Instalações Elétricas - NBR 5410(2004) - Instalações Elétricas De Baixa Tensão - Comentada
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figura 13);
 quando os DPS forem posicionados a jusante do(s) dispositivo(s) DR, estes dispositivos DR, sejam
eles instantâneos ou temporizados, devem possuir uma imunidade a correntes de surto de no
mínimo 3 kA (8/20 ms).
NOTA Os dispositivos tipo S conforme a IEC 61008-2-1 e 61009-2-1 constituem um exemplo de dispositivo DR que
satisfaz tal requisito de imunidade.
6.3.5.2.7 Medição da resistência de isolamento
Os DPS podem ser desconectados para a realização da medição de resistência de isolamento prevista em
7.3.3, caso eles sejam incompatíveis com a tensão de ensaio adotada. Isso exclui os DPS incorporados a
tomadas de corrente e conectados ao PE, que devem suportar tal ensaio.
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6.3.5.2.8 Indicação do estado do DPS
Quando o DPS, devido à falha ou deficiência, deixar de cumprir sua função de proteção contra sobretensões,
esta condição deve ser evidenciada:
 por um indicador de estado; ou
 por um dispositivo de proteção à parte, como previsto em 6.3.5.2.5.
6.3.5.2.9 Condutores de conexão do DPS
O comprimento dos condutores destinados a conectar o DPS (ligações fase DPS, neutro DPS, DPS PE
e/ou DPS neutro, dependendo do esquema de conexão, ver figura 13) deve ser o mais curto possível, sem
curvas ou laços. De preferência, o comprimento total, como ilustrado na figura 15-a, não deve exceder 0,5 m.
Se a distância a + b indicada na figura 15-a não puder ser inferior a 0,5 m, pode-se adotar o esquema da
figura 15-b.
Em termos de seção nominal, o condutor das ligações DPS PE, no caso de DPS instalados no ponto de
entrada da linha elétrica na edificação ou em suas proximidades, deve ter seção de no mínimo 4 mm2 em
cobre ou equivalente. Quando esse DPS for destinado à proteção contra sobretensões provocadas por
descargas atmosféricas diretas sobre a edificação ou em suas proximidades, a seção nominal do condutor
das ligações DPS PE deve ser de no mínimo 16 mm2 em cobre ou equivalente.
Figura 15 Comprimento máximo total dos condutores de conexão do DPS]
6.3.5.3 Proteção em linhas de sinal
6.3.5.3.1 Localização dos DPS
A localização dos DPS destinados à proteção requerida em 5.4.2.2.1 deve ser como segue:
a) no caso de linha originária da rede pública de telefonia, o DPS deve ser localizado no distribuidor geral
(DG) da edificação, situado junto ao BEP (ver nota de 6.4.2.1.2);
b) no caso de linha externa originária de outra rede pública que não a de telefonia, o DPS deve ser
localizado junto ao BEP; e
c) no caso de linha que se dirija a outra edificação ou a construções anexas e, ainda, no caso de linha
associada a antena externa ou a estruturas no topo da edificação, o DPS deve ser localizado junto ao
BEL mais próximo (eventualmente, junto ao BEP quando o ponto de saída ou entrada de tal linha se
situar, coincidentemente, próximo ao BEP).
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6.3.5.3.2 Conexão dos DPS
Os DPS requeridos em 5.4.2.2.1 e os previstos em 5.4.2.2.2 devem ser conectados entre a linha de sinal e a
referência de eqüipotencialização mais próxima.
NOTA Dependendo da localização do DPS, a referência de eqüipotencialização mais próxima pode ser o BEP, a
barra de terra do DG, BEL, barra PE ou, ainda, caso o DPS seja instalado junto a algum equipamento, o terminal
vinculado à massa desse equipamento.
6.3.5.3.3 Seleção do DPS
As alíneas a) a f) a seguir especificam as características exigíveis dos DPS destinados à proteção de linhas
de telefonia em par trançado, assumindo que o DPS venha a ser instalado no DG da edificação, como
requerido em 6.3.5.3.1. A alínea g), por fim, fixa as características exigíveis do DPS previsto em 5.4.3.2 e em
5.4.3.3, na vinculação da blindagem ou capa metálica de um cabo de sinal a eqüipotencializações ou à
massa de um equipamento.
NOTA Os critérios para a seleção de DPS destinados à proteção de outros tipos de linha de sinal estão em estudo.
a) tipo de DPS O DPS deve ser do tipo curto-circuitante, simples ou combinado (incorporando limitador de
sobretensão em paralelo).
b) tensão de disparo c.c. O valor da tensão de disparo c.c. deve ser de no máximo 500 V e no mínimo
200 V, quando a linha telefônica for balanceada aterrada, ou 300 V, quando a linha telefônica for
flutuante.
c) tensão de disparo impulsiva O valor da tensão de disparo impulsiva do DPS deve ser de no máximo
1 kV.
d) corrente de descarga impulsiva A corrente de descarga impulsiva do DPS deve ser de no mínimo 5 kA,
quando a blindagem da linha telefônica for aterrada, e de no mínimo 10 kA quando a blindagem não for
aterrada. Recomendam-se valores maiores em regiões críticas sob o ponto de vista da intensidade dos
raios.
e) corrente de descarga c.a O valor da corrente de descarga c.a. do DPS deve ser de no mínimo 10 A.
Recomendam-se valores maiores em regiões críticas sob o ponto de vista da intensidade dos raios.
f) protetor de sobrecorrente Quando a linha telefônica for balanceada aterrada, o DPS deve incorporar
protetor de sobrecorrente, com corrente nominal entre 150 mA e 250 mA. Quando a linha telefônica for
flutuante, o DPS pode incorporar ou não protetor de sobrecorrente, mas caso o DPS incorpore tal
protetor, a corrente nominal do protetor deve se situar entre 150 mA e 250 mA.
g) DPS para blindagens e capas metálicas Quando a blindagem ou capa metálica de uma linha de sinal
for conectada a eqüipotencializações ou vinculada à massa de um equipamento com a interposição de
DPS, como previsto em 5.4.3.2 e em 5.4.3.3, o DPS a ser utilizado deve ser do tipo curto-circuitante,
com tensão disruptiva c.c. entre 200 V e 300 V, corrente de descarga impulsiva de no mínimo 10 kA
(8/20 ms) e corrente de descarga c.a. de no mínimo 10 A (60 Hz/1 s).
6.3.5.3.4 Falha do DPS
O DPS deve ser do tipo falha segura , incorporando proteção contra sobreaquecimento.
NOTA A proteção contra sobreaquecimento de um DPS para linha de sinal atua curto-circuitando a linha com a terra.
6.3.5.3.5 Condutores de conexão do DPS
As ligações do DPS devem ser as mais curtas e retilíneas possíveis.
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6.3.6 Coordenação entre diferentes dispositivos de proteção
6.3.6.1 Seletividade entre dispositivos de proteção contra sobrecorrentes
Quando razões ditadas pela segurança e/ou pela utilização da instalação elétrica exigirem que a continuidade
de serviço não seja afetada senão minimamente pela ocorrência de uma falta, os dispositivos situados em
série devem ter suas características de atuação selecionadas, de forma a garantir que só o dispositivo
responsável pela proteção do circuito onde ocorrer a falta venha a atuar (seletividade).
6.3.6.2 Associação entre dispositivos de proteção a corrente diferencial-residual (DR) e
dispositivos de proteção contra sobrecorrentes
6.3.6.2.1 Quando um dispositivo DR for incorporado ou associado a um dispositivo de proteção contra
sobrecorrentes, as características do conjunto de dispositivos (capacidade de interrupção, características de
atuação em função da corrente nominal) devem satisfazer as prescrições de 5.3, 6.3.4.2 e 6.3.4.3.
6.3.6.2.2 Quando um dispositivo DR não for incorporado nem associado a um dispositivo de proteção
contra sobrecorrentes:
a) a proteção contra sobrecorrentes deve ser assegurada por dispositivos aptos à função, conforme 5.3;
b) o dispositivo DR deve poder suportar, sem danos, as solicitações térmicas e dinâmicas a que ele estiver
sujeito em caso de curto-circuito a jusante de seu ponto de instalação; e
c) o dispositivo DR não deve ser danificado em situações de curto-circuito, mesmo que ele venha a se abrir,
em decorrência de um desequilíbrio de corrente ou da circulação de corrente para a terra.
NOTA As solicitações mencionadas dependem do valor da corrente de curto-circuito presumida no ponto de
instalação do DR e das características de atuação do dispositivo de proteção contra curtos-circuitos.
6.3.6.3 Seletividade entre dispositivos DR
6.3.6.3.1 A seletividade