Instalações Elétricas - NBR 5410(2004) - Instalações Elétricas De Baixa Tensão - Comentada
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Instalações Elétricas - NBR 5410(2004) - Instalações Elétricas De Baixa Tensão - Comentada

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Onde : S = superfície sobre a qual se postam ou circulam pessoas.

Figura 7 ? Zona de alcance normal

5.1.5.4.2 Se, em espaços nos quais for prevista normalmente a presença ou circulação de pessoas
(qualificadas e/ou advertidas), houver obstáculo (por exemplo, corrimão ou tela) com grau de proteção inferior
a IPXXB ou IP2X, limitando a mobilidade no plano horizontal, a demarcação da zona de alcance normal deve
ser feita a partir deste obstáculo. No plano vertical, a delimitação da zona de alcance normal deve observar
os 2,50 m da superfície S, tal como indicado na figura 7, independentemente da existência de qualquer
obstáculo com grau de proteção inferior a IPXXB ou IP2X entre a superfície S e as partes vivas.

NOTA Os afastamentos delimitadores da zona de alcance normal são válidos para a hipótese de risco de as partes
vivas serem tocadas diretamente com as mãos, sem considerar elementos como ferramentas ou escadas.

5.1.5.4.3 Em locais onde objetos condutivos compridos ou volumosos forem manipulados habitualmente,
os afastamentos exigidos em 5.1.5.4.1 e 5.1.5.4.2 devem ser aumentados levando-se em conta as
dimensões de tais objetos.

5.1.6 Omissão da proteção contra choques elétricos

5.1.6.1 Admite-se omitir a proteção contra choques elétricos nos locais acessíveis somente a pessoas
advertidas (BA4 - tabela 18) ou qualificadas (BA5 - tabela 18) e se as condições de 5.1.6.2 a 5.1.6.7 forem
simultaneamente satisfeitas.

5.1.6.2 A pessoa BA4 ou BA5 (tabela 18) deve estar devidamente instruída com relação às condições do
local e às tarefas a serem nele executadas.

5.1.6.3 Os locais devem ser sinalizados de forma clara e visível, por meio de indicações apropriadas.

5.1.6.4 Não deve ser possível ingressar nos locais sem o auxílio ou a liberação de algum dispositivo
especial.

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5.1.6.5 As portas de acesso aos locais devem permitir a fácil saída das pessoas, abrindo no sentido da
fuga (abrindo para fora). A abertura das portas, pelo lado interno dos locais, deve ser possível sem o uso de
chaves, mesmo que as portas sejam fechadas a chave pelo lado de fora.

5.1.6.6 As distâncias mínimas a serem observadas nas passagens destinadas à operação e/ou
manutenção são aquelas indicadas na tabela 28 e ilustradas nas figuras 8 e 9.

NOTA Em circunstâncias particulares, pode ser desejável a adoção de valores maiores, visando a segurança.

5.1.6.7 As passagens cuja extensão for superior a 20 m devem ser acessíveis nas duas extremidades.
Recomenda-se que passagens de serviço menores, mas com comprimento superior a 6 m, também sejam
acessíveis nas duas extremidades.

Tabela 28 ? Distâncias mínimas a serem obedecidas nas passagens destinadas à operação e/ou
manutenção desprovidas de qualquer proteção contra contatos com partes vivas

Situação Distância

1.Apenas um dos lados da passagem apresenta partes vivas não protegidas (ver figura 8)

1.1 Largura da passagem entre parede e partes vivas .....................................................

1.2 Passagem livre defronte manípulos (punhos, volantes, alavancas, etc.) de
dispositivos elétricos .............................................................................................................

1 000 mm

700 mm

2.Os dois lados da passagem apresentam partes vivas (ver figura 9)

2.1 Largura da passagem entre partes e/ou condutores vivos de cada lado:

a) passagem destinada exclusivamente à manutenção, prevendo-se que qualquer
trabalho de manutenção seja precedido da colocação de barreiras protetoras...............

b) passagem destinada exclusivamente à manutenção, não estando previsto que os
trabalhos de manutenção sejam precedidos da colocação de barreiras
protetoras ........

c) passagem destinada tanto à operação quanto à manutenção, prevendo-se que
todo trabalho de manutenção seja precedido da colocação de barreiras
protetoras ........................................................................................................................

d) passagem destinada tanto à operação quanto à manutenção, não estando
previsto que os trabalhos de manutenção sejam precedidos da colocação de barreiras
protetoras .........................................................................................................................

2.2 Passagem livre defronte manípulos (punhos, volantes, alavancas, etc.) de
dispositivos elétricos:

a) passagem destinada à manutenção

b) passagem destinada à operação

1 000 mm

1 500 mm

1 200 mm

1 500 mm

900 mm

1 100 mm

3.Altura das partes vivas acima do piso 2 300 mm

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Figura 8 ? Passagens sem proteção com partes vivas de um único lado

1) Caso em que todo trabalho de manutenção é precedido da colocação de barreiras protetoras (ver 2.1-a) e 2.1-c) da
tabela 28).

2) Caso em que os trabalhos de manutenção não são precedidos da colocação de barreiras protetoras (ver 2.1-b) e 2.1-
d) da tabela 28).

Figura 9 ? Passagens sem proteção com partes vivas dos dois lados

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5.2 Proteção contra efeitos térmicos

5.2.1 Generalidades

As pessoas, bem como os equipamentos e materiais fixos adjacentes a componentes da instalação elétrica,
devem ser protegidos contra os efeitos térmicos prejudiciais que possam ser produzidos por esses
componentes, tais como:

a) risco de queimaduras;

b) combustão ou degradação dos materiais;

c) comprometimento da segurança de funcionamento dos componentes instalados.

NOTA A proteção contra as sobrecorrentes é tratada em 5.3.

5.2.2 Proteção contra incêndio

5.2.2.1 Regras gerais

5.2.2.1.1 Os componentes da instalação não devem representar perigo de incêndio para os materiais
adjacentes. Devem ser observadas, além das prescrições desta Norma, as respectivas instruções dos
fabricantes.

5.2.2.1.2 Os componentes fixos cujas superfícies externas possam atingir temperaturas suscetíveis de
provocar incêndio nos materiais adjacentes devem ser:

a) montados sobre ou envolvidos por materiais que suportem tais temperaturas e sejam de baixa
condutividade térmica; ou

b) separados dos elementos construtivos da edificação por materiais que suportem tais temperaturas e
sejam de baixa condutividade térmica; ou

c) montados de modo a guardar afastamento suficiente de qualquer material cuja integridade possa ser
prejudicada por tais temperaturas e garantir uma segura dissipação de calor, aliado à utilização de
materiais de baixa condutividade térmica.

5.2.2.1.3 Quando um componente da instalação, fixo ou estacionário, for suscetível de produzir, em
operação normal, arcos ou centelhamento, ele deve ser:

a) totalmente envolvido por material resistente a arcos; ou

b) separado, por materiais resistentes a arcos, de elementos construtivos da edificação sobre os quais os
arcos possam ter efeitos térmicos prejudiciais; ou

c) montado a uma distância suficiente dos elementos construtivos sobre os quais os arcos possam ter
efeitos térmicos prejudiciais, de modo a permitir a segura extinção do arco.

Os materiais resistentes a arcos mencionados devem ser incombustíveis, apresentar baixa condutividade
térmica e possuir espessura capaz de assegurar estabilidade mecânica.

5.2.2.1.4 Os componentes fixos que apresentem efeito de concentração de calor devem estar
suficientemente afastados de qualquer objeto fixo ou elemento construtivo, de modo a não submetê-lo, em
condições normais, a uma temperatura perigosa.

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5.2.2.1.5 Componentes da instalação que contenham líquidos inflamáveis em volume significativo devem
ser objeto de precauções para evitar que, em caso de incêndio, o líquido inflamado, a fumaça e gases tóxicos