Flambagem
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Flambagem


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Versão 2011
FLAMBAGEM
Definição de Flambagem
Denomina-se flambagem a perda de estabilidade de um corpo solicitado, caracterizada 
pelo aparecimento de deformações, a princípio, incompatíveis com o estado de tensão.
Após o surgimento das deformações inusitadas, o corpo converge rapidamente ao 
estado de ruptura, sob um pequeno acréscimo da solicitação.
Exemplos:
a) Barra Comprimida: deformações típicas da torção e da flexão
 N N
y \u3b8 
Figura 01
b) Barra Torcida: deformações típicas da flexão
 T T
Figura 02
c) Barra Fletida: deformações típicas da torção associadas às de flexão fora do plano 
de carregamento (flexão lateral)
 y
Mx Mx z
 
 x \u3b8 y
x z x
Figura 03
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Observa-se que a flambagem ocorre somente quando o corpo está submetido a tensões 
normais de compressão.
Conclusão: Não há flambagem se as tensões nas seções transversais de uma barra são 
só de tração.
O estudo da flambagem é muito extenso. Estudaremos, aqui, apenas os casos de maior 
interesse prático:
a) Flambagem de Barras Comprimidas
b) Flambagem de Barras Fletidas
c) Flambagem de Chapas Comprimidas e Fletidas
Tipos de Flambagem:
a) Flambagem por Flexão: a barra apresenta deformações típicas da flexão;
b) Flambagem por Torção: a barra apresenta deformações típicas da torção;
c) Flambagem por Flexo-Torção (caso geral): a barra apresenta, simultaneamente, 
deformações típicas da flexão e da torção.
Observação:Dependendo do tipo de solicitação, de seção transversal e dos vínculos 
(apoios) da barra, pode ocorrer qualquer dos três tipos de flambagem. 
A flambagem pode ainda ser elástica ou inelástica. A primeira ocorre sob tensões 
inferiores ao limite de proporcionalidade \u3c3p do material. A segunda, sob tensões 
superiores a este limite. O comportamento dos corpos na flambagem elástica difere do 
comportamento na flambagem inelástica. Portanto, o estudo da flambagem deve ser 
feito separadamente para cada caso.
Denominaremos \u3c3cr a tensão normal de compressão sob a qual a barra "flamba" - 
tensão crítica de flambagem.
Se \u3c3cr \u2264 \u3c3p \u21d2 flambagem elástica
Se \u3c3cr > \u3c3p \u21d2 flambagem inelástica
Método Clássico para a Análise da Flambagem:
1) Considera-se inicialmente o sistema sem as deformações incompatíveis;
2) Introduz-se arbitrariamente uma deformação incompatível, porém observada no 
fenômeno da flambagem;
3) Analisa-se o sistema assim modificado, no sentido de se determinar os esforços que 
provocariam o fenômeno teoricamente inusitado.
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Para melhor compreensão do fenômeno, consideremos o modelo:
Para uma determinada força P as barras AC e BC continuam alinhadas. 
Imaginemos que seja dado um deslocamento no ponto C, de tal forma que a barra BC 
e a barra AC formem um pequeno ângulo (\u394\u3b8) com a vertical.
Nestas condições, o sistema voltará à sua 
posição inicial de equilíbrio ou continuará se 
movendo com o ponto C' se afastando do ponto 
C. No primeiro caso o equilíbrio é estável e no 
segundo, instável.
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L/2
L/2
Mola espiral com
constante de torção k
A
B
C
A
B
C
P
C'
2\u394\u3b8
\u394\u3b8
\u394\u3b8
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Analisemos a barra AC
o momento provocado pelas forças P tendem a 
afastar a barra de sua posição inicial (alinhadas entre si) 
enquanto que o momento Mmola tende a levar as barras de 
volta à sua posição inicial.
M PP
P\u22c5L
2
\u22c5sen\ue0be e M mola=k . 2 .\ue0ad \ue0be
Se MPP > Mmola a barra se afasta da posição vertical e o sistema é instável.
Se MPP < Mmola a barra tente a voltar à posição inicial e o sistema é estável.
 O valor da força P para o qual os momentos se igualam é chamado de \u201ccarga 
crítica\u201d
Pcr\u22c5L
2
\u22c5sen\ue0ad \ue0be=k . 2\ue0ad \ue0be se, 
P < Pcr \u2192 sistema estável
Pcr=
4 . k
L
\u22c5
\ue0ad \ue0be
sen\ue0ad \ue0be
P > Pcr \u2192 sistema instável
Como \u394\u3b8 é pequeno, sen\ue0ad \ue0be\u2248\ue0ad \ue0be
P cr=
4 . k
L
Imaginemos agora P > Pcr
Neste caso, o sistema se afasta da vertical e atinge, após algumas oscilações, 
uma nova configuração de equilíbrio para algum valor de \u3b8.
P\u22c5L
2
\u22c5sen\ue0be=k . 2\ue0be
P . L
4 .k
=
\ue0be
sen\ue0be
 se \u3b8 é positivo, então sen \u3b8 < \u3b8 , o que resulta em 
P . L
4 . k
\ue0851\ue08c P\ue085P cr
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L/2
\u394\u3b8
M
mola
P
A
P
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Flambagem de Barras Comprimidas
Flambagem por Flexão
Flambagem Elástica - Problema de Euler (séc. XVIII):
A) Barra Birrotulada:
 y y
 y x
 N N z
 z
L seção transversal
Figura 04
Consideramos, inicialmente, o sistema sem deformações incompatíveis com o estado 
de tensão. A seguir, introduzimos deformações típicas da flexão (flecha y). O eixo de 
flexão é, portanto, o eixo x. A equação diferencial da linha elástica, então, é 
1
\ue0c7
=
M x
E . I x
onde \u3c1 é o raio de curvatura da linha elástica (1/\u3c1 é a curvatura)
Mx = -N.y é o momento fletor numa seção genérica distante z do apoio esquerdo
E.Ix é a rigidez à flexão relativa ao eixo de flexão x
A curvatura 1/\u3c1 é dada por
1
\ue0c7
=
y ' '
\ue09e1\ue083 y ' ² \ue09f
3
2
\u2248 y ' ' ,
se as deformações são pequenas (y\u20192 é desprezível na presença da unidade).
Assim, temos
y ' '=\u2212N . y
E . I x
=\u2212k² . y ou y ' '\ue083k² . y=0 , 
onde k²=
N
E . I x
.
A solução desta equação é
y=C1 . sen \ue09ek.z \ue09f\ue083C2 cos\ue09ek.z \ue09f ,
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onde C1 e C2 são constantes de integração.
A obtenção destas constantes é feita através das condições de contorno do problema 
que são, no caso, condições de apoio da viga, isto é:
y = 0 em z = 0 \u21d2 C2 = 0
y = 0 em z = L \u21d2 C1 sen (kL) = 0 \u21d2 C1 = 0 ou kL = n.\u3c0
onde n é um inteiro
Da primeira solução, C1 = 0, concluímos que y = 0 e, portanto, a barra não flete. Esta 
solução não nos interessa. Contradiz o pressuposto.
Da segunda, k . L=n .\ue0c6 , concluímos que k= n.\ue0c6
L
. De k²= NE . I x
e k=
n.\ue0c6
L , 
concluímos que
N=
n² .\ue0c6 ² . E . I x
L²
são as cargas de compressão que provocam a flambagem por flexão numa barra 
birrotulada.
A carga mínima (n = 1) é a carga de interesse prático e é denominada Carga Crítica 
de Flambagem Elástica, já que consideramos, na dedução, o regime elástico. Assim,
N cr=
\ue0c6 ² . E . I x
L²
.
Conclusões:
a) quanto mais rígida a barra, maior será Ncr (Ncr \u223c E.Ix) e, portanto, menos susceptível 
é a barra à flambagem;
b) a flexão se dará no plano de menor inércia (Ncr será tão menor quanto for Ix); logo, 
Ix = Imin (momento de inércia mínimo da seção);
c) quanto maior o comprimento da barra, menor será Ncr e, portanto, mais susceptível é 
a barra à flambagem.
Destas conclusões podemos definir um índice para medir a susceptibilidade da barra à 
flambagem:
N cr=
\ue0c6 ² . E . I min
L²
\u22c5A
A
=
\ue0c6 ² E . A. rmin ²
L²
,
onde r min=\ue08d I minA é o raio de giração mínimo da seção.
A carga crítica fica, então,
N cr=
\ue0c6 ² . E . A
\ue0c12
,
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onde E.A é a rigidez axial da barra e \ue0c1=
L
r min
é o chamado índice de esbeltez da 
barra.
O índice de esbeltez \u3bb mede a susceptibilidade à flambagem pois quanto maior o 
comprimento da barra e menor o raio de giração da seção, mais esbelta será a barra e, 
naturalmente, maior será \u3bb.
A tensão crítica de flambagem elástica da barra será
\ue0c8cr=
N cr
A
ou \ue0c8cr=
\ue0c6 ² . E . A
\ue0c1 ² 
Assim, a curva \u3c3cr x \u3bb é uma hipérbole.
 \u3c3cr
\u3bb
Figura 05
Observação:A equação da deformada é y=C1 . sen \ue09ekz \ue09f=C1 . sen \ue09e\ue0c6 . zL \ue09f
Em z= L2 , y=C 1. sen
\ue0c6
2
=C1 = flecha máxima
y
C1 senóide
N N z
B) Caso Geral (quaisquer condições de apoio):
A equação diferencial da linha elástica será
y ' '\ue083k² . y= f 1\ue09e z \ue09f ,
cuja solução será
y=C1 . sen \ue09ekz \ue09f\ue083C2 cos \ue09ekz \ue09f\ue083 f 2\ue09e z \ue09f ,
onde f1(z) e f2(z) dependem das condições de apoio (reações de apoio) da viga.
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Para as diversas possibilidades de apoio temos as seguintes condições de contorno:
a) y y = 0 em z = 0
 z 
 L y = 0 em z = L
b) y y = 0 em z = 0
 z 
 L y\u2019 = 0 em z = 0 (y\u2019 = rotação)
c) y y = y\u2019 = 0 em z = 0
 z 
 L y = 0 em z = L
d) y y = y\u2019 = 0 em z = 0
 z 
L y = y\u2019 = 0 em z = L
e) y y =