Aula 10 - A célula nervosa
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Aula 10 - A célula nervosa

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CEDERJ
A refl exão teórica em relação com a prática cotidiana
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AULA 5
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aula
OBJETIVOS
A célula nervosa
Ao fi nal desta aula, você deverá ser capaz de:
O aluno deve ser capaz de: estabelecer analogia
entre a forma e a função dos neurônios.
Relacionar as atividades de síntese, transporte
e secreção à transmissão nervosa.
Descrever as etapas de geração e propagação
da despolarização da membrana do neurônio.
Relacionar a polarização e despolarização do
neurônio à bomba de Na+/K+ e aos canais iônicos.
Aulas de transporte através da
membrana plasmática, de Biologia
Celular I (7, 8, 9 e 10).
Aula de endocitose, de Biologia
Celular I (20).
Aulas de citoesqueleto, de Biologia
Celular I (21 a 24).
Aula de tráfego de vesículas,
de Biologia Celular I (25).
Pré-requisitos
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Biologia Celular II | A célula nervosa
Corpo cellular Dendritos
Axônio Ramifi cações
INTRODUÇÃO Normalmente, tanto os animais quanto os vegetais se originam a partir de uma
única célula – o zigoto –, que se multiplica repetidamente, dando origem aos
diversos tipos celulares que se associam, de modo a constituir o organismo
complexo, como um pé de couve ou um peixinho dourado.
As células de um organismo são de diferentes tipos porque em cada um deles
diferentes genes estão sendo expressos. Isso é o resultado de quatro processos:
(1) proliferação celular (a partir do zigoto); (2) especialização, criando diferentes
tipos de células a partir de um tipo menos diferenciado; (3) interações entre as
células, em que o comportamento de uma célula infl uencia o comportamento
das vizinhas; (4) movimentos celulares, levando à estruturação dos tecidos.
Ao longo do processo evolutivo, as pressões sobre animais e vegetais foram de
natureza diversa: os animais desenvolveram um sistema nervoso e, pelo menos
a maioria deles, move-se em resposta a estímulos ambientais (perigo, busca por
alimento etc.). Na verdade, há uma perfeita correlação entre a complexidade
do sistema nervoso e a posição na escala evolutiva: quanto mais desenvolvido
o sistema nervoso, mais evoluído é o animal.
As células nervosas, ou neurônios, são das mais antigas entre as células
especializadas; mesmo metazoários muito primitivos, como as planárias, já
possuem um sistema nervoso rudimentar.
Os neurônios são células excitáveis, responsáveis por receber, conduzir
e transmitir estímulos. Para que essas funções sejam corretamente executadas,
além de sua estrutura característica (Figura 10.1), é essencial que durante
o desenvolvimento eles façam conexões com outras células (veja o boxe).
Abordaremos nesta Aula, a estreita correlação entre estrutura e função dos neurônios
motores, isto é, aqueles que transmitem seu estímulo a uma célula muscular.
Figura 10.1: O neurônio motor é uma célula dotada de muitos prolongamentos. Os mais curtos são os dendri-
tos, por onde o estímulo inicial geralmente chega; depois é conduzido através de um longo axônio. Próximo à
célula efetora (vide boxe), o axônio se ramifi ca, distribuindo o sinal por vários pontos simultaneamente. As setas
indicam o sentido de propagação do estímulo nervoso.
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AULA
MÓDULO 3
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Neurônios: nunca sozinhos
Como células especializadas em receber e transmitir estímulos, os neurônios
estão sempre ligados a outras células. Estas podem ser:
Outros neurônios – no sistema nervoso central. Nossa relação com o mundo
é feita através da atividade e transmissão de impulsos entre os bilhões (isso mesmo,
bilhões) de neurônios existentes no cérebro.
Células glandulares – o sistema nervoso autônomo regula, por exemplo,
a secreção de enzimas digestivas no estômago e no intestino.
Células musculares – tanto a musculatura lisa quanto o músculo cardíaco se
contraem sob comando do sistema nervoso autônomo (VASOCONSTRIÇÃO x VASODILATAÇÃO,
TAQUICARDIA x BRADICARDIA), enquanto os músculos esqueléticos obedecem ao sistema
nervoso voluntário. Como essas são as células que efetivamente vão responder ao
estímulo, são chamadas células efetoras.
VASOCONSTRIÇÃO
Contração da
musculatura lisa que
envolve os vasos,
causando diminuição
do seu calibre
e conferindo palidez
à pessoa.
VASODILATAÇÃO
Efeito oposto ao
da vasoconstrição.
O relaxamento da
musculatura lisa leva
ao aumento do
calibre dos vasos;
a pessoa fi ca com
a pele avermelhada.
TAQUICARDIA
Taqui, do grego
tachos, no sentido de
batimentos cardíacos
rápidos, acelerados.
BRADICARDIA
O oposto
à taquicardia. Também
do grego, bradi, lento.
O QUE É QUE O NEURÔNIO TEM?
Tem tudo aquilo que estudamos até agora. Os neurônios se
diferenciam a partir de células chamadas neuroblastos. Possuem formatos
diversos conforme sua especialização mas, a princípio, todos obedecem
à estrutura básica ilustrada na Figura 10.1. Essa forma é mantida por um
citoesqueleto muito bem organizado, formado por microfi lamentos de
actina, microtúbulos e um tipo específi co de fi lamentos intermediários,
os neurofi lamentos, mais longos e com tabiques laterais que mantêm
uma certa distância entre eles, impedindo que obstruam o espaço por
onde devem trafegar vesículas e organelas.
Esses últimos, você lembra (Aula 22 de Biologia Celular I),
possuem um formato diferenciado, que ajuda a manter livre o axônio,
por onde trafegam vesículas e organelas.
No corpo celular, além do núcleo, estão presentes e funcionais
organelas e estruturas que são nossas velhas conhecidas: mitocôndrias,
lisossomas, retículo endoplasmático e complexo de Golgi.
As mitocôndrias dessas células são numerosas e extremamente
ativas: os neurônios utilizam apenas, e em grande quantidade, glicose
em seu metabolismo, não sendo capazes de utilizar lipídeos.