Instalações Elétricas - NBR 5410(2004) - Instalações Elétricas De Baixa Tensão - Comentada
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Instalações Elétricas - NBR 5410(2004) - Instalações Elétricas De Baixa Tensão - Comentada

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fusão do fusível (limite superior da faixa de atuação).

Figura 10 ? Interseção da curva de suportabilidade térmica do condutor com a
curva de fusão do fusível

6.3.4.3.2 Disjuntores

Para aplicação das prescrições de 5.3.5 a curtos-circuitos de duração no máximo igual a 5 s, os disjuntores
devem atender às duas condições a seguir:

a) Ia £ Ikmin;

b) Ib ³ Ik.

onde:

Ia é a corrente correspondente à interseção das curvas C e D1 da figura 11;

Ikmin é a corrente de curto-circuito mínima presumida;

Ib é a corrente correspondente à interseção das curvas C' e D2 da figura 12; e

Ik é a corrente de curto-circuito máxima presumida no ponto de instalação do disjuntor.

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Legenda:

C = curva de suportabilidade térmica do condutor;
D1 = curva de atuação do disjuntor.

Figura 11 ? Interseção da curva de suportabilidade térmica do condutor com a
curva de atuação do disjuntor

Legenda:

C' = curva I2t admissível do condutor (trecho da curva);
D2 = curva característica I2t do disjuntor (trecho da curva).

Figura 12 ? Interseção da curva da integral de joule (I2t) suportável pelo condutor com a curva da
integral de joule (I2t) que o disjuntor deixa passar

NOTAS (comuns a 6.3.4.3.1 e 6.3.4.3.2)

1 Para correntes de curto-circuito cuja duração seja superior a vários períodos, a integral de joule I2t do dispositivo de
proteção pode ser calculada multiplicando-se o quadrado do valor eficaz da corrente de atuação I(t) do dispositivo de
proteção pelo tempo de atuação t. Para correntes de curto-circuito de duração menor, devem-se consultar as
características I2t fornecidas pelo fabricante.

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2 Para efeito de verificação das condições especificadas em 6.3.4.3.1 e 6.3.4.3.2, considera-se a corrente de curto-
circuito mínima presumida como aquela correspondente a um curto-circuito de impedância desprezível que ocorra no
ponto mais distante da linha protegida.

6.3.5 Dispositivos de proteção contra surtos (DPS)

6.3.5.1 Generalidades

Esta subseção trata da seleção e instalação de dispositivos destinados a prover proteção contra
sobretensões transitórias nas instalações de edificações, cobrindo tanto as linhas de energia quanto as linhas
de sinal.

6.3.5.2 Proteção em linhas de energia

6.3.5.2.1 Uso e localização dos DPSs

Nos casos em que for necessário o uso de DPS, como previsto em 5.4.2.1.1, e nos casos em que esse uso
for especificado, independentemente das considerações de 5.4.2.1.1, a disposição dos DPS deve respeitar
os seguintes critérios:

a) quando o objetivo for a proteção contra sobretensões de origem atmosférica transmitidas pela linha
externa de alimentação, bem como a proteção contra sobretensões de manobra, os DPS devem ser
instalados junto ao ponto de entrada da linha na edificação ou no quadro de distribuição principal,
localizado o mais próximo possível do ponto de entrada; ou

b) quando o objetivo for a proteção contra sobretensões provocadas por descargas atmosféricas diretas
sobre a edificação ou em suas proximidades, os DPS devem ser instalados no ponto de entrada da linha
na edificação.

NOTAS

1 Ver definição de ?ponto de entrada (na edificação)? (3.4.4).

2 Excepcionalmente, no caso de instalações existentes, de unidades consumidoras em edificações de uso individual
atendidas pela rede pública de distribuição em baixa tensão, admite-se que os DPS sejam dispostos junto à caixa de
medição, desde que a barra PE aí usada para conexão dos DPS seja interligada ao barramento de eqüipotencialização
principal da edificação (BEP), conforme exigido em 6.4.2.1, e desde que a caixa de medição não diste mais de 10 m do
ponto de entrada na edificação.

3 Podem ser necessários DPS adicionais, para a proteção de equipamentos sensíveis. Estes DPS devem ser
coordenados com os DPS de montante e de jusante (ver 6.3.5.2.4-f).

4 Quando os DPS fizerem parte da instalação fixa, mas não estiverem alojados em quadros de distribuição (por
exemplo, incorporados a tomadas de corrente), sua presença deve ser indicada por meio de etiqueta, ou algum tipo de
identificador similar, na origem ou o mais próximo possível da origem do circuito no qual se encontra inserido.

6.3.5.2.2 Instalação dos DPS no ponto de entrada ou no quadro de distribuição principal

Quando os DPS forem instalados, conforme indicado em 6.3.5.2.1, junto ao ponto de entrada da linha elétrica
na edificação ou no quadro de distribuição principal, o mais próximo possível do ponto de entrada, eles serão
dispostos no mínimo como mostra a figura 13.

NOTAS

1 A disposição dos DPS conforme a figura 13 cobre essencialmente a proteção de modo comum, não excluindo,
portanto, uma proteção complementar de modo diferencial (conexão de DPS entre condutores vivos).

2 Quando a edificação contiver mais de uma linha de energia externa, devem ser providos DPS no mínimo no ponto
de entrada ou de saída de cada linha.

C

C

C

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NOTAS
a) A ligação ao BEP ou à barra PE depende de onde, exatamente, os DPS serão instalados e de como o BEP é
implementado, na prática. Assim, a ligação será no BEP quando:
? o BEP se situar a montante do quadro de distribuição principal (com o BEP localizado, como deve ser, nas
proximidades imediatas do ponto de entrada da linha na edificação) e os DPS forem instalados então junto do BEP, e não
no quadro; ou
? os DPS forem instalados no quadro de distribuição principal da edificação e a barra PE do quadro acumular a função
de BEP.
Por conseqüência, a ligação será na barra PE, propriamente dita, quando os DPS forem instalados no quadro de
distribuição e a barra PE do quadro não acumular a função de BEP.
b) A hipótese configura um esquema que entra TN C e que prossegue instalação adentro TN C, ou que entra TN C e em
seguida passa a TN S (aliás, como requer a regra geral de 5.4.3.6). O neutro de entrada, necessariamente PEN, deve ser
aterrado no BEP, direta ou indiretamente (ver figura G.2). A passagem do esquema TN C a TN S, com a separação do
condutor PEN de chegada em condutor neutro e condutor PE, seria feita no quadro de distribuição principal (globalmente,
o esquema é TN-C-S).
c) A hipótese configura três possibilidades de esquema de aterramento: TT (com neutro), IT com neutro e linha que entra
na edificação já em esquema TN S.
d) Há situações em que um dos dois esquemas se torna obrigatório, como a do caso relacionado na alínea b) de
6.3.5.2.6

Figura 13 ? Esquemas de conexão dos DPS no ponto de entrada da linha de energia ou
no quadro de distribuição principal da edificação

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6.3.5.2.3 Conexão dos DPS em pontos ao longo da instalação

Quando, além dos DPS especificados em 6.3.5.2.2, forem necessários DPS adicionais, conforme previsto na
nota 3 de 6.3.5.2.1, esses DPS devem ser ligados, observando-se a mesma orientação contida na figura 13.
Assim, os DPS devem ser ligados:

a) em esquema TN-S, esquema TT com neutro e esquema IT com neutro:

? entre cada fase e PE e entre neutro e PE (esquema de conexão 2); ou

? entre cada fase e neutro e entre neutro e PE (esquema de conexão 3);

b) em circuitos sem neutro, qualquer que seja o esquema de aterramento:

? entre cada fase e PE (esquema de conexão 1);

c) em esquema TN-C:

? entre cada fase e PE (PEN) (esquema de conexão 1).

NOTAS

1 A disposição dos DPS é aqui também considerada mínima, pois não exclui uma proteção complementar de modo
diferencial (conexão de DPS entre condutores vivos).

2 Todo DPS disposto ao longo da instalação deve ser coordenado com aqueles a montante e a jusante
(ver 6.3.5.2.4 f).

6.3.5.2.4 Seleção dos DPS

Os DPS devem atender à IEC 61643-1 e ser selecionados com base no mínimo nas seguintes
características: nível