ok diagnostico 03.05.11
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Diagnóstico Patológico por Análise de Imagem
Rio, 03/05/2011
Alexandra Woods

Endoscopia digestiva alta:
A partir do momento que agente faz a endoscopia digestiva alta, que agente passou pelo esôfago, vamos sempre continuar a fazer avaliação.
Ex. mesmo um animal tendo um megaesôfago, eu vou descer com o endoscópio e avaliar estomago e delgado. Agente nunca vai parar o exame no meio do caminho porque agente pode ter alguma coisa mais a frente.

Lesões que vamos encontrar em estomago
Qualquer situação que faz o animal vomitar muito, vamos ter sempre uma gastrite associada.
	Embora na endoscopia digestiva, as maiorias das pessoas peçam exame pra avaliar a cavidade gástrica, geralmente é onde eu menos vou achar lesão, lesão de importância, lesão que tenha relevância pro caso clínico.

Vantagem da endoscopia:
Conseguimos avaliar diretamente a mucosa, vemos a lesão diretamente, de maneira pouco invasiva (tirando a anestesia geral).

Importante: principalmente em estomago, delgado e cólon vamos trabalhar muito com biopsia. O esôfago agente só biopsia se tiver uma lesão importante. O esôfago quando tem lesão/tumor maligno vc vê ou o crescimento da lesão ou o espessamento da parede. Agora, estomago e delgado é diferente, às vezes vc vai ver uma lesão no estomago que não tem aparência de ser nada, e na biopsia trás uma informação pra gente.
Estomago agente sempre vai biopsiar. Ninguém faz a endoscopia digestiva sem uma biopsia de estomago e delgado. (diferente do esôfago que agente só biopsia se tiver uma lesão característica, porque o esôfago é elástico e vc não consegue biopsiar ele se tiver normal, já o estomago não, se o estomago estiver normal eu consigo biopsiar)

Lembrar:
Importância de fazer o diagnostico diferencial. Agente tem que fazer o diagnostico diferencial pra qualquer doença, qualquer alteração que possa por ventura ter como característica de sinal clínico o vômito crônico (temos que tirar da cabeça que vômito crônico é uma lesão exclusiva de estomago).
Geralmente o animal está vomitando muito porque ele tem uma outra alteração que provoque emese, seja ela hepática, renal, hormonal, etc. alguma coisa que causa isso.
Temos que ficar atento que o animal que está vomitando ele vai ter espessamento da parede gástrica, ele vai ter gastrite, e piorar ainda a emese, mas não que esse vômito seja originário da doença gástrica. Vamos ter muita gastrite associada, secundaria a um problema primário, por isso é importante avaliar isso.
Então se estamos tratando o paciente que está vomitando e não está melhorando, ou a doença está errada, ou a medicação está errada. Porque se trata e não funciona, alguma coisa está errada.

Tem muita doença intestinal associada a vômito crônico, temos que ficar atentos a isso.

Quando formos falar em delgado, grande parte, principalmente em gatos, em que a doença inflamatória intestinal causa muito mais vômito que diarréia, tem gatos que não fazem diarréia com doença de delgado.
Doença intestinal causa muito mais vômito do que doença gástrica. Temos que começar a pensar no raciocínio clinico.

Animal teoricamente já está na mesa, já viemos de uma endoscopia de esôfago, então a preparação é a mesma. Sempre trabalhar com medicação pré-anestésica, então trabalhar sempre com um protocolo de anestesia desse paciente. Tem que passar por avaliação de cardiologista (animais mais idosos ou em animais que apresentam alterações clínicas ou animais que desmaiam do nada), se o animal não está comendo há dias têm que medir a glicemia, agente tem que ver se esse exame vai ser bom pro animal.
Sempre trabalhar com anestesia inalatória, trabalhar sempre com acompanhamento de anestesista (que tem aparelhos que asseguram o procedimento)

Jejum: não dá pra fazer endoscopia com estomago cheio. Agente pode encontrar estomago cheio em situações que o animal comeu um corpo estranho onde temos que fazer a retirada no mesmo dia por exemplo. Na radiografia vc consegue vê vem o metal, mas na endoscopia quando vai fazer com estomago cheio é horrível, porque vai estar tudo macerado lá dentro, o corpo estranho vai estar embolso ali, então não adianta fazer.
Estomago cheio não dá pra fazer.

Se agente suspeitar de algum distúrbio de motilidade, pode pedir um pouco mais de tempo pra jejum.
	
	Lembrando: se for radiografar com contraste bário, vc espera pra fazer a endoscopia pelo menos 48 horas, pois ele fica impregnado, suja a lente do endoscópio, pode entupir canal. O ideal é vc radiografar de novo pra ver como está o canal, mas ninguém faz. Então vc espera pelo menos 24-48 horas pra poder ter uma boa visualização.
	Se suspeitar de hipomotilidade, é melhor trabalhar com raio-x contrastado do que com endoscopia.

Sinais que podem ser característicos de doença gástrica:
	Náusea, salivação, vômito, vômito com sangue, melena, anorexia.
O que mais lembra a doença gástrica desses sinais: anorexia, porque dói muito. Uma gastrite, por exemplo, dói muito. Quem tem dor não vai comer, quando vc come, dói. Então não come porque tem dor.
Hematoemese: esse sangue não vem só do estomago, pode vir também do intestino delgado.
O sangramento e essa questão de vomito crônico, está muito mais ligada a parte intestinal, (não que uma gastrite crônica não provoca vomito, ela provoca sim) ou uma doença hepática que está causando esses sintomas.

Temos que tomar cuidado com esse sangramento, e o sangramento nas fezes. Tenho que avaliar que tipo de sangramento é esse. Até pra saber se é crônico, agudo, se é alta, baixa, etc. nem sempre esse sangramento e conteúdo emético vem do estomago.

O proprietário não sabe dizer que o coco preto é sangue, ou o vomito preto é sangue, vc tem que ficar ligado nisso. Temos que perguntar como está, qual o aspecto, etc. se tiver na dúvida, vc encosta o papel no local escuro pra ver se é sangue digerido ou não.

Como é a anorexia, se foi progressiva ou não, se come, se fica enjoado, se saliva, se usou algum AINE’s (pra cão, isso é muito perigoso, porque faz ulceração gástrica muito rápida). Acontece muito no fds, que o animal tem problema articular e dá um voltarem pro cão, alguma coisa assim, etc.

Quando encontramos sangue vivo, pensamos numa coisa mais aguda, numa alteração como neoplasia ulcerada, AINE’s, etc. agora quando encontramos sangue digerido não. Não necessariamente é de estomago, de intestino também pode fazer.

Às vezes um animal tem sangramento nasal, ou respiratório baixo, e ele tosse ou espirra, ou o nariz escorre, e ele engole esse sangramento. Isso é uma super pegadinha, porque ai ele vomita com o aspecto hemorrágico, e ai vc acha que o animal tem uma lesão gástrica intestinal, mas o problema dele é respiratório.
Vc tem que avaliar a questão num todo.

Nem sempre uma coloração escura é sangue, às vezes pode ser embebido com bile, tumor no intestino, ai tem ducto biliar grande, e ai vc coloca o papel e é verde, ai vc vê que não é sangramento.

Sangue digerido é alto. Agora se é sangue vivo, geralmente é cólon, reto.

Endoscopia vai entrar em que momento?
Quando eu descartar que esse animal tem uma doença respiratória, parasitose severa, descartar as causas obvias e tentar procurar de onde está vindo o sangramento.
Nosso papel vai ser tentar chegar onde está vindo o sangramento todo.

Se estou trabalhando em cima de uma suspeita que o clinico passou pra mim, que é vomito crônico, que é a maioria das requisições que agente recebe “suspeita clinica de gastrite, suspeita de neoplasia”, vamos primeiro, se eu tenho o conteúdo emético preto, se eu tenho melena associado que mostra pra mim que o animal está sangrando, e se eu tenho a informação que ele está vomitando, a primeira coisa que eu tenho que fazer é saber de onde está vindo isso.
Ex: intussuscepção, corpo estranho, etc. o cão vomita com isso. Piometra, doença hepática, doença neurológica, hormonal, etc. primeiro eu tenho que descartar se esse vômito não esteja vindo de outra situação que não seja distúrbio gastrointestinal.

Uma vez que eu descartar isso, e for avaliar o tubo, a parte gastrointestinal