ok diagnostico 15.03.11
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ok diagnostico 15.03.11

Disciplina:Diagnóstico Patológico Por Análise De Imagem11 materiais32 seguidores
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Diagnóstico Patológico por Análise de Imagem
Rio, 15/03/2011
Alexandra Woods

Pela via transretal agente vai procurar trabalhar com transdutor linear de pelo menos 5 MHz. A mesma coisa aqui em relação a via transcutânea, nesse caso, ele é obrigatoriamente linear, não adianta eu fazer testículo com setorial porque não vai dar certo, vai perder som, vai perder onda pros lados, vc não foca direito a estrutura. Vc vai trabalhar com o linear de pelo menos 5 MHz.

O que acontece: trato reprodutor masculino é muito superficial, se vc tiver a oportunidade de usar um transdutor de mais alta freqüência como por exemplo um transdutor de 7,5 MHz, pode usar tranquilamente principalmente pra glândula sexual acessória, não há problema nessa utilização. Eu falo pelo menos de 5 MHz pq é o mais básico da reprodução, mas se vc tiver de 7,5 MHz vc pode trabalhar tranquilamente.

Como agente vai fazer o exame:

Glândulas sexuais acessórias do macho:
O que agente vai usar: a referência é a bexiga. As glândulas sexuais acessórias ficam próximas e muitas vezes ligadas a bexiga, por causa da uretra, elas vão abrir na uretra.

Relembrando: eu tenho as glândulas Bulbouretrais (ficam bem na entrada do ânus), a próstata (eqüino forma de borboleta) e as glândulas vesiculares mais próximas a bexiga. Todas essas glândulas estão bem proximais ao ânus.

O que agente vai fazer:
vc vai colocar o animal no tronco, vai limpar o reto, etc. Vamos segurar o transdutor da mesma maneira que vc fizer o transretal, ai vc vai introduzir o transdutor no reto do animal. Vamos perceber que na hora que vc introduz praticamente na mesma hora vc já vê a bexiga na imagem. O que agente vai ter que fazer: todas as glândulas estão caudais a bexiga, então quando vc colocar o transdutor e vir à bexiga vc vai ter que chegar a mão pra trás. Vamos fazer movimentos de lateralidade (de um lado para o outro) sempre no sentido cranial observando todas as glândulas sexuais acessórias.

Assim como na fêmea vc usa como referencia a bexiga. Só que na fêmea, dorsal a bexiga e cranial a lá está o trato reprodutor, já no caso do macho está caudal a bexiga.

As glândulas têm paredes hipoecóicas. O conteúdo: pode ou não estar presente. O conteúdo dessas glândulas é o plasma seminal, e a presença do plasma seminal depende muitas vezes do grau de excitação desse animal. Então a presença de um líquido ou não é facultativo. Se houver liquido, o liquido tem que ser anecóico. Parede hipoecóico em todas elas, se tiver liquido (não é obrigatório ter liquido pois depende do grau de excitação do animal), vai ter conteúdo anecóico.
O ideal seria vc avaliar as glândulas em momentos de repouso e momentos de excitação. Então o ideal seria pegar o animal, colocar ele no tronco tranqüilo, sem contato com fêmea, faço a avaliação, ai vc vai ver que as glândulas teoricamente não tem conteúdo. Em seguida vc traria uma fêmea pra perto dele, ai ele vai fazer toda aquela parte de excitação, cortejo dele, e com isso vc vai avaliar e vc vai ver que as glândulas aumentaram o seu conteúdo.

É complicado porque o garanhão é mais agressivo e vc ainda vai trazer uma égua e colocar do lado dele e ainda introduzir um transdutor no reto dele, tem muito cavalo que não sossega, então é arriscado pro ultrassonografista, então agente praticamente não faz esse tipo de avaliação. No máximo o que agente faz quando agente quer ver o conteúdo é trazer a égua, ela fica um pouco, depois vc tira a égua e ai vc avalia, que ai é menos arriscado pro ultrassonografista e pro cavalo também, pois vc pode até machucá-lo num exame desses se ele fizer um movimento brusco.

Em relação à via transcutânea:
Agente pode avaliar a bolsa escrotal, testículo, epidídimo e cordão espermático.
Nesse caso, vamos usar a via trancutânea com transdutor linear no mínimo 5 mHz.
Não precisa fazer a tricotomia no eqüino porque ele não tem pêlos, já no ruminante tem até pelos grossos e espaçados, mas aqueles pelos não interferem na realização do exame, então vc pode simplesmente colocar o transdutor com gel e avaliar sem precisar fazer a tricotomia, mesmo no ruminante.

Como é o Protocolo de exame que vc tem que fazer: testículo tem uma imagem chata, monótona, é tudo igual, é sempre a mesma imagem, então vc tem que fazer um protocolo: vc vai fazer cortes transversais e cortes longitudinais no testículo. Não importa a ordem que vc começa, vc pode começar pelos longitudinais e depois fazer o transversal ou vice-versa.

Como faz: Pego o transdutor começando a fazer os cortes, exemplo, começar fazendo cortes transversais, eu vou do ponto mais cranial do testículo, e vou passando tranquilamente o transdutor fazendo cortes transversais. Terminou, o que vou fazer: cortes longitudinais, ai coloco no ponto mais alto desse testículo e desço.

É sempre do cranial pro caudal e do dorsal para o ventral.
A única estrutura que vc observa do ventral para o dorsal é o cordão espermático. Como vc avalia o cordão espermático: vc vai fazer corte transversal no cordão espermático, vai fazer o movimento pra cima, do ventral pro dorsal. Porque eu faço isso: pra não incomodar o animal, porque agente sabe que a bolsa é pendulosa, se vc fizer de cima pra baixo, vc empurra a pele pra baixo, faz cócegas nele, se vc puxa de baixo pra cima (ventro-dorsal) ele se incomoda muito menos, então é simplesmente pro conforto do animal. Não tem a ver com melhor técnica em nada, é simplesmente o conforto pro animal.

O corpo do epidídimo não se visualiza, a não ser que tenha uma alteração, então a princípio o corpo do epidídimo não é visível no exame USG.

Como vou avaliar isso:
Imagem normal da bolsa escrotal: vou avaliar uma linha branca hiperecóica que equivale à pele da bolsa escrotal e túnica vaginal parietal. Mais internamente, agente vê uma outra linha hiperecóica, que equivale a túnica vaginal visceral.
Entre essas túnicas existe um espaço, uma cavidade ch. Cavidade vaginal.
O que tem na cavidade vaginal: liquido vaginal, então a imagem dessa cavidade é anecóica.

Imagem normal de testículo: Testículo é sempre hipoecóico homogêneo (o tempo todo vc vai olhar aquela coisa cinza bem homogênea).
A única coisa que vc pode ver de diferente, seria uma linha mais ecogênica (mais hiperecóica) que equivale ao mediastino testicular, vc pode encontrar quebrando um pouco essa monotonia de imagem homogênea.

Imagem normal do Epidídimo: tem a cabeça aderida ao testículo, corpo e cauda solta.
Na cabeça do epidídimo temos os ductos eferentes.
Quando eu puser o transdutor na cabeça do epidídimo, vou observar uma imagem hipoecóica heterogênicas. O testículo é todo homogêneo, quando eu coloco o transdutor em cima da cabeça eu vejo essa imagem interrompida, porque tem um monte de ducto ali, então à imagem fica hipoecóica heterogênicas.
Na cauda do epidídimo tem o ducto epididimário. É um ducto que tem um calibre grande e ele fica cheio de circunvolução, enovelado dentro da cauda. Quando eu coloco o transdutor, eu vejo esse ducto cortado em vários pontos. Eu coloco o transdutor, é um ducto calibroso, quando eu faço o corte, eu vejo um monte de furinhos. Então a cauda fica: Hipoecóico e nas regiões de corte do ducto, estruturas circunscritas anecóicas.
(Isso se assemelha a um queijo suíço)

Imagem normal do Cordão espermático: vamos fazer o corte transversal.
O que tem no cordão espermático (estruturas): plexo panpiniforme (artérias e veias testiculares), músculo cremaster, vasos linfáticos, nervo e o ducto deferente.
Quando eu coloco um transdutor no corte transversal eu vejo várias estruturas tubulares/ductos cortados (artérias, veias, vasos linfáticos, tudo isso eu fiz corte transversal).
Imagem de um cordão espermático: a mesma da cauda do epidídimo. Uma estrutura hipoecóica cheia de furinhos anecóicos.

Como eu sei que é cordão espermático ou é cauda de epidídimo? Pela anatomia. Mas em alguns casos eu consigo ver fluxo sanguíneo, no caso do cordão vc tem vasos sanguíneos q vc cortou. Posso usar um Doppler.

Principais Patologias que posso diagnosticar