Instalações Elétricas - NBR 5410(2004) - Instalações Elétricas De Baixa Tensão - Comentada
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Instalações Elétricas - NBR 5410(2004) - Instalações Elétricas De Baixa Tensão - Comentada

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inadvertido.

NOTA O fechamento inadvertido pode ser causado, por exemplo, por choques mecânicos ou vibrações.

6.3.7.3.4 Os dispositivos de seccionamento para manutenção mecânica devem ser localizados,
posicionados e identificados de tal forma que a localização e o posicionamento sejam os mais convenientes
para a função a que se destinam e que eles possam ser pronta e facilmente reconhecíveis.

6.3.7.4 Dispositivos de seccionamento de emergência e de parada de emergência

6.3.7.4.1 Os dispositivos de seccionamento de emergência devem poder interromper a corrente de plena
carga da parte correspondente da instalação, levando em conta, eventualmente, correntes de rotor
bloqueado.

6.3.7.4.2 Os meios de seccionamento de emergência podem ser constituídos por:

a) um dispositivo de seccionamento capaz de interromper diretamente a alimentação pertinente; ou

b) uma combinação de dispositivos, desde que acionados por uma única operação, que interrompa a
alimentação pertinente.

Em caso de parada de emergência, pode ser necessário manter a alimentação, por exemplo, para a
frenagem de partes móveis.

NOTA O seccionamento de emergência pode ser efetuado, por exemplo, por meio de:

? interruptores multipolares;

? disjuntores multipolares;

? dispositivos de comando atuando sobre contatores.

6.3.7.4.3 No caso de seccionamento direto do circuito principal, deve ser dada preferência a dispositivos
com acionamento manual. Disjuntores, contatores e outros dispositivos acionados por comando à distância
devem abrir quando interrompida a alimentação das respectivas bobinas ou disparadores, ou então devem
ser empregadas outras técnicas que apresentem segurança equivalente.

6.3.7.4.4 Os elementos de comando (punhos, botoeiras, etc.) dos dispositivos de seccionamento de
emergência devem ser claramente identificados, de preferência pela cor vermelha, com um fundo
contrastante.

6.3.7.4.5 Os elementos de comando devem ser facilmente acessíveis a partir dos locais onde possa
ocorrer um perigo e, adicionalmente, quando for o caso, de qualquer outro local de onde um perigo possa ser
eliminado à distância.

6.3.7.4.6 Os elementos de comando de um dispositivo de seccionamento de emergência devem poder ser
travados na posição aberta do dispositivo, a menos que esses elementos e os de reenergização do circuito
estejam ambos sob o controle da mesma pessoa.

A liberação de um seccionamento de emergência não deve realimentar a parte correspondente da instalação.

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6.3.7.4.7 Os dispositivos de seccionamento de emergência, inclusive os de parada de emergência, devem
ser localizados, posicionados e identificados de tal forma que sua localização e disposição sejam as mais
convenientes para a função a que se destinam e que eles possam ser pronta e facilmente reconhecíveis.

6.3.7.5 Dispositivos de comando funcional

6.3.7.5.1 Os dispositivos de comando funcional devem ter características compatíveis com as condições
mais severas sob as quais possam funcionar.

6.3.7.5.2 Os dispositivos de comando funcional podem interromper a corrente sem necessariamente abrir
os respectivos pólos.

NOTAS

1 Dispositivos de comando a semicondutores são exemplos de dispositivos capazes de interromper a corrente de um
circuito sem abrir os respectivos pólos.

2 O comando funcional pode ser realizado, por exemplo, por meio de:

? interruptores;

? dispositivos a semicondutores;

? disjuntores;

? contatores;

? telerruptores;

? plugues e tomadas com corrente nominal de, no máximo, 20 A.

6.3.7.5.3 Seccionadores, dispositivos fusíveis e barras (links) não devem ser utilizados para comando
funcional.

6.4 Aterramento e eqüipotencialização

6.4.1 Aterramento

6.4.1.1 Eletrodos de aterramento

6.4.1.1.1 Toda edificação deve dispor de uma infra-estrutura de aterramento, denominada ?eletrodo de
aterramento?, sendo admitidas as seguintes opções:

a) preferencialmente, uso das próprias armaduras do concreto das fundações (ver 6.4.1.1.9); ou

b) uso de fitas, barras ou cabos metálicos, especialmente previstos, imersos no concreto das fundações
(ver 6.4.1.1.10); ou

c) uso de malhas metálicas enterradas, no nível das fundações, cobrindo a área da edificação e
complementadas, quando necessário, por hastes verticais e/ou cabos dispostos radialmente (?pés-de-
galinha?); ou

d) no mínimo, uso de anel metálico enterrado, circundando o perímetro da edificação e complementado,
quando necessário, por hastes verticais e/ou cabos dispostos radialmente (?pés-de-galinha?).

NOTA Outras soluções de aterramento são admitidas em instalações temporárias; em instalações em áreas
descobertas, como em pátios e jardins; em locais de acampamento, marinas e instalações análogas; e na reforma de
instalações de edificações existentes, quando a adoção de qualquer das opções indicadas em 6.4.1.1.1 for impraticável.

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6.4.1.1.2 A infra-estrutura de aterramento prevista em 6.4.1.1.1 deve ser concebida de modo que:

a) seja confiável e satisfaça os requisitos de segurança das pessoas;

b) possa conduzir correntes de falta à terra sem risco de danos térmicos, termomecânicos e
eletromecânicos, ou de choques elétricos causados por essas correntes;

c) quando aplicável, atenda também aos requisitos funcionais da instalação.

6.4.1.1.3 Como as opções de eletrodos de aterramento indicadas em 6.4.1.1.1 são também reconhecidas
pela ABNT NBR 5419, elas podem e devem ser usadas conjuntamente pelo sistema de proteção contra
descargas atmosféricas (SPDA) da edificação, nas condições especificadas naquela norma.

NOTA Mastros de antenas devem ser incorporados ao SPDA, conforme ABNT NBR 5419.

6.4.1.1.4 Não se admite o uso de canalizações metálicas de água nem de outras utilidades como eletrodo
de aterramento, o que não exclui as medidas de eqüipotencialização prescritas em 6.4.2.

6.4.1.1.5 A infra-estrutura de aterramento requerida em 6.4.1.1.1 deve ser acessível no mínimo junto a
cada ponto de entrada de condutores e utilidades e em outros pontos que forem necessários à
eqüipotencialização de que trata 6.4.2.

NOTAS

1 Ver definição de ?ponto de entrada? (3.4.4).

2 No caso de eletrodo embutido no concreto das fundações, um exemplo de procedimento para torná-lo acessível é
descrito em 6.4.1.2.3.

6.4.1.1.6 Os materiais dos eletrodos de aterramento e as dimensões desses materiais devem ser
selecionados de modo a resistir à corrosão e apresentar resistência mecânica adequada. Sob o ponto de
vista destes requisitos, a tabela 51 indica os materiais e as dimensões mínimas comumente utilizáveis.

Tabela 51 ? Materiais comumente utilizáveis em eletrodos de aterramento
? Dimensões mínimas do ponto de vista da corrosão e da resistência mecânica,

quando os eletrodos forem diretamente enterrados

Dimensões mínimas

Material Superfície Forma Diâmetro
mm

Seção
mm²

Espessura
do material

mm

Espessura
média do

revestimento
mm

Fita2) 100 3 70

Perfil 120 3 70

Haste de seção circular3) 15 70

Cabo de seção circular 95 50

Zincada a
quente1)
ou inoxidável1)

Tubo 25 2 55

Capa de cobre Haste de seção circular3) 15 2 000

Aço

Revestida de
cobre por
eletrodeposição

Haste de seção circular3) 15 254

C

C

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Tabela 51 (conclusão)

Dimensões mínimas

Material Superfície Forma Diâmetro
mm

Seção
mm²

Espessura
do material

mm

Espessura
média do

revestimento
mm

Fita 50 2

Cabo de seção circular 50

Cordoalha 1,8 (cadaveio) 50
Nu1)

Tubo 20 2

Cobre

Zincada Fita
2) 50 2 40

1) Pode ser utilizado para embutir no concreto.
2) Fita com cantos arredondados.
3) Para eletrodo de profundidade.

6.4.1.1.7 Deve-se atentar para que alterações nas condições do solo (por exemplo, ressecamento) e
eventuais efeitos da corrosão não possam elevar a resistência de aterramento a valores incompatíveis com a
proteção contra choques elétricos (caso de esquemas TT e de esquemas IT comparáveis ao esquema TT na
situação