Instalações Elétricas - NBR 5410(2004) - Instalações Elétricas - 28
Instalações Elétricas - NBR 5410(2004) - Instalações Elétricas De Baixa Tensão - Comentada
448 pág.

Instalações Elétricas - NBR 5410(2004) - Instalações Elétricas De Baixa Tensão - Comentada

Disciplina:Instalações Elétricas1.904 materiais15.030 seguidores
Pré-visualização50 páginas
cuja destinação permita seguramente descartar o uso, imediato ou futuro,
de equipamentos eletrônicos interligados por ou compartilhando linhas de sinal (em particular, linhas de sinal baseadas
em cabos metálicos).

2 O condutor PEN da linha de energia que chega a uma edificação deve ser incluído na eqüipotencialização principal,
conforme exigido em 6.4.2.1.1, e, portanto, conectado ao BEP, direta ou indiretamente (ver 6.4.2.1 e anexo G).

C

ABNT NBR 5410:2004

© ABNT 2004 ? Todos os direitos reservados 73

5.5 Proteção contra quedas e faltas de tensão

5.5.1 Devem ser tomadas precauções para evitar que uma queda de tensão ou uma falta total de tensão,
associada ou não ao posterior restabelecimento desta tensão, venha a causar perigo para as pessoas ou
danos a uma parte da instalação, a equipamentos de utilização ou aos bens em geral. O uso de dispositivos
de proteção contra quedas e faltas de tensão pode não ser necessário se os danos a que a instalação e os
equipamentos estão sujeitos, nesse particular, representarem um risco aceitável e desde que não haja perigo
para as pessoas.

5.5.2 Para proteção contra quedas e faltas de tensão podem ser usados, por exemplo:

a) relés ou disparadores de subtensão atuando sobre contatores ou disjuntores;

b) contatores providos de contato auxiliar de auto-alimentação.

5.5.3 A atuação dos dispositivos de proteção contra quedas e faltas de tensão pode ser temporizada, se o
equipamento protegido puder admitir, sem inconvenientes, uma falta ou queda de tensão de curta duração.

5.5.4 Se forem utilizados contatores, a temporização na abertura ou no fechamento não deve, em
nenhuma circunstância, impedir o seccionamento instantâneo imposto pela atuação de outros dispositivos de
comando e proteção.

5.5.5 Quando o religamento de um dispositivo de proteção for suscetível de causar uma situação de perigo,
esse religamento não deve ser automático.

5.6 Seccionamento e comando

5.6.1 Introdução

Esta subseção trata das medidas de seccionamento e comando não-automático, local ou à distância,
destinadas a evitar ou eliminar perigos com as instalações elétricas ou com equipamentos e máquinas por
elas alimentados.

5.6.2 Generalidades

NOTA Sobre seleção e instalação dos dispositivos de seccionamento e de comando, ver 6.3.7.

5.6.2.1 As medidas descritas nesta subseção não são alternativas às medidas de proteção descritas em
5.1 a 5.5, inclusive.

5.6.2.2 Qualquer que seja o esquema de aterramento, o condutor de proteção não deve ser seccionado,
incluindo o condutor PEN dos esquemas TN-C. No esquema TN-S, não é necessário seccionar o condutor
neutro.

5.6.3 Seccionamento

5.6.3.1 Todos os condutores vivos, em todos os circuitos, devem poder ser seccionados, com exceção
daqueles especificados em 5.6.2.2. Um conjunto de circuitos pode compartilhar um dispositivo de
seccionamento comum, que pode ser ou não adicional aos meios de seccionamento de que cada circuito for
individualmente provido, desde que as condições de serviço permitam o seccionamento comum.

C

C

C

ABNT NBR 5410:2004

74 © ABNT 2004 ? Todos os direitos reservados

5.6.3.2 Devem ser previstas medidas adequadas para impedir a energização inadvertida de qualquer
equipamento.

NOTAS

1 Essas precauções podem incluir uma ou mais das seguintes medidas:

? travamento do dispositivo de seccionamento com cadeado;

? afixação de placas de advertência;

? instalação em local ou invólucro fechado a chave.

2 Como medida suplementar, as partes vivas podem ser curto-circuitadas e aterradas.

5.6.3.3 Quando um equipamento ou invólucro contiver partes vivas associadas a mais de uma
alimentação, deve ser afixado um aviso que alerte, em caso de acesso às partes vivas, sobre a necessidade
de seccionar as diferentes alimentações, a menos que exista um intertravamento que assegure o
seccionamento simultâneo de todas elas.

5.6.3.4 Devem ser previstos meios apropriados para assegurar a descarga de energia elétrica
armazenada, quando for o caso.

5.6.4 Seccionamento para manutenção mecânica

5.6.4.1 Devem ser previstos meios de seccionamento quando a manutenção mecânica envolver risco de
acidentes pessoais.

NOTAS

1 A manutenção mecânica aqui referida é aquela realizada em equipamentos mecânicos acionados por energia
elétrica, incluindo máquinas rotativas, sistemas de aquecimento e equipamentos eletromagnéticos. As prescrições não se
aplicam, portanto, a sistemas ou máquinas cuja força motriz seja outra que não a eletricidade (por exemplo, energia
pneumática, hidráulica ou vapor). Nesses casos, o seccionamento da alimentação das partes dependentes de
eletricidade pode não ser precaução suficiente.

2 São exemplos de instalações que requerem seccionamento para manutenção mecânica:

? guindastes;

? elevadores;

? escadas rolantes;

? correias transportadoras;

? máquinas-ferramentas;

? bombas.

5.6.4.2 Devem ser previstas medidas apropriadas para impedir qualquer religamento inadvertido do
equipamento durante sua manutenção mecânica, a menos que o dispositivo de seccionamento esteja
permanentemente sob controle do pessoal encarregado dessa manutenção.

NOTA Essas precauções podem incluir uma ou mais das seguintes medidas:

? travamento do dispositivo de seccionamento com cadeado;

? afixação de placas de advertência;

? instalação em local ou invólucro fechado a chave.

C

ABNT NBR 5410:2004

© ABNT 2004 ? Todos os direitos reservados 75

5.6.5 Seccionamento de emergência e parada de emergência

5.6.5.1 Devem ser providos meios de seccionamento de emergência a todas as partes da instalação nas
quais possa ser necessário desligar a alimentação a fim de eliminar um perigo inesperado.

NOTA São exemplos de instalações que requerem seccionamento de emergência (independentemente da parada
de emergência descrita em 5.6.5.5):

a) bombeamento de líquidos inflamáveis;

b) sistemas de ventilação;

c) computadores de grande porte;

d) lâmpadas de descarga alimentadas em alta tensão (por exemplo, luminosos de neon);

e) certas edificações de maior porte (por exemplo, lojas de departamentos);

f) laboratórios elétricos e plataformas de ensaios;

g) salas de caldeiras;

h) grandes cozinhas (industriais e comerciais).

5.6.5.2 O dispositivo de seccionamento de emergência deve seccionar todos os condutores vivos,
observadas as restrições de 5.6.2.2.

5.6.5.3 Os meios de seccionamento de emergência, inclusive a parada de emergência, devem atuar tão
diretamente quanto possível sobre os condutores de alimentação pertinentes e garantir que uma única ação
seja suficiente para realizar o seccionamento desses condutores.

5.6.5.4 O seccionamento de emergência deve ser concebido de modo que seu funcionamento não
introduza nenhum outro perigo nem interfira na operação completa necessária para eliminar o perigo.

5.6.5.5 Devem ser previstos meios de parada de emergência quando os movimentos produzidos por
acionamentos elétricos puderem causar perigo.

NOTA São exemplos de instalações que requerem parada de emergência:

? escadas rolantes;

? elevadores;

? correias transportadoras;

? portas comandadas eletricamente;

? máquinas-ferramentas;

? instalações de lavagem de veículos.

5.6.6 Comando funcional

5.6.6.1 Generalidades

5.6.6.1.1 Todo circuito ou parte de circuito que necessite ser comandado independentemente de outras
partes da instalação deve ser provido de dispositivo de comando funcional.

C

ABNT NBR 5410:2004

76 © ABNT 2004 ? Todos os direitos reservados

5.6.6.1.2 Os dispositivos de comando funcional não precisam seccionar necessariamente todos os
condutores vivos do circuito. Não se admite dispositivo de comando unipolar no condutor neutro.

NOTA Excluem-se os circuitos em que a não-interrupção de todos os condutores vivos possa suscitar situações de
risco ou de danos para as pessoas, componentes e equipamentos.