Instalações Elétricas - NBR 5410(2004) - Instalações Elétricas De Baixa Tensão - Comentada
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Instalações Elétricas - NBR 5410(2004) - Instalações Elétricas De Baixa Tensão - Comentada

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5.6.5 Seccionamento de emergência e parada de emergência

5.6.5.1 Devem ser providos meios de seccionamento de emergência a todas as partes da instalação nas
quais possa ser necessário desligar a alimentação a fim de eliminar um perigo inesperado.

NOTA São exemplos de instalações que requerem seccionamento de emergência (independentemente da parada
de emergência descrita em 5.6.5.5):

a) bombeamento de líquidos inflamáveis;

b) sistemas de ventilação;

c) computadores de grande porte;

d) lâmpadas de descarga alimentadas em alta tensão (por exemplo, luminosos de neon);

e) certas edificações de maior porte (por exemplo, lojas de departamentos);

f) laboratórios elétricos e plataformas de ensaios;

g) salas de caldeiras;

h) grandes cozinhas (industriais e comerciais).

5.6.5.2 O dispositivo de seccionamento de emergência deve seccionar todos os condutores vivos,
observadas as restrições de 5.6.2.2.

5.6.5.3 Os meios de seccionamento de emergência, inclusive a parada de emergência, devem atuar tão
diretamente quanto possível sobre os condutores de alimentação pertinentes e garantir que uma única ação
seja suficiente para realizar o seccionamento desses condutores.

5.6.5.4 O seccionamento de emergência deve ser concebido de modo que seu funcionamento não
introduza nenhum outro perigo nem interfira na operação completa necessária para eliminar o perigo.

5.6.5.5 Devem ser previstos meios de parada de emergência quando os movimentos produzidos por
acionamentos elétricos puderem causar perigo.

NOTA São exemplos de instalações que requerem parada de emergência:

? escadas rolantes;

? elevadores;

? correias transportadoras;

? portas comandadas eletricamente;

? máquinas-ferramentas;

? instalações de lavagem de veículos.

5.6.6 Comando funcional

5.6.6.1 Generalidades

5.6.6.1.1 Todo circuito ou parte de circuito que necessite ser comandado independentemente de outras
partes da instalação deve ser provido de dispositivo de comando funcional.

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5.6.6.1.2 Os dispositivos de comando funcional não precisam seccionar necessariamente todos os
condutores vivos do circuito. Não se admite dispositivo de comando unipolar no condutor neutro.

NOTA Excluem-se os circuitos em que a não-interrupção de todos os condutores vivos possa suscitar situações de
risco ou de danos para as pessoas, componentes e equipamentos.

5.6.6.1.3 Todo equipamento de utilização deve ser provido de dispositivo de comando funcional.
Um mesmo dispositivo de comando funcional pode comandar vários equipamentos destinados a funcionar
simultaneamente.

NOTA O equipamento de utilização pode vir de fábrica com dispositivo de comando funcional incorporado ou então
o dispositivo deve ser provido na instalação.

5.6.6.1.4 Plugues e tomadas podem ser empregados como dispositivos de comando funcional, desde que
sua corrente nominal não seja superior a 20 A.

5.6.6.1.5 Dispositivos de comando funcional destinados a comutar fontes de alimentação devem atuar
sobre todos os condutores vivos e não devem poder colocar as fontes em paralelo, a menos que esta
condição esteja prevista no projeto da instalação. Também nestes casos os condutores PEN e de proteção
não devem ser seccionados.

5.6.6.2 Circuitos de comando (circuitos auxiliares)

Os circuitos de comando devem ser concebidos, instalados e protegidos de modo a limitar os perigos
resultantes de uma falta entre esses circuitos e outras partes condutivas suscetíveis de comprometer o
funcionamento adequado (por exemplo, manobra inadvertida) do equipamento comandado.

6 Seleção e instalação dos componentes

6.1 Prescrições comuns a todos os componentes da instalação

6.1.1 Generalidades

Os componentes devem ser selecionados e instalados de forma a satisfazer as prescrições enunciadas nesta
seção, bem como as prescrições aplicáveis das outras seções desta Norma.

6.1.2 Conformidade com as normas

6.1.2.1 Os componentes da instalação devem satisfazer as normas brasileiras que lhes sejam aplicáveis
e, na falta destas, as normas IEC e ISO.

6.1.2.2 Na inexistência de normas brasileiras, IEC ou ISO, os componentes devem ser selecionados
com base em norma regional, norma estrangeira reconhecida ou, na falta destas, mediante acordo especial
entre o responsável pela obra na qual a instalação elétrica se insere e o responsável pela instalação elétrica.

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6.1.3 Condições de serviço e influências externas

6.1.3.1 Condições de serviço

6.1.3.1.1 Tensão

Os componentes devem ser adequados à tensão nominal (valor eficaz em corrente alternada) da instalação.
Se, no esquema IT, o condutor neutro for distribuído, os componentes ligados entre uma fase e o neutro
devem ser isolados para a tensão entre fases.

NOTA Para certos componentes pode ser necessário considerar a tensão mais alta ou a mais baixa que possa
ocorrer em regime normal.

6.1.3.1.2 Corrente

Os componentes devem ser selecionados considerando-se a corrente de projeto (valor eficaz em corrente
alternada) que deve percorrê-los em serviço normal. Deve-se igualmente considerar a corrente suscetível de
percorrê-los em condições anormais, levando-se em conta a duração da passagem dessa corrente, em
função das características de atuação dos dispositivos de proteção.

6.1.3.1.3 Freqüência

Se a freqüência tiver influência sobre as características dos componentes, a freqüência nominal do
componente deve corresponder à freqüência da corrente no circuito pertinente.

6.1.3.1.4 Potência

Os componentes selecionados segundo suas características de potência devem ser adequados às condições
normais de serviço, levando-se em conta o regime de funcionamento a que eles devem ser submetidos.

6.1.3.1.5 Compatibilidade

A menos que a instalação dos componentes seja acompanhada de medidas compensatórias adequadas, sua
seleção deve ser tal que eles não causem, em serviço normal, incluindo manobras, efeitos prejudiciais aos
demais componentes nem comprometam o bom desempenho da alimentação.

6.1.3.2 Influências externas

6.1.3.2.1 Os componentes da instalação devem ser selecionados e instalados de acordo com as
prescrições da tabela 32. Esta tabela indica as características dos componentes em função das influências
externas a que estão sujeitos (ver 4.2.6). As características dos componentes são determinadas por um grau
de proteção ou por conformidade com ensaios.

6.1.3.2.2 Quando um componente não possuir características construtivas compatíveis com as influências
externas presentes no local, ele pode ser utilizado sob a condição de que lhe seja provida, na execução da
instalação, uma proteção complementar apropriada. Esta proteção não deve afetar as condições de
funcionamento do componente.

6.1.3.2.3 Quando diferentes influências externas ocorrerem simultaneamente, seus efeitos podem ser
independentes ou mútuos e os graus de proteção devem ser escolhidos de acordo.

6.1.3.2.4 A escolha das características dos componentes em função das influências externas é necessária
não somente para seu funcionamento correto, mas também para garantir a confiabilidade das medidas de
proteção especificadas nesta Norma. As medidas de proteção associadas à construção do componente são
válidas para dadas condições de influências externas apenas se os ensaios respectivos previstos nas normas
do componente forem realizados sob tais condições.

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NOTAS

1 Para efeito desta Norma, são consideradas ?normais? as seguintes classes de influências externas:

? AA (temperatura ambiente): AA4;

? AB (umidade atmosférica): AB4;

? outras condições ambientais (AC a AS): XX1 de cada parâmetro;

? condições de utilização e de construção das edificações (B e C): XX1 de cada parâmetro, exceto no caso do
parâmetro BC, que é BC2.

2 A palavra ?normal? que aparece na terceira coluna da tabela 32 significa que um componente