248_METEOROLOGIA_E_CLIMATOLOGIA_VD2_Mar_2006
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METEOROLOGIA E CLIMATOLOGIA
Mário Adelmo Varejão-Silva
Versão digital 2 \u2013 Recife, 2006
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de ter sofrido uma desumidificação pseudo-adiabática. Para o caso de \u3b8SE o nível final seria
1000 mb, naturalmente.
Nas duas últimas equações, T não é a temperatura inicial da parcela de ar úmido (To),
mas aquela em que ocorreu a saturação (por resfriamento não isobárico).
Dividindo, membro a membro, VI.8.2 por VI.8.1 e tendo em conta VI.5.7, pode-se escre-
ver:
TSE/\u3b8SE = T/\u3b8 = (p/1000) R/ (cpaMa) (VI.8.3)
Comparando-a com VI.5.19, resulta a equivalência:
T/\u3b8 = TV/\u3b8V = TSE/\u3b8SE, (VI.8.4)
evidenciando que TSE mantêm para com \u3b8SE a mesma proporção que a temperatura (T) guarda
relação à temperatura potencial (\u3b8) e que a temperatura virtual (TV) apresenta com respeito à
temperatura potencial virtual (\u3b8V).
9. Equilíbrio atmosférico.
Para o estudo das condições de equilíbrio da atmosfera será adotado o chamado "mé-
todo da parcela", que analisa o comportamento de uma parcela de ar (tal como anteriormente
conceituada) em relação à atmosfera que a circunda. Em todo o desenvolvimento deste as-
sunto será adotado, como referência, o centro da parcela, unicamente com o intuito de eliminar
os indesejáveis efeitos decorrentes de eventuais misturas de ar em sua periferia. Em outras
palavras, isso significa que a temperatura (T), a pressão (p) e a massa específica (\u3c1) serão
sempre referidas à porção central da parcela. Por outro lado, as expressões "atmosfera adja-
cente", "ar adjacente" e "ar ambiente" serão empregadas para designar o ar que se encontra
em torno da parcela, mas na mesma superfície isobárica em que se localiza o seu centro, em
um dado instante.
Como de hábito, admite-se que, em um certo instante, uma dada camada da atmosfera
se encontre praticamente em equilíbrio hidrostático. Imagine-se que uma parcela de ar dessa
camada, tendo as mesmas características (p, T, q), sofra um impulso infinitesimal qualquer
que a obrigue a um pequeno deslocamento vertical. É o caso, por exemplo, do ar que, após
atravessar lentamente uma planície, é forçado a subir ao longo de uma encosta, até atingir o
topo da elevação. Outro exemplo seria o movimento subsidente do ar associado a um centro
anticiclônico.
 Ao deslocar-se verticalmente, a parcela experimenta uma mudança de temperatura, que
se processa à razão adiabática seca, ou à razão pseudo-adiabática, conforme a parcela esteja
úmida ou saturada, respectivamente. É evidente que essa mudança de temperatura resulta do
trabalho de expansão (se o movimento for ascendente), ou de compressão (caso seja descen-
dente) e, portanto, está condicionada a uma variação na densidade do ar da parcela. Uma vez
cessada a causa que obrigou a parcela a se deslocar, sua densidade poderá ser maior, igual
ou menor que a da atmosfera adjacente (no novo nível de pressão atingido) daí resultando sua