TRANSCRICAO DE FISIOLOGIA FISIOPATOLOGIA DA REPRODUCAO DE ANIMAIS ZOOTECNICOS DO DIA 16-03-2011
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TRANSCRICAO DE FISIOLOGIA FISIOPATOLOGIA DA REPRODUCAO DE ANIMAIS ZOOTECNICOS DO DIA 16-03-2011

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que a amostra fica melhor quando conservada no BUVIN, ele é a base de acido sulfúrico, acido acético, fedorento , que não é fácil de ser encontrado. A amostra vai ficar 4 horas no BUVIN, depois da 4 horas retira essa amostra do BUVIN, dá uma lavada nela e coloca em álcool absoluto, e aí você pode levar para o laboratório quando você quiser, quanto tempo mais ela fica esperando ser processada mais ela resseca, o pessoal da laboratório geralmente reclama, se você deixar por exemplo, um mês pode alterar a célula, a recomendação é que você leve para o laboratório 1 ou 2 dias depois da coleta no Maximo. A dificuldade de encontrar um BUVIN é muito diferente de entrar na farmácia, pedir um formol e diluir aquele formol para trabalhar, não é que você não possa conservar num formol, a única coisa que acontece,ela resseca mais rápido, então se você tivesse que utilizar o formol, se a gente puder, leve para o laboratório logo, tipo, coletou, colocou no formol, no máximo amanhã, você encaminhou para o laboratório. Na falta do BUVIN use o formol como conservante, mas tenha esse cuidado, não demorar quando encaminhar para o laboratório porque vai ressecar, álcool absoluto você não compra na farmácia, dever ser direto na indústria.
Enviamos a nossa amostra para o laboratório. O que eles vão observar lá? A primeira coisa que eles vão observar, não precisa decorar é para entender o que o laboratório vai ler para a gente, vamos receber um laudo, uma conclusão do laudo, a primeira coisa que eles vão observar é a histologia, aquele tecido, como é que esta aquele tecido que você mandou, eles vão avaliar por exemplo, o epitélio, se o epitélio esta alto, se o epitélio está achatado, porque isso tem ligação direta com a??????? da fêmea, a fêmea que esta cíclica ela tende a ter o epitélio alto, uma fêmea que esta parada, esta em anestro, achatado, isso tudo a gente vai avaliando. Alem disso, pode se observar a configuração das glândulas, elas vão me dizer também em que fase do ciclo a fêmea se encontra, glândula reta, normalmente esta no cio, glândula tortuosa, no diestro. E a presença de edema,Tem edema? Qual o tamanho desse edema? É muito grande, não é grande. A pessoa que for se dedicar a parte de anatomia patológica vai estudar só isso, estou passando para vocês o que ele vai observar, mais na verdade a gente não vai fazer esse exame, então a primeira coisa que ele vai fazer é avaliar as características que aquela fêmea apresenta e confrontar com as informações que você deu para ele. Como assim, ninguém perguntou quando eu posso coletar biopsia, em que fase estral eu posso coletar a biopsia. Posso coletar em qualquer fase, desde que eu referencie, no meu pedido de exame vai lá escrito, coleta realizada no estro, por exemplo, porque quem recebeu minha amostra e o meu pedido, primeira coisa que ele vai fazer é confrontar, o que eu estou dizendo com os achados que ele esta tendo, por exemplo, imagine que eu falei que a minha fêmea estava no diestro, aí ele esta olhando a lamina e esta encontrando por exemplo, edema, neutrófilos, então ele já esta percebendo que a coisa não estão compatíveis, porque se ela me diz que esta no diestro e eu estou encontrando edema, células de defesa, então é uma inflamação, não está normal, então ele vai confrontar minha informação com os achados dele. E aqui a gente percebe o que? Ele consegue avaliar se a fêmea esta no estro, no diestro e no anestro. No estro o epitélio vai estar alto, porque há atividade, a fêmea esta produzindo muco, secreção, vai ter neutrófilos, vai ter edema e as glândulas elas vão estar retas mas grandes, elas ficam muito grandes, diferentes do anestro, no anestro as glândulas ficam estreitas e finas, não estão produzindo nada, porque que precisa de uma glândula grande. No diestro, células altas ainda, só que um pouquinho menores da do estro, glândulas tortuosas, tudo isso o técnico, ele vai comparar co as suas informações.
Durante a avaliação da lâmina, constatando esses achados, ele pode encontrar também, mudanças histológicas, até então tudo que a gente conversou, era dentro de uma fisiologia, mudanças histológicas, como por exemplo, degeneração de glândula, aí na degeneração glandular inclui fibrose, dilatação cística, necrose, você pode encontrar ainda lacuna linfática que é falha na circulação linfática, os vasos linfáticos dilatados, pode encontrar atrofia de endométrio, infiltrados de neutrófilos, plasmocitos, eosinofilos, tudo isso aqui são considerados mudanças, tudo isso são considerados problemas para a gente, daí ele encontrar edema e neutrófilos é só uma endometrite o problema são as mudanças histológicas, porque dificilmente vamos conseguir resolver mudanças neste nível. O que poderia causar isso? Número de partos, porque toda vez que a fêmea emprenha, ela forma placenta, placenta é uma invasão, o tecido do feto invade o tecido da mãe, pode invadir muito ou pouco dependendo da espécie, mas sempre invade, quando ele sai ele leva tecido, tanto que a fêmea passa por aquele período de puerperio, vulgarmente conhecido como resguardo, uma das coisas que acontece no resguardo é a repitelização do útero, então imagine aquela fêmea que passou por isso, diversas vezes, ela pode desenvolver seqüelas, outra possibilidade são os processos infecciosos graves, que podem deixar aderências, por exemplo, fibroses, decorrência do processo infeccioso. A idade é outra coisa, você não segura,se você tem um animal de 25 anos, que você encontra muitas éguas, 20, 25 anos reproduzindo, pensando que aquele animal pariu um potro por ano, que ela teve no mínimo 12 partos, é muita coisa e é muito comum que você encontre mudanças nessa fêmea, quando você ver isso num animal idoso, não se assuntem, agora quando você ver mudanças num animal jovem é preocupante porque é um processo serio que essa fêmea sofreu.
Dois pesquisadores, um chamado Kenney, pesquisou, fez um trabalho maravilhoso, ele conseguiu co-relacionar os achados histológicos com a capacidade da fêmea emprenhar e parir. O que ele fez? Ele categorizou essas fêmeas, co-relacionando o que ele achava de mudanças histológicas com a capacidade da fêmea emprenhar e parir, principalmente parir, porque mudanças histológicas interferem principalmente na manutenção da gestação e não na fecundação, porque a fecundação acontece na tuba uterina, então muitas vezes o que acontece quando o animal tem alteração histológica, ela emprenha, mas quando o embrião chega ao útero e começa a exigir do útero, alimentação, formação de placenta e muitas vezes o útero não tem capacidade de suportar e aí tem morte embrionária, morte fetal.
O que ele fez? Ele categorizou essas éguas, a primeira coisa que ele fez foi classificar essas fêmeas em categorias I, II e III. Aí veio um outro pesquisador, um pouco depois, pesquisador chamado Doig, e falou que a fêmea pula de II para III, muito bruscamente, essa II é muito abrangente, o que ele fez? Ele subdividiu a II em A e B. Como é que eles encaixavam a fêmea? A fêmea categoria I, segundo Kenney e Doig, era uma fêmea de endométrio normal, O que significa isso? Qual a co-relação que ele fez? Isso foi matematicamente provado. Ele disse que a fêmea de categoria I tinha mis de 80% de chance de emprenhar e parir. Quando essa fêmea passa para a categoria IIa, ela já tem mudanças histológicas endometriais leves, teve mudanças, e elas ainda são discretas, pote ter um pouquinho de infiltrado, um pouquinho de fibrose, tudo um pouquinho, um pouquinho de atrofia, ou de lacuna linfática, isso significa que ela tinha mais de 50% de chance de emprenhar e parir. É a categoria que você mais encontra o animal, porque começou a vida reprodutiva, começou a parir, dificilmente ela fica com o endométrio normal, primeiras mudanças sempre vão ocorrer essas mudanças mais leves. Na categoria IIb, são mudanças histológicas endometriais moderadas, então aqui tem tudo e mais um pouco, já tem um pouco mais de edema, já tem mais fibrose que o anterior, já tem degeneração, já esta começando a piorar a situação, uma cronicidade maior.