Instalações Elétricas - NBR 5410(2004) - Instalações Elétricas De Baixa Tensão - Comentada
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Instalações Elétricas - NBR 5410(2004) - Instalações Elétricas De Baixa Tensão - Comentada

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de serviço, garagens e, no geral, em áreas internas molhadas em
uso normal ou sujeitas a lavagens.

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NOTAS

1 No que se refere a tomadas de corrente, a exigência de proteção adicional por DR de alta sensibilidade se aplica às
tomadas com corrente nominal de até 32 A.

2 A exigência não se aplica a circuitos ou setores da instalação concebidos em esquema IT, visando garantir
continuidade de serviço, quando essa continuidade for indispensável à segurança das pessoas e à preservação de vidas,
como, por exemplo, na alimentação de salas cirúrgicas ou de serviços de segurança.

3 Admite-se a exclusão, na alínea d), dos pontos que alimentem aparelhos de iluminação posicionados a uma altura
igual ou superior a 2,50 m.

4 Quando o risco de desligamento de congeladores por atuação intempestiva da proteção, associado à hipótese de
ausência prolongada de pessoas, significar perdas e/ou conseqüências sanitárias relevantes, recomenda-se que as
tomadas de corrente previstas para a alimentação de tais equipamentos sejam protegidas por dispositivo DR com
característica de alta imunidade a perturbações transitórias, que o próprio circuito de alimentação do congelador seja,
sempre que possível, independente e que, caso exista outro dispositivo DR a montante do de alta imunidade, seja
garantida seletividade entre os dispositivos (sobre seletividade entre dispositivos DR, ver 6.3.6.3.2). Alternativamente, ao
invés de dispositivo DR, a tomada destinada ao congelador pode ser protegida por separação elétrica individual,
recomendando-se que também aí o circuito seja independente e que caso haja dispositivo DR a montante, este seja de
um tipo imune a perturbações transitórias.

5 A proteção dos circuitos pode ser realizada individualmente, por ponto de utilização ou por circuito ou por grupo de
circuitos.

5.1.4 Aplicação das medidas de proteção contra choques elétricos

5.1.4.1 Diferentes medidas de proteção contra choques elétricos podem ser aplicadas e coexistir numa
mesma instalação.

5.1.4.2 A medida de caráter geral a ser utilizada na proteção contra choques é a eqüipotencialização e
seccionamento automático da alimentação (ver 5.1.2.2). As outras medidas de proteção contra choques
elétricos descritas nesta Norma são admitidas ou mesmo exigidas em situações mais pontuais, para
compensar dificuldades no provimento da medida de caráter geral ou para compensar sua insuficiência em
locais ou situações em que os riscos de choque elétrico são maiores ou suas conseqüências mais perigosas.

5.1.4.3 A medida de proteção por eqüipotencialização e seccionamento automático da alimentação não
é aplicável na situação 3 definida no anexo C.

5.1.4.4 Na aplicação da medida de proteção por eqüipotencialização e seccionamento automático da
alimentação, admite-se que os tempos máximos de seccionamento na situação 2 sejam aqueles válidos para
a situação 1 se pelo menos uma das seguintes providências compensatórias for adotada:

a) eqüipotencialização suplementar, conforme 5.1.3.1. A condição prescrita em 5.1.3.1.3 deve ser satisfeita
para o valor de tensão de contato limite UL referente à situação 2;

b) emprego de dispositivos a corrente diferencial-residual com corrente diferencial-residual nominal não
superior a 30 mA, conforme 5.1.3.2.1.

NOTA As situações 1, 2 e 3 estão definidas no anexo C.

5.1.4.5 Nos sistemas SELV ou PELV (ver 5.1.2.5) em que os circuitos SELV ou PELV são, total ou
parcialmente, partes vivas acessíveis, a tensão nominal do circuito SELV ou PELV não deve ser superior a:

a) 25 V, valor eficaz, em corrente alternada, ou 60 V em corrente contínua sem ondulação, se o sistema for
usado na situação 1 definida no anexo C; ou

b) 12 V, valor eficaz, em corrente alternada, ou 30 V em corrente contínua sem ondulação, se o sistema for
usado na situação 2 definida no anexo C.

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5.1.4.6 As medidas de proteção contra choques a serem aplicadas em instalações ou locais específicos
são aquelas descritas nas subseções pertinentes da seção 9. Isso inclui locais ou situações em que as
pessoas podem estar imersas (situação 3, conforme anexo C).

5.1.4.7 Se, na aplicação de uma medida de proteção, certas condições a ela associadas não puderem
ser satisfeitas, devem ser adotadas providências suplementares para garantir, no conjunto, uma segurança
equivalente à obtida caso a medida original seja integralmente aplicada.

5.1.4.8 Deve-se assegurar que não haja qualquer influência mútua prejudicial entre diferentes medidas
de proteção aplicadas numa mesma instalação, parte ou componente da instalação.

5.1.5 Proteção parcial contra choques elétricos

5.1.5.1 Generalidades

São considerados meios de proteção parcial contra choques elétricos o uso de obstáculos, conforme 5.1.5.3,
e a colocação fora de alcance, conforme 5.1.5.4.

NOTA O uso de obstáculos e a colocação fora do alcance destinam-se a evitar contato com partes vivas e são
classificáveis, portanto, como meios de proteção básica. Além disso, a proteção básica que proporcionam é considerada
apenas parcial.

5.1.5.2 Casos em que se admite proteção parcial contra choques elétricos

Admite-se uma proteção parcial contra choques elétricos, mediante o uso de obstáculos e/ou colocação fora
de alcance, conforme 5.1.5.3 e 5.1.5.4, respectivamente, em locais acessíveis somente a pessoas advertidas
(BA4 - tabela 18) ou qualificadas (BA5 - tabela 18) e desde que:

a) a tensão nominal dos circuitos existentes nestes locais não seja superior aos limites da faixa de tensões
II (ver anexo A); e

b) os locais sejam sinalizados de forma clara e visível por meio de indicações apropriadas.

5.1.5.3 Uso de obstáculos

NOTA Os obstáculos são destinados a impedir o contato involuntário com partes vivas, mas não o contato que pode
resultar de uma ação deliberada de ignorar ou contornar o obstáculo.

5.1.5.3.1 Os obstáculos devem impedir:

a) uma aproximação física não intencional das partes vivas; ou

b) contatos não intencionais com partes vivas durante atuações sobre o equipamento, estando o
equipamento em serviço normal.

5.1.5.3.2 Os obstáculos podem ser removíveis sem auxílio de ferramenta ou chave, mas devem ser
fixados de forma a impedir qualquer remoção involuntária.

5.1.5.3.3 As distâncias mínimas a serem observadas nas passagens destinadas à operação e/ou
manutenção são aquelas indicadas na tabela 27 e ilustradas na figura 6.

NOTA Em circunstâncias particulares, pode ser desejável a adoção de valores maiores, visando a segurança.

5.1.5.3.4 As passagens cuja extensão for superior a 20 m devem ser acessíveis nas duas extremidades.
Recomenda-se que passagens de serviço menores, mas com comprimento superior a 6 m, também sejam
acessíveis nas duas extremidades.

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Tabela 27 ? Distâncias mínimas a serem obedecidas nas passagens destinadas à operação e/ou
manutenção quando for assegurada proteção parcial por meio de obstáculos

Situação Distância

1. Distância entre obstáculos, entre manípulos de dispositivos elétricos (punhos,
volantes, alavancas etc.), entre obstáculos e parede ou entre manípulos e parede 700 mm

2. Altura da passagem sob tela ou painel 2 000 mm

NOTA As distâncias indicadas são válidas considerando-se todas as partes dos painéis devidamente
montadas e fechadas.

Figura 6 ? Passagens com proteção parcial por meio de obstáculos

5.1.5.4 Colocação fora de alcance

5.1.5.4.1 Partes simultaneamente acessíveis que apresentem potenciais diferentes devem se situar fora
da zona de alcance normal.

NOTAS

1 Considera-se que duas partes são simultaneamente acessíveis quando o afastamento entre elas não ultrapassa
2,50 m.

2 Define-se como ?zona de alcance normal? o volume indicado na figura 7.

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