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ok diagnostico 15.03.11

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Diagnóstico Patológico por Análise de Imagem
Rio, 15/03/2011
Alexandra Woods
Pela via transretal agente vai procurar trabalhar com transdutor linear de pelo menos 5 MHz. A mesma coisa aqui em relação a via transcutânea, nesse caso, ele é obrigatoriamente linear, não adianta eu fazer testículo com setorial porque não vai dar certo, vai perder som, vai perder onda pros lados, vc não foca direito a estrutura. Vc vai trabalhar com o linear de pelo menos 5 MHz.
O que acontece: trato reprodutor masculino é muito superficial, se vc tiver a oportunidade de usar um transdutor de mais alta freqüência como por exemplo um transdutor de 7,5 MHz, pode usar tranquilamente principalmente pra glândula sexual acessória, não há problema nessa utilização. Eu falo pelo menos de 5 MHz pq é o mais básico da reprodução, mas se vc tiver de 7,5 MHz vc pode trabalhar tranquilamente. 
Como agente vai fazer o exame: 
Glândulas sexuais acessórias do macho: 
O que agente vai usar: a referência é a bexiga. As glândulas sexuais acessórias ficam próximas e muitas vezes ligadas a bexiga, por causa da uretra, elas vão abrir na uretra. 
Relembrando: eu tenho as glândulas Bulbouretrais (ficam bem na entrada do ânus), a próstata (eqüino forma de borboleta) e as glândulas vesiculares mais próximas a bexiga. Todas essas glândulas estão bem proximais ao ânus.
O que agente vai fazer: 
vc vai colocar o animal no tronco, vai limpar o reto, etc. Vamos segurar o transdutor da mesma maneira que vc fizer o transretal, ai vc vai introduzir o transdutor no reto do animal. Vamos perceber que na hora que vc introduz praticamente na mesma hora vc já vê a bexiga na imagem. O que agente vai ter que fazer: todas as glândulas estão caudais a bexiga, então quando vc colocar o transdutor e vir à bexiga vc vai ter que chegar a mão pra trás. Vamos fazer movimentos de lateralidade (de um lado para o outro) sempre no sentido cranial observando todas as glândulas sexuais acessórias. 
Assim como na fêmea vc usa como referencia a bexiga. Só que na fêmea, dorsal a bexiga e cranial a lá está o trato reprodutor, já no caso do macho está caudal a bexiga.
As glândulas têm paredes hipoecóicas. O conteúdo: pode ou não estar presente. O conteúdo dessas glândulas é o plasma seminal, e a presença do plasma seminal depende muitas vezes do grau de excitação desse animal. Então a presença de um líquido ou não é facultativo. Se houver liquido, o liquido tem que ser anecóico. Parede hipoecóico em todas elas, se tiver liquido (não é obrigatório ter liquido pois depende do grau de excitação do animal), vai ter conteúdo anecóico.
O ideal seria vc avaliar as glândulas em momentos de repouso e momentos de excitação. Então o ideal seria pegar o animal, colocar ele no tronco tranqüilo, sem contato com fêmea, faço a avaliação, ai vc vai ver que as glândulas teoricamente não tem conteúdo. Em seguida vc traria uma fêmea pra perto dele, ai ele vai fazer toda aquela parte de excitação, cortejo dele, e com isso vc vai avaliar e vc vai ver que as glândulas aumentaram o seu conteúdo.
É complicado porque o garanhão é mais agressivo e vc ainda vai trazer uma égua e colocar do lado dele e ainda introduzir um transdutor no reto dele, tem muito cavalo que não sossega, então é arriscado pro ultrassonografista, então agente praticamente não faz esse tipo de avaliação. No máximo o que agente faz quando agente quer ver o conteúdo é trazer a égua, ela fica um pouco, depois vc tira a égua e ai vc avalia, que ai é menos arriscado pro ultrassonografista e pro cavalo também, pois vc pode até machucá-lo num exame desses se ele fizer um movimento brusco. 
Em relação à via transcutânea:
Agente pode avaliar a bolsa escrotal, testículo, epidídimo e cordão espermático. 
Nesse caso, vamos usar a via trancutânea com transdutor linear no mínimo 5 mHz. 
Não precisa fazer a tricotomia no eqüino porque ele não tem pêlos, já no ruminante tem até pelos grossos e espaçados, mas aqueles pelos não interferem na realização do exame, então vc pode simplesmente colocar o transdutor com gel e avaliar sem precisar fazer a tricotomia, mesmo no ruminante.
Como é o Protocolo de exame que vc tem que fazer: testículo tem uma imagem chata, monótona, é tudo igual, é sempre a mesma imagem, então vc tem que fazer um protocolo: vc vai fazer cortes transversais e cortes longitudinais no testículo. Não importa a ordem que vc começa, vc pode começar pelos longitudinais e depois fazer o transversal ou vice-versa. 
Como faz: Pego o transdutor começando a fazer os cortes, exemplo, começar fazendo cortes transversais, eu vou do ponto mais cranial do testículo, e vou passando tranquilamente o transdutor fazendo cortes transversais. Terminou, o que vou fazer: cortes longitudinais, ai coloco no ponto mais alto desse testículo e desço. 
É sempre do cranial pro caudal e do dorsal para o ventral.
A única estrutura que vc observa do ventral para o dorsal é o cordão espermático. Como vc avalia o cordão espermático: vc vai fazer corte transversal no cordão espermático, vai fazer o movimento pra cima, do ventral pro dorsal. Porque eu faço isso: pra não incomodar o animal, porque agente sabe que a bolsa é pendulosa, se vc fizer de cima pra baixo, vc empurra a pele pra baixo, faz cócegas nele, se vc puxa de baixo pra cima (ventro-dorsal) ele se incomoda muito menos, então é simplesmente pro conforto do animal. Não tem a ver com melhor técnica em nada, é simplesmente o conforto pro animal. 
O corpo do epidídimo não se visualiza, a não ser que tenha uma alteração, então a princípio o corpo do epidídimo não é visível no exame USG.
Como vou avaliar isso: 
Imagem normal da bolsa escrotal: vou avaliar uma linha branca hiperecóica que equivale à pele da bolsa escrotal e túnica vaginal parietal. Mais internamente, agente vê uma outra linha hiperecóica, que equivale a túnica vaginal visceral.
Entre essas túnicas existe um espaço, uma cavidade ch. Cavidade vaginal. 
O que tem na cavidade vaginal: liquido vaginal, então a imagem dessa cavidade é anecóica. 
Imagem normal de testículo: Testículo é sempre hipoecóico homogêneo (o tempo todo vc vai olhar aquela coisa cinza bem homogênea). 
A única coisa que vc pode ver de diferente, seria uma linha mais ecogênica (mais hiperecóica) que equivale ao mediastino testicular, vc pode encontrar quebrando um pouco essa monotonia de imagem homogênea. 
Imagem normal do Epidídimo: tem a cabeça aderida ao testículo, corpo e cauda solta. 
Na cabeça do epidídimo temos os ductos eferentes. 
Quando eu puser o transdutor na cabeça do epidídimo, vou observar uma imagem hipoecóica heterogênicas. O testículo é todo homogêneo, quando eu coloco o transdutor em cima da cabeça eu vejo essa imagem interrompida, porque tem um monte de ducto ali, então à imagem fica hipoecóica heterogênicas.
Na cauda do epidídimo tem o ducto epididimário. É um ducto que tem um calibre grande e ele fica cheio de circunvolução, enovelado dentro da cauda. Quando eu coloco o transdutor, eu vejo esse ducto cortado em vários pontos. Eu coloco o transdutor, é um ducto calibroso, quando eu faço o corte, eu vejo um monte de furinhos. Então a cauda fica: Hipoecóico e nas regiões de corte do ducto, estruturas circunscritas anecóicas. 
(Isso se assemelha a um queijo suíço)
Imagem normal do Cordão espermático: vamos fazer o corte transversal. 
O que tem no cordão espermático (estruturas): plexo panpiniforme (artérias e veias testiculares), músculo cremaster, vasos linfáticos, nervo e o ducto deferente. 
Quando eu coloco um transdutor no corte transversal eu vejo várias estruturas tubulares/ductos cortados (artérias, veias, vasos linfáticos, tudo isso eu fiz corte transversal).
Imagem de um cordão espermático: a mesma da cauda do epidídimo. Uma estrutura hipoecóica cheia de furinhos anecóicos. 
Como eu sei que é cordão espermático ou é cauda de epidídimo? Pela anatomia. Mas em alguns casos eu consigo ver fluxo sanguíneo, no caso do cordão vc tem vasos sanguíneos q vc cortou. Posso usar um Doppler.
Principais Patologias que posso diagnosticarHidrocele
É uma das mais freqüentes e de mais simples identificação.
O que é: acumulo de liquido seroso na cavidade vaginal.
A cavidade vaginal é uma estrutura anecóica preenchida pelo liquido vaginal. 
Na hidrocele o que vc vai observar: essa cavidade vaginal aumentada, distendida. Na reprodução vamos ver que a hidrocele é uma patologia que não traz dor ao animal. O animal não tem dor por conta de hidrocele, então ele não dá sinais de inflamação (não tem dor, rubor, calor, etc.), é o simples acumulo de líquido ali. 
Problema do acumulo de liquido ali: é a temperatura. O acúmulo de liquido faz com que a termorregulacao testicular fique comprometida. Então muitos animais tem alteração de fertilidade, por isso é importante faze o diagnostico. Ele pode interferir com a fertilidade e é por isso que é importante fazer o diagnóstico.
No garanhão, se ela for crônica normalmente ele tolera numa boa, ou seja, não vai ter alteração nenhuma de fertilidade. Vc vai ter que tomar alguns cuidados, porque realmente fica muito aumentada a bolsa escrotal, e não tem tratamento, pois vc não pode drenar, se vc puser uma agulha ali vc pode causar aderência. 
O que agente faz: agente estimula a drenagem natural do animal como: ducha de água fria, exercícios.
No cavalo, estes quadros crônicos estão muito relacionados à estabulação, animais que ficam muito presos podem desenvolver a hidrocele.
O que agente recomenda: Agente recomenda fazer ducha de água fria é importante, deixar solto, e se não puder deixar solto, fazer algum tipo de exercício com o animal (não precisa ser pesado, pego o animal, caminha ele, trota, movimenta ele).
Em quadros agudos, o animal nunca ficou desse jeito e de uma hora pra outra o animal ficou imenso, ai sim vc tem problema de fertilidade.
Em Bovino: sempre aguda, sempre traz problema de fertilidade.
Hematocele
Sangue na cavidade vaginal
Piocele
Pus na cavidade vaginal
Esses são quadros totalmente diferentes. Por que: no caso da hidrocele, o animal não tem clinica, agora estamos falando de um quadro que o animal tem sangue na cavidade vaginal ou tem pus na cavidade vaginal, o animal fica incomodado, ele está sentindo dor, então vc vê a diferença pela clinica desde o inicio, pois a clinica é diferente.
Outra coisa: Histórico. Porque ele tem sangue na cavidade vaginal? Com certeza ele sofreu algum trauma.
Porque ele tem pus na cavidade vaginal: processo infeccioso, pode ser um trauma perfurante, uma orquite (inflamação do testículo) que levou a piocele. 
Agente vê ai que os históricos são diferentes e a clinica são diferentes.
No caso de hematocele, vamos encontrar o liquido que deveria ser anecóico, hipoecóico.
No caso da piocele vamos encontrar o liquido com pontos hiperecóicos. 
No Cordão espermático
Agente identifica fácil torção de cordão espermático, torção de testículo e varicocele (torção de testículo)
Torção:
Existem 2 tipos de torção: Tem uma torção de 180º e uma torção a 360º 
Na torção de 180º: a cabeça fica pra trás e a cauda fica pra frente. Usar a USG pra isso é desnecessária, pq a rotação de 180º vc vê na inspeção, vc olha pro animal, o testículo está torcido.
Na torção de 360º ele torceu o cordão espermático mais, e ai na inspeção vc não vê, pq a cabeça e a cauda vão estar na posição normal. 
Em todas elas o que vc vai observar, seja torção de 180º seja de 360º: vc vai observar um estreitamento na imagem, vc vai ter uma região aumentada, enquanto que na região torcida eu percebo que está diminuído. A imagem USG de uma torção vc vai ter uma região maior, uma região torcida (que é menor em diâmetro) e outra região maior.
Torção de 180º em cavalo pode ser crônico, congênito, tem cavalo que nasce desse jeito e inclusive faz torção intermitente, pode fazer torção dos 2 testículos ou de 1 só. A torção de 180º em eqüino não traz clinica pro animal.
Torção de 360º é clinica. É clinica porque têm testículo e cordão espermático torcidos, o animal sente muita dor, porque tem uma congestão muito grande do órgão, porque a drenagem está comprometida. É muita dor que o animal sente, isso em qualquer espécie vai sentir muita dor.
Valicocele: 
São varizes no cordão espermático. São veias valicosas no cordão espermático. 
O que são varizes: são veias dilatadas.
A imagem do cordão espermático num corte transversal é aquela imagem queijo suíço, tem vários vasos caracterizados por áreas circunscritas anecóicas, com tamanhos parecidos. Se eu tenho varizes, eu começo a ver uma discrepância no diâmetro desses vasos. 
A USG convencional (modo B- bidimensional), não é pra fazer diagnostico de varicocele porque é um distúrbio vascular, então vc vai ter a imagem, mas vc não vai fechar o diagnostico. Quando vc encontrar uma imagem dessa (desenho abaixo), vc só pode fazer a sugestão de imagem ou seja, vai falar: A imagem é sugestiva de varicocele, indicando-se um Doppler para confirmação de diagnóstico. Vc não confirma o diagnostico nessa ultra modo B que agente faz.
Não é muito freqüente em animal, é mais freqüente em humano.
A varicocele compromete muito a fertilidade. Ela não traz dor, mas a fertilidade fica muito comprometida.
Com relação ao testículo
Vc pode diagnosticar tranquilamente neoplasia no testículo. 
Como por exemplo: Podem ser seminomas, sertoliomas, etc. podem ser diagnosticados, mas vc não vai fazer o diagnostico definitivo, vc vai falar: existe uma massa heterogênea e vai indicar uma biopsia pra confirmar o diagnostico.
Neoplasia tem a imagem de massa heterogênea. 
Hematoma: 
Tem sempre histórico de trauma. Então se eu tenho um hematoma, o animal pulou a cerca, levou um coice, se machucou, então tem um histórico de traumatismo pra ele ter um hematoma.
Imagem de um hematoma: hipoecóico. O testículo também é hipoecóico, mas eles têm uma imagem hipoecóica diferente. Mas vc olhando dentro de uma imagem que vc teria que ver homogenicidade vc vê heterogênese.
Hematoma dói, então quando puser a mão pra fazer o exame, muitas vezes vai ser difícil vc fazer o exame sem sedar esse animal por exemplo porque ele vai estar sentindo muita dor.
Orquite
É fácil diagnostico.
O que é: Inflamação do testículo. 
1ª coisa que vc tem que pensar, é que o animal tem clínica. Se tiver inflamação de testículo o animal está sentindo dor, calor, rubor, tudo de sinal de inflamação.
Imagem USG de uma orquite: uma imagem heterogênica, pode até ter pontos, mas ela fica toda misturada, vc vê áreas mais ecogênicas do que outras.
Tem que tomar cuidado porque orquite em macho está relacionado a trauma ou a brucelose, tem que ficar esperto, porque a maioria dos casos de orquite é por brucelose ou até tuberculose em alguns casos. Ou seja, se ele não tem histórico de trauma, ficar esperto que pode ser brucelose.
Epidídimo
São freqüentes os cistos e as reações inflamatórias.
Imagem de um cisto: circunscrita com conteúdo anecóico. 
Reação inflamatória de epidídimo chama-se epididimite.
No diagnóstico USG, agente só vai ver aumento de ecogenicidade. Mas que é uma coisa que facilita pra gente o diagnostico. A Epididimite normalmente não está sozinho. Vc não tem um macho com epididimite, vc tem um macho que tem orquite e epididimite, ou orquite, epididimite e piocele, vc não tem a epididimite sozinha, então de certa forma o seu diagnostico fica facilitado. Dificilmente está sozinho, isto te facilita o diagnostico. 
Glândulas sexuais acessórias
Podemos encontrar reações inflamatórias são mais freqüentes, embora seja mais freqüente na próstata e nas glândulas vesiculares. Quando acontece, acontece na próstata e na glândula vesicular.
Cavalo quase não tem problema de glândula sexual acessória.
Touro já é relativamente freqüente (a inflamação da glândula vesicular em touro é relativamente freqüente). Mas também não vemos o touro com prostatite, inflamação da glândula bulbouretral, só com glândula vesicular alterada.
Imagem nesse caso: se é um processo inflamatório, a glândula é hipoecóica (pode até encontrar com aumento de espessura), e o conteúdo dela é anecóico, mas no caso de um processo inflamatório, vou encontrarcom liquido com pontos hiperecóicos, o liquido vai estar alterado. Vc vai ver muito mais alteração no liquido do que na própria glândula, vc pode até encontrar a glândula com parede mais espessada, mas o que vai te chamar atenção mesmo é o liquido com pontos hiperecóicos. 
Glândulas bulbouretrais
Protocolo de exame da genitália externa
Vc vai trabalhar com bolsa escrotal, testículo em cortes transversais e longitudinais.
Sempre no sentido crânio – caudal. Com o transdutor linear de 5 MHz. E longitudinal sentido dorso - ventral.
Ultrassonografia dos tendões e ligamentos
	Indicação 
Os tendões flexores do metacarpo
Funciona não só pra fazer o diagnostico da lesão, do quadro, se é uma tendinite, se é uma desmite, se houve rompimento de fibra, se não houve rompimento de fibra, assim como para acompanhar o tratamento e a recuperação desse animal. É muito importante vc usar o ultrassom pra vc fazer esse acompanhamento, pra vc direcionar o animal, pra vc falar se tem fibras recuperadas, pra vc falar que é a hora dele fazer fisioterapia, etc. Através da imagem vc direciona o tratamento vc acompanha no sentido de direcionar o animal.
Anatomia 
Vamos fazer cortes transversais no membro desse cavalo.
Próximo ao carpo, lá em cima do metacarpo, partindo do 3º metacarpiano, 2º e 4º metacarpiano, e pele. Partindo da pele em direção ao 3º metacarpiano, o que vc encontra:
Tendão flexor digital superficial, tendão flexor digital profundo, ligamento acessório do tendão flexor digital profundo (conhecido como check), e temos o ligamento suspensório/sustentor do boleto.
Vamos ver como esses tendões vão se modificando conforme vai descendo do membro do cavalo:
Estamos numa região um pouco mais baixa, estávamos lá no alto próximo ao carpo, vamos descer, chegando ao meio do metacarpo, o que eu observo: 
O TFDS, TDFP, e eu começo a identificar o check abraçando o profundo, por que: qual o nome do check: ligamento acessório do tendão flexor digital profundo, o que ele faz então: ele sustenta, é o acessório profundo, ele é um suporte ao TFDP. O que vai começar a acontecer: mais ou menos do meio quase no meio pra baixo do metacarpo, o check vai se inserir ao profundo, por isso que ele está abraçando, ele abraça o profundo e ai as fibras dele vão começar a se inserir no TFDP. Vejo ao lado o ligamento suspensório do boleto.
Agora vamos avaliar o meio:
No meio do metacarpo, o check já se inseriu ao profundo. Tanto que nessa região, as patologias do profundo são menos freqüentes pq ele fica muito mais resistente e mais protegido.
Vejo o TFDS, TFDP, e o ligamento suspensório do meio pra baixo o ligamento suspensório do boleto vai se bifurcar em 2 ramos: no ramo medial e no ramo lateral. 
E ai começamos a ver uma “cinturinha” ele vai se cinturando, ele era como se fosse um retângulo, do meio pra baixo ele vai formando uma cintura porque vai virar o ramo medial do ligamento suspensório do boleto e ramo lateral do ligamento suspensório do boleto.
Descendo um pouco, mas não chegando no boleto ainda:
TFDS, TFDP, temos os ramos lateral do ligamento suspensório do boleto e ramo medial do ligamento suspensório do boleto. 
Ex. desmite do suspensório do boleto, onde mais acomete o ligamento suspensório do boleto é mais próximo ao boleto, porque na hora que bifurca ele se torna mais fino, menos resistente. Então nessa região ali, os ramos do ligamento suspensório do boleto têm muito mais alteração do que o ligamento inteiro antes de se bifurcar. E quando ele bifurca, ele vai ser mais susceptível. 
Avaliando no boleto do cavalo:
Quando chega no boleto, os ramos do ligamento suspensório vão se inserir, eles não continuam, eles param no boleto. Agora, o TFDS e o TFDP não, eles continuam, eles passam pra 1ª falange, pra quartela do cavalo, então o que acontece: eles têm que fazer uma passagem, e pra fazer essa passagem chega um ligamento, parece um ligamento que ajuda, dá uma sustentação a esses tendões, segura, chama-se ligamento anular palmar, é um ligamento bem fino.
Ai vc tem o TFDS e o TFDP. Quando chega no boleto, aparecem 2 ossinhos importantes no cavalo, os sesamóides (sesamoide proximal lateral e o sesamoide proximal medial). Entre os sesamóides existe o ligamento intersesamoidal, é um ligamento triangular, fácil de ver.
Essa região é interessante, porque mesmo não sendo o nosso objetivo, agente consegue ver o contorno do sesamóide, é como se fosse asa de gaivota (gaivota que criança desenha). Isso é interessante porque quando vc está fazendo exame e vc identifica alteração nesse contorno, provavelmente é uma sesamoidite. Só que vc não pode fechar o diagnostico porque vc está fazendo ultrassom, não está fazendo uma radiografia. Vc identifica uma alteração no contorno do sesamóide e ai vc encaminha pra radiografar esse sesamóide. Vc não pode fechar o diagnóstico, só sugerir.
Já na 1ª falange, na quartela do animal.
Vc não observa o ligamento anular palmar porque ele só serve pra sustentar naquela região, ele é muito pequeno e fino. 
Vc observa: o TFDS, o TFDP, ligamento sesamoidal reto, ligamento sesamoidal obliquo lateral e ligamento sesamoidal oblíquo medial.
No talão do cavalo
	É o ultimo local que agente consegue observar com facilidade.
Os tendões superficiais se bifurcaram, eles formaram ramos, então vc vai ter o ramo lateral e ramo medial, TFDS. É o local de inserção deles então eles vão se bifurcar pra se inserir.
TFDS ramo lateral e TFDS ramo medial, TFDP ramo lateral, TFDP ramo medial. Ligamento sesamoidal reto, e os ligamentos sesamoidal oblíquo lateral e ligamento sesamoidal obliquo medial e inserindo ali no final da 1ª falange.
Técnica que vamos usar:
Via de avaliação é a via transcutânea e vc tem que usar sempre o transdutor linear de alta freqüência (isso é obrigatório, tem que ser linear. No convexo ou setorial vc não faz).
Se vc usar um transdutor de 7,5mHz vc precisa de um afastador de superfície de 1cm. Isso é uma espécie de almofadinha de silicone, que vc coloca que se chama “afastador de superfície”. O objetivo disso é afastar da superfície, pq é uma região muito próxima da pele, se vc deixa direto na pele, os primeiros tendões ficam borrados, eles se confundem com a pele. Então o afastador serve pra vc afastar e pra vc ter uma imagem melhor do TFDS.
	Existe a possibilidade de vc pode trabalhar com o transdutor de 10 MHz. Nesse caso vc não precisa de afastador de superfície pq a imagem fica mais nítida. 
Mas o que acontece: O transdutor de 10 MHz pra vc trabalhar com eqüinos e grandes, é muito limitado, vc usa um transdutor de 10 MHz só pra isso, serve só pra locomotor de cavalo, vc não tem outro alcance. Por isso que agente fala pra usar um transdutor de 7,5 MHz com afastador porque é um transdutor mais sensível ali. 
O transdutor multifrequencial também serve.
No transdutor de 5 MHz vc vai ter que usar um afastador de 2cm. Mas não é recomendado, mesmo com o afastador de 2cm a imagem não fica legal, não fica bem definida, serve só pra quebrar um galho. Ex. vc está na fazenda, fazendo um outro exame qualquer, ai surge um animal que está com uma alteração de locomotor, ai vc aproveita que está ali e dá uma olhada.
É muito importante a contensão do animal, pq vc senta num banco do lado do cavalo, se ele chegar um pouco pro lado ele pisa em vc, então é importante ele estar no tronco de contensão. O ideal é que ele esteja com o membro totalmente apoiado no solo, pra vc ver esses ligamentos e tendões sempre estendidos. Mas existem situações de tanta dor que o animal não consegue apoiar, ai vc tem que fazer o exame assim mesmo.
Outra coisa muito importante, a tricotomia com lamina de gilete, pq muitas alterações são pequenas e superficiais, então quanto mais vc conseguir melhorar a imagem, melhor. É complicado, não é fácil, o animal fica estigmatizada, por menos alteração que ele tenha, ele fica marcado (pelas pessoas, proprietários, etc.). E usar bastante álcool.
Como vamos avaliar:
Vamos avaliar com cortes transversais e longitudinais.
Primeiro fazemos com cortes transversais e depois com cortes longitudinais.Agente faz essa ordem por que: vou pegar o transdutor e colocar ele transversal ao tendão no ponto mais alto do metacarpo e vou fazendo cortes transversais, no sentido dorso ventral. Se o cavalo mexer, tirou a mão, vc tem que recomeçar pra não perder nenhuma região a ser avaliada.
O que eu consigo ver num corte transversal:
Consigo ver a forma do tendão, é como se fosse um triângulo. Em cada região de avaliação ele tem formas diferentes e essas formas que vamos avaliar. O corte transversal me dá a forma e me dá também o tamanho desse tendão ou ligamento, que na verdade é expresso como se fosse a área do tendão.
Como vc faz isso: 
Os aparelhos são modernos, vc pega o cursor, bota em cima da estrutura e vc vai igual ao mouse contornando a estrutura que vc vai medir, no final o aparelho calcula pra vc a área e te dá a área em cm2. 
Se vc não tiver um aparelho assim, vc pode fazer altura e largura desse tendão e jogar na formula pra encontrar a área.
Vemos a forma, o tamanho. O tamanho agente consegue ver se tem aumento ou diminuição. E vemos também a integridade desse tendão.
Integridade: vemos a integridade dessa estrutura, integridade desse tendão. 
Porque posso encontrar nesse tendão, por exemplo, áreas de rompimento, que se caracterizam como “furos” nos tendões, que são rompimentos de fibras, vemos uma área anecóica. Vc pode ver de varias áreas de rompimento, ver uma área grande, diversas formas.
Tendões e ligamentos são sempre hipoecóicas. Sendo que ligamentos são mais ecogênicos do que os tendões, mas continua sendo cinza. Os 2 são cinzas, só que os ligamentos são mais ecogênicos do que os tendões (os ligamentos são um pouco mais brancos, mas continuam cinza)
O único ligamento em que não se mede a área é o ligamento anular palmar porque ele é muito fino e comprido, então não tem como contornar ele. Ele se confunde muito com a pele. Então o que agente faz: agente mede a altura dele, no final dele à pele, inclusive a pele, porque vc não consegue separar ele da pele, então agente trabalha com parâmetros de pele junto, não dá pra vc separar ele da pele, vc mede da pele até o final do ligamento anular palmar e trabalha com altura.
Em relação ao corte longitudinal:
	Vamos colocar o transdutor longitudinal ao tendão, e ir descendo. O corte longitudinal vai me dar uma imagem assim: 
Vai me dar as fibras tendíneas e ligamentosas no sentido longitudinal
Então o que eu Consigo ver com esse corte: 
1º eu consigo ver: Alinhamento dessas fibras. Será que as fibras estão ou não alinhadas. 
Eu consigo ver a integridade daquela fibra, se está curta, longa, comprida. 
Consigo ver a extensão da lesão. Porque no corte tranversal eu vi que existe, mas quanto tem essa lesão? 1cm, 2cm? será que é só focal? O corte longitudinal me dá a extensão dessa lesão, por isso que é imprescindível os 2 cortes.
Tendões e ligamentos variam de acordo com o animal, com o porte do animal. De acordo com a atividade esportiva que ele desempenha, ele vai ter tamanho e diâmetros diferentes desses tendões e ligamentos. 
O que agente propõe: comparar ao membro contra lateral. Acha que um lado está com o tendão lesionado, vc compara com o outro lado oposto, mas este membro oposto não precisa fazer a tricotomia, vc joga um pouco de álcool e compara com o membro lesionado.
Existe formas de vc referenciar o achado que vc teve. Imagine o seguinte: vc está avaliando e encontrou uma lesão num ponto, no seu laudo, vc vai escrever: ex. observada lesão, área de rompimento anecóica no TFDS. Só que o TFDS é enorme, então vc tem que dizer onde que vc encontrou essa lesão. 
Vc pode usar um sistema de centímetros, pega uma fita métrica dessas de costureira, corta um pedaço dela (pra não ficar enorme) e usa sempre medindo do osso acessório do carpo pra baixo. No inicio agente “cola” no cavalo com uma fita crepe quando vc está treinando. Depois vc pode só colocar na hora que vc achar a lesão. 
Ai vc escreve: localizada rompimento de fibra no TFDS a 15cm do osso acessório do carpo. Ai eu já sei que quando eu quiser reavaliar esse cavalo, vou pegar a fita métrica, vou colocar no osso acessório do carpo dele e vou medir 15cm, que é onde vai estar a lesão. 
Tem um outro sistema americano de referenciação que é o sistema de zona.
Como funciona: vc pega o metacarpo e dividir em 3 zonas (1,2,3) cada zona é subdividida em 2 subzonas (1 A, 1B, 2 A, 2B, 3 A, 3B). Cada subzona tem 5cm. Ai faz uma régua disso, que ele divide em zonas e coloca do lado do cavalo quando ele quer referenciar, e ai ele vai dizer que ele encontrou a lesão na zona x do metacarpo do cavalo.
Principais patologias que podem ser identificadas por exame US
Tendinite (inflamação do tendão)
Desmites (inflamação do ligamento)
Podem ser agudas ou crônicas, focais ou difusas. 
Agente pode classificar essas inflamações (tendinite ou desmite aguda) em graus I, II, III, IV.
Grau I: é uma tendinite em que só houve aumento de tamanho do tendão ou ligamento, ou seja, não há rompimento de fibra.
Vc só viu que aquele tendão, ligamento está aumentado de tamanho, mas ele está integro, a imagem dele está íntegra pq não houve rompimento de fibra. Isso é uma tendinite/desmite considerada leve. 
Grau 2 vc teve rompimento de menos de 50% de fibras rompidas. 
O que significa isso: vc pode ter vários pequenos rompimentos que não totalizem mais do que 50%. Ou vc pode ter um único rompimento (maior) mas que também não totalize mais de 50% de fibras rompidas.
Quando eu falo em rompimento não quer que esteja um lado só rompido, vc pode ter vários focos de rompimentos, imagem anecóica.
Essa é uma tendinite/desmite considerada moderada.
Grau III: Tem mais de 50% de fibras rompidas. 
É considerada grave. 
Mesmo esquema, vc pode ter vários pequenos rompimentos, como vc pode ter um rompimento grande.
Grau IV: Há o rompimento completo das fibras. 
Considerado gravíssimo. 
O animal não vai botar a mão no chão, o animal vai chegar pra vc com a mão levantada, mancando. 
É fácil de ver, porque vc vai ver um espaço negro, onde tinha que ter um tendão ou ligamento, vc vai encontrar um buraco negro. Vc vê ausência daquela estrutura ali. 
Tendinite e desmite crônica 
Recuperação do animal
Num corte longitudinal assim como no corte transversal eu vou ter a perda de alinhamento dessas fibras, é como se eu tivesse um buraco ali faltando dessas linhas alinhadas. 
Quando o animal começa a se recuperar (o animal que está sendo tratado corretamente), o que vai acontecer: 1ª coisa que começa a acontecer é a deposição de tecido conjuntivo naquela região que foi rompido. O tecido vem e se deposita na região. O tecido conjuntivo tem uma imagem hipoecóica, idêntica a do tendão e ligamento. Então tem horas que o animal está se recuperando, quando vc faz o corte transversal vc não vê lesão, porque já houve deposição de tecido conjuntivo, ai que o corte longitudinal te salva, pq vc vai chegar e vai encontrar tecido conjuntivo hipoecóico depositado, mas não vê fibra alinhada, então ele ainda está se recuperando. 
A tendência natural é esse tecido conjuntivo começar a se organizar e começar a formar fibras a principio fibras curtas, porem alinhadas (paralelas). Essa hora é que eu vou falar que é hora do animal fazer fisioterapia, pra alongar as fibras. Então quando começar a ver fibra curta, é a hora que eu tenho que começar o exercício dele através da fisioterapia, pra fazer com que essas fibras se alonguem. 
O que vai acontecendo: essas fibras vão se tornando mais longas. 
Isso é a recuperação normal de um animal tratado.
O que é um tratamento pra dermite e tendinite: repouso absoluto, é preso na baia, não pode soltar pq se soltar ele corre e anda sozinho e isso não pode. 
Exercício sempre controlado com rompimento de fibra mas já quando tiverem com as fibras curtas alinhadas. Ai vc faz gelo, massagem, antiinflamatório pra dor, etc.
Tendinite desmite crônica:
Só que o que acontece: o período de recuperação de um animal, por exemplo, grau II, que é moderada, é de 6 meses. Se tem uma tendinite de grau III, é pelo menos 1 ano egrau IV não volta pro esporte, se recupera no máximo pra uma matriz ou garanhão, mas esporte nunca. 
Então o proprietário tem uma dificuldade em aceitar isso, porque principalmente quando chega na fase de fibra curta, porque aqui o cavalo não manca mais. Ele fez a fibra curta, e falta alongar essas fibras, só que ele não tem mais dor. Ai o que acontece muitas vezes: O proprietário volta a trabalhar o cavalo, com isso as fibras curtas se rompem de novo porque são menos resistentes, e ai quando essas fibras curtas em recuperação se rompem e forma tecido conjuntivo fibroso, que tem uma mancha hiperecóica (porque é tecido conjuntivo fibroso, é fibrose) e não tem fibra alinhada. Isso é uma tendinite ou desmite crônica. É ruim, porque pra tratar, vc vai ter que reagunizar o processo, então vc vai ter que passar um revulsivo daquele pra estimular um processo inflamatório de novo pra tentar recuperar essas fibras rompidas. Fica duro, dolorido, vc percebe que o animal manca o tempo todo. 
Vc acompanha esse animal todo mês (quando tem grau IV). Tem que fazer cirurgia pra aproximar as extremidades rompidas.