Instalações Elétricas - NBR 14039(2005) - Instalações Elétricas De Média Tensão De 1 0 kV A 36 2 kV - Comentada
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Instalações Elétricas - NBR 14039(2005) - Instalações Elétricas De Média Tensão De 1 0 kV A 36 2 kV - Comentada

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sua corrente nominal). Por isso que é
necessário recorrer aos dispositivos sensíveis à corrente diferencial não necessitando a
verificação das condições de disparo.

COMENTÁRIO 5.1.2.2.4.C

Nos esquemas TT a corrente de defeito é limitada por:

a) As resistências dos eletrodos de aterramento: das massas e do neutro, esta última aumentada ao
valor da resistência de limitação que pode ser inserida entre o ponto neutro e a terra;

b) A resistência das ligações eventuais, utilizadas por interconexão das massas e do eletrodo de
aterramento.

Devido a esta limitação da corrente de defeito, a sua magnitude não será grande, muito menor do que
a corrente de curto-circuito fase neutro.

A detecção de baixas correntes de fuga, que provoca uma degradação lenta dos isolantes, não é
possível com esses dispositivos cujo valor de funcionamento é muito elevado (muitas vezes sua
corrente nominal). Por isso, é necessária a utilização de dispositivos sensíveis à corrente diferencial.
Neste caso, não é permitido que sua detecção seja assegurada por dispositivos de proteção contra
sobrecorrentes, pois o seu funcionamento seria muito difícil de ser verificável.

A detecção dos defeitos é efetuada por dispositivos sensíveis à corrente diferencial e provocam a
interrupção da alimentação, não necessitando da verificação das condições de disparo.

NBR 14039:2005 - Edição Comentada

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Na prática, a regulagem mais baixa que se consegue fazer para um circuito é de 1,3 vezes o valor de
sua corrente capacitiva. Este valor não deve, por outro lado, ser superior a 20 % da corrente de
defeito fase terra, a fim de assegurar uma boa proteção.

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ITEM DA NORMA

5.2.2 Proteção contra incêndio

COMENTÁRIO 5.2.2.C

Um componente crítico nesta área é o transformador imerso em óleos combustíveis. A norma
brasileira de média tensão, desde sua primeira edição publicada como NB 79, prescreve que toda
subestação que contenha transformadores com um volume de óleo tal que num defeito provoque
vazamento do óleo, este deve ficar contido em um tanque próprio para este fim. Isto ocorre porque se
trata de um líquido inflamável, e deve ser prevista uma proteção contra incêndios e sua possível
propagação a locais adjacentes (ver 9.1.12.C).

Para que o tanque atenda a esta prescrição, duas características são exigidas:

? a primeira é que ele esteja sob o transformador;
? a segunda é que tenha capacidade adequada para o volume de óleo do transformador.

Outro ponto importante é que só os transformadores com volume considerável precisam cumprir esta
prescrição, ou seja, a norma define um valor mínimo de óleo considerado perigoso para a propagação
de incêndio.

Nos itens 9.4.3 e 9.4.4, a norma apresenta restrições à utilização de transformadores a óleo em
subestações de transformação, quando esta fizer parte integrante da edificação.

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ITEM DA NORMA

5.3 Proteção contra sobrecorrentes

COMENTÁRIO 5.3.C

Sobrecorrente é uma corrente cujo valor excede o valor nominal. Para condutores, o valor nominal é a
capacidade de condução de corrente. A sobrecorrente pode ser devido a um curto-circuito ou devido
a uma sobrecarga.

Portanto, o termo sobrecorrente engloba tanto as correntes de sobrecarga quanto as correntes de
curto-circuito.

As correntes de sobrecarga ocorrem em circuitos sem falhas de isolamento e podem ser transitórias
ou permanentes.

As transitórias ocorrem devido à partida de equipamentos de utilização, como motores e
transformadores, e não devem provocar a atuação dos dispositivos de proteção dos respectivos
circuitos.

As permanentes, provocadas por condições de funcionamento não previstas (avaliação a menor do
fator de demanda, inclusão de novos equipamentos, etc.) ou anômalas (motor acionando carga
superior a sua capacidade, defeito em equipamento alimentado, etc.), devem ser interrompidas em
um tempo não muito pequeno, compatível com o valor da corrente.

As correntes de curto-circuito, provocadas por faltas (perda de isolamento), por erros de ligação ou
pela ligação de equipamentos em curto-circuito, têm, via de regra, valores bem superiores aos das
correntes de sobrecarga (não transitórias), e devem ser eliminadas instantaneamente.

A norma brasileira de terminologia de relés, a NBR 5465, define:

? Relé primário: relé diretamente alimentado por corrente ou tensão de um circuito principal, sem a
interposição de um transformador para instrumentos, transdutor ou impedância de derivação.

? Relé secundário: relé alimentado por corrente e / ou tensão proveniente de um transformador para
instrumentos ou transdutor.

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Para a proteção contra sobrecorrentes usando-se relé secundário, a configuração genérica é a
apresentada na figura 9 C:

Figura 9 C

O relé precisa receber as informações para o seu funcionamento, tais como, valores de atuação
instantâneo, tipo de curva utilizado na temporização, valores de atrasos. Estas informações
dependem do projeto e dispositivos utilizados, como por exemplo, a relação de transformações do TC.

O processo de inserção destes dados no relé é conhecido por parametrização do relé. Cada tipo de
relé é parametrizado de uma forma diferente, devendo o usuário obter com o fabricante as
informações específicas sobre o relé utilizado.

O relé pode ser um dispositivo mecânico ou eletrônico. Atualmente, a grande maioria dos relés são
eletrônicos – microprocessados. O relé eletrônico necessita de uma alimentação, que pode ser
fornecida por uma fonte externa, denominada fonte auxiliar, ou pode ser auto-alimentado, ou seja,
sem necessidade de fonte auxiliar, utilizando como alimentação a energia fornecida pelo próprio TC.

Veja configuração habitualmente utilizada na figura 10 C.

Figura 10 C

O relé executa uma função de proteção. A relação das funções de proteção são apresentadas no
Anexo C.2.

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ITEM DA NORMA

5.3.1 Proteção geral (subestação de entrada de energia)

É considerado proteção geral o dispositivo situado entre o ponto de entrega de energia e a origem da
instalação em média tensão. Esta proteção
Edilson Toshio Ito fez um comentário
  • Não amigo está correto. É a de 2005. Veja Emenda 1 e prefácio. pág.239 ao final do pdf.
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    boateng fez um comentário
  • ta errado essa porra, nao é de 2005 e sim de 2003
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