Fundamentos de Economia - Parte 2

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de OFERTA. O nível de demanda permanece o mesmo, mas os custos de certos insumos aumentam e são repassados aos preços dos produtos. Está associada, também, ao monopólio e oligopólio (de certas empresas) que conseguem elevar seus lucros acima da elevação dos custos de produção.
Também pode se causada por aumentos autônomos nos preços de matérias-primas básicas, os chamados choques de matérias-primas (crise do petróleo, choques agrícolas). Política adotada: Controle direto de preços (via política salarial rígida, fiscalização sobre os lucros dos oligopólios, controle de preços dos produtos).

Nível Geral
 de Preços
 Y0
OA0

DA
 Y
P1

P0

OA1

 Y1
FUNDAMENTOS DE ECONOMIA

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Inflação: Tipos de inflação
Inflação de Inercial: provoca a perpetuação das taxas de inflação anteriores, que são sempre repassados aos preços correntes.

Inflação de Expectativas: estaria associada aos aumentos de preços provocados pelas expectativas dos agentes de que a inflação futura tende a crescer, e eles procuram resguardar suas margens de lucro.

Hiperinflação: os fatores que levam a uma hiperinflação são:
Crise orçamentária;
Governo não consegue se financiar via emissão de títulos;
Neste caso o governo começa a se financiar via emissão de moedas.

Como acabar com uma hiperinflação?
Fazer ajuste fiscal;
Regras que acabem com a monetização do déficit;
Reforma monetária;
Âncora cambial
Independência do BC (fim da monetização do déficit).
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Capítulo 14: O Setor Público
O Crescimento da Participação do Setor Público na Atividade Econômica
As Funções Econômicas do Setor Público
Estrutura Tributária
Conceito de Déficit Público e Formas de Financiamento
FUNDAMENTOS DE ECONOMIA

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Crescimento da renda per capita - gera um aumento da demanda de bens e serviços públicos (lazer, educação superior, medicina, etc.);

Mudanças Tecnológicas: maior demanda por rodovias e infra-estrutura;

Mudanças Populacionais – Com seu aumento, faz com que o Estado aumente sua despesa com educação, saúde, etc;

Efeitos de Guerra: a participação do Estado aumenta;

Mudanças da Previdência Social
Política Fiscal e Déficit Público: O Crescimento da Participação do Setor Público na Atividade Econômica
FUNDAMENTOS DE ECONOMIA

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A evolução das economias mundiais no século XX levou ao desenvolvimento dos mercados financeiros, do comércio internacional,tornando mais complexas as relações econômicas adicionando incertezas e especulação.
Portanto, a economia (sistema de mercado) não tinha mais condições de regular-se automaticamente, ou seja, sem a atuação econômica do Setor Público. Ex.: O crack da Bolsa de Nova York, em 1929.
Função Alocativa
Função Distributiva
Função Estabilizadora
Política Fiscal e Déficit Público: O Crescimento da Participação do Setor Público na Atividade Econômica
FUNDAMENTOS DE ECONOMIA

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Função Alocativa do governo está associada ao fornecimento de bens e serviços não oferecidos adequadamente pelo sistema de mercado (chamados bens públicos).

Bens Públicos: são bens de uso coletivo

Característica: impossibilidade de excluir determinados indivíduos de seu consumo, uma vez delimitado o volume à disposição do público. Ex.: meteorologia, defesa nacional e serviços de despoluição.
Política Fiscal e Déficit Público: As Funções Econômicas do Setor Público
FUNDAMENTOS DE ECONOMIA

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Função Distributiva: depende da distribuição de renda que dependerá da produtividade de cada indivíduo no mercado de fatores de produção e também da influência das diferentes dotações iniciais de patrimônio. A atuação do Governo como agente redistribuidor se dá através:

Tributação Progressiva
Subsídios para consumidores de baixa renda
Gastos públicos para áreas mais pobres

Função Estabilizadora: relacionada com a intervenção do Estado na economia, para alterar o comportamento dos níveis de preços e emprego, já que o pleno emprego e a estabilidade de preços não ocorrem de maneira automática na economia.
Política Fiscal e Déficit Público: As Funções Econômicas do Setor Público
FUNDAMENTOS DE ECONOMIA

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Princípio da Neutralidade: quando os tributos não alterarem os preços relativos, minimizando sua interferência nas decisões econômicas dos agentes de mercado.

Princípio da Eqüidade: distribuição de maneira justa do ônus entre os indivíduos. Pode ser dividida em dois tipos:

Princípio do Benefício: o indivíduo pagaria o tributo para igualar o preço do serviço recebido ao benefício marginal que ele recebe.

Problemas:
Identificação do benefício que cada um atribui a diferentes quantidades do bem ou serviço público;
As pessoas não teriam motivo para revelarem suas preferências (poderia aumentar sua contribuição), já que o bem é público.

Aplicação do Princípio: Taxas (transportes, energia)
Política Fiscal e Déficit Público: Estrutura Tributária – Princípios de Tributação
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Princípio da Eqüidade (continuação…)

Princípio da Capacidade de Pagamento: os agentes devem contribuir de acordo com a sua capacidade de pagamento. Exemplo: Imposto de Renda.

Medidas utilizadas: Renda, consumo e patrimônio.

Renda: normalmente são impostos progressivos;
Consumo: abrangência global, logo, são normalmente regressivos;
Patrimônio: tem o problema de serem formados por fluxos de renda passados que já foram anteriormente tributados.
Política Fiscal e Déficit Público: Estrutura Tributária – Princípios de Tributação
FUNDAMENTOS DE ECONOMIA

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Um dos objetivos do sistema tributário é não ter impactos negativos sobre a eficiência econômica. Sendo adequados, os impostos podem ser utilizados na correção de ineficiências do setor privado. Os impostos podem ser divididos em:

Diretos: incidem diretamente sobre a renda das pessoas;
Indiretos: incidem sobre o preço das mercadorias.

Específicos: valor fixo, independente do valor do bem;

Ad Valorem: alíquota fixa sobre o valor do bem.

Estrutura Tributária:

Progressiva: alíquota aumenta com o aumento da renda. Ex: I.R - Progressivo, logo, mais justo do ponto de vista fiscal);

Regressiva: quanto maior a renda, menor a tributação, em proporção à renda. Ex.: Impostos indiretos (vendas);

Proporcional (Neutra): todos pagam a mesma alíquota.
Política Fiscal e Déficit Público: Efeitos da Política Tributária sobre a Atividade Econômica
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Política Fiscal e Déficit Público: Financiamento do Déficit
G – T < 0  Déficit Primário  Financiado por:
Emissão de Moeda  Inflação de Demanda
	O Tesouro Nacional (União) pede emprestado ao BC. Forma Inflacionária (Imposto Inflacionário), mas não aumenta o endividamento público no setor privado. Também chamado de Monetização da dívida, ou seja, o BC cria moeda (base monetária) para financiar o Tesouro.
Aumento dos Impostos (T) e/ou Queda de (G)  Informalismo / Queda no nível de produto
Emissão de Títulos Públicos  Aumento da Dívida Pública
	Venda de Títulos da dívida pública ao setor privado (interno e externo). O governo troca títulos (ativo financeiro não monetário) por moeda, o que não gera inflação. No entanto, provoca elevação da dívida pública. E ainda, sim, precisa oferecer juros mais atraentes, elevando ainda mais o endividamento
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Por que países que têm um déficit público, em relação ao PIB, mais elevado que o Brasil, como os Estados Unidos, Itália, Espanha, Coréia, têm taxas de inflação quase nulas ?

A resposta não está no montante ou valor do déficit, mas em seu horizonte de financiamento.

Países de moeda forte, as dívidas são distribuídas de forma uniforme ao longo de 20 ou 30 anos (investidores internacionais compram títulos de longo prazo, o que não ocorre no Brasil), pois, preferem investir em países que ofereçam menores riscos para suas aplicações.

Assim, para os países em desenvolvimento, além de prazos relativamente curtos, são obrigados a oferecer as maiores taxas de juros do mundo, para atrair capitais externos.
Política Fiscal e Déficit Público: Déficit Público e Inflação
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Orçamento Tradicional: a serviço da concepção do Estado Liberal, com a