Aula 6- Ciclo Celular
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Aula 6- Ciclo Celular

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ferimentos ou outros “imprevistos”. Não devemos
esquecer que as plantas, fungos e organismos pluricelulares em geral também estão sujeitos

a controles desta natureza.

Além da velocidade com que as células se dividem, outro fator importante no controle

do número de células de um organismo é a apoptose ou morte celular programada, que será

discutida na Aula 25 de Biologia Celular II.

TAMBÉM NÃO CUSTA SABER QUE

 Os genes relacionados ao controle do ciclo celular são chamados de genes
Cdc (genes de controle da divisão celular). Mutações nestes gene fazem

com que o ciclo celular seja interrompido em pontos específicos.

 O estudo do ciclo celular em culturas de células de mamíferos seria
complicado caso não existissem as linhagens celulares estabelecidas (Aula
3 de Biologia Celular I). A maioria das células de mamíferos para de se
dividir depois de 25-40 ciclos. Este fenômeno é chamado senescência
replicativa e será mais bem explicado na aula sobre Células-Tronco, ainda
nesta disciplina.

 Nas leveduras uma única Cdk liga-se a todas as classes de ciclinas,
disparando os diversos eventos do ciclo celular. Já nas células dos
vertebrados há quatro Cdks. Duas interagem com as ciclinas G1, uma com
a ciclinas G1/S e S e uma com as ciclinas M.

RESUMO
 O ciclo celular é constituído por uma intérfase, subdividida em G1, S e G2, e

uma fase de divisão, denominada M.

 O controle interno do ciclo celular é exercido por moléculas citoplasmáticas:
as ciclinas, que vão se acumulando em cada fase do ciclo, e as quinases

dependentes de ciclina (Cdk), presentes em quantidades constantes por todo o

ciclo.

 Quando as ciclinas atingem concentrações reativas numa fase, elas se
combinam com as quinases, promovendo a passagem para a próxima fase.

 O complexo formado pela Cdk-M e a M-ciclina se chama MPF e dispara a
mitose, fosforilando várias proteínas, dentre elas as que compactam os

cromossomos, as que desmontam o envoltório nuclear e as que levam os

microtúbulos a formar o fuso mitótico.

 No final de cada fase do ciclo, as ciclinas são degradadas em proteassomas.

 O ciclo celular também tem um controle externo, dado pela disponibilidade de
nutrientes, de espaço e de fatores de crescimento.

 Em conjunto, os controles interno e externo formam os pontos de checagem:
no final de G1, a célula precisa ter o volume suficiente e o ambiente favorável

para entrar em S. No final de G2, além do ambiente e do volume favoráveis, é

preciso que o genoma esteja correta e completamente duplicado. Na metáfase,

os cromossomos precisam estar todos alinhados para que a divisão prossiga.

Disciplina Biologia Celular II: Aula de Ciclo Celular. Atualizada em Janeiro de 2012.

Autoria: Marcia Attias e Narcisa Cunha e Silva 18

 Células bastante diferenciadas, como hepatócitos e células do pulmão,
escapam do ciclo celular em G1 e permanecem num estado de quiescência

chamado G0 a partir do qual podem até voltar ao ciclo em algum momento.

 Células como neurônios e músculos são tão diferenciadas que nunca voltam a se
dividir. São ditas células em diferenciação terminal.

EXERCÍCIOS

1. O que é e quais são as fases que compõem o ciclo celular?
2. O que são ciclinas? Como atuam?
3. O que são Cdks? Como atuam?
4. O que é MPF?
5. O que acontece com as ciclinas de uma determinada fase do ciclo

quando a mesma se encerra?

6. Como é feito o controle externo do ciclo celular?
7. O que são pontos de checagem?
8. O que é G0?
9. Quais os mecanismos de manutenção do número de células de um

indivíduo?