diagnostico 29.03.11
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diagnostico 29.03.11

Disciplina:Diagnóstico Patológico Por Análise De Imagem11 materiais32 seguidores
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Cavalo vai apresentar sempre um resíduo de liquido no estomago.
As vezes é preciso colocar a fucinheira (trombeta)
Esse jejum é importante, pq eu tenho que estar com o estomago vazio, senão eu não vou conseguir visualizar toda a mucosa pra ver se tem ulceração
Sedação: não tem muita importância

O adulto, pra eu fazer um exame completo pra digestório adulto, significa eu ver o estomago e o delgado completo. Endoscopia alta: esôfago, estômago e duodeno. Pra eu chegar até o duodeno vou ter que ter pelo menos 3 metros, 3,1m. De 2,2m dá pra ver só até o estômago. Menos que isso não dá.
Equipamento: o tamanho te limita, vc precisa de uma pessoa ajudando

Não comprar sem testar, pois na 3ª vez que vc usa quebra.

Em potros vc consegue trabalhar com 1,8m a 2,0m.

Pra ver estomago eu preciso de muito mais luz, porque vou atravessar o esôfago inteiro
Geralmente é a luz de chenon, é uma luz mais cara, mas de fonte de luz maior, grande.

Cavidade nasal – faringe – visualizo a laringe e entro no esfíncter cricofaringeano – assim que agente entra no esôfago (é um tubo muscular, vai estar todo colabado) ai vc começa a inflar (perde um tempo grande ali porque é grande) e vai descendo conforme a peristalse, a mucosa tem que estar rosa clara. O esôfago é transporte de alimento, então tem que estar livre de resíduos. No esôfago do cavalo, tem 1,1m a 1,5m entao vc vai perder pelo menos alguns minutos

No esôfago eu vejo se tem algum alimento, algum resíduo, que não é pra ter porque o esôfago é só transporte, não pode ter acumulo de alimento ali.

Achados endoscópicos
- corpo estranho
- estenose esofágica
- compressão extrínseca: qualquer lesão fora da cavidade do esôfago que pode comprimir a luz
- divertículo
- perfuração ou fístula
- desordens inflamatórias (é o mais comum, ex. esofagite que é associado ao refluxo de suco gástrico)
- neoplasias
- desordens de motilidade
- desordens congênitas

Esofagite: tem sinais de hiperemia. Isso dói, entao geralmente é um animal magro, fica sem comer, fica seletivo, o animal pode apresentar a dor como uma cólica. Temos cólica por ulceração gástrica associada com esofagite. Animal fica desconfortável, deita muito. Magro, pelo fosco, não tem boa performance, tem crises de cólica, etc.

Inflamação, ulceração e o que agente pode encontrar em relação à parte clinica.

Estômago
Tem particularidades:
Anatomia:
	Saco cego (parte aglandular), margo plicatus (divide a mucosa glandular da aglandular), mucosa glandular e aglandular, pequena curvatura, antro pilórico, esfíncter pilórico.
Vamos entrar pelo esficter cárdia, vamos verificar o margo plicatus
Tenho que tentar avaliar essas estruturas separadamente.
Pra chegar ao esfíncter pilórico eu tenho que trabalhar com 3m, senão não chega.

Em relação a ulceração:
- glandular e aglandular

A aglandular é a parte mais branca, mais vascularizada.
Em cavalo adulto eu vou encontrar a maior incidência de ulceração nessa parte do margo plicatus.
Ex. cavalo de esporte: estresse, banamine, fenilbutazona, AINES

Ulceras aglandular margeando a margo plicatus.

Algumas dessas lesões não apresentam sintomatologia clinica.
Anorexia, inapetência, cólica recorrente, etc. temos que avaliar clinicamente esse animal.

Na região glandular dói mais. Entao vc tem sintomatologia mais intensa.
As vezes é difícil examinar por completo essa região, porque ela fica no final .... onde tem muita retenção de liquido. As vezes 40% da parte glandular fica coberta por fluido e secreção, as vezes tem que passar pelo conteúdo liquido para poder examinar.
Qualquer cavidade que eu for trabalhar tenho que distender com ar.
Entao as vezes vc faz um jejum um pouco mais prolongado pra poder avaliar essa região glandular, principalmente quando vc suspeita de uma ulcera ali por conta da sintomatologia clinica.

Deflexão pra avaliar todas as partes do estomago.

Parte aglandular do estomado é mais vermelho intenso, que é normal.
(entro, mergulho no liquido e saio no piloro)

No duodeno posso ver a presença de parasitas como por ex. gasterophilus intestinalis

Achados endoscópicos
- ulceras (a ulceração gástrica é o achado mais freqüente)
- neoplasia
- larvas de gasterophilus intestinalis
- impactação gástrica
- estenose pilórica

Potros
. Tem alta prevalência de ulceração gástrica
. Normal em 60% em potros com menos de 1 mês: região aglandular. É normal encontrar ulceração com descamação.
. Região glandular pode causar sinais mais significativos – cólicas. O potro é mais comum fazer ulcera na região glandular, ele pode fazer cólica severa, bruxismo, etc.
. Sinais clínicos: vagos, geralmente diarréia.

Adultos
. Úlceras: mais encontrado na região aglandular, MP
. Hemorragia: posso encontrar ulceração com hemorragia em 1/3 dos casos
. Região glandular: é menos comum, mas causa sintomatologia de mais dor
. PSI: 80%
. Úlceras agudas e crônicas. Geralmente a ulcera que dói é a aguda, quando é hemorrágica, é uma ulcera maior, tem um sinal clinico mais significativo

Ulcera crônica: ulcera pequena, com bordo elevado. É um animal que não tem sintomatologia. Chamam de rosário, porque vai todo na margem picatus.

Região aglandular: região com queratina, é um rosa mais claro, quase branco.

A crônica reduz, forma um bordo elevado, como se fosse um vulcão.

Na aguda, ele apresenta cólica, porque ele não vomita. É uma cólica mais leve, que vai e vem. Tem que ficar atento pra avaliar o limiar de dor com a imagem.

Vc avalia, e depois com a endoscopia vc consegue avaliar a evolução, se está melhorando ou não está.

Se eu encontro um animal com estomago cheio, eu posso suspeitar de uma neoplasia, ulcera, uma estenose, etc.

Apresenta gastrite, inflamação, que faz estenose de piloro por conta do edema, com isso o animal demora muito pra esvaziar o estomago.
O ideal é fazer repouso nesse animal pra recuperar a mucosa da ulcera.