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(Curta / Salve / Siga) Tabela periódica - Teoria / Aula

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2 Classificação periódica dos elementos
1. Introdução
No início do século XIX, os cientistas já conheciam um 
número considerável de elementos, bem como algumas de 
suas propriedades químicas e físicas. Com essas informa-
ções espalhadas por toda a Europa, surgiu a necessidade de 
organizar os elementos em uma tabela, para a pesquisa e o 
manuseio das informações a respeito dos elementos quími-
cos conhecidos ficarem mais fáceis e ágeis.
Vários trabalhos foram produzidos nesse sentido, mas 
dois deles, realizados independentemente, tiveram valor fun-
damental no desenvolvimento do conceito de periodicidade 
química para construir a Tabela Periódica dos elementos: os 
trabalhos efetuados pelo alemão Lothar Meyer e pelo russo 
Dmitri Ivanovich Mendeleev. Assim, em 1869, Mendeleev pro-
pôs a organização dos 63 elementos conhecidos até então 
em ordem crescente de sua massa atômica, principal pro-
priedade identificada. O trabalho realizado por ele foi tão 
profundo e minucioso que acabou sendo utilizado como 
base da Tabela Periódica moderna, chegando a prever a exis-
tência de elementos ainda não conhecidos na época. Abaixo 
do silício, por exemplo, Mendeleev suspeitou de que existia 
um elemento, o qual ele denominou eka-silício e cujas pro-
priedades previu. Este elemento acabou por ser descoberto 
em 1886 pelo alemão Clemens Winkler, que o chamou de 
germânio. A massa atômica prevista por Dmitri, na época, 
foi de 72 e, atualmente, a massa observada é de 72,63. 
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Com a descoberta das partículas subatômicas e, principal-
mente, do próton, a Tabela Periódica moderna foi corrigida por 
Moseley, que distribuiu os elementos em ordem crescente de 
seus números atômicos, principal propriedade de qualquer 
elemento químico, fato que, na verdade, alterou muito pouco 
a disposição dos elementos proposta por Mendeleev.
A lei periódica dos elementos foi estabelecida nos se-
guintes termos: “as propriedades dos elementos químicos 
são uma função periódica do número atômico”, o que significa 
que, quando os elementos estão ordenados em ordem cres-
cente de números atômicos, observa-se que há uma repeti-
ção periódica de suas propriedades.
2. Tabela Periódica
A ideia de organizar os elementos químicos de acordo 
com as semelhanças que eles apresentam continua sendo 
importante para o estudo da química. Atualmente, os elemen-
tos estão classificados em três grandes conjuntos – metais, 
não metais e gases nobres, além do elemento químico hidro-
gênio, que tem características únicas.
Propriedades físicas dos metais
Os metais representam a maioria dos elementos quími-
cos. São bons condutores de corrente elétrica e de calor. São 
sólidos à temperatura ambiente, com exceção do mercúrio, 
que é líquido. São lustrosos (brilhosos), maleáveis e dúcteis. 
Propriedades físicas dos não metais
Os não metais representam menos de 10% do total dos 
elementos na Tabela Periódica. São maus condutores de cor-
rente elétrica e de calor. Podem se apresentar na forma líqui-
da, gasosa e sólida. Os sólidos são frágeis, não são maleáveis 
nem lustrosos. 
Na Tabela Periódica encontramos elementos químicos 
naturais, que são os que apresentam número atômico ≤ 92. O 
tecnécio (Z = 43) e o promécio (Z = 61) são artificiais: contêm 
elementos artificiais ou sintéticos, denominados transurâni-
cos (Z > 92).
A. Estrutura
Atualmente, os 118 elementos conhecidos e reconheci-
dos pela IUPAC (União Internacional de Química Pura e Apli-
cada) estão distribuídos ao longo de sete linhas horizontais, 
denominadas períodos, e 18 linhas verticais, chamadas de 
grupos ou famílias.
Em cada grupo, os elementos apresentam proprieda-
des químicas semelhantes, já que têm o mesmo número 
de elétrons na camada de valência (elétrons da última ca-
mada) e, em um período, as propriedades são diferentes, 
sendo encontrado o mesmo número de níveis de energia 
para cada período. 
Número do período
Nível dos elétrons de valência (n)
(Número de camadas)
1 1 
2 2 
3 3 
4 4 
5 5 
6 6 
7 7 
A Tabela Periódica é uma ferramenta de uso 
cotidiano dos químicos, a qual apresenta, de for-
ma sistemática, várias informações a respeito das 
propriedades dos elementos. Sua criação data 
da segunda metade do século XIX, período no 
qual os químicos, seguindo o exemplo de ciências 
como a física e a biologia, começaram a procu-
rar formas de sistematizar o conhecimento exis-
tente na área até aquele momento. Buscava-se,
dessa forma, estabelecer princípios e leis que legiti-
massem a química como ciência moderna, afastan-
do-a do empirismo e facilitando seu estudo. 
Esse trabalho de sistematização do conheci-
mento químico resultou dos esforços de muitos 
químicos durante muito tempo, e somente adquiriu 
a forma que conhecemos após o estabelecimento 
de alguns conceitos que se tornaram marcantes. 
Alguns personagens e conceitos podem ser desta-
cados aqui, com a ressalva de que o processo de 
desenvolvimento histórico foi muito mais complexo 
do que este breve resumo pode esboçar, e de ma-
neira nenhuma foi linear. [...]
[...]
A construção da Tabela Periódica consumiu 
anos de esforços intelectuais de Mendeleev. Seu 
trabalho foi apoiado pela recém-criada Sociedade 
Russa de Química, que tinha entre seus objetivos 
difundir o ensino dessa ciência e, para tanto, incen-
tivava a criação de materiais didáticos próprios. 
Nessa época, considerava-se que o ensino de quí-
mica na Rússia era prejudicado pela necessidade 
de tradução de livros estrangeiros, o que implicaria 
em materiais desatualizados em relação a outros 
países – pois novos conhecimentos estavam sen-
do produzidos rapidamente no campo da química. 
Essa preocupação decorria do fato de que os pro-
fissionais de química eram considerados, pelas au-
toridades russas da época, de extrema importância 
para o desenvolvimento econômico do país, ainda 
majoritariamente rural. [...]
[...]
A Tabela Periódica proposta por Mendeleev foi 
sendo modificada ao longo dos anos, tanto pelo 
próprio químico russo quanto por outros cientistas. 
A principal modificação foi a substituição da massa 
atômica, como critério para o ordenamento dos ele-
mentos, pelo chamado número atômico, que viria a 
ser identificado com o número de prótons do núcleo 
atômico do elemento. Tal mudança foi possível após 
os trabalhos de Henry Moseley (1887-1915), publi-
cados em 1913 e 1914, com estudos sobre espectros 
de raios-X dos elementos que levaram à determina-
ção dos números atômicos e os relacionaram ao nú-
mero de cargas positivas nos núcleos atômicos. [...]
Química Nova, v. 38, n. 4. Disponível em: <http://quimicanova.sbq.
org.br/imagebank/pdf/v38n4a19.pdf>. Acesso em: 23 jun. 2016.
A recomendação oficial é que os grupos sejam numerados 
de 1 a 18.
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2 8 8 1 2 8 18 8 1 2 8 18 18 8 1
2 8 8 2 2 8 18 8 2 2 8 18 18 8 2
2 8 9 2 2 8 18 9 2
2 8 18 32 32 10 22 8 10 2 2 8 18 10 2 2 8 18 32 10 2 2 8 18 18 9 2 2 8 18 32 18 9 2
2 8 18 22 8 2 2 8 18 32 21 9 2
2 8 18 23 8 2 2 8 18 32 22 9 22 8 18 32 32 14 2
2 8 18 32 32 13 2
2 8 18 32 32 12 2
2 8 18 32 32 11 2
2 8 14 2 2 8 18 15 1 2 8 18 32 14 2
2 8 13 2 2 8 18 13 2 2 8 18 32 13 2
2 8 13 1 2 8 18 13 1 2 8 18 32 12 2
2 8 11 2 2 8 18 12 1 2 8 18 32 11 2 2 8 18 19 9 2 2 8 18 32 18 10 2
2 8 18 21 8 2 2 8 18 32 20 9 2
2 8 18 25 8 2 2 8 18 32 25 8 2
2 8 18 25 9 2 2 8 18 32 25 9 2
2 8 18 27 8 2 2 8 18 32 27 8 22 8 18 32 32 18 2
2 8 18 32 32 18 1
2 8 18 32 32 17 1
2 8 18 2 2 8 18 18 2 2 8 18 32 18 2
2 8 18 1 2 8 18 18 1 2 8 18 32 18 1
2 8 16 2 2 8 18 16 2 2 8 18 32 17 1
2 8 18 24 8 2 2 8 18 32 24 8 22 8 18 16 1 2 8 18