ok diagnostico 19.04 av2
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ok diagnostico 19.04 av2

Disciplina:Diagnóstico Patológico Por Análise De Imagem11 materiais32 seguidores
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pois a curvatura maior fica longe do piloro.
Se eu colocar em decúbito lateral esquerdo para sondar: se eu colocar a sonda próximo ao piloro do lado direito, a sonda vai ficar no caminho do fluxo e o animal vomita sem parar porque é corpo estranho.

Instrumental
	Endoscópio: qualquer instrumento que vc consiga olhar uma cavidade, dentro de alguma coisa. Qualquer coisa que tenha fonte de luz própria e o visor é chamada de endoscópio.
	Endoscópio: vamos trabalhar pra pequenos animais com de 1,10m e 9mm, que é o gastro. Pra pequenos animais o colono de 1,60m de 13mm não presta, porque tem que passar pelo piloro e no animal pequeno não passa (a não ser que seja um cão de grande porte).
Pequenos animais: gastro de 9,8mm vc consegue trabalhar. (ver tamanhos com a prof.)

	Colonoscópio rígido: dá pra ver toda parte de reto e cólon descendente.

	Alternativa mais barata: instrumento humano. Tem uma pinça grande e com isso vc consegue coletar uma amostra maior.

Vamos falar agora sobre Endoscopia Digestiva alta:
Vou dividir em segmentos, vou falar primeiro de esôfago, estomago e duodeno. Agente faz o exame junto, mas separamos por setor pra ficar mais fácil de entender.

Sempre lembrar que o sistema digestório começa na cavidade oral. Nunca deixar de examinar boca, língua, dente, esôfago.

Esôfago
	Quase não se pede endoscopia para avaliar esôfago, mas é onde muitas vezes encontramos lesões.

Regurgitação x Vômito
Regurgitação: o conteúdo regurgitado é tubular. A regurgitação é um processo passivo, o conteúdo não chega até o estomago e volta. Não tem a mímica que vemos na emese.

Se o proprietário vê no chão esse conteúdo, ele leva o cão ao veterinário dizendo que o cão vomitou, e isso pra gente isso não é uma informação única verdadeira.
Quando o proprietário disser que o cão vomitou, temos que perguntar o aspecto, como ele faz essa situação, quantas vezes, como fica o animal depois desse episodio de “vomito”, geralmente o animal que regurgita depois fica bem, não fica enjoado como fica na emese, não fica com mal estar como na emese, etc. Na emese temos enjôo, mal estar, azia, fica quieto, dá aquela salivação na boca. Na regurgitação não, o animal regurgita e daqui a pouco está comendo o próprio regurgitado ou está comendo a ração de novo, ele não tem o enjôo.
Temos que conseguir diferenciar regurgitação de vomito desde o momento que o proprietário te diz, pois ele não sabe a diferença. Pois se começarmos errado no começo vai continuar errando até o final.

O vomito é um processo ativo, diferente do regurgitado que é passivo. Por causa disso o estomago fica tão edemaciado e inflamado quando o animal vomita muito. Quando vc vomita, o seu cárdia fica todo aberto, a contração é intensa, ativa, a mucosa é toda projetada para dentro do esôfago levando todo o suco gástrico ali pra dentro, então vc tem uma esofagite por causa daquilo e o estomago vai edemaciar. (porque imagina um animal fazendo isso 5x por dia, o estomago vai edemaciar)

Quando agente consegue diferenciar a regurgitação pro vomito, é ótimo, porque se o animal está regurgitando ele tem um problema de esôfago, ele tem alguma coisa que não deixa o alimento passar da boca dele pro estomago. Então tem um segmento inteiro pra avaliar, e ai vou ter diversas possibilidades, posso ter algumas coisas associadas à disfagia, deglutição com dor, esofagite severa, ulceração de esôfago, etc. tudo isso dói muito, tem sensação de ardência, quem tem refluxo esofágico é muito ruim, vc acorda com o esôfago queimando, vc sente muita dor.
Deglutição “(repetitiva)??”, no animal é mais intenso porque ele fica salivando muito porque dói, (agente quando sente dor não deglute, agente cospe porque deglutir dói. Já o cão não consegue cuspir, então ele baba muito).

*Importante: em casos mais graves vou ter doença respiratória grave, dispnéia, tosse, secreção nasal, porque o animal com doença esofágica o que acaba matando ele é a doença respiratória, porque o animal com megaesôfago ou uma obstrução avançada, ele faz uma broncoaspiração, porque ele não consegue engolir porque ele tem alguma coisa ali que impede ele a engolir, e o animal não sabe cuspir, ele geralmente broncoaspira ou o próprio regurgitado ou a própria salivação intensa. E é uma pneumonia por aspiração que agente chama de química (pneumonia química) que é muito severa porque é muito suja, geralmente é alimento, resto de saliva, etc.

Clássica imagem do cão com doença esofágica:
	Animal muito magro, com uma cara que está morrendo de fome, geralmente o animal tem fome no inicio do processo (não quando já tem uma pneumonia grave) porque não tem nada alterado no digestório, o animal procura comida, sente fome e não consegue comer por alguma razão. O emagrecimento é muito progressivo, rápido, e associado com salivação intensa, regurgitação, tudo isso. Tem que prestar atenção nesse animal.

Temos que avaliar o animal clinicamente primeiro sempre. Lembrar de avaliar a cavidade oral e tudo mais.

Vamos dividir as lesões esofágicas em:
- Obstrução (obstrutivas)
- Motilidade (por motilidades)
- Inflamação (inflamatórias)

A obstrução pode ser adquirida ou congênita.
A hipomotilidade seria o megaesôfago.
A inflamação seria a esofagite.

Ex. recebemos o cão, magro, com fome, regurgitando e com salivação intensa. Clinicamente eu supus que o animal tem uma doença esofágica. O que eu tenho que fazer: diagnostico diferencial, o que pode ser isso. Então, esôfago pode ser obstrução, pode ser megaesôfago, pode ser esofagite.
Basicamente essas 3. E ai temos que pensar, se for obstrução, é adquirida, é congênita? Se for megaesôfago, é adquirida, é congênita? Ai vão surgindo nossas duvidas.
A primeira coisa que eu faço pra ir eliminando minhas duvidas é o Raio-x.
Motilidade, a melhor coisa é o raio-X. Lembra que eu expliquei que megaesôfago é função, na radiografia o que vou ter: se o esôfago for normal o contraste vai passar e não vai marcar nada. Se tiver megaesôfago, não tem motilidade, o animal não consegue levar o contraste e vai marcar a coluna de bário inteira no esôfago do cão.
Se vc tiver na duvida se é obstrução ou se é megaesôfago, o contraste vai parar no local da obstrução.
	Algumas perguntas na anamnese te levam pra um caminho ou pra outro.
Ex. filhote que foi sempre assim, ou não, meu cão foi na rua, virou o lixo e voltou engasgado, ai pensamos em corpo estranho e obstrução.
 Na anamnese vamos buscando as informações pra começar a listar o diferencial.
Ex. minha primeira opção é corpo estranho, segunda é estenose, etc. ai vc vai listando e vai usando os exames pra tirar essas duvidas.

O 1º que agente faz: radiografa.
Megaesôfago muito grande, até pelo raio-x simples eu consigo ver, quando tem muito alimento e tal.
Vc consegue ver pneumonia por aspiração.
Então vc tem varias situações que vc consegue só pelo raio-x simples já começar a tirar suas dúvidas.

Se a duvida continua, vc contrasta. Porque vc vai conseguir marcar se realmente é um megaesôfago, se realmente é uma obstrução, qual a altura da minha obstrução (se é mais cervical, se é mais torácica).

Agente vai usar o raio-x pra começar nossa investigação.

Em via de regra, doença esofágica, na maioria das vezes vamos fazer raio-x, seja pra fechar ali o diagnostico, ou seja pra partir para diagnostico diferencial e partir pra endoscopia pra fazer o definitivo, seja uma biopsia, um balonamento, retirar corpo estranho.
Mas a principio sempre faz um raio-x, até pra gente ver como está o histórico. Se esse animal vem com uma doença esofágica, provavelmente ele tem uma pneumonia. Se vou anestesiar, como está o pulmão? Então eu tenho que fazer uma radiografia.

Obstrução
Pode ser adquirida ou congênita.

Adquirida:
Estenose esofágica, corpo estranho, neoplasia, parasitos (spirocerca lupi, que faz um nódulo e depois faz um granuloma que pode evoluir para neoplasia).

Congênita:
Persistência do 4º arco aórtico. Essa doença tem uma característica que podemos diagnosticar essa doença não só em filhotes, mas também em animais adultos. Tem animal