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A LÍNGUA ESCRITA E A ORALIDADE NO CONTEXTO DO TEXTO LITERÁRIO

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UNIVERSIDADE ANHANGUERA
LETRAS - PORTUGUÊS
CAMILA PEIXOTO NEVES DA ROCHA
 A LÍNGUA ESCRITA E A ORALIDADE 
NO CONTEXTO DO TEXTO LITERÁRIO 
Macaé - RJ
2021
CAMILA PEIXOTO NEVES DA ROCHA
A LÍNGUA ESCRITA E A ORALIDADE 
NO CONTEXTO DO TEXTO LITERÁRIO 
Trabalho de Letras - Português apresentado à Universidade Anhanguera, como requisito parcial para a obtenção de média bimestral na disciplina de Fonética e Fonologia da Língua Portuguesa, Introdução aos Estudos Linguísticos, Literatura Infanto juvenil, Práticas Pedagógicas em Língua Portuguesa: Ler, Escrever e Falar em Situações Comunicativas, Teoria da Literatura.
Tutor à Distância: Eraides Ribeiro do Prado.
Macaé - RJ
2021
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO .........................................................................................................4
2	DESENVOLVIMENTO.............................................................................................5
CONSIDERAÇÕES FINAIS.........................................................................................9
REFERÊNCIAS .........................................................................................................10
INTRODUÇÃO
Saber escrever no sentido de juntar letras ou palavras que expressem alguma ideia, já é uma habilidade encontrada na maioria da população brasileira, porém, essa escrita que vem se tornando cada vez mais popular, apresenta alguns desacordos com o sistema responsável pela manutenção da mesma, a ortografia, ocasionando assim os desvios ortográficos. Inúmeros fatores podem ocasionar desvios ortográficos, porém, este PTI será trabalhado para os anos finais do Ensino Fundamental de uma escola pública, diante disso o objetivo é: elaborar a proposta de um Plano de Aula que garanta a aprendizagem de alunos do Ensino Fundamental – Anos Finais.
Os desvios ou erros ortográficos são facilmente encontrados na escrita dos alunos do Ensino Fundamental. Nota-se essa prática através da observação em sala de aula, por isso a necessidade do levantamento desse estudo. Entre os diversos fatores que ocasionam essa prática, a oralidade é a que mais exerce influência nesse fenômeno. Compreendendo essa influência e suas características, a elaboração de práticas pedagógicas que visem combater esse fenômeno será prontamente elaborada, contribuindo assim para uma melhoria no processo de ensino aprendizagem da língua materna.
Vale ressaltar que, a escrita e a fala são modos diferentes de representação de nosso idioma, ambos são executados de acordo com regras tradicionais de nossa língua. Todo falante é um usuário competente de nosso idioma, mas existem regras que regem a escrita. Por mais que um falante seja competente no uso de seu próprio idioma, ele está sujeito ao uso de variantes de nossa fala, e essas variantes que muitas vezes passam despercebidas, exercem influência na escrita. 
O embasamento científico foi elaborado através dos autores: OLIVEIRA (2019), SILVA (2017), VERISSIMO (2008) entre outros que também foram de fundamental importância. 
DESENVOLVIMENTO
A partir do momento em que tentamos especificar o que se entende por literatura de tradição oral, nos deparamos com o paradoxo terminológico de chamar de "literatura" as tradições que se transmite através da palavra falada. Recorremos, portanto, a um termo inapropriado, uma vez que "literatura" se refere etimologicamente a littera, ou seja, uma obra escrita (MARCUSCHI, 2001, p. 12).
Além disso, é necessário distinguir claramente quais manifestações estão incluídas no que chamamos de literatura oral e quais estão fora dela. Marcuschi (2001, p. 33) completa e qualifica a ideia ao afirmar que “as tradições orais são todos testemunhos orais, narrados sobre o passado. Esta definição implica que apenas as tradições orais, isto é, testemunhos falados e cantados, podem ser levados em consideração. E, além disso, acrescenta, “a tradição oral inclui apenas testemunhos auditivos, ou seja, testemunhos que comunicam fato que não foi verificado ou registrado pela mesma testemunha, mas que foi apreendido por boato” (ARAÚJO, 2009, p. 34). Assim, Araújo distingue entre testemunho ocular (que não pertence à tradição porque não é narrado) e boato (que, embora transmitido oralmente, não diz respeito ao passado), da própria tradição oral.
Oralidade e escrita são, segundo Araújo (2009), duas formas de produção de linguagem profundamente distintas uma da outra. A escrita é um sistema secundário no sentido de que a expressão oral existe sem a escrita, mas o segundo não é sem o primeiro. A oralidade e a escrita são formas de comunicação entre os seres humanos, pois atuam para expressar nossos pensamentos, ideias, desejos e sentimentos aos outros, ou seja, para compartilhar informações que costumam gerar uma ação ou reação por parte do receptor.
Segundo Mollica (2003, p. 44) “para analisar adequadamente um texto (falado ou escrito), é preciso identificar os componentes que fazem parte da situação comunicativa, suas características pessoais (personalidade, interesses, crenças, modos e emoções) e de seu grupo social (classe social, grupo étnico, sexo, idade, ocupação, educação, entre outros), pois eles favorecem a interpretação dos papéis dos interlocutores (falante-ouvinte-audiência (facultativa)/escritor-leitor) num evento particular, determinado, dados os componentes linguísticos desse texto.
“São também relevantes para a análise as relações entre os participantes, a observação do papel social (poder, status), das relações pessoais (preferências, respeito) e a extensão do conhecimento partilhado” (MATTA, 2009, p. 71). É fundamental que o professor conheça a realidade de seus alunos para que possa intervir de maneira consciente e responsável para o desenvolvimento pleno de seus educandos.
Nas crônicas indicadas de Luís Fernando Verissimo ficaria prejudicada com a ausência da oralidade, pois, ora se debruça sobre a gramática da língua ora se esgueira pelos labirintos do discurso. Através de jogos linguísticos e da ironia do autor, a vida surge esplendorosa diante de um leitor que se identifica com as ideias do escritor e que aguarda ansioso a oportunidade de ler novas crônicas.
É possível trabalhar a consciência fonológica dos alunos mencionados na situação-problema, pois, a consciência fonológica é a base para aprender a ler. É a capacidade de reconhecer e usar sons na linguagem falada. Algumas crianças o desenvolvem naturalmente, mas outras precisam de mais ajuda. A consciência fonológica é considerada uma habilidade metalinguística que consiste em “tomar consciência de qualquer unidade fonológica da língua falada” (SOARES, 2009, p. 23). De forma que a consciência fonológica causa um maior poder preditivo de sucesso de leitura. Referindo-se a um procedimento de leitura que utiliza o princípio alfabético e que consiste na leitura das palavras por meio da montagem dos sons (fonemas) que as grafias (grafemas) representam (SOARES, 2009).
	PLANO DE AULA
	Identificação da escola: Escola Municipal Décio Machado
Período de realização: 4 (quatro) aulas – duração: 40 minutos cada
Turma: 601 - 6º ano do Ensino Fundamental 
	Conteúdo: Descobrir algumas regularidades sobre o uso do /s/ e do /z/ a partir da literatura do cordel;
Compreender alguns mecanismos de concordância nominal, a partir da leitura e de exercícios baseados num texto de cordel;
Aplicar a regra fundamental da concordância nominal (relação entre o substantivo e seus determinantes), a partir da reescrita de um trecho de reportagem.
	Percurso metodológico: Esta aula possibilita o estudo das regras de concordância nominal por meio da descoberta de regularidades linguísticas observadas a partir da leitura do texto de cordel Vida da Natureza, de César Obeidi. As aulas seguintes propiciam, respectivamente, exercitar e aplicar estas regularidades linguísticas em atividades discursivas mais complexas. abordagem dos aspectos linguísticos e semióticos se fará pela

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