ok diagnostico 15.03.11
13 pág.

ok diagnostico 15.03.11

Disciplina:Diagnóstico Patológico Por Análise De Imagem11 materiais32 seguidores
Pré-visualização5 páginas
com liquido com pontos hiperecóicos, o liquido vai estar alterado. Vc vai ver muito mais alteração no liquido do que na própria glândula, vc pode até encontrar a glândula com parede mais espessada, mas o que vai te chamar atenção mesmo é o liquido com pontos hiperecóicos.

Glândulas bulbouretrais

Protocolo de exame da genitália externa
Vc vai trabalhar com bolsa escrotal, testículo em cortes transversais e longitudinais.
Sempre no sentido crânio – caudal. Com o transdutor linear de 5 MHz. E longitudinal sentido dorso - ventral.

Ultrassonografia dos tendões e ligamentos
	Indicação
Os tendões flexores do metacarpo
Funciona não só pra fazer o diagnostico da lesão, do quadro, se é uma tendinite, se é uma desmite, se houve rompimento de fibra, se não houve rompimento de fibra, assim como para acompanhar o tratamento e a recuperação desse animal. É muito importante vc usar o ultrassom pra vc fazer esse acompanhamento, pra vc direcionar o animal, pra vc falar se tem fibras recuperadas, pra vc falar que é a hora dele fazer fisioterapia, etc. Através da imagem vc direciona o tratamento vc acompanha no sentido de direcionar o animal.

Anatomia
Vamos fazer cortes transversais no membro desse cavalo.
Próximo ao carpo, lá em cima do metacarpo, partindo do 3º metacarpiano, 2º e 4º metacarpiano, e pele. Partindo da pele em direção ao 3º metacarpiano, o que vc encontra:
Tendão flexor digital superficial, tendão flexor digital profundo, ligamento acessório do tendão flexor digital profundo (conhecido como check), e temos o ligamento suspensório/sustentor do boleto.

Vamos ver como esses tendões vão se modificando conforme vai descendo do membro do cavalo:
Estamos numa região um pouco mais baixa, estávamos lá no alto próximo ao carpo, vamos descer, chegando ao meio do metacarpo, o que eu observo:
O TFDS, TDFP, e eu começo a identificar o check abraçando o profundo, por que: qual o nome do check: ligamento acessório do tendão flexor digital profundo, o que ele faz então: ele sustenta, é o acessório profundo, ele é um suporte ao TFDP. O que vai começar a acontecer: mais ou menos do meio quase no meio pra baixo do metacarpo, o check vai se inserir ao profundo, por isso que ele está abraçando, ele abraça o profundo e ai as fibras dele vão começar a se inserir no TFDP. Vejo ao lado o ligamento suspensório do boleto.

Agora vamos avaliar o meio:
No meio do metacarpo, o check já se inseriu ao profundo. Tanto que nessa região, as patologias do profundo são menos freqüentes pq ele fica muito mais resistente e mais protegido.
Vejo o TFDS, TFDP, e o ligamento suspensório do meio pra baixo o ligamento suspensório do boleto vai se bifurcar em 2 ramos: no ramo medial e no ramo lateral.
E ai começamos a ver uma “cinturinha” ele vai se cinturando, ele era como se fosse um retângulo, do meio pra baixo ele vai formando uma cintura porque vai virar o ramo medial do ligamento suspensório do boleto e ramo lateral do ligamento suspensório do boleto.

Descendo um pouco, mas não chegando no boleto ainda:
TFDS, TFDP, temos os ramos lateral do ligamento suspensório do boleto e ramo medial do ligamento suspensório do boleto.
Ex. desmite do suspensório do boleto, onde mais acomete o ligamento suspensório do boleto é mais próximo ao boleto, porque na hora que bifurca ele se torna mais fino, menos resistente. Então nessa região ali, os ramos do ligamento suspensório do boleto têm muito mais alteração do que o ligamento inteiro antes de se bifurcar. E quando ele bifurca, ele vai ser mais susceptível.

Avaliando no boleto do cavalo:
Quando chega no boleto, os ramos do ligamento suspensório vão se inserir, eles não continuam, eles param no boleto. Agora, o TFDS e o TFDP não, eles continuam, eles passam pra 1ª falange, pra quartela do cavalo, então o que acontece: eles têm que fazer uma passagem, e pra fazer essa passagem chega um ligamento, parece um ligamento que ajuda, dá uma sustentação a esses tendões, segura, chama-se ligamento anular palmar, é um ligamento bem fino.
Ai vc tem o TFDS e o TFDP. Quando chega no boleto, aparecem 2 ossinhos importantes no cavalo, os sesamóides (sesamoide proximal lateral e o sesamoide proximal medial). Entre os sesamóides existe o ligamento intersesamoidal, é um ligamento triangular, fácil de ver.
Essa região é interessante, porque mesmo não sendo o nosso objetivo, agente consegue ver o contorno do sesamóide, é como se fosse asa de gaivota (gaivota que criança desenha). Isso é interessante porque quando vc está fazendo exame e vc identifica alteração nesse contorno, provavelmente é uma sesamoidite. Só que vc não pode fechar o diagnostico porque vc está fazendo ultrassom, não está fazendo uma radiografia. Vc identifica uma alteração no contorno do sesamóide e ai vc encaminha pra radiografar esse sesamóide. Vc não pode fechar o diagnóstico, só sugerir.

Já na 1ª falange, na quartela do animal.
Vc não observa o ligamento anular palmar porque ele só serve pra sustentar naquela região, ele é muito pequeno e fino.
Vc observa: o TFDS, o TFDP, ligamento sesamoidal reto, ligamento sesamoidal obliquo lateral e ligamento sesamoidal oblíquo medial.

No talão do cavalo
	É o ultimo local que agente consegue observar com facilidade.
Os tendões superficiais se bifurcaram, eles formaram ramos, então vc vai ter o ramo lateral e ramo medial, TFDS. É o local de inserção deles então eles vão se bifurcar pra se inserir.
TFDS ramo lateral e TFDS ramo medial, TFDP ramo lateral, TFDP ramo medial. Ligamento sesamoidal reto, e os ligamentos sesamoidal oblíquo lateral e ligamento sesamoidal obliquo medial e inserindo ali no final da 1ª falange.

Técnica que vamos usar:
Via de avaliação é a via transcutânea e vc tem que usar sempre o transdutor linear de alta freqüência (isso é obrigatório, tem que ser linear. No convexo ou setorial vc não faz).
Se vc usar um transdutor de 7,5mHz vc precisa de um afastador de superfície de 1cm. Isso é uma espécie de almofadinha de silicone, que vc coloca que se chama “afastador de superfície”. O objetivo disso é afastar da superfície, pq é uma região muito próxima da pele, se vc deixa direto na pele, os primeiros tendões ficam borrados, eles se confundem com a pele. Então o afastador serve pra vc afastar e pra vc ter uma imagem melhor do TFDS.
	Existe a possibilidade de vc pode trabalhar com o transdutor de 10 MHz. Nesse caso vc não precisa de afastador de superfície pq a imagem fica mais nítida.
Mas o que acontece: O transdutor de 10 MHz pra vc trabalhar com eqüinos e grandes, é muito limitado, vc usa um transdutor de 10 MHz só pra isso, serve só pra locomotor de cavalo, vc não tem outro alcance. Por isso que agente fala pra usar um transdutor de 7,5 MHz com afastador porque é um transdutor mais sensível ali.
O transdutor multifrequencial também serve.
No transdutor de 5 MHz vc vai ter que usar um afastador de 2cm. Mas não é recomendado, mesmo com o afastador de 2cm a imagem não fica legal, não fica bem definida, serve só pra quebrar um galho. Ex. vc está na fazenda, fazendo um outro exame qualquer, ai surge um animal que está com uma alteração de locomotor, ai vc aproveita que está ali e dá uma olhada.

É muito importante a contensão do animal, pq vc senta num banco do lado do cavalo, se ele chegar um pouco pro lado ele pisa em vc, então é importante ele estar no tronco de contensão. O ideal é que ele esteja com o membro totalmente apoiado no solo, pra vc ver esses ligamentos e tendões sempre estendidos. Mas existem situações de tanta dor que o animal não consegue apoiar, ai vc tem que fazer o exame assim mesmo.

Outra coisa muito importante, a tricotomia com lamina de gilete, pq muitas alterações são pequenas e superficiais, então quanto mais vc conseguir melhorar a imagem, melhor. É complicado, não é fácil, o animal fica estigmatizada, por menos alteração que ele tenha, ele fica marcado (pelas pessoas, proprietários, etc.). E usar bastante álcool.

Como vamos avaliar:
Vamos avaliar com cortes transversais e longitudinais.

Primeiro fazemos com cortes transversais e depois com cortes longitudinais.