Instalações Elétricas - NBR 5410(2004) - Instalações Elétricas De Baixa Tensão - Comentada
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Instalações Elétricas - NBR 5410(2004) - Instalações Elétricas De Baixa Tensão - Comentada

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com
neutro e monofásicos a três condutores;

b) falta à terra envolvendo qualquer dos condutores de fase em um esquema IT.

No caso b), os componentes da instalação elétrica devem ser selecionados de forma a que sua tensão
nominal de isolamento seja pelo menos igual ao valor da tensão nominal entre fases da instalação (ver
6.1.3.1.1). No caso a), deve-se adotar idêntica providência quando tais sobretensões, associadas à
probabilidade de ocorrência, constituírem um risco inaceitável.

5.4.1.2 Em instalações segundo o esquema TT, deve-se verificar se as sobretensões temporárias
provocadas pela ocorrência de falta à terra na média tensão são compatíveis com a tensão suportável à
freqüência industrial dos componentes da instalação BT. Esta condição é considerada atendida se:

a) R ´ Im? ? 250 V, quando a falta à terra for eliminada pela proteção primária da subestação de
transformação MT/BT em um tempo superior a 5 s; ou

b) R ´ Im? ? 1 200 V, quando a falta à terra for eliminada pela proteção primária da subestação de
transformação MT/BT em tempo inferior ou igual a 5 s,

onde

R é a resistência de aterramento das massas da subestação de transformação MT/BT; e

Im é a parte da corrente de falta à terra na média tensão que circula pelo eletrodo de aterramento das
massas da subestação de transformação MT/BT.

NOTA (comum a 5.4.1.1 e 5.4.1.2) ? Na seleção dos dispositivos de proteção contra surtos (DPS), o exame da
máxima tensão de operação contínua a que eles estarão sujeitos, no ponto previsto para sua instalação, deve levar em
conta a probabilidade de sobretensões temporárias no ponto em questão e sua magnitude. Ver 6.3.5.2.4-b.

5.4.1.3 A verificação prescrita em 5.4.1.2 pode se limitar aos equipamentos BT da subestação de
transformação MT/BT se o eletrodo de aterramento do condutor neutro for eletricamente distinto do eletrodo
de aterramento das massas da subestação de transformação.

5.4.2 Proteção contra sobretensões transitórias

5.4.2.1 Proteção contra sobretensões transitórias em linhas de energia

5.4.2.1.1 Deve ser provida proteção contra sobretensões transitórias, com o uso dos meios indicados em
5.4.2.1.2, nos seguintes casos:

a) quando a instalação for alimentada por linha total ou parcialmente aérea, ou incluir ela própria linha
aérea, e se situar em região sob condições de influências externas AQ2 (mais de 25 dias de trovoadas
por ano);

b) quando a instalação se situar em região sob condições de influências externas AQ3 (ver tabela 15).

NOTA Admite-se que a proteção contra sobretensões exigida em 5.4.2.1.1 possa não ser provida se as
conseqüências dessa omissão, do ponto de vista estritamente material, constituírem um risco calculado e assumido.
Em nenhuma hipótese a proteção pode ser dispensada se essas conseqüências puderem resultar em risco direto ou
indireto à segurança e à saúde das pessoas.

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5.4.2.1.2 A proteção contra sobretensões requerida em 5.4.2.1.1 deve ser provida:

a) por dispositivos de proteção contra surtos (DPSs), conforme 6.3.5.2; ou

b) por outros meios que garantam uma atenuação das sobretensões no mínimo equivalente àquela obtida
conforme a alínea a).

5.4.2.2 Proteção contra sobretensões transitórias em linhas de sinal

5.4.2.2.1 Toda linha externa de sinal, seja de telefonia, de comunicação de dados, de vídeo ou qualquer
outro sinal eletrônico, deve ser provida de proteção contra surtos nos pontos de entrada e/ou saída da
edificação, conforme 6.3.5.3.

NOTAS

1 A prescrição é aplicável a linhas metálicas e abrange não apenas as linhas que se conectam a uma rede pública,
como, por exemplo, as de telefonia ou de TV por assinatura, mas também as linhas associadas a antenas externas e as
linhas de interligação com edificações vizinhas.

2 Os pontos de entrada e/ou saída da edificação referidos em 5.4.2.2.1 correspondem ao conceito de PTR (ponto de
terminação de rede) especificado nas ABNT NBR 13300 e ABNT NBR 14306.

3 Como indicado na nota de 6.4.2.1.2, a entrada de linhas externas de sinal deve se dar no mesmo ponto da
edificação em que ocorre a entrada da linha de energia.

5.4.2.2.2 Além dos pontos de entrada/saída, conforme 5.4.2.2.1, pode ser necessário prover proteção
contra surtos também em outros pontos, ao longo da instalação interna e, em particular, junto aos
equipamentos mais sensíveis, quando não possuírem proteção incorporada.

5.4.2.3 Seleção dos componentes da instalação sob o critério de sua suportabilidade às
sobretensões transitórias

Os componentes da instalação devem ser selecionados de modo que o valor nominal de sua tensão de
impulso suportável não seja inferior àqueles indicados na tabela 31.

NOTA A tensão de impulso suportável caracteriza o nível de sobretensões transitórias que o isolamento de um
produto é capaz de suportar, sem disrupções. Esse valor deve ser informado pelo fabricante e deve ser igual ou superior
ao prescrito pela norma do produto em questão. Os valores mínimos indicados na tabela 31 são os valores referenciais
dados pela IEC 60664-1 (ver anexo E).

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Tabela 31? Suportabilidade a impulso exigível dos componentes da instalação

Tensão de impulso suportável requerida
kVTensão nominal da instalação

V
Categoria de produto

Produto a ser
utilizado na
entrada da
instalação

Produto a ser
utilizado em
circuitos de

distribuição e
circuitos terminais

Equipamentos de
utilização

Produtos
especialme

nte
protegidos

Categoria de suportabilidade a impulsos

Sistemas
trifásicos

Sistemas
monofásicos com

neutro

IV III II I

120/208
127/220

115?230
120?240
127?254

4 2,5 1,5 0,8

220/380, 230/400,
277/480 ? 6 4 2,5 1,5

400/690 ? 8 6 4 2,5

NOTAS

1 O anexo E traz orientação sobre esta tabela.

2 Valores válidos especificamente para seccionadores e interruptores-seccionadores são dados na tabela 50.

3 Para componentes associados a linhas de sinal utilizados na entrada da instalação (categoria IV de suportabilidade), a
tensão de impulso suportável mínima é de 1 500 V (ver IEC 61663-2).

5.4.3 Prevenção de influências eletromagnéticas nas instalações e seus componentes

5.4.3.1 As blindagens, armações, coberturas e capas metálicas das linhas externas, bem como os
condutos de tais linhas, quando metálicos, devem ser incluídos na eqüipotencialização principal, conforme
6.4.2.1.1.

NOTAS

1 Dependendo do caso, a vinculação dos revestimentos metálicos da linha à eqüipotencialização principal não precisa
ser mediante ligação direta ao BEP, podendo ser indireta ? por exemplo, mediante ligação ao BEL mais próximo do
ponto em que a linha entra ou sai da edificação ou mediante ligação direta ao eletrodo de aterramento da edificação
(como ilustrado, conceitual e genericamente, na figura G.3 do anexo G). É o caso de uma linha de energia que sai da
edificação para alimentar outra edificação, vizinha, ou para alimentar estruturas ou construções anexas; de uma linha de
sinal que também se dirija a edificação vizinha; e de linha de sinal associada a uma antena externa.

2 As eqüipotencializações locais (BEL) de uma edificação devem incluir a armadura do concreto.

5.4.3.2 No caso de linhas de sinal, quando a conexão da blindagem ou capa metálica à
eqüipotencialização, conforme 5.4.3.1, puder suscitar ruído ou corrosão eletrolítica, essa conexão pode ser
efetuada com a interposição de DPS do tipo curto-circuitante.

5.4.3.3 Da mesma forma, na instalação interna à edificação, quando a blindagem ou capa metálica de
uma linha de sinal for conectada a uma eqüipotencialização local ou a terminal vinculado à massa de um
equipamento e essa conexão puder suscitar ruído ou corrosão eletrolítica, ela pode ser efetuada com a
interposição de DPS do tipo curto-circuitante.

NOTA A conexão através de DPS do tipo curto-circuitante deve se restringir a uma das extremidades da linha
de sinal.

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5.4.3.4 Toda linha metálica de sinal