Instalações Elétricas - NBR 5410(2004) - Instalações Elétricas De Baixa Tensão - Comentada
448 pág.

Instalações Elétricas - NBR 5410(2004) - Instalações Elétricas De Baixa Tensão - Comentada

Disciplina:Instalações Elétricas2.059 materiais15.683 seguidores
Pré-visualização50 páginas
conexão no trecho interno ao local, a menos que essas conexões sejam
contidas em invólucros resistentes ao fogo;

c) devem ser protegidas contra sobrecorrentes conforme 5.2.2.3.11.

5.2.2.3.8 Motores comandados automaticamente ou à distância, ou que não sejam continuamente
supervisionados, devem ser protegidos contra sobreaquecimento por sensores térmicos.

5.2.2.3.9 As luminárias devem ser adequadas aos locais e providas de invólucros que apresentem grau de
proteção no mínimo IP4X. Se o local oferecer risco de danos mecânicos às luminárias, elas devem ter suas
lâmpadas e outros componentes protegidos por coberturas plásticas, grelhas ou coberturas de vidro
resistentes a impactos, com exceção dos porta-lâmpadas (a menos que comportem tais acessórios).

5.2.2.3.10 Quando for necessário limitar os riscos de incêndio suscitados pela circulação de correntes de
falta, o circuito correspondente deve ser:

a) protegido por dispositivo a corrente diferencial-residual (dispositivo DR) com corrente diferencial-residual
nominal de atuação de no máximo 500 mA; ou

b) supervisionado por um DSI (dispositivo supervisor de isolamento) ou por um dispositivo supervisor a
corrente diferencial-residual, ajustados para sinalizar a ocorrência de falta em bases no máximo
equivalentes àquelas da alínea a).

Pode-se incorporar à linha do circuito em questão um condutor nu de supervisão. Essa função pode ser
realizada pelo condutor de proteção, se atendida a característica especificada.

5.2.2.3.11 Os circuitos que alimentem ou atravessem locais BE2 devem ser protegidos contra sobrecargas
e contra curtos-circuitos por dispositivos de proteção situados a montante desses locais.

5.2.2.3.12 Não se admite, no caso de circuitos SELV e PELV, a possibilidade de que trata 5.1.2.5.1.
Qualquer que seja a tensão nominal do circuito SELV ou PELV, as partes vivas devem ser:

a) contidas em invólucros com grau de proteção IP2X ou IPXXB; ou

b) providas de isolação capaz de suportar uma tensão de ensaio de 500 V durante 1 min.

ABNT NBR 5410:2004

60 © ABNT 2004 ? Todos os direitos reservados

5.2.2.3.13 Os condutores PEN não são admitidos nos locais BE2, exceto para circuitos que apenas
atravessem o local.

5.2.2.4 Proteção contra incêndio em locais CA2

5.2.2.4.1 As prescrições desta subseção são aplicáveis, adicionalmente àquelas de 5.2.2.1, às instalações
elétricas de locais classificáveis como CA2.

NOTA Conforme definido em 4.2.6.3.1 (tabela 23), locais CA2 são aqueles construídos predominantemente com
materiais combustíveis.

5.2.2.4.2 Devem ser tomadas precauções para garantir que os componentes da instalação elétrica não
possam provocar a combustão de paredes, tetos e pisos.

5.2.2.5 Proteção contra incêndio em locais CB2

5.2.2.5.1 As prescrições desta subseção são aplicáveis, adicionalmente àquelas de 5.2.2.1, às instalações
elétricas de locais classificáveis como CB2.

NOTA Conforme definido em 4.2.6.3.2 (tabela 24), edificações CB2 são aquelas cuja estrutura facilita a propagação
de incêndio.

5.2.2.5.2 Devem ser tomadas precauções para que as instalações elétricas não possam propagar
incêndios (por exemplo, efeito chaminé).

NOTA Podem ser previstos detectores de incêndio que acionem medidas destinadas a bloquear a propagação do
incêndio ? por exemplo, fechamento de registros corta-fogo (?dampers?) em dutos ou galerias.

5.2.3 Proteção contra queimaduras

As partes acessíveis de componentes da instalação posicionados dentro da zona de alcance normal não
devem atingir temperaturas que possam causar queimaduras em pessoas, respeitando os valores máximos
indicados na tabela 29. Todas as partes da instalação que em serviço normal possam atingir, ainda que por
curtos períodos, temperaturas superiores aos limites da tabela 29, devem ser dispostas ou abrigadas de
modo a garantir que as pessoas não corram risco de contato acidental com essas partes.

Tabela 29 ? Temperaturas máximas, em serviço normal, das partes acessíveis de componentes da
instalação posicionados dentro da zona de alcance normal

Partes acessíveis Material das partes acessíveis Temperaturas máximas°C

Metálico 55
Alavancas, volantes ou punhos de dispositivos de manobra

Não-metálico 65

Metálico 70
Previstas para serem tocadas, mas não empunhadas

Não-metálico 80

Metálico 80
Não destinadas a serem tocadas em serviço normal

Não-metálico 90
NOTAS
1 Esta prescrição não se aplica a componentes cujos limites de temperatura das superfícies acessíveis sejam fixados por norma
específica.
2 A distinção entre superfícies metálicas e não-metálicas depende da condutividade térmica da superfície considerada. Camadas de
tinta ou de verniz não são consideradas suficientes para modificar a condutividade térmica da superfície. Por outro lado, certos
revestimentos plásticos podem reduzir sensivelmente a condutividade térmica de uma superfície metálica e permitir considerá-la como
não-metálica.
3 Admitem-se temperaturas mais elevadas, no caso de dispositivos de manobra, se a parte em questão for acessível somente após
abertura do invólucro ou cobertura que a envolve, e se não for acionada freqüentemente.
4 Sobre zona de alcance normal, ver figura 7.

C

ABNT NBR 5410:2004

© ABNT 2004 ? Todos os direitos reservados 61

5.3 Proteção contra sobrecorrentes

5.3.1 Generalidades

5.3.1.1 Os condutores vivos devem ser protegidos, por um ou mais dispositivos de seccionamento
automático contra sobrecargas e contra curtos-circuitos. Excetuam-se os casos em que as sobrecorrentes
forem limitadas, previstos em 5.3.7, e os casos em que for possível ou mesmo recomendável omitir tais
proteções, tratados em 5.3.4.3, 5.3.4.4 e 5.3.5.3.

5.3.1.2 A proteção contra sobrecargas e a proteção contra curtos-circuitos devem ser coordenadas
conforme 5.3.6.

5.3.1.3 Os dispositivos previstos em 5.3.1.1 destinam-se a interromper sobrecorrentes antes que elas se
tornem perigosas, devido aos seus efeitos térmicos e mecânicos, ou resultem em uma elevação de
temperatura prejudicial à isolação, às conexões, às terminações e à circunvizinhança dos condutores.

NOTA A proteção dos condutores realizada de acordo com esta seção não garante necessariamente a proteção dos
equipamentos ligados a esses condutores.

5.3.2 Proteção de acordo com a natureza dos circuitos

5.3.2.1 Proteção dos condutores de fase

5.3.2.1.1 A detecção de sobrecorrentes deve ser prevista em todos os condutores de fase, admitindo-se a
exceção indicada em 5.3.2.1.2, e deve provocar o seccionamento do condutor em que a sobrecorrente for
detectada, não precisando, necessariamente, provocar o seccionamento dos outros condutores vivos.

NOTAS

1 Se o seccionamento de uma só fase puder causar perigo, por exemplo, no caso de motores trifásicos, devem ser
tomadas precauções apropriadas.

2 No caso de locais de habitação, ver 9.5.4.

5.3.2.1.2 No esquema TT, nos circuitos alimentados entre fases e nos quais o condutor neutro não seja
distribuído, a detecção de sobrecorrente pode ser omitida em um dos condutores de fase, desde que as
seguintes condições sejam simultaneamente satisfeitas:

a) exista, no mesmo circuito ou a montante, uma proteção diferencial que provoque o seccionamento de
todos os condutores de fase;

b) o condutor neutro não seja distribuído a partir de um ponto neutro artificial nos circuitos situados a
jusante do dispositivo diferencial citado na alínea anterior.

5.3.2.2 Proteção do condutor neutro

5.3.2.2.1 Esquemas TT e TN

5.3.2.2.1.1 Quando a seção do condutor neutro for pelo menos igual ou equivalente à dos condutores de
fase, não é necessário prever detecção de sobrecorrente no condutor neutro, nem dispositivo de
seccionamento nesse condutor.

C

C

ABNT NBR 5410:2004

62 © ABNT 2004 ? Todos os direitos reservados

5.3.2.2.1.2 Quando a seção do condutor neutro for inferior à dos condutores de fase, é necessário
prever detecção de sobrecorrente