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Aula 11 - A célula muscular

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CEDERJ
A refl exão teórica em relação com a prática cotidiana
25
AULA 5
11
aula
OBJETIVOS
A célula muscular
Pré-requisitos
Ao fi nal desta aula, você deverá ser capaz de:
Estabelecer analogia entre a forma e a função
das fi bras musculares.
Descrever as etapas de excitação e propagação
da despolarização da membrana das fi bras
musculares até o retículo sarcoplasmático.
Seqüenciar os eventos que constituem a
contração muscular.
Associar o cálcio às proteínas reguladoras da
contração.
• Listar e apontar a função das proteínas: actina,
miosina, tropomiosina e troponina na contração
muscular.
Aulas de transporte através
da membrana plasmática, de
Biologia Celular I (7, 8, 9 e 10).
Aulas de citoesqueleto, de
Biologia Celular I (21 a 24).
Aula de célula nervosa (10),
de Biologia Celular II.

CEDER J26
Biologia Celular II | A célula muscular
INTRODUÇÃO Na Aula 10, estudamos o processo de geração, propagação e transmissão
de um estímulo ao longo de uma célula nervosa. Tomamos como modelo o
neurônio motor, aquele que faz contato (sinapse) com uma célula muscular.
Nesta Aula, vamos continuar acompanhando esse processo, ou seja, vamos
entender como esse estímulo é recebido e interpretado pela célula muscular,
resultando em sua contração.
As células musculares são altamente especializadas em realizar, sob estímulo,
um movimento específi co: a contração muscular, tendo por isso mesmo a
maior parte de seu volume ocupada por elementos do citoesqueleto. Estamos
certos de que você lembra que compete ao citoesqueleto, entre outras funções,
defi nir a forma, posicionar as organelas e possibilitar o movimento de uma
célula como um todo ou apenas o deslocamento intracelular de suas vesículas
e organelas.
Nos vertebrados são reconhecidos três tipos básicos de tecido muscular: liso,
esquelético e cardíaco (Figura 11.1). Cada um deles difere, entre outros
parâmetros, quanto à morfologia e à distribuição no organismo.
Os músculos lisos são formados por células fusiformes e uninucleadas. Sua
contração é lenta, mais duradoura e involuntária. O músculo liso é encontrado
na parede dos vasos e no tubo digestivo.
Figura 11.1: Os três tipos de células musculares: as
lisas (a) são alongadas e uninucleadas; (b) as cardíacas
também são uninucleadas, mas comunicam-se por jun-
ções Gap e possuem aspecto estriado em seu interior.
As fibras estriadas esqueléticas (c) possuem vários
núcleos e são muito longas.
duas células
Núcleo Miofi brilas
Célula
Interior de duas células
a
b
c

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AULA
MÓDULO 3
11
Nos músculos estriados, os filamentos contráteis estão
ordenadamente dispostos, dando um aspecto estriado ao tecido. Podem
ser de dois tipos: o primeiro é o estriado cardíaco, que só se encontra no
coração e é formado por células uninucleadas que se comunicam através de
junções do tipo Gap. Essa comunicação faz com que as câmaras cardíacas
se contraiam seqüencialmente. A ativação do músculo cardíaco também é
involuntária, sendo controlada pelo sistema nervoso autônomo.
O segundo tipo de músculo estriado é o músculo esquelético,
que forma a musculatura voluntária, permitindo-nos toda espécie de
movimentos. É com essas células que os neurônios motores formam
sinapses químicas e é sobre esse tipo celular que vamos nos deter.
ORIGEM
O músculo esquelético é formado por células multinucleadas, ou
seja, é o que chamamos sincício. Estas células são alongadas, sendo, por isso
mesmo, chamadas bras musculares ( Figura 11.1.c). Originam-se a partir de
células embrionárias chamadas mioblastos. Durante o desenvolvimento do
organismo, os mioblastos se fundem, dando origem às fi bras musculares.
Sendo uma célula altamente diferenciada, a fibra muscular,
a princípio, não se divide, porém novas fi bras podem se formar pela fusão
de mioblastos. De fato, os seres humanos já nascem com o número de
células musculares defi nido. Entretanto, após o nascimento, essas fi bras
aumentam de tamanho. O alongamento da fi bra muscular depende
da incorporação de mioblastos às fi bras já existentes, aumentando,
assim, o número de núcleos em cada fi bra. Em contrapartida, o crescimento
que se observa em praticantes de musculação e halterofi lismo é conseqüência
tanto do aumento da espessura da fi bra pelo acréscimo de fi brilas contráteis
quanto pela fusão de mais mioblastos a cada célula muscular.
No adulto, persistem alguns mioblastos em estado quiescente, que
são chamadas células- satélite (ou mioblastos-satélite). Em caso de lesões,
muito comuns em atletas, essas células são estimuladas a se proliferar
e a se fundir, dando origem a novas fi bras musculares. Atualmente há
grande investimento em pesquisas que visam a estimular a multiplicação e
a diferenciação de mioblastos para regeneração de músculos que tenham
sido gravemente lesados (veja a Aula 12).