Instalações Elétricas - NBR 14039(2005) - Instalações Elétricas De Média Tensão De 1 0 kV A 36 2 kV - Comentada
241 pág.

Instalações Elétricas - NBR 14039(2005) - Instalações Elétricas De Média Tensão De 1 0 kV A 36 2 kV - Comentada

Disciplina:INSTALAÇÕES ELÉTRICAS713 materiais10.405 seguidores
Pré-visualização50 páginas
- Edição Comentada

Copyright 1995/2004 – Target Engenharia e Consultoria S/C Ltda. Todos os direitos reservados. Proibida reprodução total ou parcial.

Av. Alfredo Egidio de Souza Aranha, 75 – 2º andar – CEP: 04726-170 – São Paulo – SP - Tel.: (11) 5641-4655 – Fax: (11) 5641-4750
Site: www.target.com.br E-mail: target@itarget.com.br

Para o cálculo das correntes de curto-circuito em instalações elétricas industriais de média tensão
com modelos aproximados, pode-se usar como base os métodos apresentados na IEC 60909
Correntes de curto-circuito nos sistemas trifásicos de corrente alternada – Parte 0: Cálculo das
correntes.

Mesmo utilizando a norma IEC é possível aplicar ao problema específico, neste caso, instalações
industriais e hipóteses simplificadoras, tornando ainda mais fácil a compreensão dos fenômenos
físicos e, com isto, o cálculo das correntes de curto-circuito.

A norma IEC 60909 aplica-se a todas as redes de média tensão, e é baseada no teorema de
Thevenin, que consiste em calcular uma fonte de tensão equivalente no ponto de curto-circuito, para,
em seguida, determinar a corrente neste mesmo ponto. Todas as fontes e os motores são
substituídos por suas impedâncias (direta, inversa e de seqüência zero). Com este método,
desprezam-se todas as capacitâncias das linhas e as admitâncias em paralelo das cargas não
giratórias, salvo as do sistema homopolar.

O cálculo com a ajuda das componentes simétricas é particularmente útil para o caso de defeitos em
redes trifásicas desequilibradas, pois as impedâncias clássicas R e X, chamadas «cíclicas», não são
utilizáveis devido, por exemplo, aos fenômenos magnéticos.

Portanto, é necessário este tipo de cálculo:

? para um sistema no simétrico de tensões e correntes (vetores de Fresnel com módulos diferentes
e com defasagens diferentes de 120o); é o caso de um curto-circuito monofásico (fase-terra),
bifásico, ou bifásico com terra;

? para uma rede que tem sobretudo máquinas rotativas e transformadores especiais (conexão
estrela-estrela neutro, por exemplo). Este método é aplicável a qualquer tipo de rede de
distribuição radial e para qualquer tensão.

A simplificação dos modelos, na maioria dos casos, oferece resultados conservativos e de precisão
satisfatória. Para as instalações elétricas industriais de média tensão, pode-se utilizar as seguintes
hipóteses simplificadoras:

1. A rede considerada é de média tensão (de 1 kV a 36,2 kV);
2. A falta é admitida distante de qualquer gerador e é alimentada em um único ponto;
3. Durante todo o curto-circuito, tanto as tensões que provocaram a circulação de corrente como as

impedâncias dos componentes da instalação não variam de forma significativa;
4. A falta é direta, ou seja, são desprezadas todas as resistências de contato e de arco;
5. A falta é simultânea em todas as fases em um curto-circuito polifásico;
6. Durante o curto-circuito, o número de fases afetadas não se modifica. Por exemplo: um defeito

trifásico permanece trifásico e um defeito fase-terra permanece fase-terra durante toda a duração
do curto-circuito;

7. São desprezadas todas as capacitâncias das linhas, assim como as admitâncias paralelas;
8. Os transformadores são considerados com o tap na posição nominal;
9. A corrente de carga é desprezível.

NBR 14039:2005 - Edição Comentada

Copyright 1995/2004 – Target Engenharia e Consultoria S/C Ltda. Todos os direitos reservados. Proibida reprodução total ou parcial.

Av. Alfredo Egidio de Souza Aranha, 75 – 2º andar – CEP: 04726-170 – São Paulo – SP - Tel.: (11) 5641-4655 – Fax: (11) 5641-4750
Site: www.target.com.br E-mail: target@itarget.com.br

Cálculo segundo a IEC 60909

A norma IEC 60909 define e apresenta um procedimento que pode ser utilizado por técnicos não
especializados, que utilizam as componentes simétricas.

Aplica-se a redes elétricas com uma tensão de serviço que seja inferior a 230 kV. Desenvolve os
cálculos das correntes de curto-circuito máximas e mínimas. As primeiras, as máximas, permitem
determinar as características que são usadas para selecionar os componentes das instalações
elétricas. As segundas, as mínimas, são necessárias para determinar os valores nominais e de
ajustes das proteções de sobrecorrentes.

Procedimento

1. Cálculo da tensão equivalente no ponto de defeito, igual a: c.Un/ 3 . O fator c foi introduzido na
tensão porque é necessário considerar:

? as variações de tensão no espaço e no tempo;
? as mudanças eventuais nas conexões dos transformadores;
? comportamento subtransitório dos alternadores e dos motores;
? segundo os cálculos a efetuar e as margens de tensão considerada, os valores normativos
deste fator de tensão.

2. Determinação e soma das impedâncias equivalentes: direta, inversa e de seqüência zero, a
montante do ponto de defeito.

3. Cálculo da corrente de curto-circuito inicial, com ajuda dos componentes simétricos.

4. A partir do valor de Icc (Ik''), calculam-se outras magnitudes, como Icc de crista, Icc permanente o,
incluso, Icc permanente máxima.

Voltar para a Norma

NBR 14039:2005 - Edição Comentada

Copyright 1995/2004 – Target Engenharia e Consultoria S/C Ltda. Todos os direitos reservados. Proibida reprodução total ou parcial.

Av. Alfredo Egidio de Souza Aranha, 75 – 2º andar – CEP: 04726-170 – São Paulo – SP - Tel.: (11) 5641-4655 – Fax: (11) 5641-4750
Site: www.target.com.br E-mail: target@itarget.com.br

Voltar para a Norma

ITEM DA NORMA

4.3 Classificação das influências externas
Esta seção estabelece uma classificação e uma codificação das influências externas que devem ser
consideradas na concepção e na execução das instalações elétricas. Cada condição de influência
externa é designada por um código que compreende sempre um grupo de duas letras maiúsculas e
um número, como descrito a seguir: (...)

COMENTÁRIO 4.3.C

Em princípio, a determinação das influências externas nos diversos locais de uma edificação
abrangidos pela instalação elétrica deve constituir-se em um dos primeiros passos do projeto.

Uma vez determinadas as influências, através das tabelas 1 a 18 da norma, devem ser determinadas
as características dos diversos componentes, com auxílio das tabelas 24 (componentes em geral) e
26 (linhas elétricas).

Quando as condições às quais estão submetidas as instalações forem diferentes daquelas definidas
na norma, as instalações podem ser objeto de convenções particulares, que podem se referir às
normas relativas as suas prescrições especiais, quando existirem.

 A codificação das influências externas é aquela adotada internacionalmente no conjunto das regras
de instalação, tal como está definida na norma relativa às instalações de baixa tensão.

Dado que algumas condições de influências externas não são aplicáveis às instalações de média
tensão, certas categorias ou classes podem não aparecer na presente norma, mas na norma de
baixa tensão.

A tabela 3 C serve como roteiro para a consulta das tabelas relativas às influências externas:

NBR 14039:2005 - Edição Comentada

Copyright 1995/2004 – Target Engenharia e Consultoria S/C Ltda. Todos os direitos reservados. Proibida reprodução total ou parcial.

Av. Alfredo Egidio de Souza Aranha, 75 – 2º andar – CEP: 04726-170 – São Paulo – SP - Tel.: (11) 5641-4655 – Fax: (11) 5641-4750
Site: www.target.com.br E-mail: target@itarget.com.br

Tabela 3 C – Roteiro para consulta das tabelas 1 a 18

Influência externa

Categoria Descrição Indicação
Tabela

Meio ambiente

Temperatura ambiente
Altitude
Presença de água
Presença de corpos sólidos
Presença de substâncias corrosivas ou poluentes
Solicitações mecânicas:
 - Choques mecânicos
 - Vibrações
Presença de flora e mofo
Presença de fauna
Influências eletromagnéticas, eletrostáticas ou
 ionizantes
Radiações solares
Raios

AA
AC
AD
AE
AF

AG
AH
AK
AL
AM

AN
AQ

1
2
3
4
5

6
6
7
8
9

10
11
Edilson Toshio Ito fez um comentário
  • Não amigo está correto. É a de 2005. Veja Emenda 1 e prefácio. pág.239 ao final do pdf.
    0 aprovações
    boateng fez um comentário
  • ta errado essa porra, nao é de 2005 e sim de 2003
    0 aprovações
    Carregar mais