Trabalho - FARM
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Trabalho - FARM

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tendência. A gente sabe o que a carioca gosta de usar. Fazemos roupa para quem vive aqui no Rio, e o Brasil compra o que fazemos para cá. É nossa receita, e não podemos mudá-la", diz Kátia.

	Dentre todas as lojas da FARM, a campeã de vendas da rede é a do Shopping Iguatemi em São Paulo, com media de 8.000 peças comercializadas por mês. A filial do Leblon vem em seguida, com 3500. Os dois não abrem mão de outra premissa: o cuidado com o preço, cuja média está em 100 reais a peça. "Nossa filosofia é clara: temos mão-de-obra qualificada, usamos os melhores materiais tal e qual as marcas sofisticadas e trabalhamos com o menor preço possível. Aliamos qualidade, estilo e preço", diz Marcello.

	Depois da conquista no território nacional os sócios tinham planos para o final de 2008. Como a FARM em 2006 e 2007 ocupou um espaço na Galerie Lafayette durante o verão europeu, Marcello demonstrou interesse em abrir uma loja em Barcelona.

A grife também planeja uma grande expansão em São Paulo. No mesmo ano, cinco novas lojas serão abertas: Granja Viana, Alphaville, Shopping JK, Oscar Freire e Higienópolis.

Os negócios parecem ir bem para Farm. Em 11 de novembro de 2010, a marca recebeu o prêmio de Melhor Experiência do Consumidor no Global Fashion Awards, premiação promovida pelo WGSN. E o sucesso é tanto que a marca abriu seu novo espaço, na nova ala do shopping Pátio Higienópolis.

Esse é o espírito da marca, sempre que possível crescer mais e mais, levando o conceito do que as meninas cariocas gostam de usar para todo o Brasil e futuramente embarcar no ramo internacional. Já que em 2011, ela abre seu espaço em Barcelona, na Espanha. Em cada lugar em que passa, a FARM busca fidelizar sempre os seus clientes, seja através de seu marketing, “Eu quero farm”, programa de relacionamento com os clientes, em que eles ganham vantagens frente aos clientes que não usam o programa ou por meio de brindes sempre que a pessoa aparece em suas listas VIP. É através dessa comunicação que as consumidoras se mantêm conectadas a tudo que acontece nas lojas e nas coleções. Sempre inovando com suas estampas e deixando a clientela sempre com vontade e curiosidade para os próximos lançamentos.

4. AS CONSUMIDORAS

A FARM se tornou uma das marcas femininas mais badaladas de todo o Brasil. Desde o início, os sócios Marcelo e Kátia já tinham em mente o setor deste mercado que desejavam atender. Portanto, suas peças foram desenvolvidas para agradar, sobretudo, a jovem garota carioca da classe A e B, moradora da zona sul, despojada, descontraída, formadora de opinião e com um amplo acesso às informações. A trajetória traçada para de fato atender e agradar este público foi detalhadamente pensada e trabalhada de modo que seria quase impossível dar errado. Sendo assim, não é muito difícil encontrar meninas que freqüentam os melhores lugares da cidade vestindo FARM, conhecidas também como Farmetes (nome criado pelos donos da marca e usado para chamar aquelas que vestem FARM).

O ano de 2003 pode ser considerado um divisor mercadológico da grife. A roupa despojada e com um toque de moda ganhou ainda mais clientela ao investir em shorts, camisetas e bermudas multicoloridas. Com isso, a FARM conquistou estudantes e universitárias que se sentiram atraídas também pelos preços acessíveis da marca.

Com o passar do tempo a FARM foi expandindo a sua clientela. A marca de roupas voltada para o público jovem conquistou também as mulheres mais velhas. “O nosso nicho de mercado é de formador de opinião. São universitárias com acesso a todas as informações, que freqüentam os melhores lugares e moram na Zona Sul do Rio. É um público A-B não necessariamente rico, mas que determina se o iPod vai pegar, se o Orkut é bacana... O interessante é que 47% do público que compra tem mais de 30 anos, ou seja, a FARM é uma marca aspiracional. A gente continua no mesmo foco, de 18 a 25, mas eles compram.”, diz Marcello Bastos, um dos sócios da marca. De fato, é possível perceber que apesar de ser voltada para um setor especifico de mercado, a FARM acaba agradando, de um modo geral, mulheres brasileiras de todas as idades.

5. A CONCORRÊNCIA

O termo concorrência é geralmente utilizado para designar o grau de competitividade entre empresas ou outras entidades que oferecem produtos ou serviços semelhantes e que competem entre si pelos mesmos mercados. Por isso, não é difícil imaginar que a loja FARM tenha uma enorme lista de lojas concorrentes que, assim como ela, desejam atender e agradar a jovem mulher brasileira das classes mais altas. Apesar de ser um mercado bastante extenso, o índice de competitividade é enorme e a cada dia novas lojas, que procuram alcançar a mesma clientela, são abertas. Abaixo estão listadas algumas das principais concorrentes da FARM:
LeeLoo

Maria Filó

Xsite

Eclectic

Xsite

Dress To
Oh Boy

Como mencionado anteriormente, as roupas das lojas citadas acima compartilham características similares com aquelas criadas pela FARM. Entre estas característica podemos encontrar: riqueza de detalhes, combinações suaves, estampas marcantes e tanto peças básicas para o dia-a-dia quanto peças mais sofisticadas para sair à noite. Sendo assim, cumprem seu objetivo de agradar o grande publico feminino e, portanto, podem ser classificadas como concorrentes diretas da FARM.

6. OS PRODUTOS

Criada há 13 anos, a FARM está sempre inovando na criação das coleções. São fabricados 1.300 modelos por coleção, e são criados 100 novos produtos semanalmente. Se a cliente não comprar determinado produto na hora em que estiver na loja, depois não encontrará mais. As estampas nas saias, nos vestidos, nos biquínis, nas túnicas de seda são as peças mais cobiçadas da loja. Além disso, a loja também oferece diversos tipos acessórios, cordões coloridos variados e uma das maiores sensações do verão, as Havaianas estampadas.

Foi fazendo moda feminina com estilo, e com o seu ótimo relacionamento com suas clientes, que a FARM conquistou o Brasil. “É uma marca carioca que faz uma moda mais despojada, descontraída, e não abre mão desse estilo. Por exemplo, por mais que a tendência seja mais retrô ou fechada, a gente não quer saber. Mesmo no inverno fazemos uma coleção colorida, vendemos as Havaianas. A FARM faz roupa para essa menina carioca que gosta de ir pra praia e de sol, não gosta de salto, etc.”, diz Kátia Barros.

É da Kátia que partem as idéias iniciais de uma coleção, que podem surgir da vontade de criar a partir de um estilo, ou desejo de contar uma certa história. É este insight que vai nortear o núcleo - comitê formado por pessoas de vários departamentos como: marketing, branding, design, estamparia e estilo - para desenvolver a coleção.
As estam​pas e o colo​rido das rou​pas da loja de roupa Farm, que fazem sucesso com o público femi​nino, passaram a fazer parte do setor de móveis. Em 2004, os empresários lançaram uma linha de produtos para casa composta de nécessaires, almofadas, cadernos e lápis. Já em 2009, foi a vez da linha praia, com biquínis, cangas e viseiras, estampados com desenhos e cores semelhantes aos das roupas. "Os produtos complementares validam o conceito da marca. A idéia é atender ao estilo de vida da nossa consumidora", diz Kátia. A Farm fechou parceria com as Havaianas e oferece à clientela chinelos exclusivos com suas estampas.
Para o verão de 2011, a FARM preparou algo especial para as suas clientes. “A gente já está fazendo o verão do ano que vem sem este entrar na loja”, conta Andre Carvalhal, gerente de marketing. Em meados de 2009, quando começaram a pensar no verão 2011, a FARM decidiu que a sua coleção seria voltada para as origens da FARM. E daí surgiu a coleção Ximbuktu, uma ilha imaginária cravada entre Brasil e África dá nome à coleção de verão 2001 da FARM. Resultado de uma expedição feita pelo departamento de estilo da marca carioca, a coleção brinca com o estilo de origem da FARM buscando referências culturais naquilo que significa origem de tudo: África! Sempre em busca da tradução dos desejos da cliente,