Instalações Elétricas - NBR 5410(2004) - Instalações Elétricas De Baixa Tensão - Comentada
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Instalações Elétricas - NBR 5410(2004) - Instalações Elétricas De Baixa Tensão - Comentada

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o condutor neutro pode não ser seccionado se as condições de alimentação
permitirem considerá-lo como apresentando, seguramente, o mesmo potencial da terra.

6.3.3.2.5 O circuito magnético dos dispositivos DR deve envolver todos os condutores vivos do circuito,
inclusive o neutro, mas nenhum condutor de proteção; todo condutor de proteção deve passar exteriormente
ao circuito magnético.

6.3.3.2.6 Os dispositivos DR devem ser selecionados e os circuitos elétricos divididos de tal forma que as
correntes de fuga à terra suscetíveis de circular durante o funcionamento normal das cargas alimentadas não
possam provocar a atuação intempestiva do dispositivo.

NOTA Normas de dispositivo DR, como a IEC 61008-2-1 e a IEC 61009-2-1 estabelecem que um dispositivo DR
deve seguramente atuar para qualquer corrente igual ou superior à sua corrente de disparo nominal; que ele não deve
atuar para correntes inferiores a 50% da corrente de disparo nominal; e que ele pode atuar com correntes entre 50% e
100% da corrente de disparo nominal. Assim, visando continuidade de serviço, a estruturação dos circuitos e a definição
do número e características dos dispositivos DR devem ser de modo a garantir que nenhum circuito venha a apresentar
corrente de fuga total, em condições normais, superior a 50% da corrente de disparo do dispositivo DR destinado a
protegê-lo.

6.3.3.2.7 Admite-se o uso de dispositivos DR com fonte auxiliar que não atuem automaticamente no caso
de falha da fonte auxiliar se a instalação na qual o dispositivo for utilizado tiver sua operação, supervisão e
manutenção sob responsabilidade de pessoas advertidas (BA4) ou qualificadas (BA5) conforme tabela 18.

NOTA A fonte auxiliar pode ser a própria rede de alimentação.

6.3.3.2.8 No esquema TN-S e no trecho TN-S do esquema TN-C-S, o dispositivo DR pode ser utilizado
normalmente na proteção contra choques elétricos por seccionamento automático da alimentação, tanto
quanto o dispositivo a sobrecorrente, e pode constituir, ainda, alternativa a dificuldades no atendimento de
5.1.2.2.4.2-d) com o uso de dispositivo a sobrecorrente. Equipamentos ou partes da instalação em que haja
tal dificuldade podem ser então protegidas por dispositivo DR. Caso não seja possível ligar as massas do
circuito assim protegido a condutor de proteção a montante do dispositivo DR, elas podem ser ligadas
coletivamente a algum eletrodo de aterramento cuja resistência de aterramento seja compatível com a
corrente de atuação do dispositivo DR. Mas o circuito em questão converte-se num esquema TT e deve ser
assim considerado, ficando sujeito às prescrições de 5.1.2.2.4.3, observando-se ainda as disposições
pertinentes de 5.1.2.2.3, em particular os requisitos de 5.1.2.2.3.3, 5.1.2.2.3.4 e 5.1.2.2.3.5.

6.3.3.2.9 No esquema IT, quando a função de seccionamento automático visando proteção contra
choques elétricos for provida por dispositivo DR e o seccionamento na ocorrência de uma primeira falta for
indesejado, a corrente diferencial-residual de não-atuação do dispositivo deve ser superior ou, no mínimo,
igual à corrente de primeira falta, admitindo-se falta direta para a terra envolvendo qualquer dos condutores
de fase.

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6.3.3.3 Dispositivos supervisores de isolamento (DSI)

O DSI previsto em 5.1.2.2.4.4-d) deve indicar qualquer redução significativa no nível de isolamento da
instalação, para que a causa desta redução seja encontrada antes da ocorrência da segunda falta, evitando-
se, assim, o desligamento da alimentação. Qualquer modificação no ajuste do DSI, presumivelmente inferior
ao valor indicado na tabela 60, só deve ser possível mediante liberação de mecanismo de bloqueio e por
pessoal autorizado.

6.3.4 Dispositivos de proteção contra sobrecorrentes

6.3.4.1 Disposições gerais

6.3.4.1.1 Nos dispositivos fusíveis em que o porta-fusível é do tipo rosqueado, as conexões da base
devem ser de modo a que o contato central se situe do lado ?fonte?.

6.3.4.1.2 As bases de dispositivos fusíveis em que o porta-fusível é do tipo plugável devem ser dispostas
de modo a evitar que a manipulação do porta-fusível possa resultar em contato acidental entre partes
condutoras pertencentes a bases contíguas.

6.3.4.1.3 Os dispositivos fusíveis destinados a uso por pessoas que não sejam advertidas nem
qualificadas (ver tabela 18), incluindo ações de substituição ou de retirada dos fusíveis, devem ter
características construtivas que atendam às prescrições de segurança da ABNT NBR IEC 60269-3.
Admitem-se dispositivos fusíveis ou dispositivos combinados próprios para uso por pessoas advertidas ou
qualificadas (ver tabela 18), e em situações nas quais a troca ou retirada dos fusíveis só possa ser realizada
por essas pessoas, se os dispositivos forem instalados de modo a garantir que a retirada ou colocação do
fusível seja feita sem qualquer risco de contato acidental com partes vivas.

6.3.4.1.4 Os disjuntores sujeitos a ações ou intervenções de pessoas que não sejam advertidas nem
qualificadas (ver tabela 18) devem ter características construtivas ou ser instalados de modo a que não seja
possível alterar o ajuste de seus disparadores de sobrecorrente senão mediante ação voluntária que requeira
o uso de chave ou ferramenta e que resulte em indicação visível de sua ocorrência.

NOTA A violação de lacre é um exemplo do que se considera ?indicação visível? de tais alterações.

6.3.4.2 Seleção dos dispositivos de proteção contra sobrecargas

A corrente nominal ou de ajuste do dispositivo de proteção deve ser selecionada conforme 5.3.4.1. No caso
de cargas cíclicas, os valores de In e de I2 devem ser selecionados com base nos valores de IB e de Iz para
cargas constantes termicamente equivalentes às cargas cíclicas.

NOTA Em certos casos, para evitar atuação indesejada, deve ser considerado o valor de crista das correntes de
carga.

6.3.4.3 Seleção dos dispositivos de proteção contra curtos-circuitos

6.3.4.3.1 Dispositivos fusíveis

Para aplicação das prescrições de 5.3.5 a curtos-circuitos de duração no máximo igual a 5 s, os dispositivos
fusíveis devem atender à seguinte condição:

Ia £ Ikmin

onde:

Ia é a corrente correspondente à intersecção das curvas C e F da figura 10, e

Ikmin é a corrente de curto-circuito mínima presumida.

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Legenda:

C = curva de suportabilidade térmica do condutor;
F = curva de fusão do fusível (limite superior da faixa de atuação).

Figura 10 ? Interseção da curva de suportabilidade térmica do condutor com a
curva de fusão do fusível

6.3.4.3.2 Disjuntores

Para aplicação das prescrições de 5.3.5 a curtos-circuitos de duração no máximo igual a 5 s, os disjuntores
devem atender às duas condições a seguir:

a) Ia £ Ikmin;

b) Ib ³ Ik.

onde:

Ia é a corrente correspondente à interseção das curvas C e D1 da figura 11;

Ikmin é a corrente de curto-circuito mínima presumida;

Ib é a corrente correspondente à interseção das curvas C' e D2 da figura 12; e

Ik é a corrente de curto-circuito máxima presumida no ponto de instalação do disjuntor.

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Legenda:

C = curva de suportabilidade térmica do condutor;
D1 = curva de atuação do disjuntor.

Figura 11 ? Interseção da curva de suportabilidade térmica do condutor com a
curva de atuação do disjuntor

Legenda:

C' = curva I2t admissível do condutor (trecho da curva);
D2 = curva característica I2t do disjuntor (trecho da curva).

Figura 12 ? Interseção da curva da integral de joule (I2t) suportável pelo condutor com a curva da
integral de joule (I2t) que o disjuntor deixa passar

NOTAS (comuns a 6.3.4.3.1 e 6.3.4.3.2)

1 Para correntes de curto-circuito cuja duração seja superior a vários períodos, a integral de joule I2t do dispositivo de
proteção pode ser calculada multiplicando-se o quadrado do valor eficaz da corrente de atuação I(t) do dispositivo de
proteção pelo tempo de atuação t. Para correntes de curto-circuito