Instalações Elétricas - NBR 5410(2004) - Instalações Elétricas De Baixa Tensão - Comentada
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Instalações Elétricas - NBR 5410(2004) - Instalações Elétricas De Baixa Tensão - Comentada

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sejam convergentes, e eventualmente também afastadas das utilidades internas, a eqüipotencialização principal pode
resultar em um arranjo semelhante, por exemplo, ao da figura G.3: alguns elementos são conectados diretamente ao
eletrodo de aterramento da edificação, via condutores de aterramento; outros diretamente ao BEP, via condutores de
eqüipotencialização; e o BEP conectado, como em todos os casos, ao eletrodo de aterramento da edificação, via
condutor de aterramento principal.

2 Admite-se que a barra PE do quadro de distribuição principal da edificação acumule a função de BEP. Para tanto,
este quadro deve ser localizado o mais próximo possível do ponto de entrada da linha elétrica na edificação.

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3 Ver definição de ?ponto de entrada (numa edificação)? (3.4.4).

6.4.2.1.4 O BEP deve prover uma conexão mecânica e eletricamente confiável. Todos os condutores
conectados ao BEP devem ser desconectáveis individualmente, exclusivamente por meio de ferramenta.

6.4.2.1.5 Nos pontos de conexão dos condutores de eqüipotencialização aos elementos indicados nas
alíneas a) e b) de 6.4.2.1.1 deve ser provida etiqueta ou plaqueta com a seguinte inscrição: ?Conexão de
segurança ? Não remova?. Quando diretamente acessíveis, o próprio BEP e os pontos de conexão com os
eletrodos indicados nas alíneas f) e g) de 6.4.2.1.1 também devem ser providos da mesma advertência.
A etiqueta ou plaqueta não deve ser facilmente removível.

6.4.2.2 Eqüipotencializações suplementares (eqüipotencializações locais)

A realização de eqüipotencializações suplementares (eqüipotencializações locais) pode ser necessária por
razões de proteção contra choques, conforme previsto em 5.1.2.2, ou por razões funcionais, incluindo
prevenção contra perturbações eletromagnéticas, conforme previsto em 5.4.3.5.

6.4.2.2.1 Eqüipotencialização suplementar visando proteção contra choques elétricos

Os casos em que se exige ou se recomenda a realização de eqüipotencializações locais com vista à proteção
contra choques são tratados em 5.1.3.1 e na seção 9.

NOTA Para eqüipotencialização por razões funcionais, ver 6.4.5.

6.4.2.3 Prescrições para os condutores das eqüipotencializações principal e suplementares

Os condutores de aterramento e os condutores de eqüipotencialização devem atender às prescrições de
6.4.1.2 e de 6.4.4, respectivamente. Os condutores de interligação de eletrodos de aterramento são
considerados condutores de eqüipotencialização.

6.4.3 Condutores de proteção (PE)

NOTAS

1 Para condutores de aterramento, ver 6.4.1.2.

2 Para condutores de eqüipotencialização, ver 6.4.4.

6.4.3.1 Seções mínimas

6.4.3.1.1 A seção de qualquer condutor de proteção deve satisfazer as condições estabelecidas em
5.1.2.2 e ser capaz de suportar a corrente de falta presumida.

A seção dos condutores de proteção deve ser calculada conforme 6.4.3.1.2, ou selecionada de acordo com
6.4.3.1.3. Em ambos os casos devem ser considerados os requisitos de 6.4.3.1.4.

NOTA Os terminais destinados aos condutores de proteção devem ser compatíveis com as seções dimensionadas
pelos critérios aqui estabelecidos.

6.4.3.1.2 A seção dos condutores de proteção não deve ser inferior ao valor determinado pela expressão
seguinte, aplicável apenas para tempos de seccionamento que não excedam 5 s:

k
tI

S
2

=

onde:

S é a seção do condutor, em milímetros quadrados;

C

C

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I é o valor eficaz, em ampères, da corrente de falta presumida, considerando falta direta;

t é o tempo de atuação do dispositivo de proteção responsável pelo seccionamento automático, em
segundos;

k é um fator que depende do material do condutor de proteção, de sua isolação e outras partes, e das
temperaturas inicial e final do condutor. As tabelas 53 a 57 indicam valores de k para diferentes tipos
de condutores de proteção.

Caso a aplicação da expressão resulte em seções não padronizadas, devem ser utilizados condutores com a
seção padronizada imediatamente superior.

NOTAS

1 O efeito limitador de corrente das impedâncias do circuito e a capacidade limitadora do dispositivo de proteção
devem ser levados em conta no cálculo da seção.

2 Para limitações de temperatura em atmosferas explosivas, ver IEC 60079-0.

3 Os limites de temperatura para os diversos tipos de isolação são dados na tabela 35 (ver também IEC 60724).

Tabela 53 ? Fator k para condutor de proteção isolado não incorporado a
cabo multipolar e não enfeixado com outros cabos

Isolação
Material do condutor

PVC(*) EPR ou XLPE

Cobre 143/133 176

Alumínio 95/88 116

Aço 52/49 64

(*) O valor mais baixo aplica-se a condutores com seção maior que 300 mm2 .

NOTAS

1 A temperatura inicial considerada é de 30°C.

2 A temperatura final considerada é:

? PVC até 300 mm2 : 160°C;

? PVC maior que 300 mm2 : 140°C;

? EPR e XLPE: 250°C.

Tabela 54 ? Fator k para condutor de proteção nu em contato com a
cobertura de cabo, mas não enfeixado com outros cabos

Cobertura do cabo
Material do condutor

PVC Polietileno

Cobre 159 138

Alumínio 105 91

Aço 58 50

NOTAS

1 A temperatura inicial considerada é de 30°C.

2 A temperatura final considerada é de 200°C para o PVC e 150°C para o polietileno.

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Tabela 55 ? Fator k para condutor de proteção constituído por
veia de cabo multipolar ou enfeixado com outros cabos

ou condutores isolados

Isolação
Material do condutor

PVC(*) EPR ou XLPE

Cobre 115/103 143

Alumínio 76/68 94

Aço 42/37 52

(*) O valor mais baixo aplica-se a condutores com seção maior que 300 mm2 .

NOTAS

1 A temperatura inicial considerada é de 70°C para o PVC e 90°C para o EPR e o
XLPE.

2 A temperatura final considerada é:

? PVC até 300 mm2: 160°C;

? PVC maior que 300 mm2: 140°C;

? EPR e XLPE: 250°C.

Tabela 56 ? Fator k para condutor de proteção constituído
pela armação, capa metálica ou condutor concêntrico de um cabo

Isolação
Material do condutor

PVC EPR ou XLPE

Cobre 141 128

Alumínio 93 85

Chumbo 26 23

Aço 51 46

NOTAS

1 A temperatura inicial considerada é de 60°C para o PVC e 80°C para o EPR e o XLPE.

2 A temperatura final considerada é de 200°C para o PVC, EPR e XLPE.

Tabela 57 ? Fator k para condutor de proteção nu onde não houver risco de que as temperaturas
indicadas possam danificar qualquer material adjacente

Material do condutor

Cobre Alumínio Aço

Condições
Temperatura

inicial
°C

Fator k
Temperatura

máxima
°C

Fator k
Temperatura

máxima
°C

Fator
k

Temperatur
a máxima

°C

Visível e em áreas
restritas 30 228 500 125 300 82 500

Condições normais 30 159 200 105 200 58 200

Risco de incêndio 30 138 150 91 150 50 150

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6.4.3.1.3 Em alternativa ao método de cálculo de 6.4.3.1.2, a seção do condutor de proteção pode ser
determinada através da tabela 58. Quando a aplicação da tabela conduzir a seções não padronizadas,
devem ser escolhidos condutores com a seção padronizada mais próxima. A tabela 58 é valida apenas se o
condutor de proteção for constituído do mesmo metal que os condutores de fase. Quando este não for o caso,
ver IEC 60364-5-54.

Tabela 58 ? Seção mínima do condutor de proteção

Seção dos condutores de fase S

mm2

Seção mínima do condutor de
proteção correspondente

mm2

S £ 16 S

16 < S £ 35 16

S > 35 S/2

6.4.3.1.4 A seção de qualquer condutor de proteção que não faça parte do mesmo cabo ou não esteja
contido no mesmo conduto fechado que os condutores de fase não deve ser inferior a:

a) 2,5 mm2 em cobre/16 mm2 em alumínio, se for provida proteção contra danos mecânicos;

b) 4 mm2 em cobre/16 mm2 em alumínio, se não for provida proteção contra danos mecânicos.

6.4.3.1.5 Um condutor de proteção pode ser comum a dois ou mais circuitos, desde que esteja instalado
no mesmo conduto que os respectivos condutores de fase e sua seção seja dimensionada conforme as
seguintes opções:

a) calculada