Instalações Elétricas - NBR 5410(2004) - Instalações Elétricas De Baixa Tensão - Comentada
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Instalações Elétricas - NBR 5410(2004) - Instalações Elétricas De Baixa Tensão - Comentada

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para a concepção econômica e segura
de uma instalação, dentro de limites adequados de elevação de temperatura e de queda de tensão.

4.2.1.1.2 Na determinação da potência de alimentação de uma instalação ou de parte de uma instalação
devem ser computados os equipamentos de utilização a serem alimentados, com suas respectivas potências
nominais e, em seguida, consideradas as possibilidades de não-simultaneidade de funcionamento destes
equipamentos, bem como capacidade de reserva para futuras ampliações.

4.2.1.2 Previsão de carga

A previsão de carga de uma instalação deve ser feita obedecendo-se às prescrições de 4.2.1.2.1 a 4.2.1.2.3.

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4.2.1.2.1 Geral:

a) a carga a considerar para um equipamento de utilização é a potência nominal por ele absorvida, dada
pelo fabricante ou calculada a partir da tensão nominal, da corrente nominal e do fator de potência;

b) nos casos em que for dada a potência nominal fornecida pelo equipamento (potência de saída), e não a
absorvida, devem ser considerados o rendimento e o fator de potência.

4.2.1.2.2 Iluminação:

a) as cargas de iluminação devem ser determinadas como resultado da aplicação da ABNT NBR 5413;

b) para os aparelhos fixos de iluminação a descarga, a potência nominal a ser considerada deve incluir a
potência das lâmpadas, as perdas e o fator de potência dos equipamentos auxiliares.

NOTA Em 9.5.2.1 são fixados critérios mínimos para pontos de iluminação em locais de habitação.

4.2.1.2.3 Pontos de tomada:

a) em locais de habitação, os pontos de tomada devem ser determinados e dimensionados de acordo com
9.5.2.2;

b) em halls de serviço, salas de manutenção e salas de equipamentos, tais como casas de máquinas, salas
de bombas, barriletes e locais análogos, deve ser previsto no mínimo um ponto de tomada de uso geral.
Aos circuitos terminais respectivos deve ser atribuída uma potência de no mínimo 1000 VA;

c) quando um ponto de tomada for previsto para uso específico, deve ser a ele atribuída uma potência igual
à potência nominal do equipamento a ser alimentado ou à soma das potências nominais dos
equipamentos a serem alimentados. Quando valores precisos não forem conhecidos, a potência
atribuída ao ponto de tomada deve seguir um dos dois seguintes critérios:

? potência ou soma das potências dos equipamentos mais potentes que o ponto pode vir a alimentar, ou

? potência calculada com base na corrente de projeto e na tensão do circuito respectivo;

d) os pontos de tomada de uso específico devem ser localizados no máximo a 1,5 m do ponto previsto para
a localização do equipamento a ser alimentado;

e) os pontos de tomada destinados a alimentar mais de um equipamento devem ser providos com a
quantidade adequada de tomadas.

4.2.2 Esquema de distribuição

O esquema de distribuição pode ser classificado de acordo com os seguintes critérios:

a) esquema de condutores vivos;

b) esquema de aterramento.

4.2.2.1 Esquema de condutores vivos

São considerados os seguintes esquemas de condutores vivos:

a) corrente alternada:

? monofásico a dois condutores;

? monofásico a três condutores;

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? bifásico a três condutores;

? trifásico a três condutores;

? trifásico a quatro condutores;

b) corrente contínua:

? dois condutores;

? três condutores.

4.2.2.2 Esquema de aterramento

Nesta Norma são considerados os esquemas de aterramento descritos em 4.2.2.2.1 a 4.2.2.3, cabendo as
seguintes observações sobre as ilustrações e símbolos utilizados:

a) as figuras 1 a 5, que ilustram os esquemas de aterramento, devem ser interpretadas de forma genérica.
Elas utilizam como exemplo sistemas trifásicos. As massas indicadas não simbolizam um único, mas sim
qualquer número de equipamentos elétricos. Além disso, as figuras não devem ser vistas com conotação
espacial restrita. Deve-se notar, neste particular, que como uma mesma instalação pode eventualmente
abranger mais de uma edificação, as massas devem necessariamente compartilhar o mesmo eletrodo de
aterramento, se pertencentes a uma mesma edificação, mas podem, em princípio, estar ligadas a
eletrodos de aterramento distintos, se situadas em diferentes edificações, com cada grupo de massas
associado ao eletrodo de aterramento da edificação respectiva. Nas figuras são utilizados os seguintes
símbolos:

b) na classificação dos esquemas de aterramento é utilizada a seguinte simbologia:

? primeira letra ? Situação da alimentação em relação à terra:

· T = um ponto diretamente aterrado;

· I = isolação de todas as partes vivas em relação à terra ou aterramento de um ponto através de
impedância;

? segunda letra ? Situação das massas da instalação elétrica em relação à terra:

· T = massas diretamente aterradas, independentemente do aterramento eventual de um ponto da
alimentação;

· N = massas ligadas ao ponto da alimentação aterrado (em corrente alternada, o ponto aterrado é
normalmente o ponto neutro);

? outras letras (eventuais) ? Disposição do condutor neutro e do condutor de proteção:

· S = funções de neutro e de proteção asseguradas por condutores distintos;

· C = funções de neutro e de proteção combinadas em um único condutor (condutor PEN).

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4.2.2.2.1 Esquema TN

O esquema TN possui um ponto da alimentação diretamente aterrado, sendo as massas ligadas a esse
ponto através de condutores de proteção. São consideradas três variantes de esquema TN, de acordo com a
disposição do condutor neutro e do condutor de proteção, a saber:

a) esquema TN-S, no qual o condutor neutro e o condutor de proteção são distintos (figura 1);

b) esquema TN-C-S, em parte do qual as funções de neutro e de proteção são combinadas em um único
condutor (figura 2);

c) esquema TN-C, no qual as funções de neutro e de proteção são combinadas em um único condutor, na
totalidade do esquema (figura 3).

Figura 1 ? Esquema TN-S

NOTA As funções de neutro e de condutor de proteção são combinadas num único condutor em parte do esquema.

Figura 2 ? Esquema TN-C-S

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NOTA As funções de neutro e de condutor de proteção são combinadas num único condutor, na totalidade do
esquema.

Figura 3 ?Esquema TN-C

4.2.2.2.2 Esquema TT

O esquema TT possui um ponto da alimentação diretamente aterrado, estando as massas da instalação
ligadas a eletrodo(s) de aterramento eletricamente distinto(s) do eletrodo de aterramento da alimentação
(figura 4).

Figura 4 ? Esquema TT

4.2.2.2.3 Esquema IT

No esquema IT todas as partes vivas são isoladas da terra ou um ponto da alimentação é aterrado através de
impedância (figura 5). As massas da instalação são aterradas, verificando-se as seguintes possibilidades:

? massas aterradas no mesmo eletrodo de aterramento da alimentação, se existente; e

? massas aterradas em eletrodo(s) de aterramento próprio(s), seja porque não há eletrodo de
aterramento da alimentação, seja porque o eletrodo de aterramento das massas é independente do
eletrodo de aterramento da alimentação.

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1) O neutro pode ser ou não distribuído;

A = sem aterramento da alimentação;

B = alimentação aterrada através de impedância;

B.1 = massas aterradas em eletrodos separados e independentes do eletrodo de aterramento da alimentação;

B.2 = massas coletivamente aterradas em eletrodo independente do eletrodo de aterramento da alimentação;

B.3 = massas coletivamente aterradas no mesmo eletrodo da alimentação.

Figura 5 ? Esquema IT

4.2.3 Alimentações

4.2.3.1 Devem ser determinadas as seguintes características das fontes de suprimento de energia com
as quais a instalação for provida:

a) natureza da corrente e freqüência;

b) valor da tensão nominal;

c) valor da corrente de curto-circuito presumida no ponto de suprimento;

d) possibilidade de atendimento dos requisitos da instalação, incluindo