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Torção uterina
Pode acontecer em todas as espécies, ela na verdade é uma ocorrência, acontece. As vezes a fêmea está deitada, vai levantar e quando ela vai levantar, principalmente se o útero tiver cheio ele vai torcer.
Descendo o morro, em trabalho de parto. Não tem uma explicação, ele simplesmente acontece.
Muito freqüente no animal gestante pela presença de conteúdo.
Numa piometrite também pode acontecer, mas durante uma gestação é mais fácil.

Pode acontecer em um dos cornos só, como pode acontecer nos 2.

Independente se ser uni ou bicornual as conseqüências serão as mesmas, pq aquela região que foi torcida vai ter diminuição do fluxo sg, então isso vai gerar uma serie de mudanças ali. vai levar a uma necrose, degeneração da parede, etc.
Se a fêmea estiver gestante, vai ter morte do feto.
Ex. cadela, multípara, mesmo se tiver feito torção de um dos cornos só, todos vão morrer, porque ela vai entrar num quadro de endotoxemia.
Isso vai determinar a morte fetal

Se o animal não está recebendo tratamento nenhum, isso evolui para uma endotoxemia, ruptura da parede uterina e passagem do feto pra cavidade abdominal.

Prolapso uterino
	
Conforme vai progredindo o quadro, começa a ter uma necrose, o animal fica mais deitado, vaca fica se arrastando na cerca, acaba trazendo conseqüências mais sérias, ovelhas e éguas podem fazer também, mas a égua fica mais cavando quando está incomodada.
É comum nessa fase acontecerem as lesões. Ex. arrasta na certa. Uma coisa que já estava ruim, piora a situação, fazendo lesões na mucosa, rupturas, etc.

O prolapso uterino mts vezes está relacionado a alterações no parto.
Ex. fêmea que teve uma distorcia e foi feita uma tração exagerada (puxar o feto), as vezes a forca usada foi excessiva, causando um prolapso. Uma retenção de placenta pode causar um colapso de útero. Uma hipocalcemia pós-parto pode causar um prolapso de útero.

(colocou a madre pra fora, madre=útero)
Tratamento:
Com uma mangueira com água fria, e o tempo todo lavando aquilo pra ver se diminui. Se tiver como colocar um balde com gelo.
Vc chegou na fazenda: lavar primeiramente esse útero. Com soro, lava bem o útero porque vc pode ter pedra, capim, uma serie de coisas grudadas ali.
Se vc tiver áreas de necrose, vc pode pegar uma esponja e escarificar a região que é pra reavivar a mucosa. Se tiver todo o tecido alterado vc ai ter que fazer a panhisterectomia.

Vc vai empurrar pra dentro e vai sair, vai ficar fazendo isso pacientemente. E vai fazer a sutura da vulva, senão volta tudo pra fora. Vc faria em U, usando suportes pra evitar a tensão direta em cima da pele, porque às vezes mesmo com a vulva suturada ela coloca tudo pra fora (ex com borracha do equipo, botão, tudo isso pra evitar a pressão na pele).
É muito comum a recidiva, pode acontecer em qualquer momento. Se fez prolapso recidivo a recomendação é o descarte da reprodução. Se vc quiser manter como
Não necessariamente vc tem que matar o animal. Vc pode fazer uma panhisterectomia.

Prolapso uterino
- Pré-disposição:
Tração forcada
Retenção de placenta
Hipocalcemia pós-parto

- conseqüências
Edema
Congestão
Hemorragia
Necrose

Hérnia
Ocorrência: cadelas. (porque tem os cornos compridos)
Problema da érnia: estrangulamento.
Se a cadela emprenhar e for aumentando aquele pedaço vai começar a estrangular. A resolução é cirúrgica.

Ruptura de útero
- Fatores pré disponentes:
Torção
Distocia
Fluido em excesso

Pode acontecer no caso de torções.
Pode acontecer também em casos de distocia (onde vc faz manobras obstétricas inadequadas). Ex. erros na fetotomia (vc cortar o feto pra retilá-los em partes). Quando vc tem o bezerro morto e vc tem acesso ao útero o recomendado é fetotomia, vc vai cortando partes dele e vai tirando partes desse feto. Isso tanto pra égua quanto pra vaca. Vc vai usar um fetotomo que é introduzido pela vagina, é uma haste de metal com um “cambão” e vai introduzir pela vagina e vc vai ver o lugar que vai cortar, vc vai serrando e vai tirando partes.
Podem acontecer falhas nesse procedimento, então pode acontecer de cortar a parede do útero.
Esquírola óssea

- Conseqüências: Total: Hemorragia e peritonite

As vezes até um parto difícil pode romper o útero, por tanta forca que ela faz nas contrações.

Quando o proprietário identifica o problema o animal já está entrando em choque hipovolêmico.
Muitas vezes vc não tem possibilidade de fazer uma cirurgia, porque a única possibilidade é abrir e suturar a parede do útero, mas a clinica não permite.

Alterações do desenvolvimento

Aplasia segmentar de útero. (é conhecida como doença das novilhas brancas)
Pode acontecer em todas as espécies, sendo mais freqüente na espécie bovina. É causada por um gene recessivo (daí o nosso grande problema) que leva a um quadro que pode ser uni ou bilateral. Pode ser parcial ou total de um corno.
O animal com 1 corno não preocupa agente, porque ele tem o outro corno e pode engravidar.
Agente não se preocupa, ... quando isso acontece está ótimo.

O mais sério é ... porque se ela ovular desse ovário ela pode emprenhar. Isso caracteriza um quadro de subfertilidade e ai vc mantém na sua população esse gene recessivo.

A maioria das vezes que acontece a aplasia segmentar de útero, acontece uma aplasia segmentar de tuba.

- Desenvolvimento incompleto dos ductos paramesonetricos (gene autossômico recessivo)
- uni ou bilateral / parcial ou total
- conseqüências: CL persistente
		 Anestro prolongado
		Mucometria
		Subfertilidade.

Vc pega a família que vc identificou que tem o gene vc vai pegando aos poucos e vai descartando. Vc descarta o problema imediato

Aplasia segmentar parcial de um dos cornos só. Se ela ovular de um ovário ela vai emprenhar (do ovário que não está com aplasia), com isso mantendo o gene na reprodução.
(parcial não pega um corno inteiro)

Alem de vc ter quadro de subfertilidade, é fácil de identificar na identificação. O histórico do animal ajuda (pq não é um animal normal, ele tem quadro de subfertilidade).
O pedaço não tem comunicação com o meio externo da aplasia parcial, tem a mesma mucosa que a parte normal, então também é produzido muco. O muco que é produzido não vai pra lugar nenhum, sendo acumulado ali, formando o mucometra, é asséptica.

Hipoplasia uterina (útero infantil)
- falha no desenvolvimento dos ductos paramesonefricos
- moderada ou grave

Diminuição do numero de células,
É causada por um gene autossômico recessivo e ele tem penetrância incompleta.
O gene recessivo se expressa quando está em homozigoze, nesse caso ele se expressa em homozigose, só que o grau de expressão dele é variável. Então vc pode ter hiploplasias em graus variados.
Vc pode ter um quadro leve, moderado ou grave.
Diminuição leve no tamanho do útero
Diminuição moderada do tamanho do útero
Diminuição grave do tamanho do útero.

Quando vc tem uma diminuição grave, ele é infértil. O grande problema é o animal sub-infertil.
Os animais subférteis mantém o gene na população.
O infértil mesmo o proprietário ter cuidado com ele, ele não vai emprenhar.

As vezes vem junto com a hipoplasia do ovário e da vulva. Com isso fica cada vez mais difícil ela emprenhar, então isso é bom.

Na propriedade que não tem acompanhamento, uma vez ou outra ela pode parir, mantendo aquele gene na reprodução.
O macho vai ter hipoplasia de epidídimo ou hipoplasia. O macho vai ser subfértil também.

O comprometido, o descendente e o ascendente têm que ser descartados.

Útero duplo
- Ocorrência: bovinos
- Septo – persistência da parede medial dos ductos paramesonéfricos.

É uma doença congênita, não é hereditário. Vai haver a presença de um septo normalmente é no corpo desse útero.
Grande problema