Aula 13 - A célula apoptóptica
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Aula 13 - A célula apoptóptica

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de maneira correta, ativando a

proteína p53 (da qual voltaremos a falar na próxima aula), que tentará

reparar o DNA mal duplicado. Caso a p53 não consiga fazer o reparo,

ela ativa a apoptose. Desta forma, células mais velhas estão potencialmente

predispostas a sofrerem apoptose.

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Células epiteliais
precisam morrer para
que ocorra a fusão
do palato

Em alguns gânglios,
cerca de 80% dos

neurônios morrem

Mais de 95%
das células
T imaturas

morrem ainda
no timo

Ao fi m da
lactação, células
do epitélio
mamário morrem
quando privadas
de hormônio

Quando privadas
de hormônio,
células da
próstata morrem

Células das
membranas
interdigitais
morrem por

apoptose

Figura 13.11: Tipos de células que podem sofrer processos de morte celular programada (à esquerda). Ao centro,
micrografi as eletrônicas de varredura da formação dos dedos em uma pata de camundongo. À direita, microscopia
de fl uorescência marcando as células apoptóticas.

Células morrendo
(sombra clara)o

No homem,
células dos dutos
mullerianos
morrem

OUTROS TIPOS DE MORTE CELULAR PROGRAMADA

Como já dissemos, a apoptose é apenas um dos diversos tipos de

morte celular programada existentes. Ela possui características moleculares

e morfológicas típicas, assim como os outros tipos de morte celular

programada existentes. E que tipos são estes? A parapoptose é uma forma

de morte celular já observada em Dyctiostelium, uma ameba de vida livre,

na qual ocorre pouca condensação de cromatina e um elevado grau de

vacuolização. Um outro tipo é a morte celular negra, que é um mecanismo

caspase independente caracterizado por uma profunda condensação

citoplasmática e por ondulações de membrana. Na doença de Huntington,

uma anomalia de natureza hereditária que afeta o sistema nervoso,

a degeneração neuronal segue esta via. A autofagia é um mecanismo

de morte celular programada caspase independente, caracterizado pela

presença de grandes vacúolos derivados dos lisossomas. Neste caso não

ocorre condensação de cromatina. Diversos outros mecanismos de morte

celular programada estão sendo descritos na literatura, e o conhecimento

vai crescendo de maneira galopante!

Biologia Celular II | A célula apoptóptica

228 C E D E R J

CONCLUSÃO: MORTE CELULAR É VIDA!

Para terminar, queremos deixar a idéia de que morte celular

programada não é um evento acidental que signifi ca um problema para

o organismo. Na verdade, os mecanismos de morte celular programada

são muito bem regulados, o que pode ser uma excelente estrutura

defensiva contra outros organismos (vírus, parasitas), além de ter função

vital na criação dos organismos (no desenvolvimento embrionário),

em diversas doenças (como o mal de Alzheimer) e no envelhecimento.

- A morte celular programada é um processo organizado e orquestrado pelo

próprio genoma da célula que geralmente ocorre em resposta a fatores ambientais

ou a danos fi siológicos detectados pela célula.

- A morte celular programada é um processo que difere da morte por necrose

por não envolver extravasamento do conteúdo citoplasmático e não desencadear

uma resposta infl amatória local.

- Na seqüência de eventos da morte celular por apoptose, a célula inicialmente

murcha. A forma da célula muda e ela perde suas microvilosidades, se as tiver, e as

junções intercelulares se desfazem. A superfície da célula parece estar borbulhando.

A cromatina se condensa na periferia do envoltório nuclear. A célula termina por

fragmentar-se em corpos apoptóticos.

- Os corpos apoptóticos são totalmente selados por membrana, e seu interior

contém fragmentos das organelas e do núcleo, onde a cromatina também se

fragmenta. O fosfolipídeo fosfatidilserina é exposto no folheto externo da

membrana dos corpos apoptóticos. A exposição de fosfatidilserina é um dos sinais

para que estes corpos apoptóticos sejam fagocitados pelos macrófagos.

- A morte celular por apoptose pode ser disparada por um estímulo externo, via

receptor Fas, ou por um estímulo interno, como as moléculas Bax e Bid que inativam

a proteína Bcl-2 na mitocôndria e causam o extravasamento para o citoplasma do

citocromo c. A via externa e a via interna estão conectadas.

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- As enzimas efetoras do fenótipo apoptótico pertencem à família das caspases.

- A renovação dos epitélios, o desaparecimento da cauda dos girinos, a morte

de neurônios que não se conectam corretamente e a eliminação de células

contaminadas por vírus ocorrem por apoptose.

- Outros tipos de morte celular programada são a autofagia, a parapoptose e a

morte celular negra.

EXERCÍCIOS

1. Defi na morte celular programada.

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2. Qual(is) seria(m) a(s) função(ões) primordial(ais) da morte celular

programada?

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3. Diferencie apoptose de necrose.

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4. Quais são as etapas primordiais da biologia molecular da apoptose?

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5. Qual é o papel das caspases?

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6. Quais são as duas possíveis vias de apoptose?

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