ok diagnostico 15.03.11
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ok diagnostico 15.03.11

Disciplina:Diagnóstico Patológico Por Análise De Imagem11 materiais32 seguidores
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Agente faz essa ordem por que: vou pegar o transdutor e colocar ele transversal ao tendão no ponto mais alto do metacarpo e vou fazendo cortes transversais, no sentido dorso ventral. Se o cavalo mexer, tirou a mão, vc tem que recomeçar pra não perder nenhuma região a ser avaliada.

O que eu consigo ver num corte transversal:
Consigo ver a forma do tendão, é como se fosse um triângulo. Em cada região de avaliação ele tem formas diferentes e essas formas que vamos avaliar. O corte transversal me dá a forma e me dá também o tamanho desse tendão ou ligamento, que na verdade é expresso como se fosse a área do tendão.

Como vc faz isso:
Os aparelhos são modernos, vc pega o cursor, bota em cima da estrutura e vc vai igual ao mouse contornando a estrutura que vc vai medir, no final o aparelho calcula pra vc a área e te dá a área em cm2.
Se vc não tiver um aparelho assim, vc pode fazer altura e largura desse tendão e jogar na formula pra encontrar a área.
Vemos a forma, o tamanho. O tamanho agente consegue ver se tem aumento ou diminuição. E vemos também a integridade desse tendão.

Integridade: vemos a integridade dessa estrutura, integridade desse tendão.
Porque posso encontrar nesse tendão, por exemplo, áreas de rompimento, que se caracterizam como “furos” nos tendões, que são rompimentos de fibras, vemos uma área anecóica. Vc pode ver de varias áreas de rompimento, ver uma área grande, diversas formas.

Tendões e ligamentos são sempre hipoecóicas. Sendo que ligamentos são mais ecogênicos do que os tendões, mas continua sendo cinza. Os 2 são cinzas, só que os ligamentos são mais ecogênicos do que os tendões (os ligamentos são um pouco mais brancos, mas continuam cinza)

O único ligamento em que não se mede a área é o ligamento anular palmar porque ele é muito fino e comprido, então não tem como contornar ele. Ele se confunde muito com a pele. Então o que agente faz: agente mede a altura dele, no final dele à pele, inclusive a pele, porque vc não consegue separar ele da pele, então agente trabalha com parâmetros de pele junto, não dá pra vc separar ele da pele, vc mede da pele até o final do ligamento anular palmar e trabalha com altura.

Em relação ao corte longitudinal:
	Vamos colocar o transdutor longitudinal ao tendão, e ir descendo. O corte longitudinal vai me dar uma imagem assim:
Vai me dar as fibras tendíneas e ligamentosas no sentido longitudinal
Então o que eu Consigo ver com esse corte:
1º eu consigo ver: Alinhamento dessas fibras. Será que as fibras estão ou não alinhadas.
Eu consigo ver a integridade daquela fibra, se está curta, longa, comprida.
Consigo ver a extensão da lesão. Porque no corte tranversal eu vi que existe, mas quanto tem essa lesão? 1cm, 2cm? será que é só focal? O corte longitudinal me dá a extensão dessa lesão, por isso que é imprescindível os 2 cortes.

Tendões e ligamentos variam de acordo com o animal, com o porte do animal. De acordo com a atividade esportiva que ele desempenha, ele vai ter tamanho e diâmetros diferentes desses tendões e ligamentos.
O que agente propõe: comparar ao membro contra lateral. Acha que um lado está com o tendão lesionado, vc compara com o outro lado oposto, mas este membro oposto não precisa fazer a tricotomia, vc joga um pouco de álcool e compara com o membro lesionado.

Existe formas de vc referenciar o achado que vc teve. Imagine o seguinte: vc está avaliando e encontrou uma lesão num ponto, no seu laudo, vc vai escrever: ex. observada lesão, área de rompimento anecóica no TFDS. Só que o TFDS é enorme, então vc tem que dizer onde que vc encontrou essa lesão.
Vc pode usar um sistema de centímetros, pega uma fita métrica dessas de costureira, corta um pedaço dela (pra não ficar enorme) e usa sempre medindo do osso acessório do carpo pra baixo. No inicio agente “cola” no cavalo com uma fita crepe quando vc está treinando. Depois vc pode só colocar na hora que vc achar a lesão.
Ai vc escreve: localizada rompimento de fibra no TFDS a 15cm do osso acessório do carpo. Ai eu já sei que quando eu quiser reavaliar esse cavalo, vou pegar a fita métrica, vou colocar no osso acessório do carpo dele e vou medir 15cm, que é onde vai estar a lesão.

Tem um outro sistema americano de referenciação que é o sistema de zona.
Como funciona: vc pega o metacarpo e dividir em 3 zonas (1,2,3) cada zona é subdividida em 2 subzonas (1 A, 1B, 2 A, 2B, 3 A, 3B). Cada subzona tem 5cm. Ai faz uma régua disso, que ele divide em zonas e coloca do lado do cavalo quando ele quer referenciar, e ai ele vai dizer que ele encontrou a lesão na zona x do metacarpo do cavalo.

Principais patologias que podem ser identificadas por exame US
Tendinite (inflamação do tendão)
Desmites (inflamação do ligamento)

Podem ser agudas ou crônicas, focais ou difusas.

Agente pode classificar essas inflamações (tendinite ou desmite aguda) em graus I, II, III, IV.

Grau I: é uma tendinite em que só houve aumento de tamanho do tendão ou ligamento, ou seja, não há rompimento de fibra.
Vc só viu que aquele tendão, ligamento está aumentado de tamanho, mas ele está integro, a imagem dele está íntegra pq não houve rompimento de fibra. Isso é uma tendinite/desmite considerada leve.

Grau 2 vc teve rompimento de menos de 50% de fibras rompidas.
O que significa isso: vc pode ter vários pequenos rompimentos que não totalizem mais do que 50%. Ou vc pode ter um único rompimento (maior) mas que também não totalize mais de 50% de fibras rompidas.
Quando eu falo em rompimento não quer que esteja um lado só rompido, vc pode ter vários focos de rompimentos, imagem anecóica.
Essa é uma tendinite/desmite considerada moderada.

Grau III: Tem mais de 50% de fibras rompidas.
É considerada grave.
Mesmo esquema, vc pode ter vários pequenos rompimentos, como vc pode ter um rompimento grande.

Grau IV: Há o rompimento completo das fibras.
Considerado gravíssimo.
O animal não vai botar a mão no chão, o animal vai chegar pra vc com a mão levantada, mancando.
É fácil de ver, porque vc vai ver um espaço negro, onde tinha que ter um tendão ou ligamento, vc vai encontrar um buraco negro. Vc vê ausência daquela estrutura ali.

Tendinite e desmite crônica

Recuperação do animal
Num corte longitudinal assim como no corte transversal eu vou ter a perda de alinhamento dessas fibras, é como se eu tivesse um buraco ali faltando dessas linhas alinhadas.
Quando o animal começa a se recuperar (o animal que está sendo tratado corretamente), o que vai acontecer: 1ª coisa que começa a acontecer é a deposição de tecido conjuntivo naquela região que foi rompido. O tecido vem e se deposita na região. O tecido conjuntivo tem uma imagem hipoecóica, idêntica a do tendão e ligamento. Então tem horas que o animal está se recuperando, quando vc faz o corte transversal vc não vê lesão, porque já houve deposição de tecido conjuntivo, ai que o corte longitudinal te salva, pq vc vai chegar e vai encontrar tecido conjuntivo hipoecóico depositado, mas não vê fibra alinhada, então ele ainda está se recuperando.
A tendência natural é esse tecido conjuntivo começar a se organizar e começar a formar fibras a principio fibras curtas, porem alinhadas (paralelas). Essa hora é que eu vou falar que é hora do animal fazer fisioterapia, pra alongar as fibras. Então quando começar a ver fibra curta, é a hora que eu tenho que começar o exercício dele através da fisioterapia, pra fazer com que essas fibras se alonguem.
O que vai acontecendo: essas fibras vão se tornando mais longas.
Isso é a recuperação normal de um animal tratado.

O que é um tratamento pra dermite e tendinite: repouso absoluto, é preso na baia, não pode soltar pq se soltar ele corre e anda sozinho e isso não pode.

Exercício sempre controlado com rompimento de fibra mas já quando tiverem com as fibras curtas alinhadas. Ai vc faz gelo, massagem, antiinflamatório pra dor, etc.

Tendinite desmite crônica:
Só que o que acontece: o período de recuperação de um animal, por exemplo, grau II, que é moderada, é de 6 meses. Se tem uma tendinite de grau III, é pelo menos 1 ano e