sistema for
usado na situação 1 definida no anexo C; ou

b) 12 V, valor eficaz, em corrente alternada,