Instalações Elétricas - NBR 14039(2005) - Instalações Elétricas De Média Tensão De 1 0 kV A 36 2 kV - Comentada
241 pág.

Instalações Elétricas - NBR 14039(2005) - Instalações Elétricas De Média Tensão De 1 0 kV A 36 2 kV - Comentada

Disciplina:INSTALAÇÕES ELÉTRICAS745 materiais10.551 seguidores
Pré-visualização50 páginas
Proibida reprodução total ou parcial.

Av. Alfredo Egidio de Souza Aranha, 75 – 2º andar – CEP: 04726-170 – São Paulo – SP - Tel.: (11) 5641-4655 – Fax: (11) 5641-4750
Site: www.target.com.br E-mail: target@itarget.com.br

Voltar para a Norma

ITEM DA NORMA

7.3.6 Ensaios recomendados pelos fabricantes dos equipamentos
Todos os equipamentos que possuírem condições especiais de instalações devem sofrer a inspeção
de sua montagem com base nas informações fornecidas pelos seus fabricantes. Nos documentos
apropriados pode ser verificada a necessidade de ensaios especiais nos equipamentos que fazem
parte integrante da sua aprovação para energização.

COMENTÁRIO 7.3.6.C

As normas específicas de cabos de média tensão – NBR 7286, NBR 7287 e NBR 7288 – prescrevem
os ensaios durante e após a instalação do equipamento.

Estes ensaios demonstram a integridade do cabo e seus acessórios, durante a instalação e após a
conclusão desta.

Em qualquer ocasião durante a instalação, pode ser efetuado um ensaio de tensão elétrica contínua
de valor igual a 75% do valor dado na tabela, durante 5 min consecutivos.

Após a conclusão da instalação do cabo e seus acessórios, e antes destes serem colocados em
operação, pode ser aplicada uma tensão elétrica contínua de valor igual a 80% do valor dado na
tabela, durante 15 min consecutivos.

Após o cabo e seus acessórios terem sido colocados em operação, em qualquer ocasião, dentro do
período de garantia, pode ser aplicada uma tensão elétrica contínua de valor igual a 65% do valor
dado na tabela, durante 5 min consecutivos.

Os ensaios em corrente contínua, aplicados a cabos com isolação extrudada, para tensões de
isolamento superiores a 6/10 kV, principalmente de instalações antigas, podem causar o seu
envelhecimento precoce ou danos permanentes. Recomenda-se que a instalação, nestes casos, seja
ensaiada conforme uma das seguintes alternativas:

? aplicação, por 5 min, da tensão equivalente entre fases do sistema entre o condutor e a blindagem
metálica;

? aplicação, por 24 h, da tensão entre fase e terra do sistema entre o condutor e a blindagem.

NBR 14039:2005 - Edição Comentada

Copyright 1995/2004 – Target Engenharia e Consultoria S/C Ltda. Todos os direitos reservados. Proibida reprodução total ou parcial.

Av. Alfredo Egidio de Souza Aranha, 75 – 2º andar – CEP: 04726-170 – São Paulo – SP - Tel.: (11) 5641-4655 – Fax: (11) 5641-4750
Site: www.target.com.br E-mail: target@itarget.com.br

Tensão de
isolamento kV
Uo/U

0,6/1 1,8/3 3,6/6 6/10 8,7/15 12/20 15/25 20/35

Tensão de
ensaio kV 8,5 15,5 26,5 36 53 72 90 120

1 Os valores de tensão elétrica contínua de ensaio correspondem a 2,4 x (2,5 Uo + 2,0) kV, para cabos com tensões de
isolamento iguais ou inferiores a 3,6/6 kV, e 2,4 x 2,5 Uo, para cabos com tensões de isolamento superiores a 3,6/6 kV.

2 Os valores correspondentes a tensões de isolamento superiores a 3,6/6 kV são utilizados como referência para o cálculo
das tensões de ensaios durante e após instalação, conforme 6.2.4.

Voltar para a Norma

NBR 14039:2005 - Edição Comentada

Copyright 1995/2004 – Target Engenharia e Consultoria S/C Ltda. Todos os direitos reservados. Proibida reprodução total ou parcial.

Av. Alfredo Egidio de Souza Aranha, 75 – 2º andar – CEP: 04726-170 – São Paulo – SP - Tel.: (11) 5641-4655 – Fax: (11) 5641-4750
Site: www.target.com.br E-mail: target@itarget.com.br

Voltar para a Norma

ITEM DA NORMA

8.1.1 Sempre que aplicável, a instalação a ser verificada deve ser desenergizada após a manobra de
desenergização, todas as partes vivas devem ser ensaiadas quanto à presença de energia mediante
dispositivos de detecção compatíveis ao nível de tensão da instalação.

COMENTÁRIO 8.1.1.C

A nova NR-10 já apresenta um conceito de desenergizado que não é o simples desligamento. Em
muitos paises da Europa existe uma seqüência estabelecida para que o circuito seja considerado
seguro para o trabalho ou desenergizado, segundo o conceito da NR-10. Esta seqüência é conhecida
como Cinco Regras de Ouro da Segurança, que são apresentadas abaixo:

1ª regra: Seccionar o circuito de forma visível ou efetiva, todas as possíveis fontes, mediante o
uso de seccionadores, interruptores-seccionadores, ou outros meios.

O seccionamento é a abertura de um dispositivo de manobra mecânico que, na posição aberta,
assegura uma distância de seccionamento, que é a distância de isolamento entre os contatos abertos
de um dispositivo de manobra mecânico, que satisfaz os requisitos de segurança.

O seccionamento deve ser visível ou efetivo. O seccionamento visível é a característica do
equipamento que permite a verificação do seccionamento de forma visual. E entende-se por
seccionamento efetivo, a abertura de um dispositivo, que não permite sua comprovação visual, mas
sua posição aberta é verificada e indicada por um meio seguro. Este caso se dá em certos tipos de
seccionadores, cujos contatos estão dentro de um recinto fechado contendo um gás diferente do ar
ambiente, como por exemplo, o hexafluoreto de enxofre (SF6). Neste caso, a disposição do contato ou
contatos fixos, do contato móvel e da conexão à terra é tal que, para se conectar o seccionador à
terra, antes há que se passar forçosamente pela posição aberta.

Figura 14 C

NBR 14039:2005 - Edição Comentada

Copyright 1995/2004 – Target Engenharia e Consultoria S/C Ltda. Todos os direitos reservados. Proibida reprodução total ou parcial.

Av. Alfredo Egidio de Souza Aranha, 75 – 2º andar – CEP: 04726-170 – São Paulo – SP - Tel.: (11) 5641-4655 – Fax: (11) 5641-4750
Site: www.target.com.br E-mail: target@itarget.com.br

A Figura 14 C ilustra um exemplo desta disposição, sendo uma para movimento linear e a outra para
o movimento giratório do contato móvel.

É importante ressaltar que, somente os dispositivos que atendem por norma este seccionamento
efetivo, podem ser usados para este propósito. Em outros casos, em que não é possível a
comprovação visível do seccionamento, é necessário adicionar um seccionador no circuito.

2ª regra: Intertravamento ou bloqueio, se for possível, dos equipamentos que realizaram a
interrupção visível ou efetivo, e sinalização no comando dos mesmos.

O objetivo desta segunda regra é impedir que os seccionamentos visíveis ou efetivo das possíveis
fontes estabelecidas segundo a primeira regra, sejam anuladas por um fechamento intempestivo do
dispositivo de seccionamento.

Trata-se de assegurar que não sejam produzidos fechamentos intempestivos dos dispositivos, seja
por falha técnica, erro humano ou causas imprevistas.

Este bloqueio ou intertravamento pode ser de vários tipos: mecânico, elétrico, pneumático ou físico.

O bloqueio mecânico consiste em imobilizar o comando do equipamento por meio de cadeados,
fechaduras, etc.

O bloqueio elétrico consiste em impedir o funcionamento do equipamento por meio da abertura de um
circuito de comando e acionamento elétrico.

O bloqueio pneumático consiste em impedir o acionamento do equipamento, atuando sobre a
alimentação de ar comprimido.

O bloqueio físico consiste em colocar entre os contatos do equipamento um elemento isolante que
impeça fisicamente o fechamento destes contatos.

Esta 2ª regra indica ainda que, além dos bloqueios ou intertravamentos estabelecidos nos
equipamentos de manobra, devem ser colocados nos comandos dos mesmos cartazes, placas ou
outros elementos de sinalização, que indiquem a proibição de manobrá-los.

3ª regra: Comprovação da ausência de tensão.

A verificação da ausência de tensão se faz por meio de equipamento adequado, para comprovar que
não há tensão naquela parte da instalação elétrica.

Esta verificação deve ser feita pelo menos no lugar onde se vai realizar o trabalho e em todos os
pontos onde foram abertas as possíveis fontes de tensão. Esta comprovação deve ser efetuada
sempre sob o pressuposto de que existe tensão.
Edilson Toshio Ito fez um comentário
  • Não amigo está correto. É a de 2005. Veja Emenda 1 e prefácio. pág.239 ao final do pdf.
    0 aprovações
    boateng fez um comentário
  • ta errado essa porra, nao é de 2005 e sim de 2003
    0 aprovações
    Carregar mais