ok 01.03.11 diagnostico
13 pág.

ok 01.03.11 diagnostico

Disciplina:Diagnóstico Patológico Por Análise De Imagem11 materiais32 seguidores
Pré-visualização4 páginas
diferença para o diestro é o aspecto, no anestro ele fica achatado. Normalmente não tem forma nenhuma, fica tão flácido que fica quase que totalmente achatado e hipoecóico.

Ovário
No estro, vou procurar pela presença de folículos.
A imagem de um folículo: o folículo é uma “bolinha com água dentro que quando vc passa a mão parece que vc está passando a mão numa bolha de água” então a imagem USG de um folículo é sempre circunscrita anecóica, independente do tamanho, ela vai ser sempre circunscrita e anecóica.
Vamos avaliar aqui, quando a fêmea esta no estro, o que eu quero do folículo é dizer o melhor momento pra ela ser inseminada. Como eu consigo predizer isso:
Primeiro de tudo:
1º )Tamanho do folículo.
Quando o folículo está próximo a ovulação ele tem um tamanho maior ou igual a 3,5cm. Ao analisar e mensurar o folículo o tamanho dele, eu posso dizer se essa fêmea está próxima da ovulação. Cada tracinho equivale a 1cm.

2º ) Perda da forma.
Como assim: vemos o folículo mais tortinho, quando o folículo está próximo pra ovular a parede vai se fragilizando, vai se desfazendo, com isso ele vai perdendo a forma.

3º ) Presença de pontos hiperecóicos no liquido folicular.
Esses pontos hiperecóicos são celularidade. A parede está se desfazendo e com isso as células que vão morrendo estão no liquido folicular, estão me dando a imagem desse contraste, desses pontinhos hiperecóicos. São células mortas, porque a parede vai se desfazendo.

4º ) Parede mais fina e brilhante. (é o último parâmetro pra avaliar)
Essa avaliação não da pra mostrar em foto, só dá pra ver com a imagem em tempo real, porque teria que mexer o transdutor para ver a parede brilhando.

Esses seriam os parâmetros avaliados no folículo para que possamos estimar o momento da ovulação e pra gente então marcar a inseminação artificial dela, ou monta natural ou cobertura.

Ovulação
Com o exame USG, agente também pode avaliar o momento da ovulação
Nesse caso, ou vamos ter sorte pra fazer isso (chegar lá e a fêmea estar ovulando), ou então vc está fazendo um experimento (avaliando direto até ver que ela está ovulando). Na maioria das vezes acontecem às ovulações acontecem à noite.

	Observamos o folículo murcho, ele perde a forma, a parede fica mais espessa, dentro pode ter um pouco de conteúdo que provavelmente pode ser sg.

Corpo hemorrágico
Estrutura grande, parede espessa, luteinizada e conteúdo anecóico (presença de sg)

Lembrando: a luteinização acontece sempre da periferia para o centro. A parede vai luteinizando e o centro vai ficando ainda com presença de sg (anecóico), depois vai sendo absorvido e vai ocupar tudo.

Corpo lúteo
O CL da égua: pela imagem dele, eu consigo identificar qual fase do diestro que essa égua está (consigo saber se ela está no inicio, meio ou fim do diestro, só pela imagem do CL). Como assim:

CL jovem: Posso encontrar um CL jovem, que é um CL que agente considera até mais ou menos o 6º dia de formação.
Imagem de um CL jovem: ele é grande, hiperecóico, e com bordas definidas.

CL maduro: mais ou menos do 6º ao 12º dia de diestro.
Imagem: Continua sendo grande, ele é grande mas ele passa a ser hipoecóico e com bordas definidas.
Vemos que ele se destaca no ovário pois está com as bordas definidas, ele é grande, ele está hipoecóico. O buraquinho no meio é uma cavidade no CL, que faz com que ele seje um CL cavitário ou também chamado cisco de CL, ou CL cístico. Normalmente ele é todo fechado, todo hipoecóico, quando vc tem a cavidade, faz com que ele seja CL cavitário, isso não é uma patologia, já se identificou que um CL com cavidade produz a mesma concentração de progesterona que um CL sem cavidade. Isso não interfere em nada na gestação, não compromete a fertilidade da fêmea. Mais de 60% das vacas possuem CL cavitários, já em égua não é fácil de encontrar, é uma falha na ovulação mas não compromete em nada a fertilidade da fêmea.

CL velho: final do diestro, mais de 12 dias, ele é pequeno, hiperecoico e sem bordas definidas. Olhando ele no ovário vai parecer um borrão, ele não se destaca. É como se vc achasse um borrão no ovário, que é o CL velho, hiperecoico.
	
Anestro
Não tem nada no ovário de anestro, não tem estrutura significativa, não tem folículo e não tem CL. Só vemos o parênquima ovariano.

Diagnostico USG das principais patologias do útero não gestante

Endometrites, metrites e piometrites

Tipos de fluido:
	Transudato
	exsudato

1ª coisa: Presença de fluido. Posso verificar presença de fluido e isso vai me indicar uma inflamação, pode ser uma endometrite ou metrite ou piometrite.

O que vc vai analisar em relação ao fluido: 1º vc analisa a qualidade desse fluido (se é um transudato, exsudato, etc.), vc pode ter um volume com celularidade (exsudato) ou sem celularidade (anecóico).
Se vc tem o transudato só pode ser uma endometrite. Porque metrite e piometrite têm coleção de pus, então tem que ser exsudato. Na endometrite vc tanto pode encontrar um transudato como um exsudato, porque a endometrite é uma inflamação apenas do endométrio, se for uma inflamação asséptica por exemplo, só por irritação, vai ser um transudato.
Metrite é uma inflamação de todo o útero, então é um exsudato. Com uma diferença em relação à endometrite: A endometrite não traz alteração de parede, então quando vc olha o útero, vc só vai ver uma coleção de liquido lá dentro. Quando vc tem uma metrite, quando vc tem o acometimento das 3 camadas do útero, alem da presença do fluido vc tem espessamento da parede.

Piometrite: o que é: é coleção de pus no útero. Então obrigatoriamente é um exsudato. Só que a diferença aqui, é que vai acontecer um afinamento da parede, porque vai distender demais, isso significa que a patologia que vai ter maior volume de fluido é na piometrite.
Na piometrite tem um afinamento de parede porque o volume de liquido é alto.

Volume: I, II, III

Endometrite e metrite não necessariamente têm volume grande. Então não dá pra diferenciar apenas pelo volume.
	Vc pode diferenciar essas patologias de acordo com a qualidade do fluido e o acometimento da parede. Mas com relação ao volume de fluido, vc não pode afirmar nada porque não é regra, não é uma característica fiel pra vc fazer o diagnostico.

Importante: vc vai fazer o exame USG como um exame complementar, não se esquecendo da clinica do animal. Como assim:
Animal de grande porte não tem sintomatologia clinica com endometrite. Uma égua tem vida normal, come e bebe, tudo normal.
Já a metrite mata. Então a clinica já te ajuda a definir.
Numa vc vai ver o animal normal, comendo e bebendo e na metrite vc vai ver o animal quase morrendo.

O transudato é anecóico. Já o exsudato ele tem pontos hiperecóicos, ou ele é todo hipoecóico, dependendo da quantidade e qualidade de células mortas que vc tem ali.

Pneumovagina com presença de pneumoútero.
É a presença de ar no útero. O problema de ar no útero é vc alem de ter a irritação do próprio ar, e se entrou ar no útero é porque a barreira foi quebrada, então também está entrando contaminação.
Causa de pneumovagina: fistula reto-vaginal. O períneo rompido, os fluidos das fezes caindo direto no assoalho da vagina. Todas as barreiras foram rompidas.
USG: corte longitudinal, tudo que vemos, são reverberações que indicam a presença de ar no útero.

Cistos uterinos

Presença de cisto uterino é uma patologia muito fácil de identificar
Pode ter 2 tipos de cistos no útero:
Cisto de vasos linfáticos: normalmente são grandes e únicos, vc tem um “cistão”. A imagem é circunscrita e anecóica. Ele é grande e único. Isso interfere com o embrião. Agora se vc tem um cisto pequeno a fertilidade é normal, normalmente não apresenta alteração nenhuma de fertilidade. É um mero achado.
Cisto de glândulas endometriais: são vários cistinhos, são pequenos e múltiplos, como se fosse um cacho de uva. Não interfere quase nada na reprodução.

Diagnóstico ultrassonografico da gestação
	Quando estamos falando de diagnostico USG de animal de grande porte, agente sempre correlacionando a precocidade. Como assim: diagnostico precoce. Não