A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
75 pág.
Cabeamento estruturado

Pré-visualização | Página 9 de 37

detalhadas que irão ajudá-lo a tomar as decisões adequadas e a
escolher as técnicas de instalação corretas.
QUEM ESPECIFICA OS PADRÕES PARA OS CABOS ?
Nos Estados Unidos, inúmeras empresas, organizações e até mesmo órgãos governamentais controlam e
especificam os cabos que você utiliza. Algumas empresas, como a AT&T, a Digital Equipment
Corporation, a Hewlett-Packard, a IBM e a Northern Telecom, têm uma documentação com
especificações detalhadas sobre outros fatores além do cabo e que trata de conectores, de centros de
distribuição de energia elétrica e de fiação e de outras técnicas de instalação. Esses esquemas são
chamados de PDSs (Premises Distribution Systems), sendo que no Capítulo 2 descrevemos um PDS
genérico. Falaremos dos prós e contras dessas arquiteturas de PDS mais adiante neste capítulo.
Organizações que desenvolvem códigos de engenharia civil e de proteção contra incêndio dentro e fora dos
Estados Unidos, tais como: 
• O IEEE (Institute of Electrical and Eletronic Engineers) 
• A EIA/TIA (Electronic Industries Association / Telecommmunications Industry Association) 
• A UL (Underwriters Laboratories) 
• Entidades governamentais de vários níveis, 
emitem especificações para os materiais utilizados em cabos e para sua instalação. A EIA/TIA estabeleceu
os padrões EIA/TIA 568 e 569 para desempenho técnico e tem um programa para ampliar seus requisitos.
(Para obter maiores informações, consulte a seção "O Padrão 568 da EIA/TIA", mais adiante neste
capítulo.) O IEEE incluiu poucos requisitos em relação a cabos em suas especificações 802.3 e 802.5 para
sistemas Ethernet e Token-Ring. COmo os padrões IEEE 802.3 e 802.5 tratam de acesso à rede e da
utilização de cabos, iremos descrevê-los no Capítulo 4.
O NEC (National Electrical Code) descreve diversos tipos de cabos e os materiais neles utilizados. A UL
cuida de padrões de segurança, mas expandiu seu programa de certificação para avaliar o desempenho de
cabos de pares trançados utilizados em redes locais de acordo com as especificações de desempenho da
IBM e da EIA/TIA e com as especificações de segurança do NEC. A UL também estabeleceu um programa
para identificar cabos de pares trançados com e sem blindagem utilizados em redes locais que deverá
simplificar a complexa tarefa de verificar se os materiais utilizados na instalação estão de acordo com a
especificação.
Como explicamos no Capítulo 2, as designações para cabos coaxiais tinham a vantagem de, na prática,
terem sido definidas antes de a maioria dos comitês de padrões ter começado a fazer suas liberações. (O
gráfico do Capítulo 2 descreve os cabos coaxiais e seus diferentes índices de impedância.) No Capítulo 4,
descreveremos as associações entre tipos específicos de cabo coaxial e arquiteturas de rede local.
OS ESQUEMAS DAS EMPRESAS
A AT&T, a Digital Equipment Corporation, a IBM e a Northern Telecom, juntamente com outras
empresas, desenvolveram e publicaram arquiteturas completas para sistemas de cabeamento estruturado
denominados PDSs (Premises Distribution Systems). A AT&T chama essa arquitetura de AT&T Systimax
Premises Distribution System; a Digital utiliza o nome Open DECconnect; a IBM chama sua arquitetura
simplesmente de IBM Cabling System (Sistema de Cabeamento da IBM); e a Northern Telecom tem a
IBDN (Integraded Building Distribution Network). A IBM e a AT&T lançaram seus sistemas em 1984 e
1985, e o DECconnect surgiu em 1986. A IBDN da Northern Telecom, que é muito semelhante ao Systimax
da AT&T, é mais recente e surgiu em 1991.
Os esquemas da IBM e da AT&T tiveram efeitos mais profundos na indústria de cabos. COm freqüência,
você verá em catálogos cabos classificados com base nas especificações da IBM ou da AT&T. O conceito
da IBM de tipos permeia o setor, ao passo que a AT&T influenciou todos os padrões de cabos e conectores.
Outras empresas, especialmente a Amp, Inc., a Anixter e a Mod-Tap comercializam equipamentos
específicos para sistemas de cabos estruturados. A Anixter, em especial, merece elogios por definir padrões
para fios de pares trançados. O conceito original de níveis definido pela Anixter é utilizado pela EIA/TIA e
a UL em seus padrões.
Sistemas de Cabeamento da IBM
Um fato interessante é que a IBM não vende os cabos e conectores que descrevem em sua documentação.
O objetivo da IBM ao criar e apoiar o IBM Cabling Plan é dispor de um ambiente estável e conhecido
para a operação de seus computadores. Com diversos fornecedores, você pode comprar cabos e
componentes certificados que obedecem às especificações da IBM. Além disso, é fácil encontrar técnicos
que instalarão o PDS de acordo com as especificações da IBM. 
DICA
Se você estiver instalando uma rede IBM, pergunte às empresas que possivelmente executarão essa tarefa quais
cursos oferecidos pela IBM seus funcionários freqüêntaram e seu nível de experiência com as especificações
estabelecidas pela Big Blue no Cabling Plan.
O coração do sistema de cabeamento IBM consiste em uma série de especificações para tipos de fio. A
arquitetura IBM é a única que utiliza fios de pares trançados blindados de forma significativa. O STP,
especificado nos tipos de cabos 1, 2, 6, 8 e 9 da IBM (descritos a seguir), substitui o antigo cabo coaxial
RG-62 que a IBM costumava utilizar para ligar terminais a computadores mainframe em seu esquema
3270. O STP é a alternativa que a IBM recomenda para instalações Token-Ring de 4 e 16 megabits por
segundo. O IBM Cabling Plan também utiliza cabos de fibr ótica (para obter maiores informações,
consulte o Capítulo 8) e fios de pares trançados sem blindagem, mas o coração do sistema é o fio de par
trançado blindado. A seguir apresentaremos uma pequena descrição dos tipos de fios da IBM.
• O Cabo do Tipo 1. Consiste em um cabo blindado com dois pares trançados composto por fios
AWG 22 (em oposição aos fios trançados descritos no Tipo 6, a seguir).Utilizado para transmissão
de dados, especialmente com redes Token-Ring, o cabo tem uma impedância de 150 ohms. Cada
par de fios tem sua própria blindagem e o cabo inteiro é coberto p[or uma folha metálica externa.
O cabo do Tipo 1 é testado para uma largura de banda de 100 MHz e proporciona uma
velocidade de transmissão de 100 megabits por segundo. Observe a Figura 3.2 e leia as descrições
da Categoria 5 do padrão EIA/TIA 568 e do Nível 5 da UL mais adiante neste capítulo. 
• A IBM criou uma nova especificação que utiliza o mesmo cabo, mas o submete a testes mais
rigorosos. Essa especificação, denominada Tipo 1A, diz respeito a cabos testados a 300 MHz e se
destina a áreas que exigem a transmissão de dados em alta velocidade, como as comunicações
ATM (Asynchronous Transfer Mode). 
• Cabo do Tipo 2. É formado por pares de fios A WG 22 sem blindagem, utilizados na transmissão
de voz, e por dois pares de fios blindados, utilizados na transmissão de dados, que obedecem à
especificação do Tipo 1. O Tipo 2 foi originalmente projetado para transmissões de voz e dados no
mesmo cabo. Consulte a especificação dos cabos do Tipo 3 apresentada a seguir para obter
maiores informações sobre os pares de fios trançados sem blindagem do Tipo 2. O novo Tipo 2A,
que tem a mesma configuração mas é testado para 600 MHz, também está disponível. 
• Cabo do Tipo 3. Consiste em quatro pares de fios trançados A WG 24 sem blindagem, utilizados
para o transporte de voz e dados, que têm uma impedância de 105 ohms. O Tipo 3 é a versão da
IBM para fios de telefoe de pares trançados. Os cabos sem blindagem dos cabos Tipo 2 e 3 são
projetados apenas para transmissões de dados de baixa velocidade de até 4 megabits por segundo
e não obedecem aos requisitos para transmissão de dados em alta velocidade. Não confunda o
cabo IBM do Tipo 3 com o cabo EIA/TIA 568 Categoria 3 ou com o cabo UL Nível 3. 
• Cabo do Tipo 4. Esse cabo não dispõe de uma especificação publicada. 
• Cabo do Tipo 5. Consiste em dois filamentos de fibra ótica. Esse cabo tem um núcleo de 100
mícrons e, com o revestimento, mede 140 mícrons. Tem uma abertura a 850 nm e uma largura de
banda de 100

Crie agora seu perfil grátis para visualizar sem restrições.