Trabalho - FARM
11 pág.

Trabalho - FARM

Disciplina:Administração de vendas25 materiais475 seguidores
Pré-visualização4 páginas
a grife conseguiu combinar conceito, emoção e vanguarda com muita leveza. Divertida, alto astral e colorida, as roupas acessórios, sapatos, bolsas e tantos outros objetos de desejo são exatamente o que deveriam ser a cara do verão.

7. EQUIPE DE FUNCIONÁRIOS

A FARM está constantemente procurando inovar, seja uma inovação em uma nova linha dos produtos, no marketing de relacionamento ou até mesmo no marketing interno. Atualmente, a maioria das empresas realizam convenções para que os funcionários recebam informações sobre um novo produto ou serviço da empresa em que trabalham. Alguns dizem que é um mal necessário. Por outro lado, também existem algumas empresas que não só buscam o lado da criatividade, como também adéquam suas ações de marketing interno ao que seus funcionários realmente gostam, integrando as equipes. É o caso da FARM, que promove diversas convenções internas num clima totalmente descontraído, na própria fábrica da empresa, atingindo o seu principal objetivo: despertar um bom sentimento pela marca nas vendedoras e fazer com que elas acreditem naquilo que está sendo apresentado. “Samba, combina com o Rio, com o clima do evento, com a coleção inspirada em elementos típicos do Brasil. Tem empresa por aí fazendo show de encerramento de convenção com artista do momento, gastando rios de dinheiro, mas sem ter identidade com a empresa, o evento e muitas vezes com o gosto musical dos funcionários”, diz Kátia Barros.

Há uma grande preocupação, por parte da rede FARM, em estimular as suas vendedoras. Sendo assim, durante as convenções, além de criarem um ambiente com um clima descontraído e informal, há uma premiação de acordo com as vendas. O importante desta premiação é que esta é adequada ao gosto de suas vendedoras jovens e descoladas, o que as estimula ainda mais. “A campeã de vendas foi presenteada com um notebook. Há algo mais desejado por uma jovem? Ou será que ela ficaria feliz com um troféu? Essas analogias com esporte são terríveis. E bregas”, diz Kátia.

A FARM mostra que sabe lidar com suas funcionárias da mesma forma que com suas clientes, fiéis e apaixonadas pelas coleções da marca. O que o auxilia a montar a equipe é contratar profissionais que têm o perfil do seu público alvo. "Muitas vendedoras da Farm já eram clientes da loja. Essa identificação com a marca facilita o diálogo com o consumidor e passa o conceito da marca Farm. As nossas vendedoras também têm que ter o mesmo perfil das clientes, para facilitar o relacionamento", exemplifica Bastos. Contratando apenas talentos que tenham a ver com o espírito da marca, sabe que sempre estará próxima e unida ao seu público interno. Como recompensa, tem mais do que funcionárias, conquista uma família FARM.

8. POSICIONAMENTO E COMUNICAÇÃO

A FARM faz uma moda despojada, descontraída e não abre mão do estilo carioca. Procura focar em nicho de consumidoras A e B, formadoras de opinião, que ajudam a estilista dando dicas para melhorias nas coleções. Além, do constante investimento em relacionamento online e offline.

	Dentre esses, podemos destacar os pontos positivos e negativos que todo posicionamento possui. No caso da FARM, seus aspectos positivos são encontrados na criação e propagação da identidade “carioca” pela cidade, pelo Brasil e pelo mundo; no investimento e criação voltados para um nicho de mercado; na aspiração em pertencer ao “mundo Farm” e na preocupação com o lado social, ambiental e cultural. Para comprovar, o gerente de marketing da FARM, André Carvalhal afirma: “Não queremos massificar nossa marca, por isso preferimos investir em ações que nos aproximem dos nossos clientes, ao invés de tentarmos conquistar novos públicos”.

	Entretanto, os aspectos negativos podem ser encontrados em possuir um público muito segmentado e exigente, os formadores de opinião que podem falar muito bem, como também podem criticar e a marca procura retratar somente a identidade e alma carioca no estilo das roupas que podem não gerar identificação com algumas meninas de outros locais do Brasil.

	Em relação à comunicação, a marca está bastante focada no uso da tecnologia. Ela utiliza as redes sociais como Facebook e Twitter, onde lançam roupas novas e mantêm suas clientes ligadas em tudo de novo nas lojas. Além de ter seu site oficial e um blog com todas as novidades e dicas da marca para deixar cada cliente com a cara da FARM. A evolução das iniciativas em redes sociais resultou na criação de um aplicativo para iPhone. A iniciativa fez da marca a primeira grife brasileira de roupas femininas a lançar o seu próprio programa para o aparelho da Apple no Brasil. Nele, a usuária tem acesso ao conteúdo do blog e ao lookbook da marca, que é renovado mensalmente.

	 Sem esquecer dos outros meios de comunicação, ela também envia para os e-mails cadastrados informações, utiliza da mala direta e ainda assim liga para as clientes quando alguma novidade chega às lojas. Tudo para deixar a FARM bem perto de suas consumidoras.

9. MARKETING

É o seu foco principal. Ao contrário de muitas marcas, a intenção da Farm não é de conquistar novos públicos, mas sim de investir em ações que a aproxime ainda mais de suas clientes.

Para isso, desde os tempos em que era um pequeno stand na feira de moda, a Farm identificou o seu público-alvo e passou a desenvolver não só as roupas, mas também as estratégias e as ações da marca para mulheres com um perfil determinado: em sua maioria, as clientes da Farm são estudantes universitárias e moradoras da zona sul do Rio de Janeiro.

A loja abriu sua primeira unidade em 1999, mas desde novembro de 2005 realiza o seu principal programa de relacionamento o “Eu Quero Farm”. As compras servem para, junto com outras informações, traçarem o perfil das consumidoras e ajudar na elaboração de relacionamento. A Farm trabalhou baseada em quatro etapas para desenvolver o Programa: identificação, diferenciação, interação e personalização da cliente.

O programa inclui estratégias que contribuem para identificar o perfil da consumidora, segmentar as clientes em função de seu valor estratégico (Freqüência e Valor versus Perfil demográfico do cliente) e relacionamento baseado neste valor estratégico do cliente para a marca. A freqüência de contatos com as consumidoras, através de diversos tipos de comunicação, serve para reforçar o posicionamento e a imagem da empresa.

Entre as vantagens de participar do programa estão comunicados, via e-mail, de lançamentos, envio de catálogos, direito a liquidações exclusivas, convites para preview de lançamentos, produtos especiais, newsletter mensal e dicas de looks para cada estação.

Entretanto, também apresenta suas desvantagens, que como consumidoras da marca podemos ressaltar como: falta de informações sobre os aniversários, descontos, promoções para quem usa o “chaveirinho”, o que acaba gerando duvidas e reclamações pelas clientes e falta de um e-commerce, muitas clientes de outros estados reclamam que não tem acesso a determinados produtos.

 As principais dificuldades deste projeto foram conseguir uma linguagem comum entre todos os envolvidos - clientes e colaboradores da empresa - implantação do processo de identificação (fichas sem dados preenchidos), a velocidade do varejo e o alto custo de comunicação.

Hoje a marca conta com 110.300 consumidores participando do programa, o “Eu Quero Farm!” (EQF!).

Foi através do “Eu quero Farm que durante a Copa do Mundo de 2010, enquanto o varejo estava péssimo nas vendas, a FARM teve um recorde de vendas, por conta de uma comunicação que fizeram com as clientes do programa, que acabou sendo viral, uma amiga foi avisando a outra e etc.

Mais um exemplo é que, a partir de parcerias muito bem estudadas, a FARM consegue oferecer alguns “mimos” para as suas consumidoras, estreitando o relacionamento com elas e surpreendendo suas expectativas. Em uma ação com a Accor em 2009, por exemplo, foram disponibilizados doces nas lojas, parceria que ainda possibilitou a criação de uma linha especial relacionada ao dia de São Cosme e São Damião.