Instalações Elétricas - NBR 5410(2004) - Instalações Elétricas De Baixa Tensão - Comentada
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Instalações Elétricas - NBR 5410(2004) - Instalações Elétricas De Baixa Tensão - Comentada

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de falta contínuas, lisas e pulsantes, além de
correntes de falta senoidais, os dispositivos DR do tipo B conforme a IEC 61008-2-1 e IEC 61009-2-1.

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6.3.3.2.2 Em circuitos de corrente alternada nos quais a corrente de falta pode conter componente
contínua só devem ser utilizados dispositivos DR capazes de detectar também correntes diferenciais-
residuais com essas características.

NOTA São exemplos de dispositivos DR aptos a detectar correntes de falta c.a. com componente contínua, além de
correntes de falta senoidais, os dispositivos DR do tipo A conforme a IEC 61008-2-1 e IEC 61009-2-1.

6.3.3.2.3 Em circuitos de corrente alternada nos quais não se prevêem correntes de falta que não sejam
senoidais, podem ser utilizados dispositivos DR capazes de detectar apenas correntes diferenciais-residuais
senoidais. Tais dispositivos podem ser utilizados também na proteção de circuitos que possuam, a jusante,
dispositivos DR capazes de detectar as correntes de falta não-senoidais que os circuitos por eles protegidos
possam apresentar.

NOTA São exemplos de dispositivos DR capazes de detectar correntes diferenciais-residuais senoidais, apenas, os
dispositivos DR do tipo AC conforme a IEC 61008-2-1 e IEC 61009-2-1.

6.3.3.2.4 Os dispositivos DR devem garantir o seccionamento de todos os condutores vivos do circuito
protegido. Nos esquema TN-S, o condutor neutro pode não ser seccionado se as condições de alimentação
permitirem considerá-lo como apresentando, seguramente, o mesmo potencial da terra.

6.3.3.2.5 O circuito magnético dos dispositivos DR deve envolver todos os condutores vivos do circuito,
inclusive o neutro, mas nenhum condutor de proteção; todo condutor de proteção deve passar exteriormente
ao circuito magnético.

6.3.3.2.6 Os dispositivos DR devem ser selecionados e os circuitos elétricos divididos de tal forma que as
correntes de fuga à terra suscetíveis de circular durante o funcionamento normal das cargas alimentadas não
possam provocar a atuação intempestiva do dispositivo.

NOTA Normas de dispositivo DR, como a IEC 61008-2-1 e a IEC 61009-2-1 estabelecem que um dispositivo DR
deve seguramente atuar para qualquer corrente igual ou superior à sua corrente de disparo nominal; que ele não deve
atuar para correntes inferiores a 50% da corrente de disparo nominal; e que ele pode atuar com correntes entre 50% e
100% da corrente de disparo nominal. Assim, visando continuidade de serviço, a estruturação dos circuitos e a definição
do número e características dos dispositivos DR devem ser de modo a garantir que nenhum circuito venha a apresentar
corrente de fuga total, em condições normais, superior a 50% da corrente de disparo do dispositivo DR destinado a
protegê-lo.

6.3.3.2.7 Admite-se o uso de dispositivos DR com fonte auxiliar que não atuem automaticamente no caso
de falha da fonte auxiliar se a instalação na qual o dispositivo for utilizado tiver sua operação, supervisão e
manutenção sob responsabilidade de pessoas advertidas (BA4) ou qualificadas (BA5) conforme tabela 18.

NOTA A fonte auxiliar pode ser a própria rede de alimentação.

6.3.3.2.8 No esquema TN-S e no trecho TN-S do esquema TN-C-S, o dispositivo DR pode ser utilizado
normalmente na proteção contra choques elétricos por seccionamento automático da alimentação, tanto
quanto o dispositivo a sobrecorrente, e pode constituir, ainda, alternativa a dificuldades no atendimento de
5.1.2.2.4.2-d) com o uso de dispositivo a sobrecorrente. Equipamentos ou partes da instalação em que haja
tal dificuldade podem ser então protegidas por dispositivo DR. Caso não seja possível ligar as massas do
circuito assim protegido a condutor de proteção a montante do dispositivo DR, elas podem ser ligadas
coletivamente a algum eletrodo de aterramento cuja resistência de aterramento seja compatível com a
corrente de atuação do dispositivo DR. Mas o circuito em questão converte-se num esquema TT e deve ser
assim considerado, ficando sujeito às prescrições de 5.1.2.2.4.3, observando-se ainda as disposições
pertinentes de 5.1.2.2.3, em particular os requisitos de 5.1.2.2.3.3, 5.1.2.2.3.4 e 5.1.2.2.3.5.

6.3.3.2.9 No esquema IT, quando a função de seccionamento automático visando proteção contra
choques elétricos for provida por dispositivo DR e o seccionamento na ocorrência de uma primeira falta for
indesejado, a corrente diferencial-residual de não-atuação do dispositivo deve ser superior ou, no mínimo,
igual à corrente de primeira falta, admitindo-se falta direta para a terra envolvendo qualquer dos condutores
de fase.

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6.3.3.3 Dispositivos supervisores de isolamento (DSI)

O DSI previsto em 5.1.2.2.4.4-d) deve indicar qualquer redução significativa no nível de isolamento da
instalação, para que a causa desta redução seja encontrada antes da ocorrência da segunda falta, evitando-
se, assim, o desligamento da alimentação. Qualquer modificação no ajuste do DSI, presumivelmente inferior
ao valor indicado na tabela 60, só deve ser possível mediante liberação de mecanismo de bloqueio e por
pessoal autorizado.

6.3.4 Dispositivos de proteção contra sobrecorrentes

6.3.4.1 Disposições gerais

6.3.4.1.1 Nos dispositivos fusíveis em que o porta-fusível é do tipo rosqueado, as conexões da base
devem ser de modo a que o contato central se situe do lado ?fonte?.

6.3.4.1.2 As bases de dispositivos fusíveis em que o porta-fusível é do tipo plugável devem ser dispostas
de modo a evitar que a manipulação do porta-fusível possa resultar em contato acidental entre partes
condutoras pertencentes a bases contíguas.

6.3.4.1.3 Os dispositivos fusíveis destinados a uso por pessoas que não sejam advertidas nem
qualificadas (ver tabela 18), incluindo ações de substituição ou de retirada dos fusíveis, devem ter
características construtivas que atendam às prescrições de segurança da ABNT NBR IEC 60269-3.
Admitem-se dispositivos fusíveis ou dispositivos combinados próprios para uso por pessoas advertidas ou
qualificadas (ver tabela 18), e em situações nas quais a troca ou retirada dos fusíveis só possa ser realizada
por essas pessoas, se os dispositivos forem instalados de modo a garantir que a retirada ou colocação do
fusível seja feita sem qualquer risco de contato acidental com partes vivas.

6.3.4.1.4 Os disjuntores sujeitos a ações ou intervenções de pessoas que não sejam advertidas nem
qualificadas (ver tabela 18) devem ter características construtivas ou ser instalados de modo a que não seja
possível alterar o ajuste de seus disparadores de sobrecorrente senão mediante ação voluntária que requeira
o uso de chave ou ferramenta e que resulte em indicação visível de sua ocorrência.

NOTA A violação de lacre é um exemplo do que se considera ?indicação visível? de tais alterações.

6.3.4.2 Seleção dos dispositivos de proteção contra sobrecargas

A corrente nominal ou de ajuste do dispositivo de proteção deve ser selecionada conforme 5.3.4.1. No caso
de cargas cíclicas, os valores de In e de I2 devem ser selecionados com base nos valores de IB e de Iz para
cargas constantes termicamente equivalentes às cargas cíclicas.

NOTA Em certos casos, para evitar atuação indesejada, deve ser considerado o valor de crista das correntes de
carga.

6.3.4.3 Seleção dos dispositivos de proteção contra curtos-circuitos

6.3.4.3.1 Dispositivos fusíveis

Para aplicação das prescrições de 5.3.5 a curtos-circuitos de duração no máximo igual a 5 s, os dispositivos
fusíveis devem atender à seguinte condição:

Ia £ Ikmin

onde:

Ia é a corrente correspondente à intersecção das curvas C e F da figura 10, e

Ikmin é a corrente de curto-circuito mínima presumida.

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Legenda:

C = curva de suportabilidade térmica do condutor;
F = curva de