Instalações Elétricas - NBR 5410(2004) - Instalações Elétricas De Baixa Tensão - Comentada
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Instalações Elétricas - NBR 5410(2004) - Instalações Elétricas De Baixa Tensão - Comentada

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5.4.2.1.2 A proteção contra sobretensões requerida em 5.4.2.1.1 deve ser provida:

a) por dispositivos de proteção contra surtos (DPSs), conforme 6.3.5.2; ou

b) por outros meios que garantam uma atenuação das sobretensões no mínimo equivalente àquela obtida
conforme a alínea a).

5.4.2.2 Proteção contra sobretensões transitórias em linhas de sinal

5.4.2.2.1 Toda linha externa de sinal, seja de telefonia, de comunicação de dados, de vídeo ou qualquer
outro sinal eletrônico, deve ser provida de proteção contra surtos nos pontos de entrada e/ou saída da
edificação, conforme 6.3.5.3.

NOTAS

1 A prescrição é aplicável a linhas metálicas e abrange não apenas as linhas que se conectam a uma rede pública,
como, por exemplo, as de telefonia ou de TV por assinatura, mas também as linhas associadas a antenas externas e as
linhas de interligação com edificações vizinhas.

2 Os pontos de entrada e/ou saída da edificação referidos em 5.4.2.2.1 correspondem ao conceito de PTR (ponto de
terminação de rede) especificado nas ABNT NBR 13300 e ABNT NBR 14306.

3 Como indicado na nota de 6.4.2.1.2, a entrada de linhas externas de sinal deve se dar no mesmo ponto da
edificação em que ocorre a entrada da linha de energia.

5.4.2.2.2 Além dos pontos de entrada/saída, conforme 5.4.2.2.1, pode ser necessário prover proteção
contra surtos também em outros pontos, ao longo da instalação interna e, em particular, junto aos
equipamentos mais sensíveis, quando não possuírem proteção incorporada.

5.4.2.3 Seleção dos componentes da instalação sob o critério de sua suportabilidade às
sobretensões transitórias

Os componentes da instalação devem ser selecionados de modo que o valor nominal de sua tensão de
impulso suportável não seja inferior àqueles indicados na tabela 31.

NOTA A tensão de impulso suportável caracteriza o nível de sobretensões transitórias que o isolamento de um
produto é capaz de suportar, sem disrupções. Esse valor deve ser informado pelo fabricante e deve ser igual ou superior
ao prescrito pela norma do produto em questão. Os valores mínimos indicados na tabela 31 são os valores referenciais
dados pela IEC 60664-1 (ver anexo E).

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Tabela 31? Suportabilidade a impulso exigível dos componentes da instalação

Tensão de impulso suportável requerida
kVTensão nominal da instalação

V
Categoria de produto

Produto a ser
utilizado na
entrada da
instalação

Produto a ser
utilizado em
circuitos de

distribuição e
circuitos terminais

Equipamentos de
utilização

Produtos
especialme

nte
protegidos

Categoria de suportabilidade a impulsos

Sistemas
trifásicos

Sistemas
monofásicos com

neutro

IV III II I

120/208
127/220

115?230
120?240
127?254

4 2,5 1,5 0,8

220/380, 230/400,
277/480 ? 6 4 2,5 1,5

400/690 ? 8 6 4 2,5

NOTAS

1 O anexo E traz orientação sobre esta tabela.

2 Valores válidos especificamente para seccionadores e interruptores-seccionadores são dados na tabela 50.

3 Para componentes associados a linhas de sinal utilizados na entrada da instalação (categoria IV de suportabilidade), a
tensão de impulso suportável mínima é de 1 500 V (ver IEC 61663-2).

5.4.3 Prevenção de influências eletromagnéticas nas instalações e seus componentes

5.4.3.1 As blindagens, armações, coberturas e capas metálicas das linhas externas, bem como os
condutos de tais linhas, quando metálicos, devem ser incluídos na eqüipotencialização principal, conforme
6.4.2.1.1.

NOTAS

1 Dependendo do caso, a vinculação dos revestimentos metálicos da linha à eqüipotencialização principal não precisa
ser mediante ligação direta ao BEP, podendo ser indireta ? por exemplo, mediante ligação ao BEL mais próximo do
ponto em que a linha entra ou sai da edificação ou mediante ligação direta ao eletrodo de aterramento da edificação
(como ilustrado, conceitual e genericamente, na figura G.3 do anexo G). É o caso de uma linha de energia que sai da
edificação para alimentar outra edificação, vizinha, ou para alimentar estruturas ou construções anexas; de uma linha de
sinal que também se dirija a edificação vizinha; e de linha de sinal associada a uma antena externa.

2 As eqüipotencializações locais (BEL) de uma edificação devem incluir a armadura do concreto.

5.4.3.2 No caso de linhas de sinal, quando a conexão da blindagem ou capa metálica à
eqüipotencialização, conforme 5.4.3.1, puder suscitar ruído ou corrosão eletrolítica, essa conexão pode ser
efetuada com a interposição de DPS do tipo curto-circuitante.

5.4.3.3 Da mesma forma, na instalação interna à edificação, quando a blindagem ou capa metálica de
uma linha de sinal for conectada a uma eqüipotencialização local ou a terminal vinculado à massa de um
equipamento e essa conexão puder suscitar ruído ou corrosão eletrolítica, ela pode ser efetuada com a
interposição de DPS do tipo curto-circuitante.

NOTA A conexão através de DPS do tipo curto-circuitante deve se restringir a uma das extremidades da linha
de sinal.

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5.4.3.4 Toda linha metálica de sinal que interligue edificações deve dispor de condutor de
eqüipotencialização paralelo, acompanhando todo seu trajeto, sendo esse condutor conectado às
eqüipotencializações, de uma e de outra edificação, às quais a linha de sinal se acha vinculada.

5.4.3.5 Além da observância de 6.1.7.1 e 6.1.7.2 e das prescrições pertinentes de 6.4, devem ser
adotadas as medidas necessárias para reduzir os efeitos das sobretensões induzidas e das interferências
eletromagnéticas em níveis aceitáveis.

NOTA São exemplos de medidas que contribuem para a redução dos efeitos das sobretensões induzidas e das
interferências eletromagnéticas:

a) disposição adequada das fontes potenciais de perturbações em relação aos equipamentos sensíveis;

b) disposição adequada dos equipamentos sensíveis em relação a circuitos e equipamentos com altas
correntes como, por exemplo, barramentos de distribuição e elevadores;

c) uso de filtros e/ou dispositivos de proteção contra surtos (DPSs) em circuitos que alimentam
equipamentos sensíveis;

d) seleção de dispositivos de proteção com temporização adequada, para evitar desligamentos
indesejáveis devidos a transitórios;

e) eqüipotencialização de invólucros metálicos e blindagens;

f) separação adequada, por distanciamento ou blindagem, entre as linhas de energia e as linhas de sinal,
bem como seu cruzamento em ângulo reto;

g) separação adequada, por distanciamento ou blindagem, das linhas de energia e de sinal em relação aos
condutores de descida do sistema de proteção contra descargas atmosféricas;

h) redução dos laços de indução pela adoção de um trajeto comum para as linhas dos diversos sistemas;

i) utilização de cabos blindados para o tráfego de sinais;

j) as mais curtas conexões de eqüipotencialização possíveis;

k) linhas com condutores separados (por exemplo, condutores isolados ou cabos unipolares) contidas em
condutos metálicos aterrados ou equivalentes;

l) evitar o esquema TN-C, conforme disposto em 5.4.3.6;

m) concentrar as entradas e/ou saídas das linhas externas em um mesmo ponto da edificação (ver nota de
6.4.2.1.2.);

n) utilizar enlaces de fibra óptica sem revestimento metálico ou enlaces de comunicação sem fio na
interligação de redes de sinal dispostas em áreas com eqüipotencializações separadas, sem interligação.

5.4.3.6 Em toda edificação alimentada por linha elétrica em esquema TN-C, o condutor PEN deve ser
separado, a partir do ponto de entrada da linha na edificação, ou a partir do quadro de distribuição principal,
em condutores distintos para as funções de neutro e de condutor de proteção. A alimentação elétrica, até aí
TN-C, passa então a um esquema TN-S (globalmente, o esquema é TN-C-S).

NOTAS

1 Excetuam-se dessa regra as edificações