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te dar problema.

O problema é a endometrite subclínica, pois ela não tem sinais evidentes. A única coisa que eu consigo observar aqui é a repetição de cios. vc só percebe repetição de cio.
Ela repete cio por que: o cara pode estar inseminando no momento errado.
O sêmen que está usando é de qualidade ruim.
O cara não sabe ver cio direito.
É muito difícil vc chegar a conclusão que isso é um problema dessa fêmea, porque vc tem que fechar todas as variáveis,
Isso é o nosso problema porque isso gasta, ela está no plantel, está sendo alimentada, está gastando sêmen com ela .... e ela não está .... vamos fazer a avaliação dos animais (ex. fêmea cobriu 3x e não emprenhou, vc suspeita que tem algo de errado com ela).
Ela não tem nada aparente. Se o proprietário nem sabe quem é a égua, ele não vai saber te responder nada.
Ate vc chegar, fazer o diagnostico e tratar demora, e o prejuízo é muito grande.

Diagnostico pra endometrite:
Quadro clínico:
- Inspeção: só na inspeção vc iria matar um pouco da charada. Tem um pouco de secreção na vulva.
- Palpação: Faço a palpação, percebo o útero edemaciado com liquido dentro, etc.
- U.S:
- Vaginoscopia: vou ver que a secreção está saindo de dentro do útero, isso fecha o diagnostico mole.
O meu procedimento a partir daí é a coleto o material (a secreção) pra cultura e antibiograma.
- cultura e antibiograma

Subclínica (queixa: repetição de cio)
Na inspeção, palpação eu não vou ver nada. No U.S. pode ser que vc veja um pouco de líquido que é anecóico, só que como ele é muito pouco vc não vê externamente.
O que eu faço então: citologia, vou observar neutrófilos e se for um agente eu o vejo.

Diagnostico diferencial:
Alteração de tuba, hipoplasia ovariana, etc.

Se na citologia deu positivo, eu faço a cultura e antibiograma pra descobrir o agente.
Endometrite é pra qualquer espécie.

Tratamento
1º passo: sempre iniciar o tratamento na fêmea em cio. Porque as defesas estão aumentadas, ai ela mesma me ajuda no tratamento.
Se ela já estiver em cio, eu começo meu tratamento. Se ela não estiver em cio, eu estimulo um aparecimento de um novo cio com a lise do CL (uso da prostaglandina, PGF2alfa, de 2-5 dias ela entra no cio)

Ex. agente: bactéria.
2º passo: antibioticoterapia, ela pode ser sistêmica ou local. Temos que lembrar no caso dos antibióticos sistêmicos temos que saber se chega no útero. Outra possibilidade é trabalhar com a antibioticoterapia local (útero), pode ser por infusão ou lavado.
Vai pegar 150 a 200 ml de soro e diluir dentro o antibiótico. Vc vai colocar dentro do útero, vc coloca e deixa. Fazendo o mínimo de 7 dias de aplicação.

Contra:
- Vc tem que estar com aquela fêmea, todo dia 7 dias, nem sempre vc tem essa disponibilidade, não tem clinica, a fazenda é longe, a égua não está internada.
- Vc vai colocar liquido dentro de um útero que já tem liquido. E aquele antibiótico tem uma meia vida, quando acabar a ½ vida dele só vai sobrar liquido.
- vc tem possibilidade de lesão de mucosa, porque o antibiótico direto na mucosa pode causar uma irritação dessa mucosa. Isso é mais problema no caso da infusão vc agredir essa mucosa, porque a maioria dos antibióticos não é feita pra
- lavado: vc pega litros de soro, pra lavar até sair limpo. Vc vai pegar litros de soro, diluir o antibiótico em todos os litros, e ai vc vai lavando (bota o litro e tira) até que o liquido saia limpo, o custo é enorme. Porque se tiver que lavar com 5 litros aquela fêmea e o mínimo de 7 dias.
Para baratiar isso, vc pode pegar, lavar primeiro com soro puro, até sair límpido, quando saiu límpido vc lava com antibiótico nos últimos litros. Vai ter que fazer isso 7 dias na fêmea.

Professora: quando sabe que é um agente bacteriano, associa antibioticoterapia sistêmica com lavado puro de soro. A veterinária faz nos primeiros dias, depois os tratadores fazem.
Faz soro puro, pra diminuir a quantidade de liquido naquele útero, e não precisa de continuidade (ir na fazenda todos os dias, então pode limpar quando for lá), só o antibiótico que tem que ser todo dia, mas isso o tratador pode fazer. Mínimo 7 dias.

Se vc identificar também a presença de um fungo, vc pode associar o antifúngico.
Sempre que for pedir uma cultura de útero, pedir sempre bactéria e fungo.

Começa sistêmico e local. (antifúngico geralmente é via oral),

A cândida é de microbiota normal do útero. Então isso é causado pelo veterinário, que usa um antibiótico que acaba selecionando muito os MO do útero, provocando assim um aumento da cândida ali.
Normalmente agente associa a um antifúngico e um antimicrobiano, geralmente é o fluconasol (antifúngico) que é um tratamento muito caro e que causa recidiva, porque a duração é de 15 dias.
O antifúngico local (pomada) é mais caro ainda.

Muitos usam no lavado o uso de anti-sépticos. Faz lavado com iodopovidona a 0,5% ou ácido acético a 2% (que é o vinagre)

Vc tem que manter o antifúngico sistêmico e mais o lavado com anti-sépticos.
Não pode deixar povidine no útero da égua, então vc lava 2L com povidine e depois vc lava depois com soro puro. A mesma coisa se vc quiser usar o ácido acético.
Iodo no útero de vaca causa degeneração, e o acido acético também não pode usar.

Ocitocina
Pode se utilizar durante o tratamento a ocitocina pra contrair o útero e estimular a saída de liquido.
Pode fazer lavado puro com ocitocina.

Se a fêmea tem endometrite com pouco liquido e com pouca celularidade, ....
Ocitocina, ela vai contraindo e expulsando aquilo tudo.
1 por dia, durante 2 a 3 dias.

Vc vai adaptando o tratamento de acordo com o quadro que vc encontra.
Vc coloca a fêmea no cio, pq o cio já é a limpeza e entra com a ocitocina (aumenta a contração e a expulsão de liquido).

Imunomediadores.
Para fêmeas que fazem a recidiva freqüente (ex. endometrite fungica, que vc trata e trata e ela está sempre voltando) vc pode associar ao tratamento imuno moduladoes, que são ............ ripercol, que é muito barato. O único problema é que a fêmea não vai querer te ver por muito tempo porque dói, é IM e é oleoso.
Ex. levamizole. Vc faz 3 dias a dose normal. Depois dessas 3 dias, a idéia é vc emendar o tratamento.

Sangue total ou plasma
Tratar com sangue total ou plasma direto no útero. Como vc faz: pega uma seringa 60 com anticoagulante. Tira o sangue da égua e coloca dentro do útero.
Heparina.

Outra possibilidade é vc pegar uma bolsa de sg, tirar 500ml de plasma do sg total, e infundir só plasma lá pra dentro. Vc está fornecendo defesa pura (Ig, células de defesa, etc.)

O sangue é meio de cultura para crescimento microbiano.

Metrite puerperal ou pós parto ou metrite séptica
É a mesma doença, o sobrenome está relacionada ao momento que ela está acontecendo.
Puerperal: pos parto
Metrite séptica: qualquer dia da vida reprodutiva

Metrite é a inflamação das 3 camadas do útero, endométrio, perimetrio, e

A metrite mata .
O quadro é sistêmico, como é a inflamação das 3 camadas do útero, essa fêmea vai fazer sepcemia,
Nesse caso, a sintomatologia: dor a palpação, com consistência diferente do útero, quando vc palpa o útero vc sente ele meio emborrachado. A fêmea fica incomodada a palpação, vc vai encontrar edema de útero, secreção. Mas nem sempre uma metrite vai ter uma grande quantidade de secreção, vc pode ter pouca quantidade de secreção. O que vai chamar a atenção é a ......febre, apatia e anorexia, extremidades frias. Tem alteração sistêmica grande.
Se progredir para uma endotoxemia, vai evolui para .... no caso de eguas laminite,

Evolução: peritonite
	Septicemia e toxemia
	Metrite crônica (raríssimo na égua, na vaca é raro, mas muitas morrem)

Parto complicado, que o cara puxou o filhote, etc. toda vez que vc tem uma intervenção vc pode ter uma conseqüência e uma das possibilidades é uma endometrite.
Relacionado a retenção de placenta ...
Geralmente é relacionada a um parto

Sinais: perimétrio escuro, com deposição de fibrina
	Parede flácida e friáves
	Exscudato de coloração achocolatado e odor fétido
	Endométrio apresenta-se espesso, vermelho escuro e se desprende facilmente

O