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Diagnóstico Patológico por Análise de Imagem
Rio, 19/04/2011
Alexandra Woods

Sistema digestório em animais de pequeno porte é uma das principais queixa na clinica.

Endoscopia: é exame direto da mucosa, não é interpretativo. Agente vai entrar no esôfago, dentro do estomago, dentro do duodeno, cólon, reto, cavidade nasal, vamos olhar a mucosa, agente não vai interpretar se ela está mais vermelha ou menos vermelha se tem secreção ou não, agente vai examinar diretamente a mucosa.

Vantagem: é uma técnica muito pouco invasiva.
Porque é pouco invasiva e não 100% não invasiva, o que torna em pequenos animais nessa técnica que não posso fazer em todo mundo? Anestesia geral. No cavalo no máximo agente vai sedar, em pequenos animais agente vai fazer anestesia geral. Não dá só pra sedar os pequenos animais porque o animal vai acabar mordendo e estragando o aparelho. Não pode só sedar o animal, tem que fazer anestesia geral.

Biopsia
	Em pequenos animais como na gente, usamos a endoscopia para biopsia. Quando agente faz endoscopia uma das indicações é coletar material para histopatológico, pra eu ver se, por exemplo, tem uma gastrite, poder ver qual o grau dessa gastrite, qual o tipo de infiltrado, se tem presença de bactérias se não tem, vamos trabalhar muito em cima da biopsia.
	Vamos ver que isso vai valer o meu exame, eu entrar com o endoscópio ali e investigar sozinho não vale nada (ex. vi uma massa, vi uma mucosa mais avermelhada, etc.), se eu não biopsiar e não souber que tipo de lesão é aquela, meu exame não valeu de nada.
Outra coisa também que é importante, a biopsia vai descartar outras possibilidades. Às vezes agente vê uma lesão horrorosa (visualmente falando) ou vc vê uma inflamação feia, mas que quando vc biopsia não tem nenhuma relevância, é superficial.

Ex. meu cão está vomitando, mucosa está hiperêmica, mas na patologia não tem nada. Bem, vomito crônico faz o que? Edema de mucosa, vai ficar vermelho, ai vc começa a raciocinar em cima daquilo e de repente a causa desse animal estar vomitando não é digestória, é neurológica, é metabólica, é hormonal. E a gastrite que ele está ali é simplesmente conseqüência daquilo, mas vc vai provar isso como? Biopsiando e mostrando pro veterinário que não tem nada demais no estomago, que o estomago está sendo alvo de um problema que está em outro canto e que tem que procurar em outro lugar.

Corpo estranho
	Terapêutica: remoção do corpo estranho. É terapêutica porque vc diagnostica e vc resolve o problema, o animal vai embora bem.
Vantagens:
- tem corpo estranho que vc tira em menos de 10 segundos (rápido),
- super pouco invasivo,
- não tem que fazer cirurgia,
- não tem que abrir,
- não tem pós-operatório,
- o custo é mais baixo,
- não tem que medicar depois,
- não tem que gastar dinheiro com antibiótico,
- etc.

O que agente faz em terapêutica que é importante é colocação de sonda, que é muito feito em veterinária.
Outra coisa que agente faz terapêutica é de dilatação esofágica, tratar cianose.

Veterinária:
- Remoção de corpo estranho
- Biopsia
- Colocação de sonda
- Dilatação esofágica
- Retirada de pólipos
- etc.

Importância que vamos ter de localizar o problema:
Localizar o problema, o que é isso:
Quando vc pega o paciente que chegou na clinica, e começa a examinar, seu objetivo é: o que esse animal tem. Mas na maioria das vezes esses animais que chegam pra gente pra endoscopia, é uma bagunça, a pessoa que manda pra gente não tem idéia de onde está o problema do animal. Então por mais obvio possa parecer, é importante que agente saiba aonde está o problema dele. Porque nem sempre o animal que vomita o problema dele primário é gastrointestinal.
É importante vc ter o histórico do animal, quantos anos, se já foi vermifugado, se já tomou todas as vacinas, etc.
	Não adianta mandar um animal sem saber qual o problema dele, porque o animal que está doente por exemplo por uma falência renal (uréia e creatinina nas alturas), ele óbvio vai ter uma gastrite, mas o problema primário dele não é essa gastrite. Eu posso até fazer pra avaliar como está o nível dessa gastrite em função dessa doença renal.
	
Quanto mais rápido vc consegue identificar essa localização, melhor é seu diagnóstico, mais rápido ele é, e mais curto é seu tratamento.

Uma das principais queixas do proprietário quando chega à clínica:
(10 mandamentos de uma consulta veterinária)
Já passei por um monte de veterinário e ninguém deu jeito. Já tomou tudo quanto é medicamento, etc.
Isso ocorre muitas vezes por causa disso, falta de interpretação dos exames.

O que é importante: tentar sempre antes de encaminhar o paciente, só porque o animal está vomitando, com diarréia, não achar de cara que o problema é estômago, cólon, é importante a avaliação hormonal, às vezes pode estar com uma falência hepática ou renal, uma mudança de dieta, tem muita coisa que existe que pode causar isso.

Parasitose
Ancylostoma. É comum pegar animal com ancylostoma, e muitas vezes não é problema do veterinário, porque às vezes é o exame que dá negativo, ai ele trata e não dá resultado. (vc faz o proprietário pagar caro pela endoscopia, enquanto que no exame de fezes é muito mais barato)

Situações que não são morfológicos:
Obstrução, intussuscepção, isso vc consegue fazer por outras vias como raio-x, ultrassom. Não vamos esquecer os exames mais simples e menos invasivos que a endoscopia. Tem situações que não vai adiantar nada porque é cirúrgico.

Isso vai ser fundamental pras divergências que vou ter de laudo. O que quero dizer com isso:
Ex. o clinico manda o cão achando que ele tem uma gastrite horrorosa, ai na endoscopia vejo que ele está com a mucosa um pouco inflamada, e a patologia fala que não tem nada. Então ai começa a confusão, porque o clinico manda com uma suspeita que é totalmente descartada, ai vc começa a ocorrer divergência de diagnostico, geralmente porque vc começou lá trás errado.

Caso clínico:
Um cão com uma doença hepática vai estar com uma gastrite e vomitando muito. Não adianta fazer uma endoscopia nesse cão, a menos que ele já esteja com vomito com sangue, uma situação muito debilitada que o veterinário em função da doença hepática avançada queira fazer uma avaliação do estomago. A anestesia nesse animal e a recuperação não são benéficas para ele, então temos que avaliar custo benefício.

Uma das principais sinais e sintomas que vamos encontrar:
Disfagia, regurgitação, vômito crônico, hematoemese, emese, diarréia crônica, melena, etc.
Essas são as reclamações do clínico, é o que agente mais vai ouvir como indicação para endoscopia digestiva, tanto alta quanto baixa.
Lembrando:
Alta: esôfago, estômago e delgado.
Baixo: cólon

Quando falo de disfagia, regurgitação, vômito crônico, hematoemese e melena, vamos falar muito de endoscopia digestiva alta: esôfago, estômago e delgado.
A diarréia crônica está dividida, pode tanto ser de delgado quanto de cólon.

Mas são as principais queixas, principais sinais que vamos encontrar pra fazer a endoscopia.

Importante: vomito crônico e diarréia crônica não quer dizer necessariamente que o animal tem um problema primário em gastrointestinal.

Disfagia e regurgitação:
Disfagia: quando vc quer alguma coisa motora em termos de cavidade oral.
Regurgitação: é muito característica de esôfago.
 Poucas vezes a professora recebeu um pedido de endoscopia com queixa de regurgitação, isso é muito importante, diferenciar regurgitação de vômito.

Contra indicação e complicação no exame:
Para pequenos animais, a primeira coisa que agente fala é:
- Risco anestésico.
A primeira coisa que agente tem que levar em consideração é se o paciente pode ou não ser anestesiado. Isso é importante porque a endoscopia é um exame auxiliar de diagnostico, não adianta eu colocar o animal na mesa e matar ele na endoscopia. Então se vc acha que não tem uma correlação custo beneficio vc anestesiar aquele animal pra um diagnostico, ou vc adia um pouco, recupera esse paciente, etc. pra vc dar condição a ele.
Já que a anestesia é um risco, o que agente faz antes de