Instalações Elétricas - NBR 5410(2004) - Instalações Elétricas De Baixa Tensão - Comentada
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Instalações Elétricas - NBR 5410(2004) - Instalações Elétricas De Baixa Tensão - Comentada

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5.3.4.3.1 As possibilidades de omissão da proteção contra sobrecargas enunciadas em 5.3.4.3.2 não são
válidas para instalações em locais que apresentem riscos de incêndio ou de explosão (condições BE2 e BE3,
tabela 22), instalações sujeitas a prescrições específicas que derroguem ou não reconheçam essas
possibilidades, e instalações conforme o esquema IT. As possibilidades de omissão válidas para esquemas
IT são dadas em 5.3.4.3.3.

5.3.4.3.2 Admite-se omitir a proteção contra sobrecargas:

a) em linha que, situada a jusante de uma mudança de seção, de natureza, de maneira de instalar ou de
constituição, seja efetivamente protegida contra sobrecargas por um dispositivo de proteção localizado a
montante;

b) em linha não sujeita à circulação de correntes de sobrecarga, protegida contra curtos-circuitos de acordo
com as prescrições de 5.3.5 e que não possua derivação ou tomada de corrente;

c) nas linhas de sinal, incluindo circuitos de comando.

5.3.4.3.3 Em esquemas IT, admite-se omitir a proteção contra sobrecargas se o circuito em questão for
protegido por dispositivo a corrente diferencial-residual que seguramente atue na ocorrência de uma segunda
falta. Admite-se ainda, no caso particular de esquema IT sem distribuição do condutor neutro, que o
dispositivo de proteção contra sobrecargas seja omitido em uma das fases, se o circuito contar com
dispositivo de proteção a corrente diferencial-residual.

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5.3.4.4 Casos em que é recomendada a omissão da proteção contra sobrecargas por razões de
segurança

Recomenda-se omitir o dispositivo de proteção contra sobrecargas em circuitos que alimentem equipamentos
de utilização, nos casos em que o desligamento inesperado do circuito suscitar uma situação de perigo ou,
inversamente, desabilitar equipamentos indispensáveis numa situação de perigo. São exemplos de tais
casos:

a) circuitos de excitação de máquinas rotativas;

b) circuitos de alimentação de eletroimãs para elevação de cargas;

c) circuitos secundários de transformadores de corrente;

d) circuitos de motores usados em serviços de segurança (bombas de incêndio, sistemas de extração de
fumaça etc.).

NOTA Nesses casos pode ser interessante prever dispositivo de sinalização de sobrecargas.

5.3.4.5 Proteção contra sobrecargas de condutores em paralelo

5.3.4.5.1 Quando a proteção de condutores em paralelo contra sobrecargas for provida por dispositivo
único, os condutores não devem conter nenhuma derivação nem dispositivos de seccionamento ou manobra.

5.3.4.5.2 Quando a proteção de condutores em paralelo contra sobrecargas for provida por dispositivo
único e a corrente total se dividir igualmente entre esses condutores (condutores percorridos por correntes de
mesma intensidade), o valor de IZ a ser utilizado no equacionamento das condições exigidas em 5.3.4.1 é a
soma das capacidades de condução de corrente dos vários condutores.

NOTA Assume-se que os condutores em paralelo são percorridos por correntes de mesma intensidade se os
requisitos de 6.2.5.7 forem atendidos.

5.3.4.5.3 Se o uso de condutores em paralelo for inevitável, face à impraticabilidade de se utilizar um único
condutor por fase, e as correntes nos condutores em paralelo forem desiguais, a corrente de projeto e a
proteção contra sobrecargas devem ser equacionadas individualmente, para cada um dos condutores em
paralelo.

NOTA As correntes nos condutores em paralelo são consideradas desiguais quando a diferença entre quaisquer
duas delas for maior que 10% da corrente que caberia a cada condutor se a corrente total (corrente de projeto) se
dividisse igualmente entre eles. O anexo D traz orientação a respeito (ver D.2).

5.3.5 Proteção contra correntes de curto-circuito

5.3.5.1 Determinação das correntes de curto-circuito presumidas

As correntes de curto-circuito presumidas devem ser determinadas em todos os pontos da instalação
julgados necessários. Essa determinação pode ser efetuada por cálculo ou por medição.

5.3.5.2 Localização dos dispositivos que asseguram proteção contra curtos-circuitos

5.3.5.2.1 Devem ser providos dispositivos que assegurem proteção contra curtos-circuitos em todos os
pontos onde uma mudança (por exemplo, redução de seção) resulte em alteração do valor da capacidade de
condução de corrente dos condutores. As exceções a essa regra são indicadas em 5.3.5.2.2 e 5.3.5.3.

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5.3.5.2.2 O dispositivo destinado a prover proteção contra curtos-circuitos pode não ser posicionado
exatamente no ponto especificado em 5.3.5.2.1, se a parte da linha compreendida entre a redução de seção
ou outra mudança e a localização cogitada para o dispositivo atender a uma das duas condições seguintes:

a) não exceder 3 m de comprimento, for realizada de modo a reduzir ao mínimo o risco de um curto-circuito
(por exemplo, com uma proteção reforçada contra influências externas) e não estiver situada nas
proximidades de materiais combustíveis;

b) estiver protegida contra curtos-circuitos, atendendo-se aí ao disposto em 5.3.5.5.2, por um dispositivo de
proteção localizado a montante.

5.3.5.3 Casos em que se pode omitir a proteção contra curtos-circuitos

Admite-se omitir a proteção contra curtos-circuitos nos casos enumerados a seguir, desde que a linha seja
realizada de modo a reduzir ao mínimo o risco de curto-circuito (por exemplo, com uma proteção reforçada
contra influências externas) e não se situe nas proximidades de materiais combustíveis:

a) linhas ligando geradores, transformadores, retificadores e baterias de acumuladores aos quadros de
comando ou distribuição correspondentes, estando os dispositivos de proteção localizados nesse
quadro;

b) circuitos cujo desligamento possa significar perigos para a instalação correspondente, tais como os
citados em 5.3.4.4;

c) certos circuitos de medição.

5.3.5.4 Proteção contra curtos-circuitos de condutores em paralelo

Na proteção contra curtos-circuitos de condutores em paralelo pode ser usado um único dispositivo de
proteção, nas condições de 5.3.5.4.1 e 5.3.5.4.2, ou mais de um dispositivo, nas condições de 5.3.5.4.3.

5.3.5.4.1 Admite-se que a proteção de condutores em paralelo contra curtos-circuitos seja provida por um
único dispositivo, se as características desse dispositivo garantirem atuação efetiva mesmo na situação mais
adversa, como a de uma falta que venha a ocorrer no ponto mais desfavorável de qualquer dos condutores
em paralelo. Deve ser considerada a divisão da corrente de curto-circuito entre os condutores em paralelo e,
além disso, o fato de que uma falta pode ser alimentada por ambas as extremidades de um condutor em
paralelo.

5.3.5.4.2 Se a efetividade de atuação exigida em 5.3.5.4.1 não puder ser garantida, admite-se ainda assim
o uso de dispositivo único, se a linha for realizada de modo a reduzir ao mínimo o risco de curto-circuito, em
todos os condutores em paralelo (por exemplo, provendo-se proteção contra danos mecânicos), e não se
situar nas proximidades de materiais combustíveis.

5.3.5.4.3 Quando a proteção de condutores em paralelo contra curtos-circuitos for provida com o uso de
mais de um dispositivo, devem ser observados os seguintes critérios:

a) para dois condutores em paralelo, deve ser previsto um dispositivo de proteção contra curtos-circuitos na
origem de cada condutor em paralelo;

b) para mais de dois condutores em paralelo, deve ser previsto um dispositivo de proteção contra curtos-
circuitos em cada extremidade (extremidade ?fonte? e extremidade ?carga?) de cada condutor em paralelo.

NOTA O anexo D traz orientação a respeito(ver D.3).

5.3.5.5 Características dos dispositivos destinados a prover proteção contra correntes de curto-
circuito

Todo dispositivo destinado a prover proteção contra curtos-circuitos deve atender às condições especificadas