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disso: quando chegar um embrião no ovário e ele for começar a se fixar pra formar a placenta, quando ele tiver que ocupar o outro lado ele não consegue, ai ele acaba morrendo. -> isso é em vaca, essa fêmea não consegue manter a gestação.
Mas vc tem casos de persistência de septos pequenos. Essa fêmea dificilmente vai ter problema, pois o embrião vai conseguir chegar ao outro corno.
Recomendado: se vc diagnosticar, vc poderia fazer uma histeroscopia

Recomendação é descarte.

Hipoplasia do endométrio
- ausência de glândulas endometriais
É encontrado em intersexo eqüino X0
O útero dessa fêmea toda normal, e ele tem ausência de glândula endometrial. Então a hipoplasia de endométrio se caracteriza pela ausência da glândula endometrial. Com isso ela não reproduz, e às vezes nem cio ela tem. Agente não se preocupa com esse animal, vai ser um relato de caso.

Alterações regressivas
- Hipotrofia do endométrio
	É uma diminuição no tamanho das células.
	É adquirido.

Causas: castração
	Diminuição da função hipofisária
	Inanição crônica
	Doenças crônicas

Sinais: endométrio liso, delgado e de coloração acinzentada com completa destruição das glândulas endometriais. (isso é o animal que está sem estímulo há 3-4 anos, animal que tem fome crônica há 4 anos. É um animal de pele e osso há muito tempo, e recuperar a atividade reprodutiva dele é muito difícil)

Quando quer uma receptora pro embrião, fica mais barato tirar o ovário da égua, e

Diminuição de função de hipófise, começa a faltar os hormônios hipofisários, com isso vc vai ter diminuição da atividade do útero.
Neoplasias, uma doença que debilita o animal, fome, etc. porque qualquer animal que esteja em fome crônica pode ter hipotrofia do endométrio reversível.

Em todas as causas são reversíveis na hipotrofia de endométrio. (a castração eu posso repor o hormônio dela)

Mucometra e hidrometra: são basicamente a mesma coisa, o que muda é a fluidez do liquido, pois a causa é a mesma, um é liquido mais aquoso e outro mais mucoso

- conseqüências: hipotrofia do endométrio e miométrio
		 Útero com parede delgada
- causas: obstrução do canal cervical ou vagina
	 Hiperestrogenismo – cisto folicular
	 Persistencia do hímen
	 Colo uterino muito tortuoso

Excesso de produção: sua fêmea está produzindo um estimulo que produz muco demais.
= Hiperestrogenismo. É o excesso na produção de estrógeno. O que pode causar isso: ex. cisto folicular, tumor de células teca granulosa.
Essas 2 patologias, são patologias de ovário, que levam a produção intensa de estrógeno direto, todo dia. Essas fêmeas não têm fase progesteronica porque estão produzindo estrógeno o tempo todo. Como o estimulo é o tempo todo, produz muito muco.
Mucometra e hidrometra são processos assépticos, é apenas o acumulo de muco ou de liquido. O único problema seria a destruição da parede.
Só que tem um porem que pode complicar sua vida: quadro de hiperestrogenismo. A fêmea além de fazer mucometra ela está apresentando o cio o tempo todo. Se essa fêmea começar a cobrir, pode levar contaminação daquele muco, e aquilo que era um processo asséptico vira uma piometra.

Dificuldade de drenagem: Ou tem dificuldade de drenar esse muco/liquido produzido. Ex. cérvix tortuosa dificulta a drenagem do liquido. Ex. fibrose de cérvix, animal que teve uma laceração, cervix cicatrizou por segunda intenção, teve fibrose.

Alongamento da base do corno
- ocorrência: égua idosa.
É comum em égua idosa, geralmente adquirido por fêmeas que pariram muitas vezes. A vida reprodutiva da égua é longo.
Forma-se uma espécie de “saculação” na base de um dos cornos uterinos. O alongamento dificulta a mobilidade do embrião, que não consegue fazer o reconhecimento materno da gestação e ele morre. É uma alteração adquirida, então é uma égua que vc pode fazer transferência de embrião, pois é relacionado a fêmea idosa, e ao numero de partos.

Cistos uterinos
- origem: vasos linfáticos

Existem 2 origem: de vasos linfáticos, que são grandes e únicos. Quando esse cisto tem um tamanho razoável .... pode interferir com o embrião, com isso interferir com a fertilidade da fêmea.
Temos os cistos de glândulas endometriais, que são pequenos como se fossem um cacho de uva, é um achado clinico, não tem problema, é um achado mas que vc tem que anotar.

Alterações inflamatórias

Endometrite
É a patologia mais importante do aparelho reprodutor feminino, que é a endometrite

Endometrite é inflamação do endométrio.
Mecanismo de defesa do útero
- neutrófilos
- Ig
- Sistema Complemento
- Contrações miometriais

Esse sistema tem que ser eficiente. Como isso vai funcionar:
Toda vez que uma fêmea está no cio ela tem as defesas aumentadas, porque uma fêmea em cio está exposta e vai entrar em contato com o macho (teoricamente). Toda vez que essa fêmea entra em contato com o sêmen, ela vai desenvolver um processo de endometrite transitória. O sêmen é uma solução proveniente de um outro individuo, com ptns, células totalmente diferentes daquela fêmea. Todo sêmen é considerado um antígeno pelo sistema de defesa.
Na hora que o sêmen entra em contato com a mucosa, há o reconhecimento desse sistema .... endometrite transitório, porque é um quadro fisiológico que o sistema de defesa já está aumentado, vai chegar e resolver sozinho, normalmente a cura (espontânea) seria pelo próprio mecanismo de defesa dessa fêmea, essa cura deve ocorrer até 48 horas.
	Existe uma fêmea que agente classifica como susceptível, que é a fêmea que tem falha no mecanismo de defesa.
O que vai acontecer com essa fêmea: vai entrar em contato com o sêmen, vai fazer a endometrite transitória, porem quando esse mecanismo de defesa for fazer a cura, ela falha. Então tem uma cura incompleta, essa fêmea desenvolve o que agente chama de endometrite persistente. Isso significa que essa fêmea susceptível é uma fêmea que faz recidiva direto. Porque essa fêmea entra em contato com o sêmen, faz a endometrite persistente, ai eu vou, identifico e trato, quando eu for novamente inseminar ela, vai ter uma nova endometrite porque o problema está na falha no mecanismo de defesa. A fêmea não fica o tempo todo com endometrite, ela faz a recidiva freqüente.

Outra categoria que agente pode classificar essas fêmeas é a fêmea resistente:
	É uma fêmea que não tem falha no mecanismo de defesa. Mas imagina que ela é coberta, e entra junto com o sêmen um pseudômonas, eu tenho um agente infeccioso ali causando uma endometrite. Essa fêmea vai ser identificado o problema, vai tratar o problema e ela não vai repetir isso, só vai repetir quando for contaminada por um agente infeccioso novamente.
Elas não têm falha no mecanismo de defesa.
Existem fêmeas que tem populações de neutrófilos incompetentes no útero, são imuno-incompetentes, elas não conseguem controlar. Tem fêmeas que tem uma contração de endométrio insuficiente pra expulsar o contaminante.

A endometrite pode ser clinica ou subclinica.
A clínica pode ser aguda ou crônica.
O quadro clínico é aquele que apresenta sinais clínicos. Vai apresentar uma secreção, que é variada de acordo com o agente (mucopurulenta, ou só purulenta ou serosanguinolenta, depende do agente que está causando aquele quadro).
A dor existe, mas é uma dor local, então a única coisa que pode estar doendo é o útero, a parte de dentro. Então a endometrite não tem sintomatologia sistêmica. Vc não vai ver uma fêmea com endometrite com febre, sem dor a palpação, toda a sintomatologia vai ser local. É apenas uma alteração reprodutiva, essas fêmeas não correm risco.
Na palpação vc percebe edema, e a secreção (até mesmo na inspeção). Vai haver hiperemia (mas isso vc não palpa, vc só veria na histeroscopia). O que mais vai me chamar atenção é a secrecao e o edema.

No quadro crônico
Vc não vai ter os sinais exacerbados como edema discreto, hiperemia discreta, etc. a secreção existe só que ela é pequena. Vc tem sinais menos evidentes.

A endometrite aguda é fácil, porque vc olha pra fêmea, vê aquela secreção saindo da vulva e vc já sabe, vc pesquisa o que esta causando isso. Não vai