Instalações Elétricas - NBR 5410(2004) - Instalações Elétricas De Baixa Tensão - Comentada
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Instalações Elétricas - NBR 5410(2004) - Instalações Elétricas De Baixa Tensão - Comentada

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que interligue edificações deve dispor de condutor de
eqüipotencialização paralelo, acompanhando todo seu trajeto, sendo esse condutor conectado às
eqüipotencializações, de uma e de outra edificação, às quais a linha de sinal se acha vinculada.

5.4.3.5 Além da observância de 6.1.7.1 e 6.1.7.2 e das prescrições pertinentes de 6.4, devem ser
adotadas as medidas necessárias para reduzir os efeitos das sobretensões induzidas e das interferências
eletromagnéticas em níveis aceitáveis.

NOTA São exemplos de medidas que contribuem para a redução dos efeitos das sobretensões induzidas e das
interferências eletromagnéticas:

a) disposição adequada das fontes potenciais de perturbações em relação aos equipamentos sensíveis;

b) disposição adequada dos equipamentos sensíveis em relação a circuitos e equipamentos com altas
correntes como, por exemplo, barramentos de distribuição e elevadores;

c) uso de filtros e/ou dispositivos de proteção contra surtos (DPSs) em circuitos que alimentam
equipamentos sensíveis;

d) seleção de dispositivos de proteção com temporização adequada, para evitar desligamentos
indesejáveis devidos a transitórios;

e) eqüipotencialização de invólucros metálicos e blindagens;

f) separação adequada, por distanciamento ou blindagem, entre as linhas de energia e as linhas de sinal,
bem como seu cruzamento em ângulo reto;

g) separação adequada, por distanciamento ou blindagem, das linhas de energia e de sinal em relação aos
condutores de descida do sistema de proteção contra descargas atmosféricas;

h) redução dos laços de indução pela adoção de um trajeto comum para as linhas dos diversos sistemas;

i) utilização de cabos blindados para o tráfego de sinais;

j) as mais curtas conexões de eqüipotencialização possíveis;

k) linhas com condutores separados (por exemplo, condutores isolados ou cabos unipolares) contidas em
condutos metálicos aterrados ou equivalentes;

l) evitar o esquema TN-C, conforme disposto em 5.4.3.6;

m) concentrar as entradas e/ou saídas das linhas externas em um mesmo ponto da edificação (ver nota de
6.4.2.1.2.);

n) utilizar enlaces de fibra óptica sem revestimento metálico ou enlaces de comunicação sem fio na
interligação de redes de sinal dispostas em áreas com eqüipotencializações separadas, sem interligação.

5.4.3.6 Em toda edificação alimentada por linha elétrica em esquema TN-C, o condutor PEN deve ser
separado, a partir do ponto de entrada da linha na edificação, ou a partir do quadro de distribuição principal,
em condutores distintos para as funções de neutro e de condutor de proteção. A alimentação elétrica, até aí
TN-C, passa então a um esquema TN-S (globalmente, o esquema é TN-C-S).

NOTAS

1 Excetuam-se dessa regra as edificações cuja destinação permita seguramente descartar o uso, imediato ou futuro,
de equipamentos eletrônicos interligados por ou compartilhando linhas de sinal (em particular, linhas de sinal baseadas
em cabos metálicos).

2 O condutor PEN da linha de energia que chega a uma edificação deve ser incluído na eqüipotencialização principal,
conforme exigido em 6.4.2.1.1, e, portanto, conectado ao BEP, direta ou indiretamente (ver 6.4.2.1 e anexo G).

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5.5 Proteção contra quedas e faltas de tensão

5.5.1 Devem ser tomadas precauções para evitar que uma queda de tensão ou uma falta total de tensão,
associada ou não ao posterior restabelecimento desta tensão, venha a causar perigo para as pessoas ou
danos a uma parte da instalação, a equipamentos de utilização ou aos bens em geral. O uso de dispositivos
de proteção contra quedas e faltas de tensão pode não ser necessário se os danos a que a instalação e os
equipamentos estão sujeitos, nesse particular, representarem um risco aceitável e desde que não haja perigo
para as pessoas.

5.5.2 Para proteção contra quedas e faltas de tensão podem ser usados, por exemplo:

a) relés ou disparadores de subtensão atuando sobre contatores ou disjuntores;

b) contatores providos de contato auxiliar de auto-alimentação.

5.5.3 A atuação dos dispositivos de proteção contra quedas e faltas de tensão pode ser temporizada, se o
equipamento protegido puder admitir, sem inconvenientes, uma falta ou queda de tensão de curta duração.

5.5.4 Se forem utilizados contatores, a temporização na abertura ou no fechamento não deve, em
nenhuma circunstância, impedir o seccionamento instantâneo imposto pela atuação de outros dispositivos de
comando e proteção.

5.5.5 Quando o religamento de um dispositivo de proteção for suscetível de causar uma situação de perigo,
esse religamento não deve ser automático.

5.6 Seccionamento e comando

5.6.1 Introdução

Esta subseção trata das medidas de seccionamento e comando não-automático, local ou à distância,
destinadas a evitar ou eliminar perigos com as instalações elétricas ou com equipamentos e máquinas por
elas alimentados.

5.6.2 Generalidades

NOTA Sobre seleção e instalação dos dispositivos de seccionamento e de comando, ver 6.3.7.

5.6.2.1 As medidas descritas nesta subseção não são alternativas às medidas de proteção descritas em
5.1 a 5.5, inclusive.

5.6.2.2 Qualquer que seja o esquema de aterramento, o condutor de proteção não deve ser seccionado,
incluindo o condutor PEN dos esquemas TN-C. No esquema TN-S, não é necessário seccionar o condutor
neutro.

5.6.3 Seccionamento

5.6.3.1 Todos os condutores vivos, em todos os circuitos, devem poder ser seccionados, com exceção
daqueles especificados em 5.6.2.2. Um conjunto de circuitos pode compartilhar um dispositivo de
seccionamento comum, que pode ser ou não adicional aos meios de seccionamento de que cada circuito for
individualmente provido, desde que as condições de serviço permitam o seccionamento comum.

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5.6.3.2 Devem ser previstas medidas adequadas para impedir a energização inadvertida de qualquer
equipamento.

NOTAS

1 Essas precauções podem incluir uma ou mais das seguintes medidas:

? travamento do dispositivo de seccionamento com cadeado;

? afixação de placas de advertência;

? instalação em local ou invólucro fechado a chave.

2 Como medida suplementar, as partes vivas podem ser curto-circuitadas e aterradas.

5.6.3.3 Quando um equipamento ou invólucro contiver partes vivas associadas a mais de uma
alimentação, deve ser afixado um aviso que alerte, em caso de acesso às partes vivas, sobre a necessidade
de seccionar as diferentes alimentações, a menos que exista um intertravamento que assegure o
seccionamento simultâneo de todas elas.

5.6.3.4 Devem ser previstos meios apropriados para assegurar a descarga de energia elétrica
armazenada, quando for o caso.

5.6.4 Seccionamento para manutenção mecânica

5.6.4.1 Devem ser previstos meios de seccionamento quando a manutenção mecânica envolver risco de
acidentes pessoais.

NOTAS

1 A manutenção mecânica aqui referida é aquela realizada em equipamentos mecânicos acionados por energia
elétrica, incluindo máquinas rotativas, sistemas de aquecimento e equipamentos eletromagnéticos. As prescrições não se
aplicam, portanto, a sistemas ou máquinas cuja força motriz seja outra que não a eletricidade (por exemplo, energia
pneumática, hidráulica ou vapor). Nesses casos, o seccionamento da alimentação das partes dependentes de
eletricidade pode não ser precaução suficiente.

2 São exemplos de instalações que requerem seccionamento para manutenção mecânica:

? guindastes;

? elevadores;

? escadas rolantes;

? correias transportadoras;

? máquinas-ferramentas;

? bombas.

5.6.4.2 Devem ser previstas medidas apropriadas para impedir qualquer religamento inadvertido do
equipamento durante sua manutenção mecânica, a menos que o dispositivo de seccionamento esteja
permanentemente sob controle do pessoal encarregado dessa manutenção.

NOTA Essas precauções podem incluir uma ou mais das seguintes medidas:

? travamento do dispositivo de seccionamento com cadeado;

? afixação de placas de advertência;

? instalação em local ou invólucro