ok Diagnostico  01.02.11
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ok Diagnostico 01.02.11

Disciplina:Diagnóstico Patológico Por Análise De Imagem11 materiais32 seguidores
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onda, menor o alcance do transdutor, mas em compensação, melhor a qualidade de imagem.
Transdutor de alta freqüência eu vou usar pra que: pro tendão, pois está logo em baixo da pele, então eu não preciso de profundidade pra ver o tendão, então eu vou usar um transdutor de alta freqüência, que vai me dar uma qualidade de imagem boa.
O inverso ocorre pra transdutores de baixa freqüência. Menor a freqüência, maior o comprimento de onda e maior alcance, em compensação, menor qualidade de imagem.
Ex de uso de transdutor de baixa freqüência: fígado. Abdômen de eqüino em geral é transdutor de baixa freqüência, por isso que o nosso uso é limitado pq a qualidade da imagem é limitada.

3 a 3,5 megahertz é um transdutor de baixa freqüência, tem um alcance de mais de 35 cm.
5 megahertz é de freqüência mediana, até 7 megahertz.
Acima de 7 megahertz são considerados transdutores de alta freqüência.

Seleção do equipamento
Em grandes animais a realidade é diferente pq eu não fico numa clinica esperando o animal chegar pra fazer o exame. Então precisamos de um aparelho portátil, leve, resistente e que me confira uma imagem de boa qualidade.

Temos que considerar também a preparação do paciente que é de grande porte, pois colocando o numa sala escura, apertada, ele surta. Por isso é favorável fazer o exame com um pouco de luz, animal tranqüilo, do que apagar todas as luzes e ter uma imagem muito boa mas o animal fica estressado (ai não vale a pena). Vc tem que se adaptar a realidade, pois não há oportunidade de colocar o animal num ambiente escuro para enxergar melhor o ultrassom.
	É importante fazer a tricotomia no local com lamina de gilete em eqüinos (pois em cães usa-se maquina ou até mesmo molha o local com álcool, coloca o gel e observamos no ultrassom), porque a qualidade de imagem já vai ser ruim (pq vamos usar transdutores muitas vezes de baixa freqüência), então tudo que agente puder fazer pra melhorar agente faz (isso nem sempre é permitido pelo proprietário, com isso deve ser colocado no laudo “o exame foi feito sem tricotomia por solicitação do proprietário”)

Ultrassonografia do sistema respiratório, ultrassonografia da superfície respiratória.
O som não atravessa o ar, então começa pelo seguinte: temos uma dificuldade enorme em animais de grande porte, pois o principal método pra diagnostico de respiratório é o raio-x. agora imagina radiografar um tórax de um touro, teria que ter um chassi enorme e os aparelhos portáteis não fazem isso, então o que acontece: temos limitações no diagnostico do sistema respiratório de uma forma geral, então o ultrassom vem ajudar, pelo menos eu consigo ver a superfície.
Como vou fazer: minha área acústuca: vou trabalhar do 5º ao 16/17º espaço intercostal dos dois lados, usando um transdutor de 5 megahertz setorial. esta é a minha área de avaliação (comparativa)
Transdutor:a principio 5 megahertz. só que a freqüência do transdutor depende até do estado do escore corporal do animal, por ex: um animal magro, vc pode usar um transdutor com maior freqüência, já num animal gordo, usa um transdutor de menor freqüência.

Como é o protocolo de exame:
São muitos espaços intercostais, no cavalo tem 18 costelas e 17 espacos intercostais, vc vai trabalhar em 11-12 espacos intercostais. Existe uma recomendação de um protocolo a ser seguido pois se vc começar em qualquer lugar, vc vai se perder. Com isso agente inicia o exame a partir do 1º espaço intercostal recomendado: o 5º espaço intercostal. Coloco o transdutor no ponto mais alto daquele espaço intercostal, ponto mais dorsal desse primeiro ponto intercostal, e vou percorrer (descer) o espaço intercosta, quando termino o 5º vou para o 6º, da parte mais dorsal para a parte mais ventral, e daí por diante.
PROTOCOLO DE EXAME: O exame será sempre do dorsal para ventral, do cranial para o caudal.
Avaliando na inspiração e na expiração. Vai deslizando o transdutor e observando a respiração.
Outro detalhe importante em relação ao protocolo: se estou no meio do espaço e o animal se mexe e eu perdi a posição do transdutor, a recomendação é que vc recomece daquele espaço intercostal porque vc pode perder alguma região importante.

Qual a imagem ultrassonografica normal da superfície pulmonar:
Vou observar uma linha hiperecóica que equivale a pleura parietal. Abaixo dela vou encontrar uma outra linha hiperecoica que equivale a pleura visceral (são bem paralelas). Entre as pleuras existe um espaço, chamado espaço interpleural onde tem o liquido pleural, esse líquido vamos ter uma imagem anecóica, pq não tem celularidade, é um liquido que serve somente para lubrificar ali.
O que tem abaixo da pleura visceral: pulmão, que está cheio de ar. O som não vai atravessar o ar. O som vai atravessar e quando ele encontra o ar, ele volta, então o som vai, vai, vai e venta várias vezes, ele vai fazer um artefato de imagem que agente chama de reverberação. Então a imagem normal vai ter um artefato que vai ser a reverberação. Vão se formar linhas hiperecoicas paralelas e eqüidistantes.
A imagem do ar é a imagem da reverberação. O ar é a reverberação.
Se eu encontrar ar no pulmão, ar na vagina, ar no útero, vai ser sempre reverberação que são as linhas hiperecóicas paralelas e eqüidistantes.

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Efusão pleural
O que é: o aumento de liquido na pleura. A efusão não é uma patologia primaria, nenhum animal tem só a efusão pleural, ele tem uma outra alteração por exemplo uma pneumonia que levou o aumento de liquido na pleura, ou uma neoplasia que levou ao aumento de liquido na pleura. Não é uma patologia primaria. Então sempre que agente encontrar uma efusão pleural vamos ter que procurar o que está causando aquilo, procurar no exame diagnostico o que está causando a efusão pleural. A efusão por si só traz uma conseqüência grave, qual é a conseqüência: a capacidade de expansão do tórax é limitada, é diferente do abdômen, pois quando vc tem liquido no abdômen vc tem ascite, a parede abdominal distende. Já o tórax não é assim, a capacidade de expansão dele é muito limitada, então conforme aumenta o espaço interpleural, o pulmão diminui, comprime, com isso o lobo começa a ter áreas de menos ar.

 Qual seria a imagem de algumas áreas do pulmão sem ar: hipoecóicas, porque é um órgão parenquimatoso e todo órgão parenquimatoso tem uma imagem hipoecóica. Pulmão sem ar vai apresentar uma imagem hipoecóica. Não vou encontrar o pulmão todo hipoecóico pq senão o animal está morto pois não tem ar ali. Durante minha avaliação eu vou ver algumas áreas normais de areação e algumas áreas hipoecoicas intercaladas.

O liquido da efusão pleural pode ser um liquido simples ou composto.
O liquido simples é um aumento do liquido pleural, liquido acelular, translucido, então eu vou ter uma imagem anecóica.
O liquido composto ele pode ser: não septado ou septado.
O liquido composto é aquele liquido com celularidade. Então o que vou encontrar: (lembra que pode ter um liquido anecoico com celularidade). A imagem da celularidade: hiperecóico. Pus é hiperecóico, então pode ser com pontos hiperecogenicos. Pontos ecogênicos são pontos que refletem eco. Quando falo hiperecogenicos eu estou dando ênfase a imagem desse eco.

Posso ter células ecogênicas apenas, mas quando eu tenho piocitos eu tenho hiperecogenico (muito branco).
O liquido composto tem essa imagem com celularidade. Então um liquido anecoico com pontos hiperecóicos.
Esse liquido composto está no espaço interpleural. Vc vai olhar o animal com liquido anecoico cheio de pontos hiperecoicos, o animal não está bem clinicamente, isso dói, a capacidade respiratória fica diminuída, isso pode piorar, se não for feito um tratamento adequado, essas estruturas começam a se organizar e formar redes de fibrina, por isso pode ser septado ou não-septado.
Quando esse liquido está ali há um tempo sem um tratamento adequado, a fibrina começa a se organizar formando redes, essas redes de fibrinas são hiperecóicas. E ai o que acontece: a situação complica muito porque o liquido fica em compartimentos. Qual seria a solução