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TRANSCRICAO_DE_FISIOLOGIA_FISIOPATOLOGIA_DA_REPRODUCAO_DE_ANIMAIS_ZOOTECNICOS_DO_DIA_16-03-2011

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TRANSCRIÇÃO DE FISIOLOGIA FISIOPATOLOGIA DA REPRODUÇÃO DE ANIMAIS ZOOTÉCNICOS DO DIA 16/03/2011
Biopsia Endometrial:
Qual seria a utilização e as indicações para a realização das biopsias?
A biopsia, ela serve, logicamente para determinar mudanças citológicas que possam interferir na fertilidade da fêmea. Por que estou chamando a atenção para isso? Porque na década de 80, as coisas parecem que acontecem meio que na moda, faziam biopsia para tudo, o pessoal acabou deixou os outros exames complementares em segundo plano, então citologia não era feito, cultura quase não fazia, mas todo mundo fazia biopsia. Porque, por exemplo, é claro que pela biopsia eu consigo ver se uma fêmea tem endometrite ou não, porque eu consigo ver edema, ver células de defesa, só que é um exame demorado, só para coletar o material, mandar para o laboratório, eles vão botar na parafina, vão cortar a parafina, para fazer a lamina, não é um diagnostico fácil, como é uma citologia, logicamente com um custo mais caro que um exame de citologia, então as pessoas começaram a perceber que cada coisa tem seu lugar e foi aí no final, mais ou menos em meados de 90 o pessoal atinou que cada um serve para alguma coisa, que a biopsia então ela é utilizada hoje em dia para avaliar justamente estas mudanças histológicas que acontecem muitas vezes em decorrência da idade, como assim, fêmeas idosas, com números de partos muito grandes, imagine aquela fêmea que tem 20 anos parindo todo ano, é muito freqüente apresentar alteração citológica do endométrio, não quer dizer que seja única e exclusivamente isso, as vezes você tem uma fêmea por exemplo, nova, mas que teve um processo infeccioso, um processo inflamatório serio que acabou ficando com seqüelas, a gente vai precisar monitorar isso, muitas vezes para ver como se estar o endométrio dessa fêmea.
Como é que a gente vai fazer? Como é a técnica de coleta de material? Para coletar a biopsia a gente vai usar uma pinça de aço inoxidável, grandona, comprida e ela funciona como se fosse um tesourão, tem onde você segura, coloca o dedo, você abre, ela tem uma boquinha pequenininha, a gente fala que é boca de jacaré, a parte de cima dela é cortante e a parte de baixo é só para segurar a amostra, a amostra fica presa dentro da parte de baixo. Essa pinça é de égua, vaca a gente não consegue usar essa pinça, porque o diâmetro dela é muito grande para a vaca, não passa pela cérvix da vaca, então para coletar biopsia em vaca a gente usa uma espécie, sabe “punch” de biopsia que tem uma espécie de gatilho, você empurra aquele gatilho, a agulha vai lá na frente e volta, é mais ou menos isso só que é comprido assim, ele não é um ‘Punch”, é uma pinça de biopsia de vaca, eu falei que ele se assemelha ao mecanismo, é como se fosse um “punch” de biopsia, como se fosse uma agulha, é como se fosse um canudinho e por dentro passa uma agulhinha.
Como é que você vai fazer para coletar o material? A gente vai preparar a fêmea de acordo com o método convencional de preparação, a gente vai fazer ela em ?????, é um método que a gente coloca a fêmea no tronco, limpa o reto, é importantíssimo a gente tirar as fezes do reto para que na ora do exame ela não venha a defecar contaminando o seu material e depois a gente vai lavar, a gente lava vulva, períneo, base da cauda com água e sabão três vezes, ensaboa vai lá joga a água tira, ensaboa de novo, tira, três vezes, repete essa sequencia para garantir, depois a gente vai secar a vulva e vai iniciar o exame. A primeira coisa que a gente tem dificuldade aí é higienizar essa pinça de biopsia, porque a gente não pode autoclavar, nem flambar porque perde o fio, a ponta é cortante, se você flambar ou autoclavar perde o fio, então o que se faz para a higienização? Vai da criatividade de cada um. Um conhecido teve uma idéia que ela acha a melhor, ele pegou um cano, tampou em baixo, colocou uma tampinha e na parte de cima ele colocou uma tampinha também, mas ele fez um furo que encaixava exatamente a pinça, então ele mantinha a pinça guardada dentro do álcool 70%, encheu aquilo ali de álcool 70% e ele mantinha a pinça ali o tempo todo e toda vez que ele ia usar ele tirava a pinça dali de dentro lavava para tirar o excesso de álcool com soro pelo fato de ser estéril, poderia ser outro liquido estéril e usava, uma aluna deu um produto da Endovet, que pode ser usado em metal, a dificuldade é que a gente tem vários desinfetantes que você não pode usar em metal, deve procurar desinfetante que podem ser usados em metal e manter o objeto dentro daquele desinfetante num prazo definido por ele, como falei, vale a criatividade, porque não da para fazer outra coisa a não ser esse tipo de higienização.
Como você vai fazer? Pinça de biopsia na palma da mão, ângulo de 45º, introduz na vagina, passou o meato urinário pode colocar na horizontal, leva ate o fundo do saco vaginal, achou o fundo do saco, achou a cérvix, vai introduzir o dedinho na cérvix e passar a pinça por baixo do dedo, com a pinça lá na cérvix, vou tirar a mão da vagina e vou levar a mão pelo reto, porque não posso cortar no escuro, não vou abrir um objeto cortante dentro do útero sem saber o que eu vou cortar, então o que eu faço, quando eu tiro a mão e levo pelo reto eu sinto essa pinça dentro do útero, vou abrir a pinça, se eu cortar de frente, eu vou cortar muito mais que o endométrio, vou cortar o endométrio e um pedaço do miométrio, então devo cortar de lado, Como é que eu faço? Com a mão pelo reto eu empurro de lado a mucosa do útero para o lado da pinça, fecho a pinça cortando de lado, desse jeito eu sei que tirei um fragmento de endométrio, uma única pinçada, fechou tira a pinça, foi feita a coleta. Observaram que em nenhum momento falei em sedação, anestesia, nada disso, porque é um incomodo muito, muito tranqüilo, até hoje todas as coletas que eu fiz, nunca tive problema, então não há necessidade de sedação, de nada, a necessidade de sedação é muito mais de temperamento da égua do que o próprio exame, às vezes aquela égua que você nem consegue fazer carinho você tem que sedar, mas não é pelo exame, porque o exame não causa transtorno nenhum na fêmea. Ela estando com uma infecção normalmente você faz primeiro uma cultura e depois que você trata ela, quando ela já não tem uma clinica, que você vai fazer uma avaliação citológica. Dependendo da quantidade que você empurra para dentro da pinça você pode fazer um fragmentão ou pode fazer um fragmentinho, vou mostrar na prática qual seria o tamanho suficiente. É muito tranqüilo, cansei da coletar uma biopsia de manhã e inseminar a fêmea de tarde, aquela mesma fêmea, porque não trás problema nenhum a fêmea, vocês vão ver que é um fragmento pequeno.
Coletamos a nossa amostra e ficou lá na pinça, vamos fazer a coleta da vaca agora, o procedimento vai ser idêntico. Como é o procedimento para a vaca? Como tudo até agora relatado, lembra desde o inicio a gente está falando que na vaca se coloca o instrumental pela vagina, tem que levar a mão pelo reto, para segurar a cérvix e passar o instrumental, aqui vai ser exatamente a mesma coisa, vai mudar nada, quando essa pinça estiver no útero, vai fazer a mesma coisa, você vai pegar a mucosa, empurrar em direção a pinça, aí você vai apertar essa espécie de gatilho, a agulha vai lá e volta, coletou a sua amostra, a amostra coletada no bovino é muito delicada, porque a agulha é fininha, na égua, vocês vão ver o tamanho da pinça, se você coletar de frente vai arrancar um “naco” de carne, é muito grande, agora para a vaca não é só você empurrar, vai ser uma agulhinha, a amostrinha da vaca é muito pequenininha. Se você quiser pode envolver na camisa sanitária, mais não é um exame estéril, a biopsia não é um exame estéril, está vendo a citologia, o cuidado que a gente tem com a higienização é para não contaminar a fêmea, para não levar uma contaminação para o útero da fêmea.
Estou com a minha amostra lá, seja de quem for, vou colocar essa amostra num conservante chamado “BOVIN”, é um conservante que foi testado em pesquisa e o pessoal comprovouque a amostra fica melhor quando conservada no BUVIN, ele é a base de acido sulfúrico, acido acético, fedorento , que não é fácil de ser encontrado. A amostra vai ficar 4 horas no BUVIN, depois da 4 horas retira essa amostra do BUVIN, dá uma lavada nela e coloca em álcool absoluto, e aí você pode levar para o laboratório quando você quiser, quanto tempo mais ela fica esperando ser processada mais ela resseca, o pessoal da laboratório geralmente reclama, se você deixar por exemplo, um mês pode alterar a célula, a recomendação é que você leve para o laboratório 1 ou 2 dias depois da coleta no Maximo. A dificuldade de encontrar um BUVIN é muito diferente de entrar na farmácia, pedir um formol e diluir aquele formol para trabalhar, não é que você não possa conservar num formol, a única coisa que acontece,ela resseca mais rápido, então se você tivesse que utilizar o formol, se a gente puder, leve para o laboratório logo, tipo, coletou, colocou no formol, no máximo amanhã, você encaminhou para o laboratório. Na falta do BUVIN use o formol como conservante, mas tenha esse cuidado, não demorar quando encaminhar para o laboratório porque vai ressecar, álcool absoluto você não compra na farmácia, dever ser direto na indústria.
Enviamos a nossa amostra para o laboratório. O que eles vão observar lá? A primeira coisa que eles vão observar, não precisa decorar é para entender o que o laboratório vai ler para a gente, vamos receber um laudo, uma conclusão do laudo, a primeira coisa que eles vão observar é a histologia, aquele tecido, como é que esta aquele tecido que você mandou, eles vão avaliar por exemplo, o epitélio, se o epitélio esta alto, se o epitélio está achatado, porque isso tem ligação direta com a??????? da fêmea, a fêmea que esta cíclica ela tende a ter o epitélio alto, uma fêmea que esta parada, esta em anestro, achatado, isso tudo a gente vai avaliando. Alem disso, pode se observar a configuração das glândulas, elas vão me dizer também em que fase do ciclo a fêmea se encontra, glândula reta, normalmente esta no cio, glândula tortuosa, no diestro. E a presença de edema,Tem edema? Qual o tamanho desse edema? É muito grande, não é grande. A pessoa que for se dedicar a parte de anatomia patológica vai estudar só isso, estou passando para vocês o que ele vai observar, mais na verdade a gente não vai fazer esse exame, então a primeira coisa que ele vai fazer é avaliar as características que aquela fêmea apresenta e confrontar com as informações que você deu para ele. Como assim, ninguém perguntou quando eu posso coletar biopsia, em que fase estral eu posso coletar a biopsia. Posso coletar em qualquer fase, desde que eu referencie, no meu pedido de exame vai lá escrito, coleta realizada no estro, por exemplo, porque quem recebeu minha amostra e o meu pedido, primeira coisa que ele vai fazer é confrontar, o que eu estou dizendo com os achados que ele esta tendo, por exemplo, imagine que eu falei que a minha fêmea estava no diestro, aí ele esta olhando a lamina e esta encontrando por exemplo, edema, neutrófilos, então ele já esta percebendo que a coisa não estão compatíveis, porque se ela me diz que esta no diestro e eu estou encontrando edema, células de defesa, então é uma inflamação, não está normal, então ele vai confrontar minha informação com os achados dele. E aqui a gente percebe o que? Ele consegue avaliar se a fêmea esta no estro, no diestro e no anestro. No estro o epitélio vai estar alto, porque há atividade, a fêmea esta produzindo muco, secreção, vai ter neutrófilos, vai ter edema e as glândulas elas vão estar retas mas grandes, elas ficam muito grandes, diferentes do anestro, no anestro as glândulas ficam estreitas e finas, não estão produzindo nada, porque que precisa de uma glândula grande. No diestro, células altas ainda, só que um pouquinho menores da do estro, glândulas tortuosas, tudo isso o técnico, ele vai comparar co as suas informações.
Durante a avaliação da lâmina, constatando esses achados, ele pode encontrar também, mudanças histológicas, até então tudo que a gente conversou, era dentro de uma fisiologia, mudanças histológicas, como por exemplo, degeneração de glândula, aí na degeneração glandular inclui fibrose, dilatação cística, necrose, você pode encontrar ainda lacuna linfática que é falha na circulação linfática, os vasos linfáticos dilatados, pode encontrar atrofia de endométrio, infiltrados de neutrófilos, plasmocitos, eosinofilos, tudo isso aqui são considerados mudanças, tudo isso são considerados problemas para a gente, daí ele encontrar edema e neutrófilos é só uma endometrite o problema são as mudanças histológicas, porque dificilmente vamos conseguir resolver mudanças neste nível. O que poderia causar isso? Número de partos, porque toda vez que a fêmea emprenha, ela forma placenta, placenta é uma invasão, o tecido do feto invade o tecido da mãe, pode invadir muito ou pouco dependendo da espécie, mas sempre invade, quando ele sai ele leva tecido, tanto que a fêmea passa por aquele período de puerperio, vulgarmente conhecido como resguardo, uma das coisas que acontece no resguardo é a repitelização do útero, então imagine aquela fêmea que passou por isso, diversas vezes, ela pode desenvolver seqüelas, outra possibilidade são os processos infecciosos graves, que podem deixar aderências, por exemplo, fibroses, decorrência do processo infeccioso. A idade é outra coisa, você não segura,se você tem um animal de 25 anos, que você encontra muitas éguas, 20, 25 anos reproduzindo, pensando que aquele animal pariu um potro por ano, que ela teve no mínimo 12 partos, é muita coisa e é muito comum que você encontre mudanças nessa fêmea, quando você ver isso num animal idoso, não se assuntem, agora quando você ver mudanças num animal jovem é preocupante porque é um processo serio que essa fêmea sofreu.
Dois pesquisadores, um chamado Kenney, pesquisou, fez um trabalho maravilhoso, ele conseguiu co-relacionar os achados histológicos com a capacidade da fêmea emprenhar e parir. O que ele fez? Ele categorizou essas fêmeas, co-relacionando o que ele achava de mudanças histológicas com a capacidade da fêmea emprenhar e parir, principalmente parir, porque mudanças histológicas interferem principalmente na manutenção da gestação e não na fecundação, porque a fecundação acontece na tuba uterina, então muitas vezes o que acontece quando o animal tem alteração histológica, ela emprenha, mas quando o embrião chega ao útero e começa a exigir do útero, alimentação, formação de placenta e muitas vezes o útero não tem capacidade de suportar e aí tem morte embrionária, morte fetal.
O que ele fez? Ele categorizou essas éguas, a primeira coisa que ele fez foi classificar essas fêmeas em categorias I, II e III. Aí veio um outro pesquisador, um pouco depois, pesquisador chamado Doig, e falou que a fêmea pula de II para III, muito bruscamente, essa II é muito abrangente, o que ele fez? Ele subdividiu a II em A e B. Como é que eles encaixavam a fêmea? A fêmea categoria I, segundo Kenney e Doig, era uma fêmea de endométrio normal, O que significa isso? Qual a co-relação que ele fez? Isso foi matematicamente provado. Ele disse que a fêmea de categoria I tinha mis de 80% de chance de emprenhar e parir. Quando essa fêmea passa para a categoria IIa, ela já tem mudanças histológicas endometriais leves, teve mudanças, e elas ainda são discretas, pote ter um pouquinho de infiltrado, um pouquinho de fibrose, tudo um pouquinho, um pouquinho de atrofia, ou de lacuna linfática, isso significa que ela tinha mais de 50% de chance de emprenhar e parir. É a categoria que você mais encontra o animal, porque começou a vida reprodutiva, começou a parir, dificilmente ela fica com o endométrio normal, primeiras mudanças sempre vão ocorrer essas mudanças mais leves. Na categoria IIb, são mudanças histológicas endometriais moderadas, então aqui tem tudo e mais um pouco, já tem um pouco mais de edema, já tem mais fibrose que o anterior, já tem degeneração, já esta começando a piorar a situação, uma cronicidade maior.Essa fêmea tem menos de 50% de chance de emprenhar e parir. A categoria III, mudanças histológicas severas, tudo muito, muito edema, muita fibrose, muita degeneração, lacuna linfática, tudo que você pode imaginar, todas aquelas mudanças histológicas que a gente falou que podia acontecer, tudo tem na categoria III, tudo muito. Essa fêmea tem menos de 20% de chance de emprenhar e parir.
O que acontece? O laboratório vai mandar para vocês o que? Vai mandar primeiro uma descrição de tudo o que ele viu, no final ele vai escrever assim, conclusão: categoria IIa segundo Kenney e Doig. 
Antigamente essa fêmea de categoria III era um grande problema para a gente, porque era uma fêmea que tinha mudanças serias e tinha menos de 20% de chance de conseguir parir, era fêmea que a gente normalmente fazia curetagem química, que se fazia antigamente com gasolina de avião, pegava-se uma seringa com 60 ml com gasolina de avião, botava lá para dentro do útero, deixava, no dia seguinte, você lavava o útero, colocava a égua no tronco de novo, ia lá e lavava, tirava aquela secreção, logicamente junto com a secreção saia um monte de coisa a mais porque descamava o endométrio todo. A tentativa era de reagudizar a coisa, para ver se na renovação, na reconstituição a situação melhorasse. Muitas vezes você conseguia uma gestação com aquela fêmea sim, outras não. Hoje em dia com a transferência de embrião, você não tem mais necessidade de submeter a fêmea a isso, porque se a fêmea tem, por exemplo, 20 anos, se você acha que ela é interessante para a reprodução, coleta embrião dela, porque a gente viu que o maior problema é ela parir, o problema não é ela emprenhar, e outra coisa, se ela tem idade, e tem um útero desse jeito, categoria III, a transferência inclusive otimiza a vida dela, se você fizer uma curetagem nela e ela emprenhar, você vai ter um potro dela, se você trabalhar com transferência, você pode vir a ter mais dois, três potros, depende da fertilidade, mas normalmente mais que um você tem, deu uma otimizada nesse final de vida reprodutiva dela.